Livre-arbítrio e caridade
Joanna de Ângelis
Nunca será demasiado entretecer-se considerações sobre a caridade.
A caridade é sempre luz que abençoa aqueles que jornadeiam na aflição. Mesmo quando não é vista, à semelhança dos raios solares, quando o Astro Rei está ausente, beneficia, penetrando as vidas e renovando-as.
Assim, a caridade, seja no seu aspecto material ou moral, reflete o amor de Deus que alcança as almas, socorrendo-as.
Quando a caridade material não se faz necessária, jamais será secundária aquela de natureza moral, porquanto, vital como o ar, penetra e sustenta a vida.
São caridades morais: o sorriso de afabilidade ao atormentado que perdeu a esperança; a palavra de estímulo quando todos os outros recursos ficaram baldos de resultados; o gesto de simpatia ante a circunstância aziaga e infeliz; a compreensão fraterna, face à ofensa e à maldade; a oração intercessória, em favor do adversário em sofrimento; o apoio emocional no momento áspero da desgrava; o perdão da ofensa e a dedicação ao tombado; a gentileza de um socorro espiritual...
Quem pode, por acaso, no transe da dor, dispensar qualquer uma destas concessões? Qual a pessoa que se sinta tão completa que dispense um amigo ou uma palavra de reconforto?
A caridade é luz que deve ser considerada como bênção de Deus nas estradas do mundo.
Praticá-la ou não é opção de cada indivíduo. Aquele que a utiliza, favorece o crescimento da luz que se esparze; quem se nega a realizá-la, faculta a ampliação da sombra que predomina.
O livre-arbítrio e a caridade constituem alavancas para o progresso do homem na direção da sua meta final, que é a felicidade.
Jesus, todo amor por excelência, em instante algum deixou de esparzi-la, iluminando as vidas que, desde então, jamais perderam a diretriz.
Caridade, portanto, hoje e sempre.
Joanna de Ângelis por Divaldo Franco do livro:
No rumo da felicidade
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