terça-feira, 3 de março de 2026

A vivência saudável

A vivência saudável

Joanna de Ângelis



Sem qualquer dúvida, o pensamento exerce poderosa e essencial contribuição para a existência humana. É-lhe dínamo gerador de energias diversificadas que se encarregam de manter a maquinaria celular em movimentação. Quando se manifesta carregado pela onda perturbadora gerada pelos sentimentos perversos, desarticula a harmonia vigente, que perde a diretriz de segurança e abre campo para a instalação de enfermidades. No sentido oposto, quando é gerado pelas emanações do bem e do amor, produz equilíbrio e bem-estar.

A mitose celular obedece a ciclos de tempo que são transmitidos de uma para outra geração, dando lugar à memória da sua reprodução. Quando fatores emocionais e mentais dissolventes as envolvem, perdem o ritmo, aceleram a cissiparidade ou a reduzem, a prejuízo do conjunto equilibrado.

No primeiro caso, ocorre a formação de tumores que se podem apresentar com caráter de neoplasia ou de benignidade.

Na segunda ocorrência, sucede a inarmonia imunológica e abrem-se campos às contaminações infecciosas.

A instabilidade das ondas mentais proporciona o desgaste da energia vitalizadora e os mecanismos degenerativos apressam o surgimento dos males de Parkinson, Alzheimer e de outros transtornos mentais.

A dualidade mente/corpo é indissociável enquanto o ser movimenta-se na vilegiatura carnal.

A irradiação da mente, que exterioriza o Espírito no seu estágio de evolução, é sempre recebida pelos órgãos de acordo com a sua qualidade vibratória, responsável pela manutenção da ordem ou do desequilíbrio de cada unidade celular.

Eis por que os sentimentos doentios, quais a mágoa, o ódio, o rancor, a sensualidade, o erotismo, o ciúme, a vingança, as condutas alienantes culminam em enfermidades de etiologia muito complexa e de terapêutica de difícil eficácia.

Isto porque, permanecendo a causa degenerativa, ínsita na conduta mental, o bombardeio das energias destrutivas prossegue devastador.

Indispensável que ocorra uma radical mudança íntima nos arcanos mentais do indivíduo, a fim de ser revertida a ocorrência, enquanto as ondas da afetividade as substituam.

Quando são elaborados pensamentos de ternura e de perdão, de compaixão e de caridade, irradiações saudáveis envolvem todo o ser, mantendo-o em clima de plenitude.

Muitas vezes os impositivos da evolução decorrentes da Lei de Causa e Efeito registram no perispírito distúrbios na área da saúde, mas o paciente, preservando as equilibradas diretrizes mentais, consegue diminuir a carga aflitiva e auxilia com rapidez a própria recuperação, quando não se trate de expiações pungitivas.

*

Cuida com empenho do hábito de pensar corretamente, corrige os velhos costumes da censura e da reprimenda, do pessimismo e da negatividade, da prevenção e do preconceito, do ressentimento e do ódio, do ressumar das lembranças mórbidas em que te comprazes, a fim de experienciares os opimos frutos da alegria e do bem-estar.

Exercita-te na fixação das paisagens mentais irisadas pela beleza do amor, que deve sempre ser a meta a alcançar durante a existência corporal.

Esforça-te pelo amadurecimento psicológico, elege momentos para a reflexão, para a conscientização da responsabilidade do existir consciente, de forma que te enriqueças de tranquilidade emocional.

Toda vez quando uma ideia negativa te vergar o pensamento, induzindo-te à ira ou ao rancor, substitui-a pela paciência e pela resignação, e conseguirás domar o instinto de revide.

Sempre serás testado nas resistências emocionais, no grupo social em que te movimentas, no qual os conteúdos personalistas e egoístas predominam com exagero e induzem a comportamentos agressivos.

Nem sempre será fácil superar a injunção provocativa, mas se treinares, mediante o exercício da compaixão, ver o outro como um enfermo ou veículo de dissolução, conseguirás manter a serenidade e a paz, sem assimilar-lhe o ódio ou a agressão com que te provoca a descer aos pântanos primitivos do passado evolutivo...

Deves ter em conta igualmente que, embora a sublime proteção de Deus e o auxílio dos guias espirituais, pululam na psicosfera terrestre os Espíritos infelizes que ainda se comprazem no mal e interferem no comportamento dos seres humanos em tentativas de afligi-los e de infelicitá-los.

Alguns deles são vítimas de outros em existências transatas, talvez também de ti, e retornam ao intercâmbio pelas afinidades emocionais que produzem a sintonia, por consequência, a perturbação.

Se tiveres, porém, o cuidado de orar e de agir na misericórdia, eles não encontrarão campo vibratório para interferir na tua conduta, não conseguirão desestruturar-te.

Caso contrário, se ainda estiveres dilacerado pelas reações do desequilíbrio, sintonizarás com as suas frequências vigorosas e permanecerás enleado nas malhas dos seus sentimentos de vingança, enfermando-te...

Vigia, pois, os teus pensamentos, fonte de bons e de maus sentimentos a refletir-se na tua saúde.

Saúde e doença são um binômio de fatores que se conjugam, que se interdependem.

Preserva o pensamento vinculado às fontes do conhecimento transcendental, às nascentes da Vida e fruirás das bênçãos da paz.

*

Jesus sempre recomendava aos pacientes que atendia e recuperava, que tivessem cuidado para não se comprometerem novamente, a fim de não sofrerem a recidiva do mal em estágio mais grave.

...E, atendendo os Espíritos obsessores, observava que, para essa classe, são necessários o jejum dos pensamentos infelizes e a oração do bem proceder.

Joanna de Ângelis por Divaldo Franco
do livro:
Seja feliz hoje

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segunda-feira, 2 de março de 2026

A dor

A dor

Meimei



A dor é a nossa companheira até o momento de nossa integração total com a Divina Lei.

Recebe-nos no mundo, oculta nos berços enfeitados, espreita-nos no colo materno e segue-nos a experiência infantil...

Depois, observa-nos a mocidade, misturando seus raios, quase sempre incompreensíveis, com os nossos cânticos de esperanças e, atravessado o pórtico de nossa comunhão com a madureza espiritual, incorpora-se à nossa luta de cada instante...

Respira conosco, infatigavelmente marcha ao nosso lado, passo a passo, e, ainda que não queiramos, lê, sem palavras para o nosso coração, a cartilha da experiência.

Então, algo renovador se realiza dentro de nós, sem que percebamos, e, um dia, comparece em nossa estrada, conduzindo-nos à morte e à aparente separação; mas, se aceitamos as bênçãos do seu apostolado sublime, converte-se, a estranha companheira dos nossos destinos, em suave benfeitora, preparando-nos para a vitória divina, de vez que só ela é bastante forte e bastante serena para sustentar-nos até o ingresso feliz, no Reino Celestial.

Meimei por Chico Xavier do livro:
Relicário de Luz

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domingo, 1 de março de 2026

Buscando a prudência

Buscando a prudência

Hammed


Ao findar mais um dia, agradecemos a Jesus por todos os ensinos que nos deixou...

Destacamos entre eles: “Eis que vos envio como ovelhas ao meio de lobos; portanto, sede prudentes como as serpentes, mas simples como as pombas. ” (Mateus 10:16)

Condutor de Almas, sabemos que a prudência é a arte de tomar decisões certas. Tem como tarefa a reflexão para evitar as inconveniências; é a virtude que faz prever os perigos utilizando a moderação, à qual cabe defender os “patrimônios da alma”, refreando as “exigências do ego”. A bem da verdade, a moderação é conselheira respeitável na tomada das decisões.

Ser prudente é ver os fatos tais como são e, com base neles, tomar decisões reflexivas. Mas infelizmente, Senhor, vez ou outra, decidimos alicerçados na inveja, ambição, medo e paixão, até por respeito ao “verniz social”, mas nem sempre pela razão e pelo bom senso.

Agir com cautela é a máxima da prudência. “No coração do prudente repousa a sabedoria... (Provérbios 14:33)

Amigo Jesus, não valorizamos o exercício da disciplina, somos inconsequentes e precipitados, reagindo sob o “impulso do momento”. Ainda não entendemos o valor, a de “refletir e esperar” para decidir melhor.

Temos conhecimento, Celeste Amigo, de que um dos principais objetivos da oração não é obter respostas, mas adquirir sabedoria, e que esta, por sua vez, nos levará à prudência.

Dá-nos sensatez e paciência ao tratarmos assuntos difíceis. Às vezes, é preciso reter decisões e recapitular o que já se viu e aprendeu para discernir entre as coisas que devem ser desejadas e aquelas que devem ser evitadas.

Ajuda-nos a não adiar o que precisamos fazer e a buscar neste momento o que é certo para nós, depositando confiantemente o resultado de nossos esforços nas mãos de Deus.

Mestre Jesus, buscamos a ti em oração, todos nós que ainda nos encontramos crucificados no madeiro de nossa precipitação, algemados a comportamentos impetuosos que nos induzem aos desencontros da vida. Precisamos aprender que impossível viver de maneira prazerosa sem a presença vigilante da prudência.

Hammed por Francisco do Espírito Santo Neto do livro:
Lucidez - A luz que acende na alma

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sábado, 28 de fevereiro de 2026

Vinte anos depois...

Vinte anos depois...

Ignotus



O local não era dos mais apropriados. Salão de bailes acolhia habitualmente homens e mulheres sedentos de fruir sensações mais fortes. Aquela, porém, era uma noite especial. A frequência denotava outro tipo de necessidade. Era uma festa, todavia, espiritual. Ela o percebera à entrada. O movimento diversificava do habitual. Em tribuna improvisada, junto a ampla mesa, na qual se encontravam personalidades do lugar, assomou um moço, que explanou, por mais de uma hora, conceitos e lições que não estava acostumada. Sentiu-se atônita. Buscava o prazer abrasador e sentia-se atendida por aragens refazentes. Não compreendera tudo, e, todavia, percebia-se invadida por desconhecida alegria... Seguir a fila de pessoas que se congratulavam com o jovem. Entregou-se automaticamente. No curto momento, no diálogo ligeiro, desnudou-se, emocionada.

- Sou vendedora de ilusões – falou sem retoques, - Ouvindo a história da companheira de equívocos, tema central desta noite, sinto uma revelação diferente... Gostaria de conversar com o senhor, rogo-lhe ajuda, orientação...

- Conte com os nossos parcos recursos.

- Quando poderemos fazê-lo?

- Hoje... Logo mais, porquanto amanhã já não me encontrarei aqui.

- A esta hora?

- Por que não?

- Onde?

- Na residência em que me hospedo.

- Não serei recebida ali... Todos sabem quem sou...

- Se ali não houver lugar para você, positivamente, também, não haverá pra mim.

- Mas, eu sou...

- ... Uma irmã em busca da paz...

A conversa alongou-se, passando aquele momento, até a Alva, no lar fraterno que os recebeu. Concluída a entrevista, o evangelizador, orando, rogou ajuda para ela. Vinte anos depois, em outro Salão, agora, num Educandário na mesma cidade, o expositor espírita encerrava outra conferência.

- O senhor não se recordará de mim!

- Realmente.

- Eu sou a “vendedora de ilusões”, que há vinte anos atrás o escutou nesta cidade... “Encontrei Jesus naquela noite”... E após reflexionar:

- No dia imediato abandonei o local em que me hospedava e transferi residência para uma rua modesta, dando novo rumo à existência.

- Louvado seja Deus!

- Não é tudo. Antigo Companheiro informado da minha renovação buscou-me. Asseverou-se amar-me. Visitou-me com nobreza reiteradas vezes. Propôs-me matrimônio...

- Não lhe exijo amor – expôs -, rogo-lhe respeito e consideração.

Amar-me-á depois. Enxugou a face lavada pelo pranto.

- Consorciamo-nos – prosseguiu. – Face a impossibilidade de tornar-se mãe, resolvemos adotar uma criança cada dois anos, qual fosse nosso próprio filho. Já temos oito criaturas admiráveis em nosso lar... Venho agradecer-lhe a luz que acendeu no velador da minha alma.

- Agradeçamos ambos a Deus. Apresentou o esposo e os dois “filhos” mais velhos entre sorrisos e partiu. Orando em lágrimas, naquela noite o expositor, reconheceu ao Pai, o primeiro encontro há vinte anos atrás...

Ignotus por Divaldo Franco do livro:
Espelho Dalma

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