quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Porque falamos

Porque falamos

Miramez


A língua tem lugar de destaque no contexto educativo das criaturas, não obstante, anseia por disciplina para ser instrumento de Deus na boca humana. Os seus movimentos, por vezes invisíveis aos olhos, tomam variadas formas. Assemelha-se a perigosas lâminas, quando desconhece o respeito e o entendimento. Transforma-se em agulhas, anunciando escândalos, quando esquece os direitos dos outros. Transmuta-se em labaredas ardentes, quais lendas de dragões gigantes, quando o amor ao próximo ainda não conseguiu dominá-la. Todavia, essa mesma língua, ordenada pelo Evangelho, consegue maravilhas falando, porque foi falando que Jesus anunciou, na Terra, o Seu ministério divino. O Cristo é o educador cósmico da palavra; nós somente cooperamos com os de boa vontade, aprendendo igualmente a educar a nossa voz.

Assim como a música muda constantemente de vibrações, para sentirmos a harmonia dos sons, a palavra bem posta na boca tem inúmeras oscilações. A oscilação do verbo, quando este é portador do amor com Jesus, acorda em quem ouve, variadas gamas de sentimentos, que nos levam a maiores esperanças, e em quem fala, o prazer do dever cumprido. Mas, quem entorpece a palavra com assuntos inferiores, responde pelas consequências desastrosas nos corações atingidos; isso quem diz é a Autoridade Maior, em Mateus, 12:36: "Digo-vos que de toda palavra frívola que proferirem aos homens, dela darão conta no dia do juízo".

Se o Evangelho já vem anunciando a responsabilidade que temos na comunicação com os nossos semelhantes, é de direito humano e divino que estruturemos a nossa palavra naquele amor que é também caridade, naquela caridade que é também perdão, naquele perdão que serve como tal na fraternidade, e na fraternidade que se divide infinitamente no seio das sociedades, educando-as na existência de um só Pastor e de um só rebanho...

O "porque falamos", tema em discussão — faz-nos lembrar de muitas necessidades a que a vida nos submeteu, como tarefas espirituais, como escolas de aprendizagem. Falamos para aprimorar a fala e ajudar no entendimento das leis. Falamos para estabelecer em nós uma certa harmonia cósmica, um ritmo de vida unicelular, de grande influência no metabolismo.

Pensar e ouvir têm efeitos idênticos. Quanto mais as conversações girarem em moldes e cadências elevadas, mais bem-estar produzirão. Um palavreado destoante desafina o instrumento orgânico-espiritual e, com o tempo, quem fala e ouve com prazer palavras inferiores, terá os órgãos de fala imprestáveis para manter o agregado físico em condições de atender a missão da alma.

Palavra é vida! Muitos dos nossos companheiros, nas lides da carne, poderão esmorecer nos primeiros dias de educação da voz, pelos contrastes ou reversões da própria natureza, acostumada em ambiente de magnetismo mais ou menos denso. Toda mudança traz inquietações, para depois, com o tempo, ajustar-se com maior segurança no cerne dos objetivos.

Quando nos dispomos a fazer algo, indispensável se torna que acreditemos nele. Sem fé nada será possível. No entanto, com ela, inexiste o impossível nos nossos caminhos... Alistemo-nos na escola do Cristo de Deus e, diante do que vier para nos esmorecer, lembremo-nos de que o dever do cristão é transformar todos os obstáculos — sejam quais forem — em forças vivas para a grande vitória.

O ser humano está, por assim dizer, em uma faixa evolutiva, que quanto mais picante, maldizente e luxurioso for o assunto, mais alegria ele sente, teimando em dizer que lhe serve como terapia. Está envolvido em tamanha forma de ilusão, que perde muito tempo em debates sobre essa zona hipnótica de contradições da verdadeira moral. E, como remover essa incrustação mental de ordem negativa da consciência? Quando a autoconsciência, munida pela férrea vontade de mudar, nada consegue, resta apenas uma alternativa: a dor. Ela tirará a atenção do enfermo de todos os assuntos indesejados, e sutilmente, trar-lhe-á a verdadeira reforma do coração. Uns gastam mais tempo, outros menos, mas isso não importa.

Importa, sim, o aprimoramento que se opera por hábeis mãos espirituais. 

Falamos porque falamos, porém, se falamos bem, é porque já compreendemos o valor da palavra, como música universal da vida.

Miramez por João Nunes Maia do livro:
Horizontes da Fala

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A Desfiguração do Cristo

A Desfiguração do Cristo

J. Herculano Pires


A Transfiguração no Tabor, a Ressurreição, o momento que acompanhou os discípulos no caminho do Emaús e a sua ascensão em Betânia, são episódios que causaram entusiasmo entre os mitólogos, naturalmente interessados em provar que Jesus de Nazaré era simplesmente um mito. A sensação de realidade que possuímos da nossa própria integridade física, o hábito de nos apoiarmos na realidade perceptível como garantia da veracidade da nossa própria existência e a ilusão da constância de nossa forma física, levam-nos a considerar o que se apresenta como instável e mutante na condição de simples ilusão. A fantasia, o sonho, o mito, nada mais são do que elementos imaginários que se inserem fugazmente no duro mundo concreto da existência. Não obstante, sabemos que a existência, segundo a definição das Filosofias Existenciais da atualidade, é puramente subjetiva. Nós mesmos, nesse caso, somos irrealidades ideais que nos inserimos furtivamente na realidade objetiva. As metamorfoses de Jesus não diferem daquelas porque passamos em nossa própria vida.

Na Ressurreição, Madalena não reconhece de imediato a presença de Jesus e o confunde com o jardineiro. Tomé recusa-se a aceitar a veracidade das manifestações do Senhor no Cenáculo das reuniões apostólicas e só se convence ao tocar as chagas da crucificação. Os discípulos de Emaús só reconhecem o Mestre, que para eles estava morto, no ato de partir o pão, quando ele se identifica pelos gestos e a atitude. O mesmo acontecerá com os discípulos a caminho da Galileia. Mas a ascensão em Betânia mostra-se tão carregada de elementos míticos, que só hoje pode ser encarada como parcialmente verídica, graças ao conceito de paranormalidade e às novas leis descobertas no campo da fenomenologia de ordem física. Sem o conceito atual do corpo-bioplásmico, que confirma a tese cristã do corpo espiritual e a descoberta espírita do perispírito, no século passado, não poderíamos admitir o episódio da ascensão em termos de realidade visível. Também no episódio do Tabor, com a presença de Elias e Moisés ao lado de Jesus, tudo não passaria de uma alucinação mística de natureza estritamente simbólica. Mas as pesquisas metapsíquicas e parapsicológicas do nosso tempo revalidam a realidade do episódio, sem com isso negar a presença, no mesmo, de elementos míticos decorrentes de funções dos arquétipos do inconsciente.

Ao lado desses episódios, que têm hoje o apoio das novas descobertas científicas, aparecem outros que se caracterizam como inapelavelmente mitológicos. Guignebert, que considera o episódio da Paixão como tipicamente histórico, bem enquadrado na realidade do tempo, repele a interpretação do mesmo pelos gnósticos-docetas, no primeiro século. Segundo estes, a estranha figura de Simão Cireneu, que chega do campo e ajuda Jesus a carregar a cruz até o Calvário toma as feições e o aspecto geral de Jesus, enquanto este se revestia de todo o aspecto do camponês piedoso. Dessa maneira, chegando ao Monte das Oliveiras, os soldados incumbidos da execução crucificaram o Cireneu em lugar de Jesus, que tranquilamente deixou a sua imagem na cruz e se retirou para surpreender os seus apóstolos e discípulos com a sua pretensa ressurreição. Os docetas sustentavam que Jesus não tinha realidade física, que o seu corpo era apenas aparente. Sua posição contrariava as teses da encarnação do Cristo, apresentando-o como uma espécie de deus mitológico, sob a influência das ideias helenísticas. O Docetismo exerceu grande influência em Alexandria, propagando-se a Éfeso, onde o Apóstolo João instalara a sua Escola Cristã. João refutou a tese doceta como herética, pois além de não corresponder à realidade histórica, transformava o Cristo num falsário. Renan conta um curioso episódio em que João se dirige com seus discípulos ao balneário público de Éfeso, e ali chegando volta com os discípulos, dizendo-lhes: “O balneário vai cair, pois lá se encontra Cerinto, o maior dos mentirosos”. Cerinto era um dos introdutores do Docetismo em Éfeso.

Essa teoria absurda reapareceu na França, através de uma obra confusa e carregada de pesado misticismo ridicularizante. Um advogado de Bordeaux, Jean Baptiste Roustaing, elaborou essa obra através de comunicações mediúnicas atribuídas a Moisés, João Batista, os Apóstolos e os Evangelistas. Um grupo místico do Rio de Janeiro adotou com entusiasmo essa obra, conseguindo apossar-se da Federação Espírita Brasileira, e até hoje a propaga e sustenta, contra a maioria das instituições espíritas do Brasil e do mundo. É inacreditável o fanatismo dos roustainguistas, o que se justifica pela sua mentalidade antirracional, apegada aos resíduos do passado mágico e mitológico, portanto contrária à posição racional do Cristianismo e do Espiritismo. Esses defensores do absurdo chegam ao cúmulo de citar a obra mistificadora, Os Quatro Evangelhos, como uma das dez obras mais importantes da literatura mundial, e Roustaing, como uma das dez maiores figuras da Humanidade. Kardec condenou essa obra, o que provocou um revide de Roustaing.

Ao episódio do Tabor, cujo relato evangélico apresenta todas as condições de um fenômeno paranormal, inclusive com atitude dos apóstolos, que sugere a doação de energias ectoplásmicas para a aparição de Elias e Moisés, a fábula dos docetas (como o Apóstolo Paulo a classificou) apresenta-se como uma das mais estranhas desfigurações do Cristo. Essas desfigurações forneceram elementos ricos e valiosos aos mitólogos para negarem a existência real e histórica de Jesus de Nazaré, como o fizeram Artur Drews e Georges  Brandis, entre outros. Nas reuniões dos cristãos primitivos, logo após a morte de Jesus, o chamado culto pneumático era constantemente tumultuado pelas manifestações de espíritos turbulentos e grosseiros, que diziam pesados palavrões contra o Messias. O Apóstolo Paulo nos oferece o modelo de um culto pneumático no capítulo intitulado Sobre os Dons Espirituais, em sua I Epístola aos Coríntios. O nome do culto era derivado da palavra grega pneuma, que significa espírito e sopro. Paulo aconselha ordem rigorosa no culto, falando cada profeta por sua vez e permanecendo os outros em oração, precisamente para evitar a interferência de manifestações agressivas. O profeta era o que hoje chamamos médiuns, os intermediários entre os espíritos e os homens. Como haviam muitas comunicações em línguas estranhas, como as ocorridas no Pentecoste, Paulo recomenda que ninguém aceitasse comunicações em língua que ninguém da mesa conhecesse, pois, sem poder traduzi-las, a manifestação não serviria para ninguém. Esses cuidados permanecem no Espiritismo, e muitas sessões mediúnicas seguem a orientação paulina. Não obstante, a situação hoje é diferente, pois a mediunidade, profundamente estudada e pesquisada, em todo o mundo, pode agora ser mais bem controlada. As sessões mais proveitosas e produtivas são aquelas em que há maior liberdade, proporcionando o diálogo entre espíritos comunicantes, para maior elucidação dos problemas em causa. Vários doutrinadores entram em ação, de maneira que os médiuns presentes são mais bem aproveitados. Ainda hoje aparecem, em menor número e com menos violência, espíritos agressivos que repelem o Cristo. Esse fato é importante porque mostra a continuidade do culto pneumático e a insistência dos espíritos inferiores na desfiguração do Cristo, que chegam a chamar ainda de embusteiro. São esses os espíritos da mentira, em oposição aos espíritos da Verdade, que procuram esclarecer e orientar as entidades malfeitoras.

O interesse em desfigurar o Cristo vem dos planos inferiores do mundo espiritual e se manifestam de várias formas: pelas comunicações mediúnicas inferiores, pelas intuições dadas a adeptos do Cristianismo e do Espiritismo para introduzirem teorias e práticas ridicularizantes no meio doutrinário, sempre atribuindo a Jesus posições, palavras e atitudes que o coloquem em situação crítica pelas pessoas de bom senso. Para isso, as entidades mistificadoras se aproveitam da ignorância e da vaidade de criaturas desprevenidas, da autossuficiência de criaturas autoritárias e arrogantes, que facilmente se deixam levar por elogios e posições lisonjeiras que podem exaltá-las na instituição a que pertencem.

A gigantesca luta empreendida pelo Apóstolo Paulo, após a sua conversão, para preservar a pureza dos ensinos de Jesus e da sua excelsa figura, em meio aos próprios apóstolos do Mestre, revela de maneira eloquente, a dificuldade dos homens para compreenderem a Verdade Cristã. Os apóstolos judaizantes, como ele os chamou, e entre os quais se encontrava o próprio Simão Pedro, pode nos dar a ideia do que realmente se passa nesse caso, para não cairmos também em interpretações místicas de uma situação natural, proveniente da falibilidade humana. Não se trata de nenhum mistério, de uma potência satânica a espreitar-nos nas trevas, de um Reino do Diabo a combater o Reino de Deus, de uma figura assustadora do Anticristo a lutar contra o Cristo. O próprio episódio evangélico da tentação de Jesus no deserto, pelo Diabo em pessoa, revela-nos o seu sentido alegórico no fato incontestável de que a tentação era provocada em Jesus por insinuações lisonjeiras. A condição humana de que ele se investira, para viver entre os homens e falar-lhes como homem, o sujeitava naturalmente à fascinação das ilusões terrenas. Jesus meditava sobre a missão difícil que ia realizar, cheia de perigos evidentes, e na meditação se infiltravam naturalmente as opções da fuga. Em todas as grandes religiões encontramos figuras diversas dessa luta, em que o espírito superior enfrenta as solicitações do plano inferior e precisa vencê-las para não fracassar nas batalhas que vai travar. Na História de Buda, surge a alegoria das tentações no momento em que ele se senta sob a árvore da meditação. No Islamismo temos o exemplo do que pode acontecer ao espírito que se deixa vencer. A guerra incruenta do espírito para ajudar o homem a elevar-se, transforma-se no domínio absoluto da espada e do alfange, desencadeando a terrível guerra do Islã, em que o Cristianismo, de cujas entranhas nasceu o Islamismo, se converte no inimigo a ser derrotado pela força das armas.

Cada forma de vida tem as suas leis, constitui-se de um vasto e profundo sistema de ações e reações, causas e efeitos que formam a teia de aranha em que a própria aranha se enrosca para poder viver. Essa teia pode ser definida como um campo estruturado de forças a que o espírito se imanta e ali permanece subjugado pelas forças gravitacionais do campo. A lei de inércia, que mantém a estabilidade das coisas e dos seres, no processo de conservação, tange na pedra que repousa no chão, quanto no espírito que repousa em seu próprio modo de ser. Essa lei não é má nem diabólica, é natural e faz parte do processo evolutivo. Mas a mente humana, com sua tendência antropomórfica, reveste os seus efeitos de características humanas. O mito do Diabo não é mais do que uma forma do antropomorfismo que se infiltra em todas as nossas fases de transição para planos superiores do espírito.

Por isso, Jesus preceituou: “Vigiai e orai”. A vigilância se exerce primeiro em nós mesmos, em nosso íntimo, e a seguir na relação social. Depois do episódio da estrada de Damasco, Paulo recolheu-se à meditação no deserto para reestruturar a sua situação espiritual, profundamente abalada pelo terremoto psíquico e emocional do encontro com Cristo. Só então poderia voltar à ação, às atividades do seu apostolado, que o Cristo transformara de judeu a cristão. Muitas vezes sentiria ainda os impulsos anteriores influindo na sua nova conduta. Muito teria de lutar para não cair de novo no campo estruturado e sempre ativo dos seus condicionamentos. E que enfrentou fracassos não há dúvidas, pois ele mesmo clamou: “Miserável homem sou, que não faço o bem que quero, mas o mal que não quero!” Tinha um espinho na carne, segundo declarava, e um espinho inquietante que os outros viam e comentavam. Mas a sua intenção firme de vencer, a sua convicção da realidade espiritual do Cristo e a sua vontade em permanente tensão o levariam à vitória sobre o Diabo, sobre as forças retrógradas em atividade no seu íntimo. Venceu galhardamente no tocante a si mesmo, na batalha interna. Mas no campo das atividades externas, não conseguiu livrar-se de condicionamentos judaicos enraizados, que o levaram a tomar uma posição negativa no tocante às mulheres (sempre mantidas na área da submissão escravagista) e no tocante à Doutrina cristã, que enredou na sistemática da Igreja, tendo mesmo fundado a Igreja Cristã independente em Antioquia, com sua incipiente hierarquia sacerdotal. Não conseguiu perceber o sentido profundo da renovação cristã, o significado interior da liberdade em Cristo, e nem foi ele – nem Jesus, nem Pedro – o fundador da religião que deformaria totalmente o Cristianismo do Cristo.

Claro que a instrução de Paulo não era essa. Ele sonhava com um Cristianismo puro, severo, bem estruturado, com a disciplina judaica do Templo, sustentando a Verdade cristã num mundo indisciplinado que devia organizar-se na ordem da moral cristã. Seu erro foi justamente esse. Jesus de Nazaré nunca mostrara interesse pela pompa e a disciplina fria do Templo. Como afirma Guignebert, ele não queria fundar nenhuma religião e nenhuma Igreja. Jesus falava às almas, não aos robôs das instituições sociais. Não pretendia organizar exércitos poderosos para Iavé, que já perdera os seus para o furioso Júpiter Capitolino. Não queria tropas ao seu serviço, mas rebanhos pastando nos campos ao alvorecer. Queria a terra florida com a germinação das suas palavras. O Cristianismo não surgia como religião formal, mas como a pura essência da Verdade. Um movimento de almas, não de corpos materiais animalizados e atrelados ao carro dos poderosos. Paulo, que se formara na disciplina farisaica, não podia compreender esse anarquismo do espírito, que antes lhe parecia vagabundagem, indisciplina, sonho irrealizável de um poeta inspirado nas utopias platônicas. Não lhe passaria pela mente dizer isso de Cristo. Assim, Cristo só poderia desejar a estruturação de uma Igreja forte e poderosa, insuflada pelo sopro do espírito messiânico. A fracassada tentativa dos Apóstolos, com o velho Pedro à frente, de organizar a comunidade descrita no Livro de Atos, comprovava isso de maneira absoluta. Paulo quis e fundou a Igreja em Antioquia, mas os romanos deram a cadeira que lhe pertencia ao velho Pedro.

Era muito importante, naquele tempo, falar em Cristo Crucificado, porque essa imagem chocante mostrava Jesus como vítima da maldade humana, particularmente dos poderosos da Terra. A simples menção desse nome, despertava a lembrança do conluio judeu-romano para esmagar as esperanças de Israel. Hoje essa expressão soa falsa, pois o Cristo desfigurado aparece também como Rei, como um mito grego, como uma divindade da magia primitiva, que sacerdotes paramentados podem obrigar a se transubstanciar nas espécies materiais de uma forma sacramental. Hoje, além disso, o Cristo Crucificado aparece como instrumento dócil de demagogia política, símbolo de perseguições religiosas, de fogueiras assassinas, de guerras violentas, de mentiras interesseiras pregadas ao povo através de dois milênios de incessante deformação de sua figura
humana e de sua doutrina de justiça e amor.

Hoje só existe um símbolo para o Cristo: o da Ressurreição. Provada cientificamente a existência do corpo espiritual, provada a continuidade da vida triunfante após a morte, provada a herança de Deus na imensidade do Cosmos povoado de mundos, provada a ineficácia das instituições religiosas e seus métodos para levar os homens a Deus, pois que a maioria se afastou de Deus e o considera como superstição estúpida, só a figura do Cristo Ressuscitado, triunfando sobre a veleidade dos poderes terrenos e confirmando em si mesmo a verdade dos seus ensinos, poderá libertar as consciências do apego às coisas perecíveis, dando-lhes a confiança no poder superior do espírito. Se somos espíritos e não apenas um corpo material, e se temos a certeza de que o Cristo continua vivo e a nos inspirar em nossas lutas no caminho do bem, por que cultivarmos a morte e até mesmo as imagens de um cadáver que não foi encontrado no túmulo?

A desfiguração do Cristo atingiu o máximo nessas imagens frias que dormem o ano inteiro nas criptas das Igrejas, à espera do seu enterro anual, com luto, choro e velas acesas. O sadismo humano se revela num automatismo consciencial que o perpetua nas gerações sucessivas. Chegou o momento de compreendermos que o Cristo está diante de nós, na plenitude de sua vida e seu poder, procurando despertar-nos do pesadelo da morte.

J. Herculano Pires do livro:
Revisão do Cristianismo

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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Você e a mediunidade

Você e a mediunidade

Marco Prisco


"... Aspirai aos dons espirituais.” - (Paulo I - Coríntios -14:1.)

Pacifique-se interiormente.

O fenômeno mediúnico através de você, refletirá sempre o seu estado íntimo.

Discipline a vontade.

A sua faculdade mediúnica expressará, sem que você o perceba, seus hábitos e conquistas.

Insculpa o bem na sua vida.

A mediunidade lhe fará refletir o conteúdo das tendências e aptidões que você cultiva.

Proponha-se evoluir sem desfalecimento.

Mediunidade é porta pela qual transitam aqueles com os quais você sintoniza.

Programe sua renovação constante e realize-a.

O exercício mediúnico dar-lhe-á ensejos para lograr vitórias contínuas.

Exercite a paciência como terapêutica em prol da sua paz.

A prática mediúnica levá-lo-á aos rincões da dor e da prova, da expiação e do tumulto nos quais se encontram irmãos encarnados e desencarnados em necessários padecimentos. Se você não estiver em condição de ajudar, pacífica, pacientemente, você poderá desequilibrar-se, enquanto pretende socorrer os que se encontram em desalinho espiritual.

Não se esqueça de viver a sua condição de médium, como se cada dia fosse o seu último dia de vida física, na Terra.

A mediunidade, que lhe positiva a sobrevivência do Espírito ao trânsito pelo túmulo, oferece-lhe segurança e paz para o momento decisivo da sua partida.

Não se permita a ilusão entorpecente, a dúvida que nubla a visão interior, ou os melindres que farão de você alguém em agonia constante.

Você sabe que, através da sua faculdade mediúnica, os dois mundos, material e espiritual, mantêm intercâmbio de vida, buscando libertar o homem das paixões e clarificar os Espíritos da perturbação em que jazem por si mesmos.

Marco Prisco por Divaldo Franco do livro:
Momentos de Decisão

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terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

História de um médium

História de um médium

Humberto de Campos



As observações interessantes sobre a doutrina dos Espíritos sucediam-se umas às outras, quando um amigo nosso, velho lidador do Espiritismo, no Rio de Janeiro, acentuou, gravemente:

- "Em Espiritismo, uma das questões mais sérias é o problema do médium..."

- "Sob que prisma?" - Indagou um dos circunstantes.

- "Quanto ao da necessidade de sua própria edificação para vencer o meio."

- "Para esclarecer a minha observação - continuou o nosso amigo - contar-lhe-ei a história de um companheiro dedicado, que desencarnou, há poucos anos, sob os efeitos de uma obsessão terrível e dolorosa."

Todo o grupo, lembrando os hábitos antigos, como se ainda estacionássemos num ambiente terrestre, aguçou os ouvidos, colocando-se à escuta:

- "Azarias Pacheco - começou o narrador - era um operário despreocupado e humilde do meu bairro, quando as forças do Alto chamaram o seu coração ao sacerdócio mediúnico. Moço e inteligente, trabalhava na administração dos serviços de uma oficina de consertos, ganhando, honradamente, a remuneração
mensal de quatrocentos mil réis.

Em vista do seu espírito de compreensão geral da vida, o Espiritismo e a mediunidade lhe abriram um novo campo de estudos, a cujas atividades se entregou sob uma fascinação crescente e singular.

Azarias dedicou-se amorosamente à sua tarefa, e, nas horas de folga, atendia aos seus deveres mediúnicos com irrepreensível dedicação. Elevados mentores do Alto forneciam lições proveitosas, através de suas mãos. Médicos desencarnados atendiam, por ele, a volumoso receituário.

E não tardou que o seu nome fosse objeto de geral admiração.

Algumas notas de imprensa evidenciaram ainda mais os seus valores medianímicos e, em pouco tempo, a sua residência humilde povoava-se de caçadores de anotações e de mensagens. Muitos deles diziam-se espíritas confessos, outros eram crentes de meia convicção ou curiosos do campo doutrinário.

O rapaz, que guardava sob a sua responsabilidade pessoal numerosas obrigações de família, começou a sacrificar primeiramente os seus deveres de ordem sentimental, subtraindo à esposa e aos filhinhos as horas que habitualmente lhes consagrava, na intimidade doméstica.

Quase sempre cercado de companheiros, restavam-lhe apenas as horas dedicadas à conquista de seu pão cotidiano, com vistas aos que o seguiam carinhosamente pelos caminhos da vida.

Havia muito tempo perdurava semelhante situação, em face de sua preciosa resistência espiritual, no cumprimento de seus deveres.

Dentro de sua relativa educação medianímica, Azarias encontrava facilidade para identificar a palavra de seu guia sábio e incansável, sempre a lhe advertir quanto à necessidade de oração e de vigilância.

Acontece, porém, que cada triunfo multiplicava as suas preocupações e os seus trabalhos.

Os seus admiradores não queriam saber das circunstâncias especiais de sua vida.

Grande parte exigia as suas vigílias pela noite a dentro, em longas narrativas dispensáveis. Outros alegavam os seus direitos às exclusivas atenções do médium. Alguns acusavam-no de preferências injustas, manifestando o gracioso egoísmo de sua amizade expressando o ciúme que lhes ia n'alma, em palavras carinhosas e alegres. Os grupos doutrinários disputavam-no.

Azarias verificou que a sua existência tomava um rumo diverso, mas os testemunhos de tantos afetos lhe eram sumamente agradáveis ao coração.

Sua fama corria sempre. Cada dia era portador de novas relações e novos conhecimentos.

Os centros importantes começaram a reclamar a sua presença e, de vez em quando, surpreendiam-no as oportunidades das viagens pelos caminhos de ferro, em face da generosidade dos amigos, com grandes reuniões de homenagens, no ponto de destino.

A cada instante, um admirador o assaltava:

- "Azarias, onde trabalha você?..."

- "Numa oficina de consertos."

- "Ó! Ó!... e quanto ganha por mês?"

- "Quatrocentos mil réis."

- "Ó! mas isso é um absurdo... Você não é criatura para um salário como esse! Isso é uma miséria!...”

Em seguida outros ajuntavam:

- "O Azarias não pode ficar nessa situação. Precisamos arranjar-lhe coisa melhor no centro da cidade, com uma remuneração à altura de seus méritos ou, então, poderemos tentar-lhe uma colocação no serviço público, onde encontrará mais possibilidades de tempo para dedicar-se à missão...”

O pobre médium, todavia, dentro de sua capacidade de resistência, respondia:

- "Ora, meus amigos, tudo está bem. Cada qual tem na vida o que mereceu da Providência Divina e, além de tudo, precisamos considerar que o Espiritismo tem de ser propagado, antes do mais, pelos Espíritos e não pelos homens!...”

Azarias, contudo, se era médium, não deixava de ser humano.

Requisitado pelas exigências dos companheiros, já nem pensava no lar e começava a assinalar na sua ficha de serviços faltas numerosas.

A princípio, algumas raras dedicações começaram a defendê-lo na oficina, considerando que, aos olhos dos chefes, suas falhas eram sempre mais graves que as dos outros colegas, em virtude do renome que o cercava; mas, um dia, foi ele chamado ao gabinete de seu diretor que o despediu nestes termos:

"Azarias, infelizmente não me é possível conservá-lo aqui, por mais tempo. Suas faltas no trabalho atingiram o máximo e a administração central resolveu eliminá-lo do quadro de nossos companheiros."

O interpelado saiu com certo desapontamento, mas lembrou-se das numerosas promessas dos amigos.

Naquele mesmo dia, buscou providenciar para um nova colocação, mas, em cada tentativa, encontrava sempre um dos seus admiradores e conhecidos que obtemperava:

- "Ora Azarias, você precisa ter mais calma!... Lembre-se de que a sua mediunidade é um patrimônio de nossa doutrina... Sossega, homem de Deus!... Volte à casa e nós todos saberemos ajudá-lo neste transe."

Na mesma data, ficou assentado que os amigos do médium se cotizariam, entre si, de modo que ele viesse a perceber uma contribuição mensal de seiscentos mil réis, ficando, desse modo, habilitado a viver tão somente para a doutrina.

Azarias, sob a inspiração de seus mentores espirituais, vacilava ante a medida, mas à frente de sua imaginação estavam os quadros do desemprego e das imperiosas necessidades da família.

Embora a sua relutância íntima, aceitou o alvitre.

Desde então, a sua casa foi o ponto de uma romaria interminável e sem precedentes. Dia e noite, seus consulentes estacionavam à porta. O médium buscava atender a todos como lhe era possível. As suas dificuldades, todavia, eram as mais prementes.

Ao cabo de seis meses, todos os seus amigos haviam esquecido o sistema das cotas mensais.

Desorientado e desvalido, Azarias recebeu os primeiros dez mil réis que uma senhora lhe ofereceu após o receituário. No seu coração, houve um toque de alarma, mas o seu organismo estava enfraquecido. A esposa e os filhos estavam repletos de necessidades.

Era tarde para procurar, novamente, a fonte do trabalho. Sua residência era objeto de uma perseguição tenaz e implacável. E ele continuou recebendo.

Os mais sérios distúrbios psíquicos o assaltaram.

Penosos desequilíbrios íntimos lhe inquietavam o coração, mas o médium sentia-se obrigado a aceitar as injunções de quantos o procuravam levianamente.

Espíritos enganadores aproveitaram-se de suas vacilações e encheram-lhe o campo mediúnico de aberrações e descontroles.

Se as suas ações eram agora remuneradas e se delas dependia o pão dos seus, Azarias se sentia na obrigação de prometer alguma coisa, quando os Espíritos não o fizessem. Procurado para a felicidade no dinheiro, ou êxito nos negócios ou nas atrações do amor do mundo, o médium prometia sempre as melhores realizações, em troca dos míseros mil réis da consulta.

Entregue a esse gênero de especulações, não mais pode receber o pensamento dos seus protetores espirituais mais dedicados.

Experimentando toda sorte de sofrimentos e de humilhações, se chegava a queixar-se, de leve, havia sempre um cliente que lhe observava:

- "Que é isso, "seu" Azarias?... O senhor não é médium? Um médium não sofre essas coisas!...

Se alegava cansaço, outro objetava, de pronto, ansioso pela satisfação de seus caprichos:

- "E a sua missão, "seu" Azarias?... Não se esqueça da caridade!..."

E o médium, na sua profunda fadiga espiritual, concentrava-se, em vão, experimentando uma sensação de angustioso abandono, por parte dos seus mentores dos planos elevados.

Os mesmos amigos da véspera piscavam, então, os olhos, falando, em voz baixa, após as despedidas:

- "Você já notou que o Azarias perdeu de todo a mediunidade?..." - Dizia um deles.

- "Ora, isso era esperado - redarguia-se - desde que ele abandonou o trabalho para viver à custa do Espiritismo, não podíamos aguardar outra coisa."

- "Além disso - exclamava outro do grupo - todos os vizinhos comentam a sua indiferença para com a família, mas, de minha parte sempre vi no Azarias um grande obsidiado."

- "O pobre do Azarias perverteu-se - falava ainda um companheiro mais exaltado - e um médium nessas condições é um fracasso para a própria doutrina..."

- "É por essa razão que o Espiritismo é tão incompreendido! - sentenciava ainda outro - Devemos tudo isso aos maus médiuns que envergonham os nossos princípios."

Cada um foi esquecendo o médium, com a sua definição e a sua falta de caridade. A própria família o abandonou à sua sorte, tão logo haviam cessado as remunerações.

Escarnecido em seus afetos mais caros, Azarias tornou-se um revoltado.

Essa circunstância foi a última porta para o livre ingresso das entidades perversas que se assenhorearam de sua vida.

O pobre náufrago da mediunidade perambulou na crônica dos noticiários, rodeado de observações ingratas e de escandalosos apontamentos, até que um leito de hospital lhe concedeu a bênção da morte..."

O narrador estava visivelmente emocionado, rememorando as suas antigas lembranças.

- "Então, quer dizer, meu amigo - observou um de nós - que a perseguição da polícia ou a perseguição do padre não são os maiores inimigos da mediunidade"...

- "De modo algum. - Replicou ele, convicto. - O Padre e a polícia podem até ser os portadores de grandes bens." E, fixando em nós outros o seu olhar percuciente e calmo, rematou a sua história, sentenciando, gravemente:

- "O maior inimigo dos médiuns está dentro de nossos próprios muros!..."
(Recebida pelo médium Francisco Cândido Xavier, em 29 de abril de 1939).
Humberto Campos por Chico Xavier do livro
Novas Mensagens.

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