terça-feira, 31 de março de 2026

Amor e vida

Amor e vida

Joanna de Ângelis


Por que o amor?

Embora as severas vinculações humanas com o culto egoístico ao utilitarismo, vige o amor abençoando as criaturas em variadas e formosas expressões.

Apesar das demoradas experiências humanas na belicosidade destrutiva, o amor é que edifica povos e civilizações, transmitindo para a posteridade d cabedal de sabedoria e de cultura com que se imortalizam homens e nações.

Não obstante a carreira desenfreada da criatura na busca das sensações grosseiras, manifesta-se o amor nos ideais de santificação e liberdade.

Conquanto o hediondo espetáculo da miséria econômica e social, o amor enriquece as mãos e os corações para o ministério da caridade.

Apesar dos excessos atuais nos rumos da anarquia e da perversidade, o amor arma de misericórdia as mentes e os sentimentos para que o sacerdócio da Medicina e da Enfermagem enfrentem a guerra levando ajuda aos tombados e vencidos.

Sem embargo, os altos índices da criminalidade, deixando entrever que o homem perdeu o rumo do bem, o amor está levantando santuários de esperança na Terra, pensando feridas e sacrificando-se à justiça.

O amor, considerado morto nestes dias de imediatismo, encontra-se, porém, vivo e vitaliza criaturas incontáveis, a fim de que mais rapidamente haja uma mudança nas estruturas, como balizas de luz demarcando o início do milênio porvindouro.

O amor transita anônimo enxugando suores e limpando feridas, mãos alongadas no ministério do auxílio, elaborando o mundo melhor por que todos anelamos.

Há o amor de mães e de pais estoicos que se anulam no sacrifício e na abnegação, apagando os próprios ideais e renunciando-se, a fim de que os amados triunfem.

Há o amor de esposos nobres que silenciam ultrajes e ofensas, atestando que a honra e a coragem constituem os êmulos para a segurança e a felicidade.

Há o amor fraternal, alargando fronteiras, como antídoto eficiente aos males que solapam os alicerces sociais do mundo moderno.

Sempre o amor!

O amor é a presença de Deus no coração, dinamizando a paz, embora o rugir das tempestades em volta.

Por que o amor?

Amor é Vida.

O ódio asselvaja. O amor acalma.

O ciúme desequilibra. O amor harmoniza.

A cólera envenena. O amor sustenta.

A sensualidade brutaliza. O amor dulcifica.

A inveja envilece. O amor eleva.

A maledicência denigre. O amor aclara.

A calúnia indignifica. O amor levanta.

O rancor desorganiza. O amor educa.

A violência animaliza. O amor conforta.

A agressividade destrói. O amor edifica.

A fúria enlouquece. O amor tranquiliza.

A ignorância rebaixa. O amor salva.

A vaidade intoxica. O amor libera.

O orgulho perverte. O amor ampara.

Em tudo o amor tem preponderância.

O amor sobrevive.

O amor de Deus, que engendrou a Criação, é o hálito da vida.

A harmonia do amor aciona o mecanismo dos mundos mediante as leis sábias da gravitação universal.

O amor, a manifestar-se no sol, nutre e sustenta a vida em todas as suas expressões na Terra.

As paixões inferiores fazem queimar enquanto o amor aquece sem ferir.

Por amor, Jesus se transferiu do sólio do Altíssimo a fim de conviver com os homens, suportá-los, auxiliá-los e erguê-los às culminâncias da munificência de Deus.

Fora, portanto, do amor, não há felicidade, porque o amor é a base para a caridade.

Sem o amor não vige o perdão, nem a justiça realiza o seu mister, fazendo-a derrape na impiedade.

Só o amor possui o élan vital para erguer a criatura ao seu Criador num sublime processo de união e ventura.

Disse Jesus: “Amai a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a vós mesmos.”

Em tudo e todos o amor.

Eis porque o amor.

Joanna de Ângelis por Divaldo Franco do livro:
No Limiar do Infinito

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segunda-feira, 30 de março de 2026

Trilogia da paz

Trilogia da paz

Casimiro Cunha



Enquanto o mundo se agita,
Clamando na inquietação,
Guardemos a trilogia:
Amor-serviço-oração.

Se padeces duras provas,
Conserva, contigo, à mão,
Três remédios infalíveis:
Amor-serviço-oração.

Calúnias e desafios,
Insultos do orgulho vão,
Fogem da estrada se encontram
Amor-serviço-oração.

Para as tristezas que nasçam
Do pensamento malsão,
Três recursos nunca falham:
Amor-serviço-oração.

Sofres o peso da angústia...
Se queres libertação,
Usa com todos e em tudo
Amor-serviço-oração.

Conflitos, dificuldades,
Problemas de indecisão,
Terminam quando recebem
Amor-serviço-oração.

Quaisquer sombras, como sejam,
Desventura ou tentação,
Dissiparás, aplicando
Amor-serviço-oração.

Se pedirmos paz ao Cristo,
Ele dirá com razão:
Cultiva, em qualquer caminho,
Amor-serviço-oração.

Casimiro Cunha por Chico Xavier do livro:
Excursão de Paz

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domingo, 29 de março de 2026

Aos assistentes sociais

Aos assistentes sociais

Miramez


Não acusem nem a Deus nem aos governantes, pelos desequilíbrios sociais dos povos. Leis que talvez ignoram agem por trás desses fenômenos.

Caminhando por determinada região do país, em época recuada, via-se uma multidão de retirantes, sob um sol causticante. Dezenas de criancinhas atrofiadas sobre os ombros esqueléticos de seus pais e irmãos mais velhos, todos demandavam rumo ao sul, em busca de melhores condições de vida.

Com efeito, a própria natureza parecia negar-lhes apoio, pois nada encontravam nela que pudesse expressar vida e matar-lhes a fome devoradora. A própria água escondia-se nas profundidades do solo, parecendo esconder-se do próprio tempo. De quando em quando, deparavam com esqueletos de homens e animais, margeando as estradas, sucumbidos por não suportarem ir adiante.

Um espírito de pouca evolução espiritual, porém de sentimentos altruísticos, que por ali passava, vendo aquele quadro horripilante, sentiu imensa revolta e começou a falar com o próprio Deus, em monólogo mais ou menos assim:

- Meu Deus, Jesus Cristo! Não posso crer no que vejo! Crianças morrendo à mingua, velhos servindo de animais de carga; moços perdendo toda a esperança da juventude com esse drama de misérias, e humanos que perderam a forma. Se houvesse por perto um cemitério, diríamos que todos os cadáveres se levantaram e procuram algo que desconhecemos! Não sei, Senhor, explicar esse fenômeno!

Pelo que vejo, meu raciocínio parou! Esses homens, essas mulheres, esses jovens, essas criancinhas, não são Seus filhos? Se fosse eu o pai delas, estaria louco em busca de solução!

E terminando, em profunda concentração, moveu os lábios em ligeiros movimentos, dizendo, como se estivesse diante de Deus:

- E então, senhor, não se penaliza diante de tudo isso?

Para seu espanto, sua súplica foi ouvida. Diante dele apareceu, como por encanto, uma figura serena e aureolada de luz com variados cambiantes. O perfume recendeu na velha estrada, por entre a massa sofredora, e a lembrança de Jesus e de Deus naqueles corações se avivou de maneira indescritível. E o mensageiro falou com bondade ao suplicante:

- "Meu filho, não queiras servir de pedra de tropeço para quem caminha na estrada evolutiva, por imposição da lei e por necessidade própria. Não blasfemes contra o Criador por causa de acidentes naturais da vida; estás criando uma miséria que não existe e que, se for real, o é somente em tua mente. Na verdade, estás sofrendo mais do que todas estas criaturas. Todos sabem que uma operação realizada em hospital bem instalado é precedida de anestesia aplicada ao enfermo, de forma que, se alguém de fora assistisse à operação, sofreria mais do que o próprio paciente, não é verdade? E Deus, o Supremo Cientista do Universo, não teria recursos maiores para os Seus filhos em processos de evolução? Tudo está certo, nos seus devidos lugares e as diversidades sociais no mundo compõem um convite para que nós sirvamos sem mais lamentações descabidas."

Terminando, o anjo do Senhor desapareceu e o Espírito, antes revoltado, serenou o ânimo e iniciou, com seus recursos, a incentivar todos os retirantes a prosseguirem com fé em Deus e na promessa de Cristo de que nenhuma de minhas ovelhas se perderá. Na hora do sono, suas conversações eram mais proveitosas, tomando-se, daquele dia em diante, em um anjo protetor dos retirantes.

Meus filhos que estudam os fenômenos sociais, não lhes resta outro caminho senão o de servir com mais eficiência aos que sofrem, nunca usando dos recursos intelectuais que assimilam nos seus cursos, pra acusar o governo de tal ou qual desequilíbrio social. Pela lei da reencarnação, que todo espiritualista deve conhecer, existem provações individuais e coletivas. Quando um Espírito nasce em favelas e continua emaranhado em duras provações como a fome, a nudez, e a falta de cultura, por trás disso existe algo que muitos desconhecem, que se chama processo de evolução, verdadeira escola espiritual para as almas em ascensão.

Apesar disso, não devem cruzar os braços, esperando somente pelo destino.

Assim, estarão passando para a outra margem do problema, ao passo que o dever de todos os assistentes sociais é trabalhar no caminho do meio, esforçando-se no sentido de minorar as provas alheias sem, contudo, acusar ninguém da miséria que porventura exista, olhando com naturalidade tudo o que se processa na Terra, sem alarde, sem blasfêmias, sem censura também a Deus, porquanto Ele fez tudo certo e nós é que não entendemos os Seus desígnios.

É através da bondade de Deus que a caridade é praticada sem cessar, neste planeta, junto àqueles que sofrem, e é através dos próprios homens que o Senhor Se faz presente, por misericórdia, inspirando-nos na instalação de recursos de todos os matizes e entre todos os povos para a justiça social, em favor dos retirantes do mundo todo.

Trabalhemos, pois, de mãos dadas, encarnados e desencarnados, que em breve, com as bênçãos do Cristo e a evolução das almas, a Terra ascenderá mais um degrau na escala dos mundos. Aí começará a reinar no globo a paz e a felicidade para todos e todos haveremos de compreender o porquê da dor e quais os motivos dos problemas sociais, reconhecendo que Deus sempre agiu acertadamente.

Miramez por João Nunes Maia do livro:
Cinquenta Epístolas

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sábado, 28 de março de 2026

A coisa mais importante

A coisa mais importante

Ignotus



A prisão feminina recebia o orador espírita por primeira vez.

As mulheres condenadas a períodos diversos e nunca inferiores a seis anos encontravam-se desagradadas, face ao impositivo compulsório de estarem presentes a palestras.

Rostos contraídos, lábios em ríctus, enfado ...

O orador foi apresentado pela Diretora em considerações breves.

Concedida a palavra, ele propôs uma pequena “estória com interferência”, a fim de motivar as assistentes.

Logrou o intento.

Modificou-se o ambiente.

O tema era a felicidade.

Argumentos leves e significativos, assuntos do dia a dia chamados para dar melhor ênfase ao tema, quando, perguntou:

- “Qual a coisa mais importante na vida?”

A indagação tomou as espectadoras de surpresa. Silêncio geral.

Uma voz acanhada respondeu do fundo da sala: - “O amor”.

Outra disse: - “A liberdade”.

Alguém afirmou: - “O dinheiro”.

Outrem postulou: - “A saúde”.

As opiniões se multiplicaram e ele as ouviu sem comentar.

Quando se fez novo silêncio, ele considerou:

- “Para mim a coisa mais importante na vida é a paz de espírito”.

“O amor vem e vai, quando não se tem paz”.

“Se a liberdade fosse importante, ninguém estaria aqui, pois que tudo faria a fim de não a perder. Aliás, a verdadeira liberdade é interior. Pode-se estar no cárcere, sendo inocente, permanecendo-se livre e estar-se na rua preso aos vícios e paixões...”

“O dinheiro compra muita coisa menos a paz. A saúde pode ser perdida pela nossa negligência e aí estão os exemplos dos que derrapam nos excessos, nas dissipações e a malbaratam...”

Uma grande expectativa pairava no ar.

Depois de um momento de reflexão, ele prosseguiu:

- A verdadeira paz dá felicidade, porque decorre de uma conduta reta - sem erros a ressarcir -, de um coração pacífico - sem mágoas nem paixões -, de uma consciência tranquila - que é o resultado das outras aquisições.

“Jesus nos ensinou a usar as coisas, as posses, sem depender delas; a viver o amor sem o corromper; a resguardar a saúde, a fim de preservá-la... A paz, porém, Ele nos deu, afirmando ser uma paz que o mundo não podia dar - essa que amolenta e degrada o homem -, mas só Ele poderia conceder - a que resultar do sacrifício da abnegação e da dedicação ao bem do próximo - então, enobrecedora, permanente. Essa paz proporciona a felicidade”.

Alongou os argumentos, propôs considerações, enquanto uma paz de felicidade espiritual impregnava o ambiente e os corações, face à música sublime dos comentários espíritas.

*

Não se afadigue pela posse das coisas. Quase sempre quem possui fica possuído pelas coisas que o atormentam.

Seja libre de amarras terrenas inundando-se da paz que o Cristo oferece aos que O servem e você desfrutará do mais importante bem da vida.

Ignotus por Divaldo Franco do livro:
Espelho Dalma

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sexta-feira, 27 de março de 2026

Sai de ti mesmo

Sai de ti mesmo

Maria Dolores



Se carregas contigo o tempo atormentado
Sob tristeza e desencanto,
É natural te aflijas, entretanto,
Não te entregues ao luxo de chorar.
Sai de ti mesmo e escuta, em derredor,
Aqueles que se vão sem rumo certo,
Suportando no peito o coração deserto
Na penúria que mora entre a noite e o pesar.

Não importa o que foste e o que sofreste
E nem a dor alheia, em mágoas mudas,
Procurará saber a crença em que te escudas,
Nem pergunta quem és...
Os que seguem no pó do sofrimento,
Vivendo de coragem, semimorta,
Rogam-te auxílio à porta,
Rojando-se-te aos pés...

Desce da torre em que te vês somente
E escuta-lhes a história dolorida:
Esse chora sem lar, outro é quase suicida
Cansado de amargura e solidão;
Aquele envelheceu, sem alguém que o quisesse,
Outra é mãe desprezada, anêmica e sozinha,
Sombra que foi mulher, que respira e caminha,
Sabendo agradecer a fortuna de um pão.

Sai de ti mesmo e vem!... Esquece-te em serviço...
É Jesus que te chama ao bem que não se cansa,
Acharás, ao servir, renovada esperança,
Paz e fé, sob a luz de nobres cireneus!...
E sem horas a dar ao desalento e ao tédio,
Quando encontres a noite, cada dia,
Dirás ao Céu, em prece de alegria:
- Por tudo quanto tenho agradeço, meu Deus!...

Maria Dolores por Chico Xavier do livro:
Caminhos do Amor

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quinta-feira, 26 de março de 2026

Confiemos servindo

Confiemos servindo

Emmanuel



A fé renovadora é a bênção da vida em todos os campos da natureza.

Confia a semente na força que lhe flui dos recursos próprios e rompendo o envoltório que a constringe, converte-se em árvore generosa.

Confia a flor na energia solar que lhe submete a contextura a rudes metamorfoses, e, renunciando à própria beleza, transforma-se em fruto. 

Confia a fonte no impulso que lhe convoca as águas à grandeza do mar e, vencendo, muita vez, charcos e abismos, reúne-se ao rio que lhe acalma a aflição no colo do oceano.

Confia o barro humilde nos projetos do oleiro e, suportando a rija tensão do fogo, ressurge em vaso nobre.

*

A semente, porém, conformou-se à soledade, para fazer-se o apoio da floresta.

A flor resignou-se a perder o aroma e frescura para manter o pólem.

A fonte suportou o crivo do solo, vencendo lodo e areia para atingir a grande serenidade.

E o barro tolerou queimaduras atrozes para erguer-se em obra prima.

*

"Pregai vossa fé pelo exemplo" - diz-nos a palavra do Alto, trazida à nossa rota.

Eis porque, se nos propomos algum dia a luzir no celeiro da Infinita Bondade, necessário se faz saibamos estender a luz que o Cristo nos deu às almas, aprendendo a sofrer para resgatar, a servir para iluminar, a suportar para burilar e também a morrer pelo bem para realmente viver com a Imortalidade.


Emmanuel por Chico Xavier do livro:
Escultores de Almas

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Processo Reencarnatório

Processo Reencarnatório

Hermínio C. Miranda


001 - Na sua opinião, considerando os livros básicos e a literatura auxiliar, a Doutrina Espírita tem esgotado as informações sobre o processo reencarnatório ou, na medida em que o homem se espiritualize, informações adicionais serão concedidas?
Como sistema orgânico de conhecimento, o Espiritismo é uma doutrina evolutiva, atenta à dinâmica da expansão cultural da humanidade. Vamos reler um parágrafo da Introdução que Kardec escreveu para O Evangelho Segundo o Espiritismo (Autoridade da Doutrina Espírita, pg. 31, 57a. edição FEB): " Com extrema sabedoria procedem os Espíritos superiores em suas revelações. Não atacam as grandes questões da Doutrina senão gradualmente, à medida que a inteligência se mostra apta a compreender a verdade de ordem mais elevada e quanto as circunstâncias se revelam propícias à emissão de uma ideia nova. Por isso é que logo de princípio não disseram tudo e tudo ainda hoje não disseram, jamais cedendo à impaciência dos muito afoitos, que querem os frutos antes de estarem maduros." O Livro dos Espíritos constitui exemplo disso no sentido de que notamos na sua elaboração o cuidado de não dizer mais do que o necessário e conveniente para a época e de compactar informações e ensinamentos num mínimo possível de texto. Em algumas respostas, a linguagem é quase telegráfica, sem detalhamentos, considerados, talvez, prematuros ou inoportunos. O que, de certa forma, parece indicar reserva de espaço para futuras ampliações, à medida que o conhecimento fosse progredindo. Não creio, por isso, que a temática do processo reencarnatório tenha sido esgotada no contexto das obras básicas e nem mesmo nas subsequentes. André Luiz, por exemplo, ampliou consideravelmente tais informações. Penso que ainda temos muito que aprender com os instrutores espirituais sobre esse e tantos outros assuntos.
002 - Fiz um aborto aos 21 anos e depois tive um filho aos 27. Existe possibilidade deste espírito ser o mesmo que foi abortado anteriormente?
Entendo perfeitamente possível que a criança que você teve aos 27 anos seja a mesma entidade espiritual, cujo corpo fora abortado cerca de seis anos antes.
003 - Na reencarnação sob processo expiatório, ocorre às vezes uma vultosa anomalia cerebral. De que forma há para esse Espírito aproveitamento da reencarnação? Há algum tipo de percepção?
A reencarnação constitui sempre valiosa oportunidade de progresso espiritual. O corpo físico pode apresentar-se severamente afetado por anomalias inibidoras, mas a entidade espiritual está presente e atenta ao que se passa. Em nosso trabalho mediúnico, testemunhamos um caso desses. Sugiro que você leia o capítulo 19 - Filhos deficientes, de meu livro "Nossos Filhos são Espíritos", que parece responder à sua pergunta. Leia, também, "Autismo - uma leitura espiritual", ainda que este não seja o caso específico que você tem em mente.
004 - O Sr. poderia comentar as relações entre a descoberta do código genético humano e o processo reencarnatório?
Por exemplo, se muitas doenças físicas poderão ser evitadas, como ficam as reencarnações de Espíritos que têm como sua fase evolutiva o ultrapassar justamente doenças físicas? Penso que é cedo para se falar em interferências no código genético que resultem no cancelamento puro e simples de deficiências físicas ou mentais, que, como sabemos, tem sérias implicações cármicas. O projeto genoma, recentemente divulgado com enorme espalhafato publicitário, embora represente um gigantesco passo à frente no entendimento da biologia humana, ainda tem muito trabalho pela frente, como reconhecem os próprios cientistas. São mais de 3 bilhões as combinações possíveis no ser humano. Por outro lado, as leis divinas não se sujeitam a manipulações daqueles que se propõem a "brincar de Deus". Sugiro que você leia, se conseguir localizar, um pequeno artigo meu intitulado "Uma ética para a genética", publicado em Reformador em junho de 1971, há quase trinta anos, portanto. Será útil também, se ainda não o fez, a leitura do Time, de 3 de julho de 2000. Diz-se ali, entre outras coisas, que dois grupos empenharam-se em decifrar as "letras bioquímicas" do DNA humano e as instruções codificadas para construir e operar um ser humano totalmente funcional. Em outras palavras, ninguém, nesse projeto gigantesco, está pensando no espírito e nem nas leis cármicas. E muito menos, em Deus. Quanto a mim, fico com Deus e não tenho a pretensão de brincar com ele. Não sou, contudo, um especialista no assunto. Sugiro que você leia "O projeto genoma", de autoria da Dra. Marlene Nobre, no recente Boletim SEI, da Capemi, de 29-07-2000. Poderá, para isso, acessar a Home page: http://www.lfc.org.br
005 - Na sua opinião, como se dá o processo de ligação do fluido vital ente o perispírito e o corpo durante o processo reencarnatório?
Não me sinto preparado para responder à sua pergunta. Em outras palavras: Não sei. Acho, até, que é muito bom a gente ter tantas ignorâncias para transformar um dia em conhecimento. Isso indica que a vida será sempre um desafio e
nunca uma chatice.
006 - Quanto tempo, em média, o espírito permanece na pátria espiritual, antes de reencarnar? Meu pai faleceu há 5 anos; quando eu desencarnar me encontrarei com ele?
Cada caso é um caso. Não há uma periodicidade rígida de tantos em tantos anos, entre uma encarnação e outra. O Prontuário da Obra de Allan Kardec, do erudito confrade e pesquisador Deoclécio de Demócrito, indica as seguintes referências sobre o assunto: O Evangelho Segundo o Espiritismo n. 16, p. 31; Céu e Inferno, 2a. parte, cap. 4, p.275 e cap. 5, n. 39, p. 309; Obras Póstumas, Parágrafo. 3, n. 28, p. 39. Há, também, uma pesquisa do amigo dr. Hernani Guimarães Andrade, em artigo que não tenho como localizar. Hernani chega à conclusão de que, em vista do número muito maior de habitantes da Terra, o intervalo entre uma encarnação e outra diminuiu nos últimos tempos. Ou seja, a "fila" era muito maior quando havia pouca gente encarnada por aqui... Certamente você se encontrará com a entidade que foi seu pai, bem como com outros seres que se acham ligados a você, nesta ou em existências passadas. É o que costuma acontecer. Leia, a respeito, a Questão 160, de O Livro dos Espíritos.
007 - Gostaria de saber um pouco mais sobre os departamentos de reencarnação do plano espiritual, como funcionam e quais os seus objetivos.
Esta é outra pergunta que não sei responder. Você encontrará as informações que deseja na obra de André Luiz. Esse autor espiritual estudou a questão com entidades de grande experiência e conhecimento.
008 - Durante o período da gestação, é possível que a mulher seja obsidiada? Se o processo obsessivo já existir, o obsessor é afastado?
Sim, a mulher pode ser obsidiada antes, durante e depois da gestação. A gravidez, por si mesma, não a livra do processo obsessivo, nem leva a entidade perseguidora a afastar-se automaticamente. Em muitos casos a gravidez pode até suscitar ou agravar obsessões, quando entidades desorientadas e vingativas procuram interromper ou perturbar o processo reencarnatório, por ter problemas com a mãe, com a criança ou com ambos. A questão é complexa e os casos devem ser tratados com serenidade, compreensão, amor fraterno e prece, em grupos confiáveis que se dediquem à tarefa dita de desobsessão. Não com o objetivo de nos livrarmos da entidade perturbadora, mas para que nos pacifiquemos todos, a fim de seguirmos todos juntos e em paz os caminhos evolutivos. "Reconcilia-te com teu adversário", ensinou o Cristo, "enquanto estás a caminho com ele."
009 - Gostei imensamente do seu livro "Nossos filhos são Espíritos"; gostaria de sua análise sobre nossa responsabilidade no processo de resgate com relação à vida conjugal, e como isto influencia a reencarnação daqueles que devem vir como filhos.
O lar é o nosso laboratório de trabalho, pesquisa, estudo e aprendizado, bem como um ponto de reencontro. A família representa, usualmente, a melhor combinação possível de situações que levem os seres que a compõem à solução dos problemas que os afligem. É uma preciosa oportunidade que não deve ser desperdiçada, dado que a felicidade e a paz futuras dependem do que estamos fazendo hoje. As entidades que se reencarnam como nossos filhos e filhas constituem parte integrante do projeto elaborado para a vida terrena e precisam contar conosco para as tarefas que se programaram para realizar junto de nós. Releia o capítulo 21 - "A menina que chorava na calçada", no livro "Nossos Filhos são Espíritos". Leia, ainda, o capítulo que escrevi para o livro "O Espiritismo e os Problemas Humanos", do querido amigo e confrade Deolindo Amorim. É uma edição da USE, São Paulo.
010 - É possível um espírito reencarnar em pouco tempo e dentro da mesma família onde viveu a última encarnação?
É possível, sim, a uma entidade reencarnar-se na mesma família após alguma permanência na dimensão póstuma. A literatura espírita tem documentado numerosos e convincentes casos dessa natureza. Em "Twenty Cases Suggestive of Reincarnation", o professor Ian Stevenson apresenta (que me lembre) pelo menos dois. Um deles passou-se na geladas regiões da América do Norte, onde uma entidade reencarnou-se como filho de seu próprio filho. Ou seja, ele nasceu como neto (ou avô) de si mesmo e seus antigos filhos e filhas passaram a ser tios e tias na nova existência. Ele os reconheceu como reconheceu também seu antigo relógio de bolso que a família conservara. O outro caso narrado pelo dr. Stevenson nesse livro passou-se no Brasil, na família do professor Francisco Waldomiro Lorenz, no Rio Grande do Sul. Há uma tradução desse livro em português, mas não tenho comigo os dados. Se bem me lembro, chama-se Vinte Casos Que Sugerem a Reencarnação (Ou Sugestivos de Reencarnação).
011 - Quando um espírito está se preparando para reencarnar, ele pode se comunicar numa reunião mediúnica? Em caso afirmativo, como se dá esse processo?
A entidade que se prepara para reencarnar-se pode, sim, manifestar-se mediunicamente. Tivemos um caso desses, que ficou narrado em meu livro Diálogo com as Sombras (Edição FEB). Mesmo depois de iniciado o processo reencarnatório, a entidade goza de relativa liberdade. Como, aliás, acontece também com os encarnados, que se manifestam, segundo a Codificação, como espíritos, em estado de desdobramento. Veja, nesta mesma entrevista, os comentários acerca da Pergunta número 19.
012 - Caro Hermínio, temos uma dúvida que até a presente data não conseguimos elucidação. No livro Evolução em Dois Mundos (André Luiz/Chico Xavier/Waldo Vieira), no capítulo sobre Simbiose Espiritual, encontramos: "Ninguém necessita, portanto, aguardar reencarnações futuras, entretecidas de dor e lágrimas, em ligações expiatórias, para diligenciar a paz com os inimigos trazidos do pretérito, porque, pelo devotamento ao próximo e pela humildade realmente praticada e sentida, é possível valorizar nossa prece, atraindo simpatias valiosas, com intervenções providenciais, em nosso favor." Nossa questão: Pode um Espírito em uma única reencarnação resgatar todos os seus débitos do passado e anular a vingança de seus inimigos espirituais, através do exemplo do amor puro aos semelhantes ?
Parece-me que a pergunta deve ser reformulada. André Luiz está dizendo que não é necessário esperar por reencarnações futuras para nos reconciliarmos com nossos adversários ou com aqueles a quem prejudicamos; podemos começar desde já a tarefa, com a nossa própria reeducação, o hábito da prece, a prática do amor ao próximo, o reaprendizado da vida, enfim. Ele não diz que estaremos, dessa maneira, resgatando numa só existência, todos os erros cometidos. Temos testemunhado exemplos vivos disso, em nossos trabalhos mediúnicos, no decorrer de quase 40 anos. Entidades indignadas que conseguimos resgatar com paciente argumentação, compreensão e amor, tinham ligações conflituosas com membros do nosso próprio grupo. Não foi preciso, nesses casos, esperar futuras existências de atrito e sofrimento, para trabalhar nossas divergências. Em outras palavras: "adiantamos o serviço" da reconciliação, que teria de ser feito mais tarde, em futuras reencarnações.
013 - Como se dão as reencarnações regidas pelo automatismo? Esta situação abrange os casos de reencarnação forçada que os espíritos de pouca luz unidos em falanges impõem a seus subjugados?
Há reencarnações com um componente de compulsoriedade, obviamente em benefício da entidade reencarnante. O livro Prontuário da Obra de Allan Kardec, de Deoclécio de Demócrito, recomenda ler, sobre este aspecto, a Questão 262, em O Livro dos Espíritos. Recorro, ainda, ao Indicador Espírita, compilado por outro meticuloso e competente confrade, João Gonçalves. Veja o que contém o verbete número 2155: "Reencarnações se processam muita vez sem qualquer consulta aos que necessitam segregação em certas lutas no plano físico, qual enfermos e criminosos que, pela própria condição ou conduta, perderam temporariamente a faculdade de resolver quanto à sorte que lhes convém. Incapazes de eleger o caminho de reajuste, são decididamente internados na cela física como doentes isolados sob assistência precisa. Vemo-los, assim, repontando de lares faustosos ou paupérrimos, ao lado daqueles que lhe devem abnegação e carinho, contrariando por vezes até certo a hereditariedade, por representarem dolorosas exceções no caminho normal." São indicados, nesse verbete, as seguintes fontes de consulta: Evolução em Dois Mundos, Entre a Terra e o Céu, Missionários da Luz, Nosso Lar, No Mundo Maior, Obreiros da Vida Eterna, todos de André Luiz e mais: Autodescobrimento - uma busca interior, de Joanna de Ângelis e ainda, As Mil Faces da Realidade Espiritual, de Hermínio C. Miranda, bem como Nascer e Renascer (Emmanuel) e, finalmente, O Problema do Ser, de Léon Denis. Sobre a segunda parte de sua pergunta, lembro meu artigo "O médium do Anticristo" (Reformador, março e abril de 1976), no qual é examinada a hipótese de reencarnações de um mesmo grupo de entidades em torno de Adolf Hitler.
014 - Gostaria que o Sr. analisasse de forma sintética a presença da fatalidade, do destino e da lei de causa e efeito no processo reencarnatório. Afinal, nem todos os que reencarnam vêm com uma programação reencarnatória? Quando esta programação existe, pode ser encarada como determinismo? Ou alguns aspectos podem ser modificados?
A questão é ampla demais para uma resposta compacta e nem me considero suficientemente preparado para fazê-lo. Não atribuo, contudo, grande importância e conteúdo a palavras como fatalidade, destino, acaso. O conceito dominante aqui é o da lei de causa e efeito ou carma. É evidente que todos nós trazemos para a vida na carne uma programação de trabalho, mas tal programa não é determinista, porque a lei sempre leva em conta o exercício do livre arbítrio e a consequente responsabilidade por tudo quanto fazemos ou deixamos de fazer. Podemos ou não cumprir as tarefas programadas na espiritualidade antes da reencarnação. Daí, tantos desvios e fracassos, que muito teremos a lamentar ao regressar à dimensão espiritual e verificar que pouco ou nada realizamos do que estava planejado. Pior ainda: muitas vezes, fizemos justamente aquilo que não era para fazer. Costumo dizer que o único determinismo a que estamos irrevogavelmente sujeitos é o de chegar aos mais elevados patamares da perfeição espiritual. Não fomos criados para o fracasso, o sofrimento eterno, a prática permanente do erro. Trazemos um plano geral, não um rígido conjunto de ordens que desçam aos detalhes dos detalhes. É como se tivéssemos que ir de determinado lugar a outro, não importando muito que caminhos vamos percorrer, nem que tipo de condução iremos usar. Se preferimos fazer uma viagem mais longa, mais difícil, mais demorada e sofrida, passando por precipícios, desertos e espinheiros, o problema é nosso. Ninguém nos obrigará necessariamente a fazer as coisas desta ou daquela maneira. A respeito do descumprimento da programação reencarnatória, sugiro que você leia "As Sete Vidas de Fénelon" (Publicações Lachâtre).
015 - Qual sua opinião sobre o processo reencarnatório entre os animais? Na passagem do animal para o humano como surge a reencarnação inicialmente? Há algum processo de aprimoramento do princípio espiritual para reencarnar como espírito?
Não conheço suficientemente o assunto. Sugiro que você leia o livro da dra. Irvênia Prada, competente veterinária, com excelente formação doutrinária espírita. O livro intitula-se A Questão Espiritual dos Animais e é uma edição da Folha Espírita, São Paulo.
016 - O Sr. poderia comentar sobre a situação do perispírito durante o processo reencarnatório? Há perda do perispírito no processo reencarnatório? Como podemos compreender o fenômeno da "redução perispiritual", da qual nos fala o espírito André Luiz?
O perispírito é um "modelo organizador biológico" e traz consigo a programação daquilo que deve ser projetado no corpo físico. Não encontro referências à "perda de perispírito" no texto, citado (Entre a Terra e o Céu, p. 179). O que está ali escrito é que há "redução volumétrica do veículo sutil pela diminuição dos espaços intermoleculares." Ou seja, o perispírito compactou-se, mantendo-se, porém, integral, sem nenhuma perda de função.
017 - Qual a participação da espiritualidade e do mentor do reencarnante, no retorno do espírito à carne?
Pelo que sabemos, mentores e amigos espirituais participam da elaboração de nossos planos reencarnatórios, ajudando-nos na escolha das prioridades que nos convêm programar segundo nossas possibilidades e limitações. Mais uma vez, recomendo a leitura de André Luiz para melhor entendimento de tais aspectos.
018 - Na sua opinião, quais benefícios reais o espírito obtém com a reencarnação? Ele não poderia evoluir apenas na erraticidade?
Sobre o objetivo da encarnação, leia a Questão 132, de O Livro dos Espíritos. Quanto ao progresso na erraticidade, diz a Questão 230: "(O Espírito) pode melhorar-se muito (na erraticidade) tais sejam o desejo que tenha de consegui-lo. Todavia, na existência corporal é que põe em prática as ideia que adquiriu." Veja, ainda, a Questão 330 a).: "Pergunta: Então, a reencarnação é uma necessidade da vida espírita, como a morte o é da vida espiritual? Reposta: Certamente; assim é."
019 - Allan Kardec, em A Gênese, postula que a consciência espiritual vai diminuindo com a proximidade do parto, sendo que no nascimento o espírito estaria completamente inconsciente. No seu livro "Nossos filhos são Espíritos", o Sr. transcreve narrativas, obtidas através de regressão, que algumas pessoas fazem sobre a situação na hora do nascimento. Como conciliar estas duas informações?
É pertinente a observação da leitora (ou leitor). No texto que escreveu para A Gênese, Kardec refere-se ao estado de perturbação do espírito a partir do momento em que é "apanhado pelo laço fluídico" que o prende ao corpo físico em início de formação. Prossegue o Codificador, declarando que esse estado de perturbação intensifica-se durante a gestação, "perdendo o Espírito, nos últimos momentos (quando começam os trabalhos de parto) toda a consciência de si próprio, de sorte que jamais presencia o seu nascimento. Quando a criança respira, começa o Espírito a recobrar as faculdades, que se desenvolvem à proporção que se formam e consolidam os órgãos que lhe hão de servir às manifestações." Na Questão 380, os Espíritos se haviam manifestado de modo semelhante, ao dizerem que "A perturbação que o ato da encarnação produz no Espírito não cessa de súbito, por ocasião do nascimento. Só gradualmente se dissipa, com o desenvolvimento dos órgãos." De qualquer modo, as técnicas regressivas e as regressões espontâneas da memória não confirmam generalizado estado de perturbação na entidade reencarnante, ao mesmo tempo em que demonstram nela perfeita consciência de si mesma durante a gravidez e no momento do parto. Alguma modalidade de consciência, portanto, está funcionando nessas fases. No capítulo 48 de "Nosso Lar", uma entidade reencarnada ainda na fase infantil, no berço, manifesta-se com sua personalidade (reencarnação) anterior, aos familiares que deixara ao morrer como Ricardo. Em tarefas de nosso grupo mediúnico, conhecemos uma entidade recém-encarnada era ainda um bebê, que não tinha controle sobre o corpo físico e, por conseguinte, nenhuma condição de se comunicar com a família. No entanto, revelou-se lúcido e consciente de sua situação no encontro mantido, em
desdobramento, com nossos amigos espirituais. O caso está relatado no capítulo 19 - Filhos deficientes, de "Nossos Filhos são Espíritos". Ignoro, pois, em que condições ocorre o estado de perturbação a que se referem os Espíritos.

Tema: Processo reencarnatório
Entrevistado: Hermínio Correa de Miranda
Período: 26 de junho a 9 de julho de 2000
CVDEE - Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo

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