Diante das contendas
Joanna de Ângelis
Arrastam-se as contendas, penosa e demoradamente pelos tribunais de justiça terrestre, caracterizando a belicosidade ainda predominante em a natureza humana.
Graças a elas, multiplicam-se as indústrias do suborno, do falso testemunho, da fragilidade moral de muitos julgadores que dão ganho de causa a quem melhor lhes apetece, a prejuízo de pessoas e Entidades outras respeitáveis, que não conseguiram conquistar, por este ou aquele meio, o voto do êxito.
Passadas as decisões, permanecem as dilacerações das almas, vitimadas por ódios selvagens, ressentimentos danosos, perturbações emocionais de profunda repercussão na economia das vidas.
Comandadas pelo egoísmo, ditas contendas se alastram pelas áreas das heranças de terras e bens outros; pelas redes da afetividade inquieta, no matrimônio e na família; pelas tricas políticas e sociais; pelos fanatismos religiosos e desportivos; por nonadas, que o desbordar das más paixões vitaliza, conferindo-lhes alta importância.
Os tribunais da humana justiça encontram-se abarrotados de processos que se referem a contendas intermináveis, e que o amor, o altruísmo, a caridade, a compreensão fraternal poderiam solucionar com facilidade.
O homem contende por instinto não educado, pelo espírito de competição, temendo ser esbulhado, mesmo quando dilapidando o próximo.
As contendas, em expressão mais ampla, são responsáveis pelas guerras entre povos e Nações, que se estiolam.
*
As piores contendas, no entanto, ocorrem no lar, transformado em ringue de disputas infelizes.
Transferem-se para a oficina de trabalho, tornando irrespirável o clima do lugar em que os debates doentios se estabelecem.
Prosseguem nas atividades sociais, atirando as pessoas, umas contra as outras, e fomentando a maledicência, a calúnia, o ultraje moral e, às vezes, a agressão física.
Contende-se por coisas nenhumas, como por valores de alta monta, pela busca do poder como da fama.
A contenda é labareda que ateia incêndios vorazes de difícil extinção.
*
Evita contender, mesmo que tenhas razão.
Não que devas permitir que os discutidores, os astutos e ambiciosos tomem conta do mundo e administrem tudo.
Não lhes sintonizes, porém, nas mesmas faixas de ondas morais.
Melhor que te sintas prejudicado, evitando contender, do que triunfar em condições desgastantes, perturbadoras.
Ganhador é todo aquele que permanece em paz diante de qualquer resultado.
*
Entre os contendores, que habitualmente tentavam o Mestre, Ele se mantinha sereno e não lhes oferecia a importância que eles se atribuíam.
Vez que outra, os enfrentou com as verdades profundas, porém, não se deteve com eles, prosseguindo na tarefa para a qual viera.
Todos eles passaram e enfrentaram a realidade do além-túmulo, enquanto Ele permanece até hoje como símbolo da paz e herói da harmonia.
Joanna de Ângelis por Divaldo Franco do livro:
No rumo da felicidade
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