Nosso grupo
André Luiz
- Para seguirmos corretamente o espiritismo, devemos submeter todas as mensagens mediúnicas ao crivo duplo de Kardec, sendo eles, a razão e a universalidade.
Estude sem propagandas atrapalhando o que você quer ler! Dai de graça o que de graça recebestes! "- Fora da caridade não há salvação." Allan Kardec
A comunicação entre os homens é a arte da civilização moderna, que aprimorou os meios com clareza singular, para que possas entender as mensagens de uns para com os outros. Não obstante, não é necessária somente a clareza no dizer, nem a facilidade de expressar os pensamentos; acima de tudo, diz-nos o bom senso que a educação há que levar vantagens em todos os tipos de entendimentos e que a disciplina no falar não pode ser esquecida. Compreendemos as dificuldades e as restrições que o encarnado tem para manter o equilíbrio diante das regras do bem viver, pois quando igualmente internado na carne, passamos por essas dificuldades, e ainda pedimos a Deus que nos deixe voltar a ela, para que possamos aparar algumas arestas, pois somente no corpo físico encontramos condições mais favoráveis.
Aqui nós chamamos a volta ao corpo físico como sendo a bênção da carne.
Concitamos a todas as criaturas que movem um corpo no mundo das formas a estudar as próprias necessidades com mais atenção, no que se refere aos deveres para com as leis universais e procurem ombrear seus compromissos para que não faltem, em seus caminhos, as oportunidades de servir aos que sofrem e entender os que estão presos nas malhas do carma.
Deves capacitar a tua inteligência no sentido de maior entendimento das coisas espirituais. A vida na forma é uma ilusão, em se comparando à verdadeira vida do Espírito. É uma fração de segundo olhando e sentindo a imortalidade da alma. Mas esse tempo diminuto nos leva a pensar e nos põe a deduzir o quanto vale essa oportunidade grandiosa de aprender em pouco tempo.
Verdadeiramente, a carne é uma bênção de Deus a todas as criaturas internadas nela. Vale a pena meditar nesta oportunidade e crescer nas obrigações para com Jesus, decifrando parábolas e entendendo chamados que nos possam chegar de todas as direções para o nosso entendimento.
Se fecharmos os ouvidos e contrariarmos a visão dentro das leis naturais, tornamo-nos estátuas de sal, morremos ante a luz que nos glorifica e nos liberta. Somos velhos viajores, cansados de repetir as induções humanas e continuamos mortos. Consultando a razão, percebemos a grandiosa missão de Nosso Senhor Jesus Cristo! E ela é muito maior do que pensamos! De não forçar o nosso entendimento, respeitando todas as condições dos homens e almas livres do fardo, propondo os meios e métodos de cada um se libertar do seu próprio jugo e da carga que se propôs a carregar.
O Cristo bate em nossas portas, quando nos cansamos de procurar a Felicidade no reino das ilusões, quando procuramos a Paz no mundo exterior. Ele surge dentro do coração, acenando-nos para um trabalho excelente, a luta interna, dando-nos condições para vencer as nós mesmos. Aí encontramos os meios de conquistar a tranquilidade de consciência, a eterna paz de espírito. Para tanto, devemos despertar o interesse de entender sempre a verdade, de nunca recusar o caminho certo, sem esquecer o esplendor da vida divina, que palpita dentro da alma.
Se a tua boca fere, ainda dormes. Se os teus sentimentos perturbam a tua mente com o ódio, ainda permaneces morto para a vida. E se não queres enxergar o que tentamos te mostrar por essas letras, fecha esse livro, que mais tarde a dor vai conversar com o teu coração.
"(…) Esta convicção, adquirimo-la no exame e análise dos fenômenos da Natureza. Para nós, Deus não está fora do mundo, nem a Sua personalidade se confunde na ordem física das coisas. Ele é o pensamento incognoscível, do qual as leis diretivas do mundo representam uma forma de atividade.(…)" Camille Flamarion
1 - Por intermédio do deslocamento, transferimos sentimentos de um alvo para outro, que é considerado menos ameaçador ou neutro. Arquitetamos um desvio psicológico, uma alternativa para os impulsos que não podemos expressar claramente. Exemplos: a criança que desloca a mágoa pelos pais destruindo seus brinquedos; ou o empregado que não pôde manifestar seu rancor contra seu gerente e, em contrapartida, na família ou na via pública, desloca sua raiva discriminando e destratando pessoas por meio de palavras insultuosas.
2 - Mediante a compensação, encobrimos uma fraqueza real ou sentimentos impróprios, exagerando qualidades e características que consideramos mais aceitáveis socialmente. Também denominada de processo de formação reativa – substituir comportamentos que são diretamente opostos à emoção real –, é uma inversão inconsciente por ignorar a verdadeira emoção ou para escondê-la. Exemplos: procuramos camuflar nossas inseguranças e dúvidas tomando uma postura de “dono da verdade” diante de qualquer situação cotidiana; ou o jovem que “assovia no escuro”, tentando demonstrar segurança e tranquilidade, enquanto atravessa, sozinho, um bairro isolado e distante de sua casa.
3 - Pelo emprego da projeção, livramo-nos de aspectos da personalidade, deslocando-os de dentro de nós para o meio externo. A intimidação é vista como se fosse uma força externa. A pessoa não consegue lidar com sentimentos reais, não admite que a ideia ou o comportamento temido sejam dela mesma. Pesquisas psicológicas relativas aos mecanismos dos preconceitos ou bodes expiatórios mostraram que as pessoas que tendem a estereotipar outras revelam diminuta percepção de seus próprios sentimentos. As que negam ter um determinado traço de personalidade são sempre mais críticas em relação a esse mesmo traço, quando o encontram nos outros. Exemplos: alguém que afirma continuadamente que “todo mundo é desonesto” encontra-se, na realidade, projetando nos demais sua própria característica; ou mesmo, quando alguém afirma que “as pessoas só pensam em sexo”, está jogando para fora aquilo que se encontra mal resolvidodentro de si mesmo.
4 - Através da introjeção, incorporamos de forma imaginária uma pessoa, interiorizamos características de alguém que admiramos, inserimos o indivíduo com suas boas qualidades e glórias, participando imaginariamente de suas realizações e seguindo a “luz de sua estrela”. Exemplos: o jovem que corta seu cabelo como o de um astro, para se parecer com ele; ou o idoso que veste roupas iguais às de um jovem ator, para voltar à juventude.
5 - Por meio da racionalização, tentamos achar motivos lógicos e razoáveis para justificar atitudes e ações recriminadas e também para encontrar bons motivos para desculpar o que basicamente sabemos que está errado. Exemplos: o jovem, que foi recusado pela namorada, diz “ela nem era tão boa assim, era até feia; não sei como fui gostar dela”; ou o alcoólatra que afirma “eu bebo para afogar as mágoas do meu casamento fracassado”.
Bibliografia:
(1) Camille Flammarion, Deus na Natureza, 7ª ed., pág. 394, FEB Editora.(2) Frans de Waal, Eu, Primata - Por Que Somos Como Somos, Companhia das Letras, pág. 200.