Em relação à dúvida
Joanna de Ângelis
A dúvida filosófica, saudável em algumas circunstâncias, quando se torna imperiosa, constante, transforma-se em aflição que perturba a busca dos objetivos superiores da vida.
Assim como a fé cega, irracional e perniciosa, responde pelo fanatismo gerador de males incontáveis, a dúvida sistemática inspira conflitos e conduz a estados de grave perturbação.
Há quem duvide estribado em reflexões de lógica e sustentado por fundamentos que conflitam com as ideias novas e os fatos que se apresentam.
Outros, no entanto, por acomodação mental ou por desconsideração cultural, duvidam por hábito, impedindo-se a libertação de muitos sofrimentos e a saúde emocional do equilíbrio.
A dúvida, que apresenta raciocínios esclarecedores, quando destituída de fundamento, denota insegurança pessoal, instabilidade, rebeldia.
Toda análise de fatos ou conhecimentos gerais sugere observação cuidadosa e dúvida natural, até que os fatores probantes eliminem as incertezas e elucidem as áreas desconhecidas.
Pontificar na dúvida, firmado nas propostas da desconfiança, é trabalhar contra o autoburilamento e a autoiluminação.
Simão Pedro, não obstante os fatos notáveis que presenciou demonstrando ser Jesus o Messias e o Amigo por Excelência, num momento de dúvida, de insegurança, negou-o por três vezes consecutivas.
Judas, que O amava, açoitado pelos ventos da incerteza e da dúvida cruel, embora o aluvião de fatos, traiu-O.
Os amigos e comensais da Sua ternura, que foram testemunhas dos mais extraordinários eventos da Humanidade, corroídos pela dúvida momentânea que os tomou, abandonaram-nO.
Os íntimos, que foram convidados à noite de vigília, no Horto, irresponsáveis e duvidosos, deixaram-se entorpecer pelo sono, quando deveriam estar atentos e solidários com Ele.
A dúvida perturbadora é remanescente do primitivismo ainda predominante em a natureza humana.
À medida que o homem progride, melhor discerne, mais tem certezas, trabalhando pelo bem comum, vitalizado pela confiança que se lhe torna fator de estímulos para as ações dignificadoras.
*
Observa os acontecimentos e analisa-os com cuidado antes de assumires postura ou tomares uma decisão.
Supera os conflitos da dúvida e age com segurança.
Se alguém te engana, o problema é dele.
Se outrem não corresponde à imagem que te apresenta, a questão pertence a ele.
Se este mente, ele sabe; se aquele trai, ele se encontra em desequilíbrio; se esse manipula vidas de forma desonesta, pior para ele.
Sê tu aquele que trabalha pelo bem geral, confiante na vitória do amor e tranquilo na execução do compromisso que abraças.
Joanna de Ângelis por Divaldo Franco do livro:
No rumo da felicidade
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