quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Separações

Separações

André Luiz



Nas construções do bem, é forçoso contar com a retirada de muitos companheiros e, em muitas ocasiões, até mesmo daqueles que se nos fazem mais estimáveis.

É preciso aguentar a separação, quando necessária, como as árvores toleram a poda.

Erro grave reter conosco um ente amigo que anseia por distância.

Em vários casos, os destinos assemelham-se às estradas que se bifurcam para atender aos desígnios do progresso.

Não servir de constrangimento para ninguém.

Se alguém nos abandona, em meio de empreendimento alusivo à felicidade de todos e se não nos é possível atender à obra, em regime de solidão, a Divina Providência suscita o aparecimento de novos companheiros que se nos associam à luta edificante.

Nunca pedir ou exigir de outrem aquilo que outrem não nos possa dar.

Não menosprezar a quem quer que seja.

Saibamos orar em silêncio, uns pelos outros.

Apenas Deus pode julgar o íntimo de cada um.

André Luiz por Chico Xavier do livro:
Sinal Verde

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Declaração de Origem

- As mensagens, textos, fotos e vídeos estão todos disponíveis na internet.
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- As imagens contidas no site são apenas ilustrativas e não fazem parte das mensagens e dos livros. 
- As frases de personalidades incluídas em alguns textos não fazem parte das publicações, são apenas ilustrativas e incluídas por fazer parte do contexto da mensagem.
- As palavras mais difíceis ou nomes em cor azul em meio ao texto, quando acessados, abrem janela com o seu significado ou breve biografia da pessoa.
- Toda atividade do blog é gratuita e sem fins lucrativos. 
- Se você gostou da mensagem e tem possibilidade, adquira o livro ou presenteie alguém, muitas obras beneficentes são mantidas com estes livros.

- Para seguirmos corretamente o espiritismo, devemos submeter todas as mensagens mediúnicas ao crivo duplo de Kardec, sendo eles,  a razão e a universalidade.

- Cisão para estudo de acordo com o Art. 46 da Lei de Direitos Autorais - Lei 9610/98 LDA - Lei nº 9.610 de 19 de Fevereiro de 1998.


terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Escândalos

Escândalos

Joanna de Ângelis



A palavra escândalo significa todo e qualquer ato que atenta contra os bons costumes, as ações que desrespeitam as leis estabelecidas e os comportamentos que ferem os padrões da ética.

Pode-se dizer que é uma violência contra o equilíbrio que deve viger no grupo social, em que os direitos e deveres de cada cidadão são respeitados e lhe definem o caráter moral.

O escândalo tem várias causas endógenas e exógenas. As primeiras decorrem do passado espiritual de cada qual, que resultam do desequilíbrio em forma de agressividade e poder investidos contra os demais, dando lugar a situações deploráveis. As exógenas são decorrência da educação doméstica, do meio social em que se desenvolveu e estruturou a personalidade, ou dos vícios que levam à alucinação, como o álcool e as substâncias aditivas.

Jesus referiu-se à sordidez dessas atitudes e ao atrevimento das agressões aos costumes éticos.

Informou que era necessário o acontecimento escandaloso para poder-se aquilatar e manter-se o respeito por tudo quanto estimula o progresso e mantém a ordem.

Também considerou a atitude daqueles que se ocupam de desvelar essas feridas morais da alma humana, como se não fossem portadores de males igualmente reprocháveis.

Certamente não insinuou a conivência ou o silêncio culposo, tampouco a atitude cínica de ocultação do ato indigno, de modo que se transforme em atitude de escândalo.

Vive-se, na Terra, um período de agressividade, de despautério, de morbidez, que não tem como ser silenciado. De tal maneira se repetem os fatos censuráveis que, de alguma forma, alguns deles quase adquiriram cidadania social, gerando aceitação com certa naturalidade.

Na linguagem, as palavras chulas tornaram-se comuns e expressam vulgaridades que se permitem as pessoas que se deveriam comportar corretamente.

O mesmo tem sucedido nos relacionamentos, nos negócios, na interpretação das leis, chegando-se ao caos, no que diz respeito à correção moral.

De igual modo, condutas degradantes se fizeram tão comuns que parecem não merecer a menor censura.

A família se encontra quase totalmente desestruturada, impossibilitada de conduzir com equilíbrio os seus membros, assim como educar os filhos.

Valores morais cedem lugar aos subornos quase legais, e as grandes responsabilidades ficam à margem para se transformarem em infrações e alucinados conciliábulos de desonestidade, furto, dissimulações...

Não seja, pois, de estranhar-se que a própria sociedade cambaleie por falta de alicerces de segurança moral e espiritual.

Em toda parte se verificam situações equivocadas quanto vergonhosas, que ensejam desânimo e tristeza.

Proceder-se bem é quase uma atitude repreensível...

Quando esses escândalos ocorrem com pessoas aparentemente
respeitáveis e socialmente saudáveis, a ressonância em outras existências é perturbadora, de consequências imprevisíveis. No coletivo humano estimulam a criminalidade e a desintegração da dignidade.

Felizmente as Divinas Leis aguardam aqueles que as defraudam para aplicar os corretivos severos que se fazem necessários.

*

Toda criatura humana é portadora de fragilidade moral que deve ser corrigida no transcurso da existência, razão pela qual a reencarnação é de alto significado para todos os Espíritos.

A conduta correta não é mais uma virtude, mas um dever que se faz necessário ser exercido conscientemente e sem possibilidade de defecção.

Para que assim ocorra, o Evangelho de Jesus oferece a mais eficiente proposta moral e espiritual para o processo de rápida evolução.

O seu conhecimento e prática proporcionam responsabilidades
irrecusáveis que se transformam em compromisso de imediata aplicação.

Os Espíritos do Senhor vêm à Terra a fim de ampliar o conhecimento dos postulados evangélicos, e aqueles que os abraçam comprometem-se a vivenciá-los de maneira integral.

Nada obstante, a sagacidade de alguns indivíduos leva-os a ações hediondas que mascaram com cinismo e aparente ingenuidade.

Qual ocorre em todos os grupos sociais, os médiuns são convidados a assentar o seu trabalho em nobres responsabilidades com respeito ao próximo quanto a si mesmos.

A fraternidade que se faz necessária entre todos não pode ultrapassar os limites do respeito e da consideração moral, indispensáveis ao exercício da faculdade, assim como à assistência dos bons Espíritos, que somente se comunicam através daqueles que são humildes e honestos. A princípio, enquanto se depuram, os servidores da mediunidade recebem as orientações dos seus guias, imprescindíveis à conduta grave, de modo a estabelecerem com naturalidade o comportamento cristão, que deve ser mantido com todas pessoas.

Nada obstante, a sagacidade de alguns exibicionistas e exploradores leva-os à prática de ações hediondas, que disfarçam para a própria infelicidade.

Se o escândalo é de efeito danoso entre os seres encarnados, quando ele ocorre nos santuários da fé de qualquer doutrina religiosa ou não, nos educandários, nas oficinas de trabalho, são ainda mais degradantes e perversos.

As vítimas que forem ludibriadas e abusadas passam a carregar
pesados fardos de amargura, de desespero, de desconfiança, de cepticismo em relação ao seu próximo, onde estiverem.

Todas as consequências infelizes dessas ações nefandas decorrentes são de responsabilidade do infrator, que não tem ideia do gravame cometido.

Às vezes, séculos se sucedem até que se dê a reparação dos males praticados.

*

Não te permitas nunca leviandades na existência, especialmente em razão dos compromissos assumidos na Espiritualidade, assim como aqueles que dizem respeito à convivência com o próximo.

Envolve-te na lã do Cordeiro de Deus e sê simples, dedicado e puro de coração.

Não te iludas com os transitórios prazeres que enlouquecem, nem com os tesouros da ilusão que se desfazem facilmente.

Sê fiel em todos os teus atos, gentil e correto em teus compromissos e nobre em tuas afeições.

Joanna de Ângelis por Divaldo Franco do livro:
Vidas vazias

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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Diariamente

Diariamente

Maria Dolores



Quando te ergues, de manhã,
Para o trabalho que te espera,
É qual se começasses novamente
A jornada no mundo para a frente...

Anota: cada dia é um trecho da viagem,
Reclamando bagagem
Que expresse provisão
De tudo o que precises
Para seguir no culto à própria obrigação.

Decerto, cogitaste do alimento
Que te garanta as energias,
Do calçado da fé que a firmeza te ateste,
Da roupa de esperança que te enfeita e te veste
Da palavra que tens, por centro de atração,
Dessa ou daquela minudência
Que te mostrem o brilho da existência
Em nobre formação...

Sabes, porém, que essa romagem
Que todos nós chamados dia a dia,
Se nos oferta lances de alegria,
Muitas vezes se faz em pedras de tropeços,
Problemas, desencantos, recomeços,
Inquietação e prova
Por entre os quais a vida se renova...

Por isto, eis que te rogo:
Por mais que te prepares com razão,
Pede a Deus te conceda
No preciso momento de sair,
A coragem de amar e de servir,
De ser bênção de paz, seja onde for,
Recordando que Deus, a todo instante,
É sempre o Eterno Amor,
Que tudo nos concede ao coração,
A fim de que venhamos a vencer
As lutas do trabalho e as farpas do dever
Sem exigir qualquer compensação.

Maria Dolores por Chico Xavier do livro:
Caminhos do Amor

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domingo, 22 de fevereiro de 2026

Processo de evolução

Processo de evolução

Joanna de Ângelis


330 a) - Então, a reencarnação é uma necessidade da vida espírita, como a morte o é da vida corpórea? "Certamente; assim é." (Kardec, Allan - O Livro dos Espíritos)
A reencarnação é Lei da Vida assim como o são a gravitação universal e a eletricidade.

Incursa nas Leis morais que regem o Cosmo, constitui o processo de crescimento dos valores que jazem adormecidos no ser, qual ocorre com a glande que guarda o carvalho imponente, aguardando os fatores próprios para o seu surgimento.

A Magnanimidade Divina a todos cria iguais, portadores de simplicidade e ignorância das verdades transcendentes, facultando-lhes, a esforço pessoal, arrebentar a couraça do desconhecimento em que se ergástulam para lograr a sabedoria que lhes está destinada.

Esse formoso processo é áspero, tornando-se, não poucas vezes, semelhante ao parto que faculta a libertação de uma vida pulsante e prisioneira através do sofrimento de quem a encarcera.

Essa dor, no entanto, é relativa à maior ou menor materialidade moral em que permanece o ser. Quando atrasado, somente portador de instintos e de impulsos, as suas resistências são muito tenazes, exigindo a ruptura da couraça a fortes golpes de dilaceração das suas estruturas. À medida que a razão lhe faculta o entendimento da necessidade do progresso, a vontade contribui de maneira vigorosa para a ocorrência, diminuindo a força inevitável da ruptura, ocorrendo a dissociação paulatina dos envoltórios que a limitam. Por fim, no período mais avançado, tudo se dá suave e prazerosamente, superados os mecanismos de obstrução da percepção divina.

Uma existência física é período muitíssimo breve para a aquisição dos tesouros inimagináveis da sabedoria que promana de Deus.

Comparando-se os seres que compõem o tecido social da Terra, veremos as diferentes faixas em que transitam, desde o primarismo, que é peculiar a povos muito atrasados, mas que também remanescem na denominada sociedade de consumo, passando pelos indivíduos educados e cultos e alcançando o patamar do espiritualizado e livre.

Do bruto ao apóstolo, do agressivo ao pacífico-pacificador, do complexado e de comportamento mórbido ao cordato e gentil permanece um grande pego, que não pode ser vencido em uma etapa carnal apenas.

O salto em direção ao sublime não ocorre pelo impulso de um momento, senão mediante a lenta construção de valores morais e espirituais que são específicos para cada criatura.

Assim, a reencarnação representa o inefável amor de Deus, auxiliando Suas criaturas na aquisição dos tesouros eternos de beleza, sabedoria e amor.

O desenvolvimento intelecto-moral do ser é lento e contínuo, resultando das aquisições que são realizadas nas diversas experiências carnais, abrindo espaços para outras mais profundas quão significativas.

Em cada etapa o Espírito desenvolve uma ou mais aptidões no campo do conhecimento, da inteligência, do sentimento, da arte, da beleza, da fé, inevitavelmente crescendo para Deus.

Quando se equivoca e faz uso indevido de alguma das experiências, retorna ao mesmo proscênio para refazer o episódio, aprendendo a não errar, semeando luz pelo caminho e liberando- se as algemas retentivas da retaguarda.

O avanço dá-se sem qualquer retrocesso, às vezes paulatino, graças às leis que regem a vida, ensejando provações iluminativas e expiações redentoras.

Quando o seu é um delito de pequeno porte, volve ao campo de batalha com as marcas do dano causado, de maneira a reabilitar-se, envolvendo aqueles que se lhe tornaram vítimas em vibrações de compreensão e de fraternidade, conseguindo o perdão necessário ao equilíbrio da consciência. Experimenta, então, enfermidades que induzem à reflexão, dificuldades que se fazem problemas exigindo soluções, impedimentos no processo de aquisição de valores de vária ordem, carência afetiva e financeira, enfrentamentos sociais e inquietações íntimas, constituindo-se recursos de refazimento pessoal e emocional.

Quando reincidente inveterado no desar, insensível ao apelo do Bem, recomeça a jornada sob injunções dolorosas de que se não pode evadir, sofrendo enfermidades dilaceradoras ou situações vexatórias, inibições e limitações orgânicas, tais a cegueira, a surdez, a mudez, a idiotia, a paralisia, impossibilitado de volver aos mesmos descalabros que lhe assinalaram as atividades pretéritas.

No primeiro caso, dispõe de recursos e lucidez para novas conquistas, somando valores que contribuem para a diminuição dos gravames morais e facultam o desenvolvimento moral que proporciona iluminação e paz.

Na segunda situação, os graves limites impostos exigem, pelo sofrimento, a reflexão em torno dos objetivos essenciais da existência e de como recuperá-los através da senda dos espinhos que ficaram aguardando para ser recolhidos.

O amor, no entanto, será sempre o benfeitor eficaz para o mecanismo de crescimento espiritual.

Graças à sua vivência, o percurso poderá reduzir-se em extensão e em tempo, em face dos prodígios que faculta, anulando etapas amargas e oferecendo campos férteis para a sementeira da felicidade.

A reencarnação, portanto, é indispensável para o Espírito no formoso processo de busca interior, onde se encontra a fonte inexaurível da felicidade plena.

Sem ela, a vida humana se reduziria ao caos das circunstâncias propiciadas pelo acaso, que geraria uns seres ditosos com todas as possibilidades ao alcance, enquanto que outros talados desde o princípio sem a mínima chance de plenitude.

Jesus, conhecendo esse incomparável instrumento evolutivo constituído pelo ir e vir, acentuou no Seu formoso diálogo com Nicodemos, o célebre doutor da Lei e mestre do Sinédrio:

- Em verdade, em verdade, te digo que é necessário nascer de novo, para poder entrar no reino dos Céus.

E noutra ocasião muito própria, afirmou:

- O reino dos Céus está dentro de vós - convidando-nos todos a tomarem-no com decisão, arrebentando os impedimentos no avanço realizado com invulgar coragem e decisão irrefragável.

Reencarnar-se, pois, é preciso, para o Espírito que ruma para
Deus.

Joanna de Ângelis por Divaldo Franco do livro:
Lições para a Felicidade

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