terça-feira, 12 de maio de 2026

Diante das contendas

Diante das contendas

Joanna de Ângelis



Arrastam-se as contendas, penosa e demoradamente pelos tribunais de justiça terrestre, caracterizando a belicosidade ainda predominante em a natureza humana.

Graças a elas, multiplicam-se as indústrias do suborno, do falso testemunho, da fragilidade moral de muitos julgadores que dão ganho de causa a quem melhor lhes apetece, a prejuízo de pessoas e Entidades outras respeitáveis, que não conseguiram conquistar, por este ou aquele meio, o voto do êxito.

Passadas as decisões, permanecem as dilacerações das almas, vitimadas por ódios selvagens, ressentimentos danosos, perturbações emocionais de profunda repercussão na economia das vidas.

Comandadas pelo egoísmo, ditas contendas se alastram pelas áreas das heranças de terras e bens outros; pelas redes da afetividade inquieta, no matrimônio e na família; pelas tricas políticas e sociais; pelos fanatismos religiosos e desportivos; por nonadas, que o desbordar das más paixões vitaliza, conferindo-lhes alta importância.

Os tribunais da humana justiça encontram-se abarrotados de processos que se referem a contendas intermináveis, e que o amor, o altruísmo, a caridade, a compreensão fraternal poderiam solucionar com facilidade.

O homem contende por instinto não educado, pelo espírito de competição, temendo ser esbulhado, mesmo quando dilapidando o próximo.

As contendas, em expressão mais ampla, são responsáveis pelas guerras entre povos e Nações, que se estiolam.

*

As piores contendas, no entanto, ocorrem no lar, transformado em ringue de disputas infelizes.

Transferem-se para a oficina de trabalho, tornando irrespirável o clima do lugar em que os debates doentios se estabelecem.

Prosseguem nas atividades sociais, atirando as pessoas, umas contra as outras, e fomentando a maledicência, a calúnia, o ultraje moral e, às vezes, a agressão física.

Contende-se por coisas nenhumas, como por valores de alta monta, pela busca do poder como da fama.

A contenda é labareda que ateia incêndios vorazes de difícil extinção.

*

Evita contender, mesmo que tenhas razão.

Não que devas permitir que os discutidores, os astutos e ambiciosos tomem conta do mundo e administrem tudo.

Não lhes sintonizes, porém, nas mesmas faixas de ondas morais.

Melhor que te sintas prejudicado, evitando contender, do que triunfar em condições desgastantes, perturbadoras.

Ganhador é todo aquele que permanece em paz diante de qualquer resultado.

*

Entre os contendores, que habitualmente tentavam o Mestre, Ele se mantinha sereno e não lhes oferecia a importância que eles se atribuíam.

Vez que outra, os enfrentou com as verdades profundas, porém, não se deteve com eles, prosseguindo na tarefa para a qual viera.

Todos eles passaram e enfrentaram a realidade do além-túmulo, enquanto Ele permanece até hoje como símbolo da paz e herói da harmonia.

Joanna de Ângelis por Divaldo Franco do livro:
No rumo da felicidade

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segunda-feira, 11 de maio de 2026

Teatrinho

Teatrinho

Richard Simonetti



ATO I - Na empresa

Chefe, seu filho sofreu um acidente!...

Meu Deus! Que foi? É grave?!...

Acalme-se. Apenas artes de jovem. Pichava o muro de uma residência quando apareceu o proprietário. Na fuga apressada caiu e fraturou a perna.
ATO II - No hospital

Pai, sinto tê-lo aborrecido. Não fiz por mal. Uma brincadeira tola...

Tudo bem, filho.

Desculpe.

Desculpar o quê? Foi apenas uma experiência... E terrível! Terrível!.., Quando a perna estalou pensei que morreria de dor.

Faz-me lembrar a Lei de Causa e Efeito.

Toda ação mal direcionada resulta sempre em prejuízo nosso.

Principalmente quando a gente foge à responsabilidade, né?

Isso mesmo. Seria menos complicado enfrentar o proprietário prejudicado por sua brincadeira.

Na próxima vez terei mais cuidado... ao fugir.

Malandro! Espero que não ocorra uma próxima vez...

ATO III - Em casa
Ufa, pai!... Finalmente estou recuperado. Foram dois meses de dores e incômodos com a imobilização e a fisioterapia. Carma pesado, velho! Paguei com juros e correção monetária.

Engano seu, filho. Isso tudo foi apenas a consequência inicial. O pagamento começa agora, com a pintura do muro pichado.

Castigo é? Pensei que estava perdoado...

Perdoado, sim. Remido, não. É preciso reparar o prejuízo causado.

Você me dará o dinheiro?

O débito é seu. Farei um adiantamento de sua mesada para as tintas. Será um empréstimo. A pintura fica por sua conta.

Puxa, você "gosta mesmo" de mim, hein pai?

Muito mais do que imagina, filho. Mas tão importante quanto o amor é a justiça. Há uma dívida a resgatar. É responsabilidade sua, intransferível. Se não o fizer agora, aprendendo a respeitar os patrimônios alheios, a Vida o exigirá mais tarde. Será bem mais difícil.

Está bem, chefe. Você venceu. A cidade ganhou um pintor.

Espero que se tenha livrado de um pichador...

ATO IV - Junto ao muro

Oi, bicho!... Virou pintor? e a Faculdade?

- Oi, companheiro!.

Não deixei o estudo e agora mesmo estou aprendendo que às vezes é preciso abraçar as tarefas mais simples para medir o valor das coisas.

Então capriche, rapaz. Faça bem feito para não ser preciso retocar a pintura...

Curioso, isso me recorda um princípio espírita...

Não entendo... Que tem o Espiritismo a ver com tintas? 

- Nada não, meu chapa. Esquece...

*

A Vida é um imenso painel, Somos os pintores. Iremos adiante, desenvolvendo técnicas e pendores artísticos na medida em que nos aprimorarmos nos domínios da inteligência e do sentimento.

Os "pichadores" inconsequentes permanecem presos às suas criações lamentáveis, recomeçando sempre.

Richard Simonetti do livro:
Atravessado a Rua

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domingo, 10 de maio de 2026

Oração no lar

Oração no lar

Meimei



Mãezinha querida!

Sei que hoje serás reverenciada, com todas as Mães, em palácios festivos.

Tribunas luminosas serão erguidas para elogios públicos.

Entretanto, ansiava reencontrar-te, no templo do lar, que sustentaste com sacrifícios mudos.

Ouvi cânticos de profunda beleza, em louvou do teu nome, e atravessei larga fila de cartazes que te recordam na rua, mas, venho rogar-te a canção de simplicidade e doçura com que me embalaste o berço.

Árvore generosa, que me abrigaste o ninho de esperança, ensina-me como pudeste resistir às tempestades que te sacudiram os ramos!

Estrela, que me clareaste os passos primeiros, entre as sombras do mundo, conta-me o que fizeste para brilhar sem fadiga, na longa noite do sofrimento!...

Escutei muitos mestres e folheei muitos livros, no entanto, nenhum deles me falou tão intensamente de Deus, quanto a linguagem silenciosa dos teus beijos de ternura e as letras divinas, a transparecerem, inexplicadas, dos calos de trabalho que te marcam as mãos.

Associando-me às homenagens com que te honram lá fora, procuro inutilmente exprimir o amor que me inspiras e busco, em vão, externar reconhecimento e alegria, porque as palavras se me desfalecem na boca...

Quero proclamar que és a rainha de nossa casa e tento envolver-te a cabeça cansada com as flores do meu carinho, contudo vejo-te a coroa de lágrimas em forma de fios brancos e nada mais consigo dizer que sinto remorso, pensando nas dores e nas aflições que te dei.

Sim, Mãezinha!

Há banquetes de regozijo que te esperam a melodia da benção, mas, desculpa se te rogo para ficares comigo no enternecimento do coração.

Traze o pão pobre e alvo que me davas na infância, guarda-me no teu colo e repete, de novo, para que eu possa aprender: 

“Pai nosso, que estás no Céu”...

Meimei por Chico Xavier do livro:
Excursão de Paz

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sábado, 9 de maio de 2026

Página às mães

Página às mães

Maria Dolores



Mães queridas,
Vós que perdestes filhos bem-amados,
Somando tantas vidas
A que destes carinhos e cuidados,
De que só Deus na vida sabe a conta;

Mães, cuja imensa dor não se conforta
Com qualquer sofrimento que há no mundo,
Por mais rude e profundo,
Quisera amenizar-vos as feridas,
Que vos fizeram contundidas,
Súplices, desoladas, semimortas...

Entretanto, ai de mim!...
Com que verbo, meu Deus, poderia expressar
A dor que voz desfez a ventura do lar?
Como suprimiria
A sombra que voz guarda a suprema agonia?
De que modo afastar de vossa mente
Esses quadros cruéis que desenhais,
Manejando o pincel de angústia e espanto
Que humedeceis no fel de vosso pranto,
A dizer: “Nunca mais...?”

Entretanto, essas vidas juvenis
Seguem o sofrimento que sentis,
Choram com vossas lágrimas, padecem
Com a vossa mesma dor de que nunca se esquecem...
E rogam-vos consolo, paz, alegria e esperança,
Pedindo-vos trazê-los na memória,
Como quem atingindo os louros da vitória,
Desejam ser lembrados como são:
Espíritos valentes,
Prosseguindo contentes
No sublime ideal de elevação...

Enxugai vosso pranto
E, servindo, esperai
O reencontro feliz nas moradas do Pai...

Padecendo, chorando e amando sempre,
Aguardai outros dias
Em que renascereis de novas alegrias,
Sem o gelo terrível da saudade
De vossa longa espera
E sim na Inalterável Primavera
Ante o amor sem adeus da Eternidade.

Lembrar-vos-ei, porém,
Aquela antiga história de Belém...
Uma doce criança
Nasceu entre cantigas de esperança,
De uma frágil mulher quase menina...
Uma estrela no Azul, em altos resplendores,
Indicou-lhe a missão, fulgurante e divina.
Anjos do Céu uniram-se aos pastores
E entoaram louvores
Que em toda a Terra ainda não se ouvira...
O menino cresceu, plantando amor,
Amparava os humildes e os cansados,
Levantava os doentes,
Erguia corações desesperados
E transformava os homens inclementes
Em modelos de paz e de brandura,
Era um jovem trazendo a grandeza da Altura,
Referindo-se a Deus por Pai de Infinita Bondade,
Que nunca abandonou a Humanidade...

Pois, simplesmente porque amasse a todos,
Foi perseguido, preso, injuriado,
Depois levado à cruz
Em que morreu crucificado
Perante a multidão...
Foi assim que Jesus,
Sem amigos, na dor do último dia,
Teve somente o amparo de Maria,
A mão humilde que o seguiu de perto...
Heroína de amor e aceitação,
Não censurou ninguém.
De alma cansada e coração deserto,
Ela apenas chorou na bênção da oração,
Entregando-se a Deus
O Eterno Sol do Bem.

Embora a imensa dor, sempre ungida de fé,
A pobre mãe de Nazaré,
Esperou silenciando a alma ferida
Até que o filho amado,
Em retornando à vida,
Fez-se o ressuscitado,
E novamente erguendo corações,
Converteu-se no Guia das Nações.

Mães, que hoje sofreis, lembrai-vos dela,
Maria ser-vos-á consolação;
Entregai-lhe a amargura ao coração
E entendereis que os vossos filhos,
Joias de vossa luz,
Agora sob a névoa da saudade,
Ante o Anjo de Amor da Humanidade,
São irmãos de Jesus.

Maria Dolores por Chico Xavier do livro:
Caminhos do Amor

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