sábado, 28 de março de 2026

A coisa mais importante

A coisa mais importante

Ignotus



A prisão feminina recebia o orador espírita por primeira vez.

As mulheres condenadas a períodos diversos e nunca inferiores a seis anos encontravam-se desagradadas, face ao impositivo compulsório de estarem presentes a palestras.

Rostos contraídos, lábios em ríctus, enfado ...

O orador foi apresentado pela Diretora em considerações breves.

Concedida a palavra, ele propôs uma pequena “estória com interferência”, a fim de motivar as assistentes.

Logrou o intento.

Modificou-se o ambiente.

O tema era a felicidade.

Argumentos leves e significativos, assuntos do dia a dia chamados para dar melhor ênfase ao tema, quando, perguntou:

- “Qual a coisa mais importante na vida?”

A indagação tomou as espectadoras de surpresa. Silêncio geral.

Uma voz acanhada respondeu do fundo da sala: - “O amor”.

Outra disse: - “A liberdade”.

Alguém afirmou: - “O dinheiro”.

Outrem postulou: - “A saúde”.

As opiniões se multiplicaram e ele as ouviu sem comentar.

Quando se fez novo silêncio, ele considerou:

- “Para mim a coisa mais importante na vida é a paz de espírito”.

“O amor vem e vai, quando não se tem paz”.

“Se a liberdade fosse importante, ninguém estaria aqui, pois que tudo faria a fim de não a perder. Aliás, a verdadeira liberdade é interior. Pode-se estar no cárcere, sendo inocente, permanecendo-se livre e estar-se na rua preso aos vícios e paixões...”

“O dinheiro compra muita coisa menos a paz. A saúde pode ser perdida pela nossa negligência e aí estão os exemplos dos que derrapam nos excessos, nas dissipações e a malbaratam...”

Uma grande expectativa pairava no ar.

Depois de um momento de reflexão, ele prosseguiu:

- A verdadeira paz dá felicidade, porque decorre de uma conduta reta - sem erros a ressarcir -, de um coração pacífico - sem mágoas nem paixões -, de uma consciência tranquila - que é o resultado das outras aquisições.

“Jesus nos ensinou a usar as coisas, as posses, sem depender delas; a viver o amor sem o corromper; a resguardar a saúde, a fim de preservá-la... A paz, porém, Ele nos deu, afirmando ser uma paz que o mundo não podia dar - essa que amolenta e degrada o homem -, mas só Ele poderia conceder - a que resultar do sacrifício da abnegação e da dedicação ao bem do próximo - então, enobrecedora, permanente. Essa paz proporciona a felicidade”.

Alongou os argumentos, propôs considerações, enquanto uma paz de felicidade espiritual impregnava o ambiente e os corações, face à música sublime dos comentários espíritas.

*

Não se afadigue pela posse das coisas. Quase sempre quem possui fica possuído pelas coisas que o atormentam.

Seja libre de amarras terrenas inundando-se da paz que o Cristo oferece aos que O servem e você desfrutará do mais importante bem da vida.

Ignotus por Divaldo Franco do livro:
Espelho Dalma

Curta nossa página no Facebook:

- As mensagens, textos, fotos e vídeos estão todos disponíveis na internet.
- As postagens dão indicação de origem e autoria. 
- As imagens contidas no site são apenas ilustrativas e não fazem parte das mensagens e dos livros. 
- As frases de personalidades incluídas em alguns textos não fazem parte das publicações, são apenas ilustrativas e incluídas por fazer parte do contexto da mensagem.
- As palavras mais difíceis ou nomes em cor azul em meio ao texto, quando acessados, abrem janela com o seu significado ou breve biografia da pessoa.
- Toda atividade do blog é gratuita e sem fins lucrativos. 
- Se você gostou da mensagem e tem possibilidade, adquira o livro ou presenteie alguém, muitas obras beneficentes são mantidas com estes livros.

- Para seguirmos corretamente o espiritismo, devemos submeter todas as mensagens mediúnicas ao crivo duplo de Kardec, sendo eles,  a razão e a universalidade.

- Cisão para estudo de acordo com o Art. 46 da Lei de Direitos Autorais - Lei 9610 /98 LDA - Lei nº 9.610 de 19 de Fevereiro de 1998.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Deixe aqui seu comentário, sugestão, etc...