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quarta-feira, 7 de outubro de 2026

O salário da abnegação

O salário da abnegação

João Modesto


Imagem gerada por IA.

Qualquer trabalhador exerce as suas atividades profissionais dentro de limites determinados que o fazem credor de salário específico. No entanto, se o profissional, em qualquer setor de atividade humana ultrapassa as fronteiras naturais das próprias obrigações, guarda merecimento superior, à importância do vencimento estabelecido.


Semelhante salário – extra; corresponde à abnegação.

As leis terrestres não recompensam o mérito extraordinário, por falta absoluta dos meios de aferição.

Assim, a abnegação do espírito encarnado, seja qual for o setor em que moureja, é paga pela Lei Divina que define o valor de cada ser no Plano Espiritual.

O trabalho comum, na Terra, é recompensado pela moeda a exprimir-se por honorários; o trabalho extra, no reino do espírito, é pago em recursos de ascensão para a alma.

O trabalho ordinário conduz o servidor ao domínio horizontal do meio em que vive; o trabalho extraordinário eleva-o, em sentido vertical, às Esferas Superiores.

Exemplificando, vemos o professor que apenas procura cumprir determinado plano de aulas, dedicando-se exclusivamente ao mister que lhe é próprio, dentro do limite mínimo de esforço e tempo, a receber a paga integral do serviço nos honorários que percebe. Todavia, aquele que transfigura o magistério em sacerdócio, ajudando aos discípulos, nos horários extraescolares, esmerando-se em estudos contínuos da matéria que leciona para superar o programa rotineiro, habilita-se a crédito extraordinário, de vez que demonstra rendimento superior ao exigido pelos próprios encargos. Semelhante educador receberá naturalmente o salário maior a que fez jus pela abnegação que revelou.

Quem pagará, entre os homens, o devotamento do coração feminino que se decide a recolher no próprio regaço os filhinhos alheios.

Qual instituto humano remunerará o desvelo da criatura generosa que apoia com desinteresse e carinho os companheiros em sofrimento?

Eis porque, contrapondo-se à orientação do esforço mínimo, a abnegação é sempre o esforço máximo, somente compensável pelos cofres da Bondade Divina.

Cumpre as obrigações que te cabem e granjearás vencimento justo na Terra.

Faze mais que o dever, pelo bem de todos, e, conforme as lições de Jesus, amontoarás tesouros nos Céus.

João Modesto do livro: Ideal Espírita
de Chico Xavier / Waldo Vieira

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Declaração de Origem

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- Para seguirmos corretamente o espiritismo, devemos submeter todas as mensagens mediúnicas ao crivo duplo de Kardec, sendo eles,  a razão e a universalidade.

- Cisão para estudo de acordo com o Art. 46 da Lei de Direitos Autorais - Lei 9610/98 LDA - Lei nº 9.610 de 19 de Fevereiro de 1998.

sábado, 26 de setembro de 2026

Examinemos a nós mesmos

Examinemos a nós mesmos

André Luiz


Imagem gerada por IA.

( O Livros dos Espíritos - Questão 919.)

O dever do espírita-cristão é tornar-se progressivamente melhor.

Útil, assim, verificar, de quando em quando, com rigoroso exame pessoal, a nossa verdadeira situação íntima.

Espírita que não progride durante três anos sucessivos permanece estacionário.

Testa a paciência própria: - Estás mais calmo, afável e compreensivo?

Inquire as tuas relações na experiência doméstica:

- Conquistaste mais alto clima de paz dentro de casa?

Investiga as atividades que te competem no templo doutrinário: - Colaboras com mais euforia na seara do Senhor?

Observa-te nas manifestações perante os amigos: - Trazes o Evangelho mais vivo nas atitudes?

Reflete em tua capacidade de sacrifício: - Notas em ti mesmo mais ampla disposição de servir voluntariamente?

Pesquisa o próprio desapego: - Andas um pouco mais livre do anseio de influência e de posses terrestres?

Usas mais intensamente os pronomes "nos", "nosso" e "nossa" e menos os determinativos "eu", "meu" e "minha"?

Teus instantes de tristeza ou de cólera surda, às vezes tão conhecidos somente por ti, estão presentemente mais raros?

Diminuíram-te os pequenos remorsos ocultos no recesso da alma?

Dissipaste antigos desafetos e aversões?

Superastes os lapsos crônicos de desatenção e negligência?

Estudas mais profundamente a Doutrina que professas?

Entendes melhor a função da dor?

Ainda cultivas alguma discreta desavença?

Auxilias aos necessitados com mais abnegação?

Tens orado realmente?

Teus ideais evoluíram?

Tua fé raciocinada consolidou-se com mais segurança?

Tens o verbo mais indulgente, os braços mais ativos e as mãos mais abençoadoras?

Evangelho é alegria no coração: - Estás, de fato, mais alegre e feliz intimamente, nestes três últimos anos?

Tudo caminha! Tudo evolui! Confiramos o nosso rendimento individual com o Cristo!

Sopesa a existência hoje, espontaneamente, em regime de paz, para que te não vejas na obrigação de sopesá-la amanhã sob o impacto da dor.

Não te iludas! Um dia que se foi é mais uma cota de responsabilidade, mais um passo rumo à Vida Espiritual, mais uma oportunidade valorizada ou perdida.

Interroga a consciência quanto à utilidade que vens dando ao tempo, à saúde e aos ensejos de fazer o bem que desfrutas na vida diária.

Faze isso agora, enquanto te vales do corpo humano, com a possibilidade de reconsiderar diretrizes e desfazer enganos facilmente, pois, quando passares para o lado de cá, muita vez, já será mais difícil...

André Luiz do livro:
Opinião Espírita de Chico Xavier / Waldo Vieira

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terça-feira, 22 de setembro de 2026

Necessitados difíceis

Necessitados difíceis

Emmanuel


Imagem gerada por IA.

(O Evangelho Segundo o Espiritismo - Cap. XII - Item 1.)

Em muitas circunstâncias na Terra, interpretamos as horas escuras como sendo unicamente aquelas em que a aflição nos atenaza a existência, em forma de tristeza, abandono, enfermidade, privação...

O espírita, porém, sabe que subsistem outras, piores talvez... Não ignora que aparecem dias mascarados de felicidade aparente, em que o sentimento anestesiado pela ilusão se rende à sombra.

Tempos em que os companheiros enganados se julgam certos...

Ocasiões em que os irmãos saciados de reconforto sentem fome de luz e não sabem disso...

Nem sempre estarão eles na berlinda, guindados, à evidência pública ou social, sob sentenças exprobatórias ou incenso louvaminheiro da multidão...

Às vezes, renteiam conosco em casa ou na vizinhança, no trabalho ou no estudo, no roteiro ou no ideal... O espírita consciente reconhece que são eles os necessitados difíceis das horas escuras. Em muitos lances da estrada vê-se obrigado a comungar-lhes a presença, a partilhar-lhes atividade, a ouvi-los e a obedecê-los, até o ponto doméstico lhe preceituem determinadas obrigações.

Entretanto, observa que para lhes ser útil, não lhe será lícito efetivamente aplaudi-los, à maneira do caçador que finge ternura à frente da presa, a fim de esmagá-la com mais segurança.

*

Como, porém, exercer a solidariedade, diante deles? - perguntarás.

Como menosprezá-los se carecem de apoio?

Precisamos, no entanto, verificar que, em muitos requisitos do concurso real, socorrer não será sorrir.

Todos conseguimos doar cooperação fraternal aos necessitados difíceis das horas escuras, seja silenciando ou clareando situações, nas medidas do entendimento evangélico, sem destruir-lhes a possibilidade de aprender, crescer, melhorar e servir, aproveitando os talentos da vida , no encargo que desempenham e na tarefa que o Mestre lhes confiou. Mesmo quando se nos façam adversários gratuitos, podemos auxiliá-los...

Jesus não recomendou festejar os que nos apedrejem a consciência tranquila e nem nos ensinou a arrasá-los. Mas, ciente de que não nos é possível concordar com eles e nem tampouco odiá-los, exortou-nos claramente: "amai os vossos inimigos, orai pelos que vos perseguem e caluniam!..."

*

É assim que a todos os necessitados difíceis das horas escuras, aos quais não nos é facultado estender os braços de pronto, podemos amar em espírito, amparando-lhes o caminho, através da oração.

Emmanuel do livro:
Opinião Espírita
de Chico Xavier / Waldo Vieira

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domingo, 20 de setembro de 2026

Vem aí

Vem aí

Valérium


Imagem gerada por IA.

A jovem casara-se com o homem amado, contudo, não suportava a sogra. A nobre dama recebia da nora injúrias, remoques, humilhações.

Não podia acariciar o filho, sob pena de ver-se repentinamente insultada.

Não conseguia trabalhar, coagida pelas críticas incessantes.

Tentava-se se explicar era interpretada por descortês.

Se doente, era obrigada a sofrer pesado martírio para que o filho não sofresse mais que ela própria.

Aproveitando-se de viagem longa do esposo, que se ausentara em serviço, a nora expulsou a velhinha numa noite de frio rude e com tanto desconforto, perambulou a infeliz que voltou à casa, depois de cinco dias, simplesmente para morrer.

Anos rolaram entre as saudades do filho e as queixas da esposa, que nunca se reconciliara com a sogra.

Entretanto, chegou o dia em que a nora também desencarnou e ao perguntar pela sogra veio, a saber, espantada, que ela estava em seu próprio lar. Reencarnara-se, desde muito, e recebera-lhe extremo carinho na posição de filha caçula, tendo ficado na Terra, como apoio afetivo do próprio pai.

***

Não vale o cultivo da aversão de qualquer natureza, porque todo o Universo vive equilibrado na lei do amor.

Quando você voltar a ponto de odiar alguém, não se esqueça de que a reencarnação vem ai.

Valérium do livro: Ideal Espírita
de Chico Xavier / Waldo Vieira

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segunda-feira, 14 de setembro de 2026

No curso da vida

No curso da vida

André Luiz


Imagem gerada por IA.

- Exemplifique o bem desinteressado.

Os nossos atos demonstram a proximidade ou a distância em que vivemos da Lei Divina.

- Viva com alegria.
O presente já faz parte de nossa vida imortal.

- Pondere cada atitude.
Tanto é difícil saber fazer quanto saber não fazer.

- Evite o isolamento sistemático.
Somos peças integrantes do ambiente em que existimos.

- Entenda a função da posse efêmera.
Nem a riqueza e nem a privação expressam virtude.

- Não fuja ao começo.
A caridade corrige qualquer erro.

- Estude incansavelmente.
Alcançar novos conhecimentos é formular novas indagações.

- Cultive confiança.
Com temor não há progresso.

- Seja paciente na dor.
Crise, muitas vezes é o nome que aplicamos à transformação do mal em bem.

- Amolde-se aos padrões do Evangelho.
Na essência, o mundo atual permanece quase o mesmo da época de Jesus.

André Luiz do livro: Ideal Espírita
de Chico Xavier / Waldo Vieira

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segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Os complementos da palavra

Os complementos da palavra

Alberto Seabra


Imagem gerada por IA.

Não raro imaginamos que somente se incrimina alguém na conversação, quando pormenorizamos referências descaridosas e gritantes. Mas a realidade é bem outra.

O cáustico da maledicência, o fogo da calúnia, o miasma do pessimismo e o visco do desânimo, nem sempre exigem verbo sonoro para se darem a conhecer, envenenando a vida.

Quantos crimes são consumados "lavando-se as mãos", usando-se o desprezo mudo, arruinando-se o bem através de ademanes sutis, quando a língua dormita no leito da boca?

Dependendo das circunstâncias e dos lances da frase, os acessórios da palavra dizem, vezes e vezes, muito mais e com maiores efeitos do que toda uma acusação bem urdida.

Analisa os complementos da linguagem falada que te envolvem
e te acompanham:

O silêncio intencional, após a alusão alheia ao valor de outrem.

A mímica irônica de breves segundos a expressar descortesia.

O sorriso de cepticismo com respeito aos préstimos dessa ou daquela instituição.

O rápido muxoxo nos apontamentos em torno de um livro.

O menear de cabeça, aparentemente inofensivo, a valer por sorrateira condenação.

O gesto de enfado ou de crítica, relativo à tarefa em pauta.

A expressão facial interrogativa, mostrando pretendida inocência na consideração de um problema.

O olhar reticencioso de descrença, quanto à veracidade de um
fato.

O movimento espontâneo de negação, traindo intentes secundários na prestação de informes, supostamente sinceros.

O simples ar de dúvida depreciativa, no comentário acerca do
companheiro.

Enquanto aí estamos, imersos nos fluidos da matéria densa, relacionamos tais atitudes por bagatelas. Entretanto, quando transpomos os portais da morte para renascer no clima da vida verdadeira, reconsiderando os passos vividos, é que atilamos com a extensão de sua importância, em nossos destinos.

Observando os sentimentos que porejam do corpo espiritual, através da aura, reconhecemos que, a rigor, ninguém consegue ocultar intenções, sejam as mais profundas.
Fluidos e vibrações, a dimanarem do ser, falam mais alto que discursos e votos articulados pela língua.

Disciplinemos os complementos de nossa palavra, aplicando-os, quanto possível, em favor do bem de todos.

Vigilância e severidade para nós mesmos, bondade e tolerância
para com os outros.

A percuciência da Lei Divina é superior à mais subida perspicácia da mente humana.

Exagerando os erros e os defeitos de alguém, agravamos consequentemente as nossas próprias faltas e imperfeições, pois seremos julgados conforme houvermos julgado o próximo.

Clareemos as manifestações com a luz da indulgência, guardando dentro e fora de nossas almas a lição sempre viva:

— "Bem-aventurados os que são misericordiosos, porque obterão misericórdia."

Alberto Seabra por Waldo Vieira do livro:
Seareiros de Volta

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domingo, 8 de março de 2026

Da mulher

Da mulher

André Luiz

Compenetrar-se do apostolado de guardiã do instituto da família e da sua elevada tarefa na condução das almas trazidas ao renascimento físico.

Todo compromisso no bem é de suma importância no mundo espiritual.

Afastar-se de aparências e fantasias, consagrando-se às conquistas morais que falam de perto à vida imperecível, sem prender-se ao convencionalismo absorvente.

O retorno à condição de desencarnado significa retorno à consciência profunda.

Afinar-se com os ensinamentos cristãos que lhe situam a alma nos serviços da maternidade e da educação, nos deveres da assistência e nas bênçãos da mediunidade santificante.

Quem foge à oportunidade de ser útil engana a si mesmo.

Sentir e compreender as obrigações relacionadas com as uniões matrimoniais do ponto de vista da vida multimilenária do Espírito, reconhecendo a necessidade das provações regenerativas que assinalam a maioria dos consórcios terrestres.

O sacrifício representa o preço da alegria real.

Opor-se a qualquer artificialismo que vise transformar o casamento numa simples ligação sexual, sem as belezas da maternidade.

Junto dos filhos apagam-se ódios, sublima-se o amor e harmonizam-se as almas para a eternidade.

Reconhecer grave delito no aborto que arroja o coração feminino à vala do infortúnio.

Sexo desvirtuado, caminho de expiação.

Preservar os valores íntimos, sopesando as próprias deliberações com prudência e realismo, em seus deveres de irmã, filha, companheira e mãe.

O trabalho da mulher é sempre a missão do amor, estendendo-se ao infinito.
“E, respondendo, disse-lhe Jesus: — Marta, Marta, estás ansiosa e afadigada com muitas coisas, mas uma só é necessária; e Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada.” (Lucas - 10:41 e 42).
André Luiz por Waldo Vieira do livro:
Conduta Espírita

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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Dádiva esperada

Dádiva esperada

Albino Teixeira


Em qualquer tempo, para a nossa alegria de pensar e realizar, a Divina providência nos concede todos os recursos de que temos necessidade:

O corpo ativo;

A inteligência lúcida;

O entendimento claro;

A inspiração construtiva;

A riqueza das horas;

O tesouro das energias;

A vantagem do movimento;

O verbo ágil;

O conforto doméstico;

A possibilidade de trabalhar;

O aviso da experiência;

A simpatia do próximo;

O dom de compreender;

O ensejo de auxiliar;

No entanto, em todas as tarefas, a Providência Divina espera de nós uma dádiva simples – nossa atitude de paciência, na hora difícil, para que não se interrompa o serviço do bem.

Albino Teixeira do livro: Ideal Espírita
de Chico Xavier / Waldo Vieira

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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

O assalto da lisonja

O assalto da lisonja

Hilário Silva


Em sua residência no Méier, Manuel Quintão, que era, ao tempo, vice-presidente da Federação Espírita Brasileira, recebia a visita de um companheiro que se autobiografava, a cada instante:

– Como você sabe – dizia ele agora –, quando eu fundei a casa espírita a que nos referimos, todos me aplaudiram... Minha conferência foi muito bem comentada... Minha opinião, no assunto, foi um sucesso... Os jornais pediram meu parecer e fiz o que pude pela Doutrina Espírita, com a aprovação de todos...

De quando em quando, mergulhava a ponta do charuto no cinzeiro e continuava:

– Todos estão satisfeitíssimos comigo... Sinto-me plenamente apoiado...

Quintão, depois de ouvir longo tempo, falou sério:

– Sim, meu caro, Deus o conserve assim festejado; entretanto, não nos esqueçamos... A lisonja, em qualquer situação, é uma pedra de tropeço...

O companheiro apanhou-se em falta, ante a delicada observação, e ficou procurando algum ponto no ambiente para não dar a perceber o seu verdadeiro estado de alma.

Vagueando o olhar, notou, em vaso próximo, que linda begônia de Dona Alzira, a dona da casa, estava sendo atacada por enorme lagarta.

Encontrou a motivação que buscava e falou:

– Sem dúvida... (e mostrando a larva) a lisonja em nós é tal qual essa lagarta na planta...

Quintão sorriu, expressivamente, e, fazendo menção de libertar a begônia daquela indesejável presença, disse, com firmeza:

– Meu amigo, o homem não pode evitar o assalto da lisonja, mas aquele que conserva semelhante praga consigo, decerto caminha para a sua própria destruição.


Hilário Silva do livro:
Almas em Desfile de Chico Xavier / Waldo Vieira
Hilário Silva é o pseudônimo de um estudioso e aplicado Espírito por intermédio do Espírito André Luiz, de quem foi parceiro de trabalho e estudo para assistência aos irmãos habitantes das regiões umbralinas. Desde o início de sua participação na divulgação do ideal espírita, Hilário Silva compreendeu a necessidade de renovação que a popularização da Doutrina demanda, exige novas formas de pensamento para apresentar e ensinar os caminhos para transformação justa da vida. Autor de diversas obras ditadas a partir do mundo espiritual, como Almas em Desfile e A Vida Escreve, editadas pela FEB.
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