Precipitação e paciência
Joanna de Ângelis
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| Imagem gerada por IA. |
“Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra.” (Mateus, 5:5)
No báratro da atualidade, ante os desafios de cada instante, não te entregues às reações que somente complicam o teu processo evolutivo.
Enfrenta cada problema usando o raciocínio e asserenando o coração, de modo apoderes agir com acerto, sem tais reagentes que resultam da precipitação.
A reação perturba, a ação edifica.
Quando reages sem pensar, serás obrigado, mais tarde, a agir para consertar.
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Os fatores dissolventes, que resultam dos vícios e acomodações, respondem pela perturbação e desordem que ora grassam soberanos.
Não te deixes arrastar pelo desequilíbrio que se generaliza.
Sé tu aquele que, diante das dificuldades, não se engaja na precipitação.
Esta é geratriz da agressividade e da violência, filha dileta do primarismo e do medo ancestral, primitivo.
Assim, em qualquer momento, tens necessidade de cultivar a paz que ressuma da paciência.
A paciência é instrumento da vida para o serviço da perfeição.
A precipitação é operária a soldo das implosões devastadoras e das explosões infelizes.
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Lenta e seguramente cresce no trabalho e atua nos teus deveres.
Melhor realizar em profundidade, com calma, do que com precipitação, tudo intentar produzir.
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A precipitação desnorteia; a paciência harmoniza.
Precipitado, o homem tomba nas próprias armadilhas. Paciente, soluciona todos os enigmas.
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A precipitação retrata distúrbio emocional, enquanto que a paciência reflete harmonia interior.
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Átila, precipitado, submeteu grande parte do mundo ao seu domínio, para logo depois sucumbir, vitimado pela própria impulsividade.
Antes dele, Alexandre Magno conquistou a Terra conhecida, não obstante, desencarnou em perturbação e insatisfação íntima.
A história dos precipitados conquistadores do exterior é feita de amargura e com ressaibos de dor.
Jesus, porém, que nos veio amar, permanece conquistando-nos com paciência, aguardando que o sigamos.
Nas suas pegadas levantaram-se apóstolos, mártires e santos em todas as épocas, ensinando-nos que a precipitação conduz à loucura; todavia, a paciência com amor, mãe da resignação cristã, leva à vitória e à salvação.
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- Para seguirmos corretamente o espiritismo, devemos submeter todas as mensagens mediúnicas ao crivo duplo de Kardec, sendo eles, a razão e a universalidade.




