A proposta
Ignotus
- Venho consultá-lo - falou com desmedida aflição - e, ao mesmo tempo, pedir-lhe socorro. Como você sabe, sou profundamente infeliz na minha vida conjugal, que me parece um fardo insuportável. Temo cometer um crime.
- Pense em Jesus. A claridade da fé se destina à iluminação dos caminhos absconsos do Espírito. Quase todo enlace matrimonial significa compromisso do passado, em reajustamento do presente...
- Eu sei, eu sei. No entanto, a minha taça transborda... Encontrei alguém por cujo amor seria capaz de oferecer a própria existência. Alma querida de outra vida, reencontrei-a agora. Só agora... Todavia estou disposto a qualquer sacrifício, mesmo que seja o preço da deserção do lar, e, se necessário, o abandono dos filhos... Contudo, também amo a minha esposa. Amo-a de forma diferente...
- Se a ama, ajude-a. O verdadeiro amor conjugal é aquele que surge após as chamas do desejo, quando acalmado. O reencontro com a alma querida, tardiamente, significa necessidade de adiar a comunhão que agora não poderá lobrigar. Não se podem hoje unir, por enquanto, porque não se merecem... Tudo quanto não temos é o que merecemos. Na complique mais o seu futuro, agindo na maturidade, com a precipitação da adolescência.
- Sim, eu sei. Mas me ajude.
- Como poderei fazê-lo?
- Rogue aos Espíritos, você que os vê, para que eles, que me disseram sobre a minha missão a realizar na Terra, desencarnem com a minha esposa, permitindo-me um matrimônio feliz com a outra e trazendo-m’a de volta na condição de filha amada, para os meus braços afetuosos.
- Meu irmão!... Recomponha o ciso. A sua missão, referida pelos Espíritos, deve ser aquela que a vida lhe impõe no momento: superar-se, amando o dever e renunciar à paixão física disfarçada de amor. Se você ama a jovem como diz, permita que ela seja feliz mais adiante e se felicite através da felicidade dela.
Se fora o mesmo caso com a sua esposa... Reflita!
- É pena você não me poder ajudar, é uma pena!
Este diálogo entre um jovem pregador da Doutrina Espírita e ambicioso militante dos próprios interesses, disfarçado em fervoroso profitente do Espiritismo, ocorrido após excelente exposição elucidativa do Evangelho de Jesus, traduz o estado de verdor de muitos Espíritos, na Terra.
Creem-se missionários, no entanto, não tergiversam em propor negociatas ignóbeis ao Criador.
Acreditam na Imortalidade e na Reencarnação e desejam benefícios imediatos.
Acautela-te da própria sandice e vigia as nascentes do coração donde procedem muitos males.
Ignotus por Divaldo Franco do livro:
Panoramas da Vida
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- Para seguirmos corretamente o espiritismo, devemos submeter todas as mensagens mediúnicas ao crivo duplo de Kardec, sendo eles, a razão e a universalidade.
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- Cisão para estudo de acordo com o Art. 46 da Lei de Direitos Autorais - Lei 9610/98 LDA - Lei nº 9.610 de 19 de Fevereiro de 1998.

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