sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Sons articulados

Sons articulados

Miramez


Imagem gerada por IA.

Não deve faltar nas articulações dos sons o sublime magnetismo da alegria. Falar a alguém sem amor é o mesmo que doar algo a alguém com as mãos fechadas. Os antigos "Como Vai", "Bom Dia", "Boa Tarde" e "Boa Noite" são meios, através dos quais, com o poder da palavra, poderás vitalizar teu companheiro e receber dele a mesma doação energética. Não podes imaginar, por enquanto, o quanto poderias receber, em se tratando de almas que já armazenam no coração rutilantes dotes espirituais: muito mais! Toda harmonia de sons é agradável ao espirito, esteja ele em qualquer estado evolutivo e, principalmente, na escala em que se encontra o homem.


Se já ouviste falar das benfeitoras massagens orientais, da acupuntura e de determinados exercícios rítmicos, para que seja liberada a energia coagulada em determinados pontos do corpo, é bom que saibas que a palavra educada de um iniciado produz os efeitos mencionados e ainda mais, porque estimula em quem ouve, como em quem fala, um alcance maior na aquisição da fé e esta faz vibrar com grande vigor os centros de força, que acionam as glândulas internas na segregação de variados hormônios, garantindo um bem-estar indizível ao coração.

Jesus era mestre nessa arte de falar curando, de falar instruindo, de falar libertando os corações. E Ele dizia aos Seus discípulos: "Vós que me acompanhais, podeis fazer muito do que eu estou fazendo..." Que não cheguemos a tanto, porém, agarremo-nos ao esforço todos os dias, para que possamos alcançar o melhor, para que nosso verbo se harmonize com as leis espirituais do Universo e comece a transformar o próprio falante em orador de luz, levantando caídos, saciando a sede do coração, vestindo os nus de entendimento e revestindo de paz os desesperados.

Na verdade, a boca foi feita também para comer, mas alimentar não é porventura uma conversa, em dimensão diferente, com os órgãos? E, se estiveres disposto a conversar bem com teu organismo, sabe escolher teus alimentos em conformidade com a harmonia da criação, estuda a natureza que é sábia em culinária perfeita, 0 teu laboratório é incomparável na concentração de vidas, para vidas. A linguagem bem ordenada em níveis superiores é uma fonte de alimentos espirituais, que o futuro próximo nos dirá com a chancela da ciência oficial, confirmando assim, o que já falava Jesus, há quase dois mil anos atrás:
"Está escrito: não só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que procede da boca de Deus". (Mateus, 4:4.)
A boca do homem é a boca de Deus para o serviço do amor. Tu és filho da Grande Luz, como nós e todos os departamentos da criação infinita. O Senhor está fora e dentro de nós, e é bom que deixêmo-Lo comandar a nossa fala. Se a isso nos acostumarmos, estaremos livres para sempre de todas as congestões provocadas pelo muito falar, esquecendo-nos d'Ele.
Não deixes que a tua boca solte pelos portais dos lábios, palavras que ofendem, de desanimo, de covardia, de imprudência, de desespero, de ódio e de tristeza, porque não é esse o objetivo da sua função. Se escapulirem algumas vezes, sons não afeitos à moral dignificada, não os repitas, pois a correção é serviço do aprendizado. E se a tua inteligência já alcançou a compreensão de onde procede a palavra, levanta uma tenda de trabalhos na grande área da mente e escreve em letras garrafais no seu portal: REFORMAM-SE IDÉIAS... 

Faze de modo que, quando elas saírem pelos sons articulados, em direção a alguém, ou em viagem ao espaço, lembrem o dono, sem envergonharem a grande família universal. Quem falou, falou na presença do Senhor!

Miramez por João Nunes Maia do livro:
Horizontes da Mente

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- Cisão para estudo de acordo com o Art. 46 da Lei de Direitos Autorais - Lei 9610 /98 LDA - Lei nº 9.610 de 19 de Fevereiro de 1998.

quinta-feira, 3 de setembro de 2026

O auxílio mútuo

O auxílio mútuo

Neio Lúcio


Imagem gerada por IA.

Diante dos companheiros, André leu expressivo trecho de Isaías e falou, comovido, quanto às necessidades da salvação.

Comentou Mateus os aspectos menos agradáveis do trabalho e Filipe opinou que é sempre muito difícil atender à própria situação, quando nos consagramos ao socorro dos outros.

Jesus ouvia os apóstolos em silêncio e, quando as discussões, em derredor, se enfraqueceram, comentou, muito simples:

— Em zona montanhosa, através de região deserta, caminhavam dois velhos amigos, ambos enfermos, cada qual a defender-se, quanto possível, contra os golpes do ar gelado, quando foram surpreendidos por uma criança semimorta, na estrada, ao sabor da ventania de inverno.

Um deles fixou o singular achado e clamou, irritadiço: — “Não perderei tempo. A hora exige cuidado para comigo mesmo. Sigamos à frente”.

O outro, porém, mais piedoso, considerou:

— “Amigo, salvemos o pequenino. É nosso irmão em humanidade”.

— “Não posso — disse o companheiro, endurecido —, sinto-me cansado e doente. Este desconhecido seria um peso insuportável. Temos frio e tempestade. Precisamos ganhar a aldeia próxima sem perda de minutos”.

E avançou para diante em largas passadas.

O viajor de bom sentimento, contudo, inclinou-se para o menino estendido, demorou-se alguns minutos colando-o paternalmente ao próprio peito e, aconchegando-o ainda mais, marchou adiante, embora menos rápido.

A chuva gelada caiu, metódica, pela noite a dentro, mas ele, sobraçando o valioso fardo, depois de muito tempo atingiu a hospedaria do povoado que buscava. Com enorme surpresa porém, não encontrou aí o colega que o precedera. Somente no dia imediato, depois de minuciosa procura, foi o infeliz viajante encontrado sem vida, num desvão do caminho alagado.

Seguindo à pressa e a sós, com a ideia egoística de preservar-se, não resistiu à onda de frio que se fizera violenta e tombou encharcado, sem recursos com que pudesse fazer face ao congelamento, enquanto que o companheiro, recebendo, em troca, o suave calor da criança que sustentava junto do próprio coração, superou os obstáculos da noite frígida, guardando-se indene de semelhante desastre. Descobrira a sublimidade do auxílio mútuo... Ajudando ao menino abandonado, ajudava a si mesmo avançando com sacrifício para ser útil a outrem, conseguira triunfar dos percalços da senda, alcançando as bênçãos da salvação recíproca.

A história singela deixara os discípulos surpreendidos e sensibilizados.

Terna admiração transparecia nos olhos úmidos das mulheres humildes que acompanhavam a reunião, ao passo que os homens se entreolhavam, espantados.

Foi então que Jesus, depois de curto silêncio, concluiu expressivamente:

— As mais eloquentes e exatas testemunhas de um homem, perante o Pai Supremo, são as suas próprias obras. Aqueles que amparamos constituem nosso sustentáculo. O coração que
socorremos converter-se-á agora ou mais tarde em recurso a nosso favor. Ninguém duvide.

Um homem sozinho é simplesmente um adorno vivo da solidão, mas aquele que coopera em benefício do próximo é credor do auxílio comum. Ajudando, seremos ajudados. Dando, receberemos: esta é a Lei Divina.

Neio Lúcio por Chico Xavier do livro:
Jesus no Lar

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quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Cessação do sofrimento

Cessação do sofrimento

Joanna de Ângelis


Imagem gerada por IA.

Na condição de enfermidade, o sofrimento, para ser curado, encontra diversos meios eficazes. Alguns o atenuam, outros são inócuos, e raros se apresentam como de eficiência incontestável.

A cura real, porém, somente se concretizará se a terapia extirpar-lhe as causas. Enquanto não se extingam as suas fontes geradoras, ele se manifestará inevitavelmente.

Desde que o mau uso da razão o origina, é indispensável agir no fulcro do seu desencadeamento, de modo a fazer cessar a energia que o aciona e vitaliza.

Nos reinos irracionais, nos quais o sofrimento resulta do fenômeno evolutivo através do desgaste natural das formas por desestruturação das moléculas e células, o concurso do amor humano atenua-lhe a intensidade, alterando o campo e proporcionando lenitivo de equilíbrio ou saúde.

O homem, que pensa, é responsável pela preservação da vida, que se manifesta em outros matizes e faz parte do conjunto que lhe sustenta a existência, possibilitando a evolução de todos os seres e princípios vitais.

Desse modo, os atentados e a desconsideração à Ecologia se refletem na vida humana, qual ocorre com sua preservação e cuidados. São as ações respondendo pelos seus efeitos.

A fim de que se possa fazer cessar o sofrimento, torna-se imprescindível a aquisição de uma consciência responsável, capaz de remontar-lhe às origens, analisá-las e trabalhá-las com direcionamento adredemente planejado.

A educação do pensamento, a disciplina dos hábitos e a segurança das metas são os recursos hábeis para o logro, sem os quais as terapias e técnicas se tornam paliativas, sem resultarem solucionadoras.

Em alguns casos o sofrimento, em si mesmo, ainda é a melhor terapia para o progresso humano.

Enquanto sofre, o homem menos se compromete, demorando-se em reflexão, de onde partem as operações de reequilíbrio. É comum a mudança de comportamento para pior, quando diminuem os fatores afligentes.

Uma sede de comprometimento parece assaltar o indivíduo imaturo, que parte para futuras situações penosas, complicando os parcos recursos de que dispõe. Desse modo, a duração do sofrimento muito contribui para uma correta avaliação dos atos a que ele se deve entregar. Porque se origina no primitivismo pessoal, pensamentos e ações reprocháveis induzem-no a uma existência infeliz, da qual se liberta somente quando se resolve por escalar a montanha do esforço direcionado para a evolução, a serenidade, a harmonia, trabalhando os metais grosseiros da individualidade e moldando-os no calor do sacrifício.

Sem esse, não há elevação moral, nem compreensão das finalidades da existência terrena.

Insculpidas na consciência, as Divinas Leis propelem a realização do bem que jaz em germe.

A demora pela definição é resultado de um período normal para o amadurecimento que faculta eleger o que deve, daquilo que não convém realizar.

A cura de uma enfermidade impõe a extinção das suas causas.

Alguém que haja sido mordido ou picado por uma áspide ou um inseto venenoso deve, de início, bloquear, mediante garrote, a expansão do tóxico, para combatê-lo depois.

Diante de uma pessoa que foi atingida por uma seta envenenada, recomenda antiga sabedoria hindu, arranca-se-lhe a flecha primeiro, para depois tomar-se outra providência qualquer.

As setas morais venenosas, cravadas no cerne da alma, enquanto não sejam retiradas, continuam resistindo aos antídotos aplicados nos seus danos, por prosseguirem contaminando suas vítimas.

Educar a mente, disciplinando a vontade, constitui o passo inicial para extirpar as causas das aflições, infundindo responsabilidades atuais, geradoras, por sua vez, de novos resultados saudáveis, para propiciarem o futuro bem-estar a que se está fadado.

A recomendação de Jesus sobre o amor é de eficácia incontestável, por ser, este sentimento, gerador de valores responsáveis pela felicidade humana. O amor dulcifica o ser e incita-o às atitudes edificantes da vida. Mediante a sua vigência, pensa-se antes de tomar-se decisões, considerando-se quais as que são mais compatíveis com a ética e os anseios do próprio coração. Jamais desejando para o seu próximo o que não gostaria de experimentar, assumem-se compromissos de prosperidade, sem prejuízo de natureza alguma para si ou para os outros.

A própria lucidez gerada pelo amor induz ao perdão indiscriminado para todas as pessoas, por consequência, para si mesmo.

O olvido do mal, com abandono de propósitos de vingança, é inadiável para alguém liberar-se de expressiva soma de sofrimentos. As ideias deprimentes, acalentadas como resultados do ressentimento ou do desejo de retribuição malévola, geram enfermidades que dilaceram os tecidos orgânicos e desconsertam os equipamentos emocionais.

Enquanto vigem, demoram-se os sofrimentos dominadores.

Por sua vez, o remorso e o arrependimento das ações infelizes, a tristeza e os desgostos delas derivados constituem fatores mentais dissolventes que se instalam nas engrenagens da alma, provocando distúrbios psicológicos, físicos e morais de demorado curso.

O perdão para as faltas alheias luariza a paisagem íntima, clareando as sombras da angústia insistente que bloqueia a alegria de viver, produzindo sofrimentos injustificáveis.

Cerrada a porta de uma afeição, agredido por um amigo ou desconhecido, deve-se sempre seguir adiante no rumo das outras, das inúmeras portas abertas que nos aguardam, e da compreensão fraternal para com o revel, considerando-o um enfermo ignorante do mal que o consome.

A vida são as incessantes oportunidades que surgem pela frente, jamais os insucessos que ocorreram no passado.

Assim, libertar-se do acontecimento negativo, qual madeira podre que se arremessa nas águas do rio do esquecimento, é atitude de saudável sabedoria.

Tal comportamento credencia o homem a ser perdoado pelo seu irmão, que o libera do pagamento dos seus momentos infelizes, não irradiando contra ele pensamentos destrutivos – ideias anestesiantes – que sempre são assimilados pelo fenômeno da sintonia através da consciência de culpa.

Quando alguém se liberta do lixo mental, acumulado pela ignorância e pela futilidade, começa o seu restabelecimento espiritual, e toda uma atividade nova se lhe apresenta favorável, abrindo-lhe espaço para a saúde.

Nesse grupo de tentames edificantes está o autoperdão.

Considerando a própria fragilidade, o indivíduo deve conceder-se a oportunidade de reparar os males praticados, reabilitando-se perante si mesmo e perante aqueles a quem haja prejudicado.

A perfeita consciência do autoperdão não se apoia em mecanismos de falsa tolerância para com os próprios erros, que seria negligência moral, conivência e imaturidade, antes representa uma clara identificação de crescimento mental e moral, que propicia direcionamento correto dos atos para a saúde pessoal e geral.

O arrependimento, puro e simples, se não acompanhado da ação reparadora, é tão inócuo e prejudicial quanto a falta dele.

Assim, o complexo de culpa é igualmente danoso, porque não soluciona o mal praticado, sendo, ademais, responsável pelo agravamento dos seus maus resultados.

O autoperdão compreende a posição mental correta a respeito do erro e a satisfação íntima ante a possibilidade de interromper o curso dos males causados, como arrancar-lhes as raízes encravadas em quem lhes padece a constrição.

Será possível lograr o cometimento através de uma análise meticulosa dos fatores que levaram à ação reprochável, examinando outras alternativas que não foram utilizadas e que não teriam produzido efeitos negativos, para depois predispor-se à oportuna reconsideração da atitude, liberando-se da desconfortável injunção de culpa conflituosa.

Se, ante a resolução de autorrenovação, não se encontra a receptividade por parte da vítima, não constitua, esta recusa, um novo motivo para atrito, senão estímulo para continuar-se com o propósito salutar, revestindo-se de mais paciência e tolerância, a fim de enfrentar-se a reação do outro, igualmente enfermo e sem disposição, por enquanto, para liberar-se do mal que o entorpece.

O autoperdão ajuda o amadurecimento moral, porque propicia clara visão da responsabilidade, levando o indivíduo a cuidadosas reflexões, antes de tomar atitudes agressivas ou negligentes, precipitadas ou contraditórias no futuro.

Quando alguém se perdoa, aprende também a desculpar, oferecendo a mesma oportunidade ao seu próximo.

O bem-estar que experimenta faculta-lhe a alegria de propiciá-lo ao outro, o ofendido, gerando uma aura de simpatia a sua volta, que se converte em clima de liberação do sofrimento.

A cessação real do sofrimento, portanto, dá-se quando, erradicadas as suas causas, desaparecem-lhe os naturais fenômenos das consequências.

132. “Qual o objetivo da encarnação dos Espíritos?”

“Deus lhes impõe a encarnação com o fim de fazê-los chegar à perfeição. Para uns, é expiação; para outros, missão.

Mas, para alcançarem essa perfeição, têm de sofrer todas as vicissitudes da existência corporal: nisso é que está a expiação. Visa ainda a outro fim a encarnação: o de pôr o Espírito em condições de suportar a parte que lhe toca na obra da criação. Para executá-la é que, em cada mundo, toma o Espírito um instrumento de harmonia com a matéria essencial desse mundo, a fim de aí cumprir, daquele ponto de vista, as ordens de Deus. É assim que, concorrendo para a obra geral, ele próprio se adianta.” (KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos.)

Joanna de Ângelis por Divaldo Franco do livro:
Plenitude
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terça-feira, 1 de setembro de 2026

De tocaia

De tocaia

Hilário Silva


Imagem gerada por IA.

Luis Borges, denotado tarefeiro da Causa Espírita, em São Paulo, atravessava calmamente a Avenida São João, na capital bandeirante, quando foi alvejado por um tiro de revólver, estabelecendo-se o rebuliço.

Populares e guardas. Assobios e exclamações.

Pobre moço desconhecido e armado foi preso e trazido à presença da vítima.

Borges mostrava-se assustado, mas sereno. A bala atingira simplesmente o livro que sobraçava de mão encostada ao peito. E esse livro era O Evangelho segundo o Espiritismo, com que se dirigia a certa reunião em favor de um enfermo.

– Peço desculpas. O tiro foi casual – rogou o jovem, pálido.

Os policiais contudo, retinham-no furiosos.

Luis Borges, no entanto, buscando a paz, abriu o volume chamuscado e falou:

– Vejamos a mensagem do Evangelho:

E ante o assombro geral, leu, na página aberta, as belas referências do capítulo X – Bem-aventurados os que são misericordiosos:

“Então, aproximando dele, disse-lhe Pedro: – Senhor, quantas vezes perdoarei a meu irmão quando houver pecado contra mim? Até sete vezes?

“Respondeu-lhe Jesus: – Não vos digo que perdoeis até sete vezes, mas até setenta vezes sete vezes.”

Quando Borges terminou a ligeira leitura, o moço preso ajoelhou-se na rua e começou a soluçar. Só então explicou que ali se achava de tocaia para assassinar o próprio irmão que o havia prejudicado num processo de herança e prometeu desistir de semelhante propósito para sempre.
(Em referência a O Evangelho Segundo o Espiritismo - Cap. X / Item 3.)
Hilário Silva do livro: O Espírito da Verdade
de Chico Xavier e Waldo Vieira (Espíritos Diversos)

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