Meditação e vida
Eros
- Para seguirmos corretamente o espiritismo, devemos submeter todas as mensagens mediúnicas ao crivo duplo de Kardec, sendo eles, a razão e a universalidade.
"- Fora da caridade não há salvação." Allan Kardec
No encerramento das nossas atividades, na reunião da noite de 2 de outubro de 1954, foi Meimei quem tomou as faculdades psicofônicas do médium, alertando-nos para a cultura do coração.
Imaginemos um castelo de prodigiosa beleza, no cimo da montanha, talhado em ouro maciço, ostentando torres de cristal, ameias incrustadas de pérolas e pátios pavimentados de brilhantes, entre ogivas refulgentes, mas sem água que lhe garanta a habitabilidade e alegria.
Ao clarão diurno, faísca de cintilações e, à noite, assemelha-se a santuário sublime vestido de prateada luz.
Entretanto, na aridez em que se encrava, reduz-se a solitário retiro, no qual somente as aranhas e as serpes da sombra se amontoam, rebeldes e envenenadas.
Eis, porém, que surge um dia em que de fonte oculta aflora no palácio um fio d'água humilde.
E onde havia abandono aparece o pouso agasalhante, cercado de jardins, substituindo a secura que se enfeitava de pó.
Escorpiões e víboras fogem apressados, ante os hinos do trabalho e as vozes das crianças.
Temos nesses símbolos o cérebro supermentalizado e o coração regenerador.
O raciocínio erguido às culminâncias da cultura, mas sem a compreensão e sem a bondade que fluem do entendimento fraterno, pode ser um espetáculo de grandeza, mas estará distante do progresso e povoado pelos monstros das indagações esterilizantes ou inúteis.
Enriqueçamo-lo, porém, com o manancial do sentimento puro e a inteligência converter-se-á, para nós e para os outros, num templo de sublimação e paz, consolo e esperança.
Cultivemos o cérebro sem olvidar o coração.
Sentir, para saber com amor; e saber, para sentir com sabedoria, porque o amor e a sabedoria são as asas dos anjos que já comungam a glória de Deus.
“Depois disto, que nos resta a dizer? Se Deus está conosco, quem estará contra nós?” (Romanos 8:31.)
• Agitação mental – incapacidade de relaxar e silenciar internamente, sendo preciso reler a mesma página diversas vezes.
• Pessimismo e insegurança – hesitação pertinaz em face não só das grandes como também das pequenas decisões existenciais.
• Dissociação mental – esquecimento constante das coisas mais naturais e simples do cotidiano.
• Agressividade exagerada – irritação contínua com tendência a atacar gratuitamente os outros com ofensas e insultos.
• Vulnerabilidade – sensação frequente de melancolia, com choro fácil e atmosfera de perseguição contumaz.
• Comportamento compulsivo – uso de atos ritualísticos propensos ao perfeccionismo; início de várias atividades ao mesmo tempo, sem término de nenhuma.
• Aura de fracasso – desculpa por qualquer coisa e sentimento de humilhação constante na frente dos outros.
• Falta de motivação – crises de perda de interesse pela vida; sensação de desânimo.
• Mente exaurida – isolação da vida social. A criatura só executa o que é estritamente necessário para a sua manutenção diária.