domingo, 27 de setembro de 2026

A um passo da imortalidade

A um passo da imortalidade

Eros

Imagem gerada por IA.

No corpo ou fora dele o Espírito sempre se encontra mergulhado nas vibrações da Vida.

Criado por Deus, jamais se extingue.

A morte é-lhe a estância nas sombras da matéria, no mundo, que deve converter em claridades de vida, através da luz acesa do amor que gera sabedoria.

A utilização nobre das horas e dos minutos, dos quais resultam os anos da existência física, torna-se fator decisivo para o êxito do cometimento espiritual que a reencarnação propicia.

O homem, por tal razão, é o arquiteto do seu destino, programando a construção das experiências futuras e a glória da sua Imortalidade.

Indestrutível, em razão da sua origem, enquanto na viagem material encontra-se a um passo da Imortalidade, que o pode surpreender a qualquer instante.

Imprevisível, a vida rompe os liames carnais e abre as portas para o ser retornar à Vida.

Agora ou depois, ninguém impede este acontecimento; força ou poder algum o posterga; todos os valores humanos reunidos não conseguem impedi-lo.

Nisso, reside a fragilidade humana que, ao mesmo tempo, se lhe torna a razão básica para penetrar a mente no oceano da sua realidade, preparando-se para o inevitável traslado, que rapidamente se dará.

Pensando em semelhante bênção, que é a Imortalidade, utilizamo-nos da presença do médium por algumas cidades norte-americanas, para escrever este livro, nos intervalos das tarefas doutrinárias que lhe estavam programadas. (*)

Vivendo-se o dealbar da New age, reunimos estas páginas de atualidade, como contribuição aos que confiam numa sociedade mais feliz e em um mundo menos conflitivo amanhã.

Fruto de acuradas meditações nas palavras e na vida de Jesus, o Mestre por Excelência, apresentamos esta modesta contribuição em favor da Nova Era, orando para que alcance a finalidade a que o destinamos.

Santa Mônica (Ca), U S A, 19.10.1988.

Eros por Divaldo Franco - Prefácio do livro:
A um passo da imortalidade
(*) O médium Divaldo Franco encontrava-se proferindo conferências em Miami, St. Petersburg, Tampa (Fla), Los Angeles, Santa Mônica e San José (Ca), - USA, no período de 07 a 22.10.88. - Nota da Editora. 
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Declaração de Origem

- As mensagens, textos, fotos e vídeos estão todos disponíveis na internet.
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- As imagens contidas no site são apenas ilustrativas e não fazem parte das mensagens e dos livros. 
- As frases de personalidades incluídas em alguns textos não fazem parte das publicações, são apenas ilustrativas e incluídas por fazer parte do contexto da mensagem.
- As palavras mais difíceis ou nomes em cor azul em meio ao texto, quando acessados, abrem janela com o seu significado ou breve biografia da pessoa.
- Toda atividade do blog é gratuita e sem fins lucrativos. 
- Se você gostou da mensagem e tem possibilidade, adquira o livro ou presenteie alguém, muitas obras beneficentes são mantidas com estes livros.

- Para seguirmos corretamente o espiritismo, devemos submeter todas as mensagens mediúnicas ao crivo duplo de Kardec, sendo eles,  a razão e a universalidade.

- Cisão para estudo de acordo com o Art. 46 da Lei de Direitos Autorais - Lei 9610/98 LDA - Lei nº 9.610 de 19 de Fevereiro de 1998.

 

sábado, 26 de setembro de 2026

Examinemos a nós mesmos

Examinemos a nós mesmos

André Luiz


Imagem gerada por IA.

( O Livros dos Espíritos - Questão 919.)

O dever do espírita-cristão é tornar-se progressivamente melhor.

Útil, assim, verificar, de quando em quando, com rigoroso exame pessoal, a nossa verdadeira situação íntima.

Espírita que não progride durante três anos sucessivos permanece estacionário.

Testa a paciência própria: - Estás mais calmo, afável e compreensivo?

Inquire as tuas relações na experiência doméstica:

- Conquistaste mais alto clima de paz dentro de casa?

Investiga as atividades que te competem no templo doutrinário: - Colaboras com mais euforia na seara do Senhor?

Observa-te nas manifestações perante os amigos: - Trazes o Evangelho mais vivo nas atitudes?

Reflete em tua capacidade de sacrifício: - Notas em ti mesmo mais ampla disposição de servir voluntariamente?

Pesquisa o próprio desapego: - Andas um pouco mais livre do anseio de influência e de posses terrestres?

Usas mais intensamente os pronomes "nos", "nosso" e "nossa" e menos os determinativos "eu", "meu" e "minha"?

Teus instantes de tristeza ou de cólera surda, às vezes tão conhecidos somente por ti, estão presentemente mais raros?

Diminuíram-te os pequenos remorsos ocultos no recesso da alma?

Dissipaste antigos desafetos e aversões?

Superastes os lapsos crônicos de desatenção e negligência?

Estudas mais profundamente a Doutrina que professas?

Entendes melhor a função da dor?

Ainda cultivas alguma discreta desavença?

Auxilias aos necessitados com mais abnegação?

Tens orado realmente?

Teus ideais evoluíram?

Tua fé raciocinada consolidou-se com mais segurança?

Tens o verbo mais indulgente, os braços mais ativos e as mãos mais abençoadoras?

Evangelho é alegria no coração: - Estás, de fato, mais alegre e feliz intimamente, nestes três últimos anos?

Tudo caminha! Tudo evolui! Confiramos o nosso rendimento individual com o Cristo!

Sopesa a existência hoje, espontaneamente, em regime de paz, para que te não vejas na obrigação de sopesá-la amanhã sob o impacto da dor.

Não te iludas! Um dia que se foi é mais uma cota de responsabilidade, mais um passo rumo à Vida Espiritual, mais uma oportunidade valorizada ou perdida.

Interroga a consciência quanto à utilidade que vens dando ao tempo, à saúde e aos ensejos de fazer o bem que desfrutas na vida diária.

Faze isso agora, enquanto te vales do corpo humano, com a possibilidade de reconsiderar diretrizes e desfazer enganos facilmente, pois, quando passares para o lado de cá, muita vez, já será mais difícil...

André Luiz do livro:
Opinião Espírita de Chico Xavier / Waldo Vieira

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Declaração de Origem

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sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Silêncio e consciência

Silêncio e consciência

Joanna de Ângelis


Imagem gerada por IA.

O silêncio interior resulta da tranquilidade emocional que a vontade bem dirigida imprime no comportamento do homem.

Sem essa quietação íntima, muitas realizações permanecem inconclusas ou são terminadas com precipitação, portanto, imperfeitamente.

O correto direcionamento das aspirações, o exercício da prece, a reflexão em torno das leituras edificantes geram o clima psíquico indispensável para a harmonia interna.

Mediante essa conquista, desanuvia-se a área dos sentimentos retos, que elegem valores expressivos e duradouros, capazes de sobreviver ao desgaste do tempo e às variações emocionais.

*

Com o silêncio íntimo, os estados de consciência se tornam valiosos mecanismos de progresso.

Durante a lucidez o homem educa-se, disciplina-se, cumpre deveres, conquista espaços evolutivos.

*

Na fase do sono, porque liberado das paixões mais primitivas, desgarra-se, parcialmente, das roupas físicas e aprende com abnegados instrutores que o promovem, levando-o a apreender em definitivo as finalidades da vida, a fim de entregar-se sem reserva a essa conquista.

*

Há homens que, no estado de consciência lúcida, continuam dormindo, anestesiados pelos tóxicos que expelem, como efeito daquilo que cultivam...

Quando em sono, padecem, agredidos por malfeitores espirituais com os quais se afinizam e se mesclam.

*

Reserva-te a alegria de manter-te sempre lúcido, em qualquer estado de consciência.

*

Aprofunda a mente nos objetivos essenciais da tua existência e silencia teus tor-mentos, canalizando forças para a tua paz.

Jesus, invariavelmente, após as estafantes realizações, fugia das multidões insaciáveis e fazia silêncio, buscando, na oração, a plenitude com Deus.

Joanna de Ângelis por Divaldo Franco do livro:
Viver e Amar

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quinta-feira, 24 de setembro de 2026

A glória do esforço

A glória do esforço

Neio Lúcio


Imagem gerada por IA.

Relacionava Tiago, filho de Alfeu, as dificuldades naturais na preparação do discípulo, quando várias opiniões se fizeram ouvir quanto aos percalços do aprimoramento.

É quase impossível praticar as lições da Boa Nova, no mundo avesso à bondade, à renúncia e ao perdão — concluíram os aprendizes de maneira geral. A maioria das criaturas comprazem-se na avareza ou no endurecimento.

Registrava o Mestre a conceituação expendida pelos companheiros, em significativa quietude, quando Pedro O convocou diretamente ao assunto.

Jesus refletiu alguns instantes e ponderou:

— Entre ensino e aproveitamento, tudo depende do aprendiz.

E a seguir, falou com brandura:

— Existiu no tempo de David um grande artista que se especializara na harpa com tamanha perfeição que várias pessoas importantes vinham de muito longe, a fim de ouvi-lo.

Grandes senhores com as suas comitivas descansavam, de quando em quando, junto à moradia dele, cercada de arvoredo, para escutar-lhe as sublimes improvisações. O admirável mestre fez renome e fortuna, parecendo a todos que ninguém o igualaria na Terra na expressão musical a que se consagrara.

Em seus saraus e exibições, possuía em seu serviço pessoal um escravo aparentemente inábil e atoleimado, que servia água, doce e frutas aos convivas e que jamais conversava, fixando toda a atenção no instrumento divino, como se vivesse fascinado pelas mãos que o tangiam.

Muitos anos correram quando, certa noite, o artista volta, de inesperado, ao domicílio, findo o banquete de um amigo nas vizinhanças e, com indizível espanto, assinala celeste melodia no ar.

Alguém tocava magistralmente em sua casa solitária, qual se fora um anjo exilado no mundo.

Quem seria o estrangeiro que lhe tomara o lugar?

Em lágrimas de emoção por pressentir a existência de alguém com ideal artístico muito superior ao dele, avança devagar para não ser percebido e, sob intraduzível assombro, verificou que o harpista maravilhoso era o seu velho escravo tolo que, usando os minutos que lhe pertenciam por direito e sem incomodar a ninguém, exercitava, as lições do senhor, às quais emprestava, desde muito tempo, todo o seu vigilante amor em comovido silêncio.

Foi então que o artista magnânimo e famoso libertou-o e conferiu-lhe a posição que por justiça merecia.

Diante da estranheza dos discípulos que se calavam, confundidos, o Mestre rematou:

— A aquisição de qualidades nobres é a glória infalível do esforço. Todo homem e toda mulher que usarem as horas de que dispõem na harpa da vida, correspondendo à sabedoria e à beleza com que Nosso Pai se manifesta, em todos os quadros do mundo, depressa lhe absorverão a grandeza e as sublimidades, convertendo-se em representantes do Céu para seus irmãos em humanidade. Quando a criatura, porém, somente trabalha na cota de tempo que lhe é paga pelas mordomias da Terra, sem qualquer aproveitamento das largas concessões de horas que a Divina Bondade lhe concede no corpo, nada mais receberá, além da remuneração transitória do mundo.

Neio Lúcio por Chico Xavier do livro:
Jesus no Lar

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