quinta-feira, 19 de março de 2026

Questão de prova

Questão de prova

Ignotus



- Senhor – disse o fátuo negador -, dê-me uma prova da imortalidade da alma.

O conferencista, paciente, fez um levantamento histórico do processo antropológico do homem, dos fatos e das experiências probantes da indestrutibilidade do Espírito.

A palavra erudita apresentava larga documentação científica de ontem como de hoje, quando o apressado descrente o interrompeu, informando, irônico:

- Não creio em nada disso.

- É um direito que lhe assiste – aludiu o outro – desculpe-me, porém, indagar-lhe: O senhor crê na imortalidade da alma?

- Não!

- Então, por favor, dê-me uma prova de que a alma não é imortal.

- Não posso!

- Se não o senhor não me pode provar que o espírito NÃO é imortal, deduzo que não faz, porque ele o É. Verdade? Então não lhe necessito provar a imortalidade, já que o senhor não me pode documentar o contrário.

E calaram-se.

*
É muito cômodo arremeter com duas simples palavras, contra um fato, dizendo, apenas: “Não creio”.

Difícil é documentar a negação.

Ignotus por Divaldo Franco do livro:
Espelho Dalma

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A dialética espírita

A dialética espírita

Carlos Bernardo Loureiro



Tudo quanto existe, do átomo ao homem, segue uma trajetória que se perde no infinito, observada tanto no passado como no porvir. Essa trajetória, porém, tem uma linha progressista ascendente. Isso quer dizer, de conformidade com a dialética espírita, que todas as coisas e seres estão em constante transformação, que não ocupam um determinado e prefixado lugar, que marcham para estados melhores, estados que conquistarão no tempo e no espaço. Basta observar-se as pronunciadas diferenças que a História registra, no que se refere às plantas, aos animais e aos homens, para que se deduza rapidamente que as formas se vão sutilizando, perdendo a casca e a rudeza primitivas, idealizando-se e seguindo sempre para um fim superior que as orienta nesse processo formidável e eterno! Os Espíritos, encarnados ou não, marcham, também, para a conquista de planos cada vez melhores e, pela Lei Suprema, lutam constantemente para desenvolverem os germes divinos que aninham em sua essência imortal. Conclui-se, daí, que a lei de causa e efeito, aplicada ao progresso, não é fatalista e nada tem que ver com o “olho por olho, dente por dente”, predicado no passado bíblico.

É claro, é evidente que os seres trazem sua herança espiritual e que pesa sobre eles um determinismo. Mas, também é certo que os seres voltam para tomar formas, a fim de poderem conquistar novos planos, num batalhar tremendo contra a ignorância, contra a dor e contra todas as negações da miséria física e moral. Se as cadeias a que estão atadas as ações e reações se compusessem de argolas exatamente iguais, constituídas de material grosseiro e rude, o processo de evolução careceria de energia estimuladora e progressista. Se tivéssemos que ser vítimas pelas vítimas que fizemos em nosso passado palingenésico, a Lei de Causalidade teria que criar novos verdugos para o nosso castigo. Esses verdugos, por sua vez, em futuro não muito remoto, teriam que ser vítimas de outros verdugos... e assim por todo o sempre. Tal encadeamento, porém, não condiz com a lógica e, o que é mais grave, não se ajusta à lei do progresso. Não é absolutamente necessário que cada ato do Espírito origine outro ato análogo, nem que cada situação social do passado exija condição oposta. É ridículo, absurdo e sem o mais elementar raciocínio, pensar-se que os pobres de hoje são os ricos de ontem, que o ignorante é o sábio de outrora, que o feio antes foi belo e que o inválido fez abusivo emprego de sua força física. A evolução, ao contrário, faz com que cada ato repercuta especialmente no foro íntimo de cada criatura, na consciência do indivíduo, onde se inscreve, indelevelmente, a Lei Divina. Quando o homem começa a compreender através da dor, filha direta da ignorância, abre-se a seus passos, dialeticamente, o caminho da Sabedoria e se desenvolve, aos poucos, a sua vontade. E enquanto começa o despertar de sua consciência, compreende que aquilo que realizou e fez no passado, que tudo quanto serviu, para prejudicar seus semelhantes, pode-se transformar pelo amor, pelo sacrifício e pela virtude; principia, assim, o seu peregrinar pelas estradas da libertação. 

Constituir-se-á, então, o homem em paladino das causas nobres e justas; defende a cultura, estimula a vontade; trabalha e luta pelo melhoramento das condições de vida de seu próximo; repele os crimes; combate todas as formas de escravidão e edifica, dentro de si mesmo, uma personalidade criadora, ao lado de uma moral dinâmica. Seus pensamentos, destarte, despertaram para novas verdades...

Carlos Bernardo Loureiro do livro:
Curso de Espiritismo
Fonte: http://www.telma.org.br/artigos
Artigo publicado em 02/04/2019

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Declaração de Origem

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quarta-feira, 18 de março de 2026

Mestre e discípulo

Mestre e discípulo

André Luiz



Nasce o Mestre na manjedoura do coração.

Sorri divinamente entre os impulsos sentimentais, mostra-se à razão, à luz da estrela da fé, desenvolve-se, dia a dia, sob os cuidados da alma; alegra a paisagem mental, renovando a esperança!...

Ainda menino, sobe ao templo do cérebro, e fala com simplicidade, confundindo raciocínios doutos.

Movimenta-se, desde então, no cosmos individual; aproveita sentimentos singelos, como se valeu de pescadores humildes e começa o apostolado, da conversão do aprendiz.

Devolve o movimento no coração paralítico; restitui a visão aos olhos enganados; limpa a lepra do mal ao pensamento invigilante. Equilibra-lhe a mente invadida pelos princípios das trevas; revela-lhe a lei do amor, acima dos códigos humanos; transforma-o, dia a dia, pela divina atuação.

E quando o mundo inferior se rebela contra o discípulo, une-se mais a ele, no cenáculo do espírito, dá-lhe instruções baseadas na submissão a Deus; revela-lhe o mundo maior, glorificando o sacrifício; dilata-lhe a personalidade, exemplificando a renúncia; eleva-lhe a estatura semeando entendimento...

Atingindo o Calvário das responsabilidades interiores, quando o aprendiz isolado está sozinho em si mesmo, entre milhões de pessoas, é o mesmo Senhor nascido no presepe íntimo, que o ampara no monte do crânio, concedendo-lhe serenidade para a cruz dos testemunhos, a fim de que aprenda em turbilhões de luta:  a sofrer amando; a morrer perdoando, para que, em pleno infinito da ressurreição eterna, haja mais luz divina sobre as trevas humanas,  mais alegria celeste sobre as dores terrenas, e a nova bênção resplandeça no círculo das criaturas, em favor de nossa redenção para um mundo melhor.

André Luiz por Chico Xavier do livro:
Relicário de Luz

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terça-feira, 17 de março de 2026

Não se turbe o vosso coração

Não se turbe o vosso coração

Vinícius (Pedro de Camargo) 


"Não se turbe o vosso coração; crede em Deus, crede também em mim." (João, 14:1.)
O coração humano vive inquieto e aflito, precisamente porque carece de fé, a virtude que gera e mantém a serenidade de espírito, a segurança inabalável, qualquer que seja a conjuntura em que nos encontremos.

Por isso, o médico do corpo e da alma preceitua o remédio que cura todas as tribulações: "Crede em Deus, crede também em mim".

Crer em Deus é crer na vida, no testemunho positivo, concreto e real do Universo, desse Universo do qual fazemos parte integrante; é crer na infinita criação, nos mundos e nos sóis de todas as grandezas cujo número é incontável; é crer, em suma, nas realidades externas e internas, isto é, na vida que nos cerca e na vida que palpita em nosso eu, onde fala a inteligência, onde se manifesta a vontade, onde vibra o sentimento.

Crer em Jesus é crer no Enviado de Deus, naquele através de cujo verbo nos é dado conhecer a verdade e em cujos exemplos podemos perceber e sentir o reflexo do maior e do mais excelente dos atributos divinos — o amor; crer em Jesus é crer na imortalidade comprovada na sua ressurreição e na ressurreição de todos os que tombam ao golpe inexorável da morte; crer em Jesus é crer na máxima sublimidade da vida, expressa em sua consagração em prol do bem e da felicidade de outrem.

A fé, portanto, que o Mestre inculca a seus discípulos é aquela que se funda na aprovação de fatos incontestáveis, visíveis e palpáveis, que afetam os sentidos e a razão, as restritas possibilidades do homem e as imensas possibilidades do espírito. Essa fé nos conduz ao caminho da verdadeira Vida em sua expansão infinita e em sua eterna manifestação.

Nessa infinita expansão da sua eterna manifestação, a ida revela o seu objetivo, que consiste em conduzir a criatura ao Criador, mediante a lei incoercível da evolução.

Semelhante fé, em realidade, redime o pecador, elevando, enobrecendo e santificando as almas.

Não se turbe, pois, o nosso coração. Conquistemos paz e serenidade, firmeza e perseverança, crendo em Deus e no seu Cristo, através das provas animadas e veementes que a Vida mesma nos proporciona.

Vinícius (Pedro de Camargo) do livro:
Na Seara do Mestre

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Nota: Pedro de Camargo, mais conhecido por Vinícius (pseudônimo que adotou e usou por mais de 50 anos), nasceu em Piracicaba (SP) em 7 de maio de 1878. Desde muito jovem abraçou com entusiasmo o Espiritismo, tendo fundado e dirigido em sua terra natal a instituição espírita “Fora da caridade não há salvação”. Por muitos anos presidiu também a “Sociedade de Cultura Artística”, na mesma cidade. Em 1938, mudou-se para a cidade de São Paulo, onde permaneceu até a sua desencarnação em 11 de outubro de 1966. A partir de 1949, desenvolveu, através do rádio, um programa evangélico de grande proveito para os espíritas. Teve participação destacada nos esforços em prol da unificação do Movimento Espírita Brasileiro que culminaria com a criação do Conselho Federativo Nacional (CFN). Colaborou por dezenas de anos com artigos que primavam pela essência altamente doutrinária e evangélica publicados em Reformador. (Trecho extraído do site da FEB)
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