domingo, 31 de maio de 2026

Poder

Poder

Emmanuel


Peçamos ao Senhor o poder

de amar sem reclamações,

de servir sem recompensa,

de compreender sem exigir compreensão para nós,

de obedecer aos sublimes desígnios,

de vencer as próprias imperfeições,

de abençoar os que nos perseguem,

de orar pelos que nos ferem e caluniam,

de amparar aos que nos criticam,

de estimular o bem onde se encontre,

de praticar a fraternidade legítima,

de aproveitar todas as oportunidades da vida para a edificação do espírito imortal.

Emmanuel por Chico Xavier do livro:
Trevo de ideias

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Declaração de Origem

- As mensagens, textos, fotos e vídeos estão todos disponíveis na internet.
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- As imagens contidas no site são apenas ilustrativas e não fazem parte das mensagens e dos livros. 
- As frases de personalidades incluídas em alguns textos não fazem parte das publicações, são apenas ilustrativas e incluídas por fazer parte do contexto da mensagem.
- As palavras mais difíceis ou nomes em cor azul em meio ao texto, quando acessados, abrem janela com o seu significado ou breve biografia da pessoa.
- Toda atividade do blog é gratuita e sem fins lucrativos. 
- Se você gostou da mensagem e tem possibilidade, adquira o livro ou presenteie alguém, muitas obras beneficentes são mantidas com estes livros.

- Para seguirmos corretamente o espiritismo, devemos submeter todas as mensagens mediúnicas ao crivo duplo de Kardec, sendo eles,  a razão e a universalidade.

- Cisão para estudo de acordo com o Art. 46 da Lei de Direitos Autorais - Lei 9610/98 LDA - Lei nº 9.610 de 19 de Fevereiro de 1998.


sábado, 30 de maio de 2026

Oração no templo da caridade

Oração no templo da caridade

Bezerra de Menezes


Senhor!

No templo que nos concedeste para a sustentação dos nossos ideais de fé, permite que Te possamos corresponder aos objetivos sagrados, dedicando-nos com fervor e abnegação. 

Honrados pelo Teu convite a engrossar as fileiras dos que trabalham contigo, multiplica em nossas mãos as sementes luminosas da caridade, a fim de que os nossos celeiros não permaneçam vazios de claridade.

Colocados na Terra que merecemos, diante dos obstáculos a transpor e das dificuldades a vencer, faculta-nos a resistência contra as paixões que vivem dentro de nós, de modo a podermos transferir das baixadas em que nos encontramos as aspirações maiores, içando-as ao planalto que anelamos atingir.

Não é esta, Jesus, a primeira vez que Te juramos fidelidade, para logo depois negarmos o compromisso assumido...

Antes, prometemos-Te abnegação total e a apostasia fez-nos recuar da tarefa encetada, que deixamos entregue ao escalracho da incompreensão, ao abandono... Hoje, por compreendermos melhor a destinação que nos é reservada, com a alma túmida de emoções superiores, aprestamo-nos ao labor com que nos honras, não obstante os liames com os compromissos negativos que mantemos com a retaguarda...

Ensina-nos outra vez a servir e a amar, ampliando-nos o horizonte do atendimento, a fim de que a estreiteza da nossa visão não se aperte nos antolhos da nossa mesquinhez egoística.

Benfeitor de todos nós, sustenta-nos na fragilidade sistemática e renova-nos na noite em que nos debatemos, pontilhando-a com essa luz meridiana que flui do Alto através da Consoladora Doutrina dos Imortais, em que nos engajamos agora, desencarnados e encarnados, constituindo o rebanho de que Te fazes o Bom Pastor!

Ante a nossa impossibilidade de servir-Te, mais e melhor, deixa-nos doar-Te a nossa inutilidade por ser tudo quanto temos.

Suplicamos-Te, também, que, enquanto aljofrem lágrimas na Terra, não nos seja lícito auferir o prêmio de ser feliz, que não merecemos.

Oxalá que as nossas mãos se ergam a serviço do alimento das criancinhas em carência, do irmão em agrura, do próximo em enfermidade, do ser enregelado, da criatura desnuda, concedendo a cada um a baga de amor, que é uma estrela nascente, na noite sombria e dominadora que a todos atemoriza...

Jesus, apiada-Te de nós, no templo que nos facultas para reacender e manter a chama da fé viva! Torna-nos dignos de aqui estar, louvando-Te e amando-Te através do amor aos nossos irmãos da retaguarda.

Bezerra de Menezes por Divaldo Franco do livro:
Sementes de Vida Eterna


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sexta-feira, 29 de maio de 2026

Pedindo tempo

Pedindo tempo

Richard Simonetti


1965

- Pedro, meu caro amigo, contamos com seu concurso no Centro! Você tem iniciativa, capacidade de organização... Será muito útil!

- Tudo bem, Ferreira, sinto que devo oferecer algo além de esporádica colaboração. Conheço o valor do serviço metódico e disciplinado. E não farei favor algum! Devo muito ao Espiritismo, este sol maravilhoso que ilumina meus caminhos... Entretanto, no presente é impossível. Tenho muitos encargos familiares e profissionais. Dê um tempo!...

1970

- Então, Pedro, já tem condições? Esperamos por você...

- Não está fácil, Ferreira. Nem queria saber a correria em que vivo! Vamos estabelecer o seguinte: dentro de poucos meses estarei aposentado e poderei começar o serviço que “rende para a vida eterna”, como dizem nossos amigos espirituais. Dê um tempo!...

1975

- Fiquei feliz em saber de sua aposentadoria, Pedro. Pensei que não aconteceria nunca! Espero por você amanhã...

- De fato, demorou “um pouco”, Ferreira. Procurei melhorar o benefício a receber. Com trinta e oito anos de contribuição e mais um pecúlio formado está garantido o “pão nosso”. Quanto às tarefas no Centro, fique tranquilo. Irei em breve, tão logo termine a construção de minha nova casa. Assumi a administração e estarei muito ocupado por alguns meses. Dê um tempo!.

1980

- Parabéns, Pedro! Você converteu-se num próspero empreiteiro nos últimos anos. Certamente ganhou muito dinheiro... Lamento que venha esquecendo as construções espirituais. Cuidado, meu amigo! A vida passa breve! Não vá ficar sem teto na espiritualidade!...

- Concordo plenamente, Ferreira. Às vezes me pergunto se não estou agindo errado... É que não consigo desligar-me dos negócios... A vida não está fácil. Com a inflação em que vivemos, ninguém pode acomodar-se... Dê um tempo.

1985

- Ferreira, meu irmão, finalmente consigo falar-lhe. Tenho suficiente conhecimento para compreender que já morri e que converso com você numa reunião mediúnica, servindo-me de um médium. Há meses vagueio por regiões escuras, sentindo-me solitário e atormentado! Por misericórdia, ajude-me!

- Calma, Pedro. A Bondade Divina não desampara ninguém. No entanto a experiência demonstra que é impossível livrá-lo de imediato dos fantasmas gerados pelo seu comprometimento com os interesses da Terra. Considere, ainda, que o conhecimento espírita, não é apenas bênção de consolo e esperança. É, sobretudo, compromisso sério relacionado com a fraternidade. Seu problema maior é que você sabia disso e, não obstante, optou pelo acomodamento, preso às ilusões do plano físico. Deverá, por isso, segundo nossos mentores, estagiar mais um pouco onde se encontra, avaliando devidamente sua omissão e sedimentando noções de responsabilidade para existências futuras. Por enquanto, meu amigo, ore bastante, reflita e... dê um tempo!...

O Espiritismo é, essencialmente, uma convocação divina em favor da reformulação de nossa existência, tendo por base fundamental o serviço ao semelhante.

O problema é que muitos adiam indefinidamente essa gloriosa realização, pretextando problemas que se renovam, compromissos que se avolumam, esperando por disponibilidades que não chegam nunca.

Assim, malbaratam abençoadas oportunidades de serviço e constatam um dia, em sofrido desengano, que apenas perderam tempo.

Richard Simonetti do livro:
Endereço Certo

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quinta-feira, 28 de maio de 2026

Palavras aos médiuns

Palavras aos médiuns

Bezerra de Menezes


Reunião mediúnica em cena do filme: Kardec.

Mediunidade com Jesus; é serviço aos semelhantes.

Aqui, alguém fala em nome dos espíritos desencarnados; ali, um companheiro aplica energias curativas; além, um cooperador ensina ao roteiro da verdade; acolá, outrem enxuga as lágrimas do próximo, semeando consolações.

Entretanto, é o mesmo poder que opera em todos. É a divina inspiração do Cristo, dinamizada através de mil modos para reerguer-nos da condição de inferioridade ou para sanar-nos o sofrimento.

E nessa movimentação bendita de socorro e esclarecimento, não se reclama os títulos convencionais do mundo, quaisquer que sejam, porque a mediunidade cristã, em si, não colide com nenhuma posição social, constituindo fonte do Céu a derramar benefícios na Terra, por intermédio dos corações de boa vontade.

Em razão disso, antes de qualquer sondagem das forças psíquicas, no sentido de se lhes apreciar o desdobramento, vale mais a consagração do trabalhador à caridade legítima, em cujo exercício todas as realizações nobres da alma podem ser encontradas.

Quem desejar a verdadeira felicidade, há de improvisar a felicidade dos outros; quem procure a consolação, para encontra-la, deverá reconfortar os mais desditosos da humana experiência.

Dar para receber. Auxiliar para ser amparado.

Esclarecer para conquistar a sabedoria e devotar-se ao bem do próximo para alcançar a bênção do amor.

Eis a lei, que impera igualmente no campo mediúnico, sem cuja observação, o colaborador da Nova Revelação não atravessa os pórticos das rudimentares noções de vida imperecível.

Espírito algum construirá a escada de ascensão sem atender às determinações do auxílio mútuo.

Nesse terreno há muito que fazer nos círculos da Doutrina Cristã rediviva, porque não basta ser médium para honrar-se alguém com as vantagens da luz, tanto quanto não vale possuir uma charrua perfeita, sem a aplicação respectiva no esforço da sementeira.

A tarefa pede fortaleza no serviço com raciocínio no sentimento.

Sem maturidade para superar a desaprovação provisória da ignorância e da incompreensão e sem as fibras harmoniosas do carinho, fraterno para socorre-las, com espírito de solidariedade real, é quase impraticável a jornada para frente.

Os golpes da sombra martelam o trabalho iluminativo da mente por todos os flancos e preciso se torna ao instrumento humano da verdade, armar-se convenientemente na fé viva e na boa vontade incessante, a fim de satisfazer aos imperativos do ministério a que foi convocado.

Age, assim, com isenção de desânimo, sem desalento e sem inquietação, em teu apostolado de esclarecer e de auxiliar.

Estende as tuas mãos sobre os doentes que te busquem o concurso de irmão dos infortunados, na certeza de que o Senhor é o Manancial de todas as Bênçãos.

O lavrador semeia, no entanto, é a Bondade Divina que faz desabrochar a flor e preparar-se o futuro.

Indispensável marchar de alma erguida para o Alto, vigiando, embora as serpes e espinhos que povoam o chão.

Diversos amigos se revelam interessados em tua tarefa de fraternidade e luz e não seria justo que a hesitação te paralisasse os impulsos mais nobres, tão somente porque a opinião do mundo te não entende os propósitos, nem os objetivos da esfera espiritual, de maneira imediata.

Não importa que o tempo seja humilde e que os mensageiros compareçam na túnica de extrema simplicidade.

O Mestre Divino ensinava a verdade à frente de um lago e costumava administrar os dons celestes sob um teto emprestado; além disso, encontrou os companheiros mais abnegados e fiéis entre pescadores anônimos, integrados na vida singela da natureza.

Não te apoquentes e segue com serenidade.

Claro está que ainda não temos seguidores leais do Senhor sem a cruz do sacrifício.

A mediunidade é um madeiro de espinhos dilacerantes, mas com o avanço da subida, calvário acima, os acúleos se transformam em flores e os braços da cruz se transformam em asas de luz para a alma livre na imortalidade.

Não desprezes a oportunidade de servir e prossegue de esperança robusta.

A estância física é uma estrada breve.

Aproveitamo-la sempre que possível na sementeira do Bem.

Em suma, ser médium no roteiro cristão é doar de si mesmo em nome do Mestre.

E foi Ele que nos descerrou a realidade de que somente alcançam a vida verdadeira àqueles que sabem perder a existência em favor de todos os que se constituem seus tutelados e filhos de Deus na Terra.

Segue para diante, amando e servindo.

Não nos deve preocupar a ausência de alheia compreensão.

Antes de cogitarmos do problema de sermos amados, busquemos amar, conforme o Inesquecível Orientador que nos observou:

- “Amai-vos uns aos outros, tal qual eu vos amei”.

Bezerra de Menezes por Chico Xavier do livro:
Doutrina e Vida / Espíritos diversos.

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