terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

História de um médium

História de um médium

Humberto de Campos



As observações interessantes sobre a doutrina dos Espíritos sucediam-se umas às outras, quando um amigo nosso, velho lidador do Espiritismo, no Rio de Janeiro, acentuou, gravemente:

- "Em Espiritismo, uma das questões mais sérias é o problema do médium..."

- "Sob que prisma?" - Indagou um dos circunstantes.

- "Quanto ao da necessidade de sua própria edificação para vencer o meio."

- "Para esclarecer a minha observação - continuou o nosso amigo - contar-lhe-ei a história de um companheiro dedicado, que desencarnou, há poucos anos, sob os efeitos de uma obsessão terrível e dolorosa."

Todo o grupo, lembrando os hábitos antigos, como se ainda estacionássemos num ambiente terrestre, aguçou os ouvidos, colocando-se à escuta:

- "Azarias Pacheco - começou o narrador - era um operário despreocupado e humilde do meu bairro, quando as forças do Alto chamaram o seu coração ao sacerdócio mediúnico. Moço e inteligente, trabalhava na administração dos serviços de uma oficina de consertos, ganhando, honradamente, a remuneração
mensal de quatrocentos mil réis.

Em vista do seu espírito de compreensão geral da vida, o Espiritismo e a mediunidade lhe abriram um novo campo de estudos, a cujas atividades se entregou sob uma fascinação crescente e singular.

Azarias dedicou-se amorosamente à sua tarefa, e, nas horas de folga, atendia aos seus deveres mediúnicos com irrepreensível dedicação. Elevados mentores do Alto forneciam lições proveitosas, através de suas mãos. Médicos desencarnados atendiam, por ele, a volumoso receituário.

E não tardou que o seu nome fosse objeto de geral admiração.

Algumas notas de imprensa evidenciaram ainda mais os seus valores medianímicos e, em pouco tempo, a sua residência humilde povoava-se de caçadores de anotações e de mensagens. Muitos deles diziam-se espíritas confessos, outros eram crentes de meia convicção ou curiosos do campo doutrinário.

O rapaz, que guardava sob a sua responsabilidade pessoal numerosas obrigações de família, começou a sacrificar primeiramente os seus deveres de ordem sentimental, subtraindo à esposa e aos filhinhos as horas que habitualmente lhes consagrava, na intimidade doméstica.

Quase sempre cercado de companheiros, restavam-lhe apenas as horas dedicadas à conquista de seu pão cotidiano, com vistas aos que o seguiam carinhosamente pelos caminhos da vida.

Havia muito tempo perdurava semelhante situação, em face de sua preciosa resistência espiritual, no cumprimento de seus deveres.

Dentro de sua relativa educação medianímica, Azarias encontrava facilidade para identificar a palavra de seu guia sábio e incansável, sempre a lhe advertir quanto à necessidade de oração e de vigilância.

Acontece, porém, que cada triunfo multiplicava as suas preocupações e os seus trabalhos.

Os seus admiradores não queriam saber das circunstâncias especiais de sua vida.

Grande parte exigia as suas vigílias pela noite a dentro, em longas narrativas dispensáveis. Outros alegavam os seus direitos às exclusivas atenções do médium. Alguns acusavam-no de preferências injustas, manifestando o gracioso egoísmo de sua amizade expressando o ciúme que lhes ia n'alma, em palavras carinhosas e alegres. Os grupos doutrinários disputavam-no.

Azarias verificou que a sua existência tomava um rumo diverso, mas os testemunhos de tantos afetos lhe eram sumamente agradáveis ao coração.

Sua fama corria sempre. Cada dia era portador de novas relações e novos conhecimentos.

Os centros importantes começaram a reclamar a sua presença e, de vez em quando, surpreendiam-no as oportunidades das viagens pelos caminhos de ferro, em face da generosidade dos amigos, com grandes reuniões de homenagens, no ponto de destino.

A cada instante, um admirador o assaltava:

- "Azarias, onde trabalha você?..."

- "Numa oficina de consertos."

- "Ó! Ó!... e quanto ganha por mês?"

- "Quatrocentos mil réis."

- "Ó! mas isso é um absurdo... Você não é criatura para um salário como esse! Isso é uma miséria!...”

Em seguida outros ajuntavam:

- "O Azarias não pode ficar nessa situação. Precisamos arranjar-lhe coisa melhor no centro da cidade, com uma remuneração à altura de seus méritos ou, então, poderemos tentar-lhe uma colocação no serviço público, onde encontrará mais possibilidades de tempo para dedicar-se à missão...”

O pobre médium, todavia, dentro de sua capacidade de resistência, respondia:

- "Ora, meus amigos, tudo está bem. Cada qual tem na vida o que mereceu da Providência Divina e, além de tudo, precisamos considerar que o Espiritismo tem de ser propagado, antes do mais, pelos Espíritos e não pelos homens!...”

Azarias, contudo, se era médium, não deixava de ser humano.

Requisitado pelas exigências dos companheiros, já nem pensava no lar e começava a assinalar na sua ficha de serviços faltas numerosas.

A princípio, algumas raras dedicações começaram a defendê-lo na oficina, considerando que, aos olhos dos chefes, suas falhas eram sempre mais graves que as dos outros colegas, em virtude do renome que o cercava; mas, um dia, foi ele chamado ao gabinete de seu diretor que o despediu nestes termos:

"Azarias, infelizmente não me é possível conservá-lo aqui, por mais tempo. Suas faltas no trabalho atingiram o máximo e a administração central resolveu eliminá-lo do quadro de nossos companheiros."

O interpelado saiu com certo desapontamento, mas lembrou-se das numerosas promessas dos amigos.

Naquele mesmo dia, buscou providenciar para um nova colocação, mas, em cada tentativa, encontrava sempre um dos seus admiradores e conhecidos que obtemperava:

- "Ora Azarias, você precisa ter mais calma!... Lembre-se de que a sua mediunidade é um patrimônio de nossa doutrina... Sossega, homem de Deus!... Volte à casa e nós todos saberemos ajudá-lo neste transe."

Na mesma data, ficou assentado que os amigos do médium se cotizariam, entre si, de modo que ele viesse a perceber uma contribuição mensal de seiscentos mil réis, ficando, desse modo, habilitado a viver tão somente para a doutrina.

Azarias, sob a inspiração de seus mentores espirituais, vacilava ante a medida, mas à frente de sua imaginação estavam os quadros do desemprego e das imperiosas necessidades da família.

Embora a sua relutância íntima, aceitou o alvitre.

Desde então, a sua casa foi o ponto de uma romaria interminável e sem precedentes. Dia e noite, seus consulentes estacionavam à porta. O médium buscava atender a todos como lhe era possível. As suas dificuldades, todavia, eram as mais prementes.

Ao cabo de seis meses, todos os seus amigos haviam esquecido o sistema das cotas mensais.

Desorientado e desvalido, Azarias recebeu os primeiros dez mil réis que uma senhora lhe ofereceu após o receituário. No seu coração, houve um toque de alarma, mas o seu organismo estava enfraquecido. A esposa e os filhos estavam repletos de necessidades.

Era tarde para procurar, novamente, a fonte do trabalho. Sua residência era objeto de uma perseguição tenaz e implacável. E ele continuou recebendo.

Os mais sérios distúrbios psíquicos o assaltaram.

Penosos desequilíbrios íntimos lhe inquietavam o coração, mas o médium sentia-se obrigado a aceitar as injunções de quantos o procuravam levianamente.

Espíritos enganadores aproveitaram-se de suas vacilações e encheram-lhe o campo mediúnico de aberrações e descontroles.

Se as suas ações eram agora remuneradas e se delas dependia o pão dos seus, Azarias se sentia na obrigação de prometer alguma coisa, quando os Espíritos não o fizessem. Procurado para a felicidade no dinheiro, ou êxito nos negócios ou nas atrações do amor do mundo, o médium prometia sempre as melhores realizações, em troca dos míseros mil réis da consulta.

Entregue a esse gênero de especulações, não mais pode receber o pensamento dos seus protetores espirituais mais dedicados.

Experimentando toda sorte de sofrimentos e de humilhações, se chegava a queixar-se, de leve, havia sempre um cliente que lhe observava:

- "Que é isso, "seu" Azarias?... O senhor não é médium? Um médium não sofre essas coisas!...

Se alegava cansaço, outro objetava, de pronto, ansioso pela satisfação de seus caprichos:

- "E a sua missão, "seu" Azarias?... Não se esqueça da caridade!..."

E o médium, na sua profunda fadiga espiritual, concentrava-se, em vão, experimentando uma sensação de angustioso abandono, por parte dos seus mentores dos planos elevados.

Os mesmos amigos da véspera piscavam, então, os olhos, falando, em voz baixa, após as despedidas:

- "Você já notou que o Azarias perdeu de todo a mediunidade?..." - Dizia um deles.

- "Ora, isso era esperado - redarguia-se - desde que ele abandonou o trabalho para viver à custa do Espiritismo, não podíamos aguardar outra coisa."

- "Além disso - exclamava outro do grupo - todos os vizinhos comentam a sua indiferença para com a família, mas, de minha parte sempre vi no Azarias um grande obsidiado."

- "O pobre do Azarias perverteu-se - falava ainda um companheiro mais exaltado - e um médium nessas condições é um fracasso para a própria doutrina..."

- "É por essa razão que o Espiritismo é tão incompreendido! - sentenciava ainda outro - Devemos tudo isso aos maus médiuns que envergonham os nossos princípios."

Cada um foi esquecendo o médium, com a sua definição e a sua falta de caridade. A própria família o abandonou à sua sorte, tão logo haviam cessado as remunerações.

Escarnecido em seus afetos mais caros, Azarias tornou-se um revoltado.

Essa circunstância foi a última porta para o livre ingresso das entidades perversas que se assenhorearam de sua vida.

O pobre náufrago da mediunidade perambulou na crônica dos noticiários, rodeado de observações ingratas e de escandalosos apontamentos, até que um leito de hospital lhe concedeu a bênção da morte..."

O narrador estava visivelmente emocionado, rememorando as suas antigas lembranças.

- "Então, quer dizer, meu amigo - observou um de nós - que a perseguição da polícia ou a perseguição do padre não são os maiores inimigos da mediunidade"...

- "De modo algum. - Replicou ele, convicto. - O Padre e a polícia podem até ser os portadores de grandes bens." E, fixando em nós outros o seu olhar percuciente e calmo, rematou a sua história, sentenciando, gravemente:

- "O maior inimigo dos médiuns está dentro de nossos próprios muros!..."
(Recebida pelo médium Francisco Cândido Xavier, em 29 de abril de 1939).
Humberto Campos por Chico Xavier do livro
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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Batalha encarniçada

Batalha encarniçada

Joanna de Ângelis


466. Por que permite Deus que Espíritos nos excitem ao mal? "Os Espíritos imperfeitos são instrumentos próprios a pôr em prova a fé e a constância dos homens na prática do bem. Como Espírito que és, tens que progredir na ciência do infinito. Daí o passares pelas provas do mal, para chegares ao bem. (...)" Kardec, Allan - O Livro dos Espíritos.
A luta é o clima natural pelo qual se opera o processo evolutivo.

Os fenômenos de transformação fazem parte da agenda universal.

A vida, sob o ponto de vista biológico, expressa tal ocorrência mediante o nascimento, a existência e a morte de todos os seus elementos, culminando na sua interrupção, especialmente no ser humano, que é o patamar mais avançado em que se expressa a organização celular.

No que diz respeito ao convívio social e ao interrelacionamento pessoal, os mecanismos transformadores em lutas contínuas encarregam-se de elaborar os ajustamentos e as atividades que desenham os programas iluminativos para todos.

As batalhas encarniçadas são travadas em toda parte como decorrência dos limites morais do ser humano, particularmente quando escravizado ao egoísmo e direcionado pela insensatez dele decorrente.

Nessa peleja, multidões sucumbem hipnotizadas pela ilusão, devoradas pela sandice, desarvoradas pela frustração.

A morte interrompe sempre sem piedade esses despautérios e planos audaciosos de dominação pela força, que ainda vigem em muitos indivíduos alucinados.

Transferindo-se esses desprevenidos para o mundo espiritual, e constatando o prosseguimento da vida, legiões de violentos teimam em prosseguir nos dislates a que se entregaram, quais novos Lucíferes buscando igualdade ou mesmo superioridade a Deus, conforme a proposta da mitologia bíblica...

Vitalizam a animosidade entre as criaturas humanas, inspirando o ressentimento que cultivam, acusando-as pelo seu fracasso e investem desesperados contra todos, agredindo também as Instituições, por mais veneráveis, que lhes despertam ódios incomuns, na fúria de que se deixam possuir.

Autoidentificam-se como sendo as forças do mal em contínuo enfrentamento contra o Bem e todas as suas expressões.

Agradar-lhes-iam o fracasso e a loucura das massas, locupletando-se por absorção das suas energias vitais, de que se procuram nutrir, mediante vampirizações perversas.

Estão em toda parte e se fazem ameaçadoras.

Através da História demonstraram os seus objetivos infelizes, irrompendo com frequência e sitiando os missionários do amor e da luz, que jamais as temeram, advertindo os seus coetâneos e deixando informações claras para todos os tempos futuros.

Estes são dias iguais àqueles, nos quais os desafios do mal se fazem mais vigorosos e ousados.

Não mais sutilmente se apresentam, mas de maneira frontal, utilizando-se das imperfeições morais dos encarnados que lhes oferecem guarida.

Observa à tua volta o que vem ocorrendo. Verás disparates e desastres morais de todo porte, loucura emocional e desajuste comportamental ceifando alegrias e espalhando sandice, abandono de ideais, suicídios desastrosos...

Os escândalos se sucedem, tornando sombria a paisagem moral dos homens e mulheres terrestres. Nos mais diferentes segmentos da sociedade os desequilíbrios se apresentam e extremadas aberrações espocam, tentando adquirir cidadania, em razão do destaque das pessoas envolvidas, gerando perplexidade naqueles que são sensatos, pela maneira como se manifestam, dando a impressão de que o bem, a ética, o dever desapareceram, e somente a venalidade e o desrespeito predominam em a natureza humana.

A desonestidade e a astúcia dão-se as mãos para os crimes de toda natureza, que invadem os gabinetes governamentais, as assembleias e as altas câmaras onde se reúnem aqueles que elaboram as leis e se comprometeram velar pelos interesses públicos, alguns deles sendo os primeiros a dilapidarem o patrimônio econômico e legal da sociedade.

Os comportamentos religiosos, que deveriam primar pela probidade e equilíbrio em razão dos postulados morais e espirituais que lhes servem de alicerce, não têm escapado ao tormento da irresponsabilidade e são atirados em ruidosos escândalos que estarrecem, desde a agressão sexual infantil aos estupros, aos furtos e roubos, aos homicídios...

Há um plano bem urdido para demonstrar a nulidade dos valores humanos, deixando sinais claros de que, em torno da conduta silenciosa dos indivíduos aparentemente modelares, encontram-se pantanais não conhecidos, nos quais submergem periodicamente através de práticas degradantes que ninguém poderia imaginar.

O objetivo essencial dessa batalha é semear a desconfiança nas conquistas elevadas do ser e, por extensão, gerar medo e perplexidade, rompendo os elos de vinculação com o equilíbrio que todos procuram.

É, portanto, esta, uma batalha encarniçada, na qual todos se encontram envolvidos, porque do Bem contra o Mal.

Nela não há lugar para a imparcialidade.

A tua definição espírita impõe-te o dever de lutar, certamente com as armas do amor, da benevolência e da caridade, como fazem muitos outros homens e mulheres honestos, que jamais se deixaram contaminar pelo bafio pestilencial do crime e da brutalidade que toma conta da Terra.

São esses cidadãos honrados, que demonstram os valores da civilização e da ética em pleno vigor no mundo, embora aquelas exceções.

Desse modo, nunca percas o teu tempo em contendas infindáveis com esses insensatos discutidores, agindo de maneira irretocável, não cedendo espaço para o mal que neles domina, traduzido no seu desalinho emocional.

A não-neutralidade não implica uma atitude de conflagração, mas de paz interior ante a luta.

O incêndio se apaga quando lhe falta combustível.

Não forneças elementos aos servos da loucura para que aumentem o disparate. Com seriedade e trabalho, oração e amor, vencê-los-ás.

Estes são os graves dias que definirão o futuro da Humanidade e do planeta terrestre.

Renasceste neste período, a fim de desfazeres o mal que semeaste no passado.

A encarniçada batalha ceifa ideais, sentimentos dilaceram-se, esperanças fragilizam-se, vidas estiolam-se por falta de segurança.

Arrima-te em Jesus e segue-Lhe o exemplo.

Ele enfrentou essa mesma conflagração, que jamais O atemorizou, dela saindo vitorioso, embora plantado numa cruz, mas de braços abertos em atitude de quem espera para afagar, perdoando a todos e ressuscitando depois, nimbado de paz e de amor.

Joanna de Ângelis por Divaldo Franco do livro:
Lições para a Felicidade

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domingo, 15 de fevereiro de 2026

Nada é inútil

Nada é inútil

Emmanuel


Não aguardes aparente grandeza para ser útil.

Missão quer dizer incumbência.

E ninguém existe ao acaso.

Buscando entender os mandatos de trabalho que nos competem, estudemos, de leve, algumas lições de cousas da natureza.

*

A usina poderosa ilumina qualquer lugar, à longa distância, contudo, para isso, não age por si só.

Usa transformadores de um circuito a outro, alterando, em geral, a tensão da corrente.

Os transformadores requisitam fios de condução.

Os fios recorrem à tomada de força.

Isso, porém, ainda não resolve.

Para que a luz se faça, é indispensável a presença da lâmpada, que se forma de componentes diversos.

*

O rio, de muito longe, fornece água limpa à atividade caseira, mas não se projeta, desordenado, a serviço das criaturas.

Cede os próprios recursos à rede de encanamento.

A rede pede tubos de formação variada.

Os tubos exigem a torneira de controle.

Isso, porém, não é tudo.

Para que o líquido se mostre purificado, solicita-se o concurso do filtro.

*

O avião transporta o homem, de um lado a outro da Terra, mas não é um gigante autossuficiente.

A fim de elevar-se, precisa combustível.

O combustível solicita motores que o aproveitem.

Os motores reclamam os elementos de que se constituem.

Isso, porém, ainda não chega.

Para que a máquina voadora satisfaça aos próprios fins, é imprescindível se lhe construa adequado campo de pouso.

*

No Dicionário das Leis Divinas, as nossas tarefas têm o sinônimo de dever.

Atendamos à obrigação para a qual fomos chamados no clima do bem.

Não te digas inútil, nem te asseveres incompetente.

Para cumprir a missão que nos cabe, não são necessários um cargo diretivo, uma tribuna brilhante, um nome preclaro ou uma fortuna de milhões.

Basta estimemos a disciplina no lugar que nos é próprio, com o prazer de servir.

Emmanuel por Chico Xavier do livro:
Escultores de Almas

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sábado, 14 de fevereiro de 2026

Nas questões medianímicas

Nas questões medianímicas

Marco Prisco


Diante de alguém com a mente em desalinho você logo afirma: “é um médium".

Seja prudente.

Perturbação psíquica não é síndrome de mediunidade.

Examinando alguém em estado de obsessão você prescreve: “necessita desenvolver a mediunidade”.

Guarde cautela.

Desenvolver mediunidade não significa elastecê-la, mas discipliná-la.

*

Considerando os distúrbios emocionais da época você exclama, exaltado: “todos são médiuns obsidiados".

Faça-se comedido.

Sintetizar todas as misérias morais e mentais na mediunidade ó o mesmo que amaldiçoá-la.

*

Ouvindo uma pessoa narrar as próprias dificuldades você é taxativo: “mediunidade manipulada por obsessores".

Adote a vigilância.

Há obsidiados que são perseguidos em si mesmos pelas íntimas imperfeições.

*

Ante qualquer infortúnio que lhe chega ao conhecimento você elucida: a mediunidade sem assistência é a causa-matriz”.

Examine melhor a questão.

Os efeitos de hoje nasceram nas causas do passado.

Perante um companheiro em sofrimento, você logo informa: “mediunidade com francas possibilidades.

Evite explicações apressadas.

Sofrimento é débito em regime de resgate.

Sim, somos todos médiuns, porque sempre estamos no meio...

A mediunidade a que você se refere, que é encontrada na História em todas as épocas, e que nos deu as sublimes informações espiritistas é faculdade abençoada que não pode ser examinada num lapso de tempo entre um conceito e uma banalidade.

*

Quando você estiver à frente de alguém com problemas psíquicos de natureza medianímica, não opine, invigilante; receite “O LIVRO DOS MÉDIUNS, guia eficaz para quem deseja servir com segurança, construindo o próprio equilíbrio.

Quanto possível, restrinja opiniões vulgares em torno da mediunidade, se você deseja ajudar, para que a mordacidade e a zombaria não lhe aplaudam os conceitos sobre uma faculdade que possivelmente você não conhece com propriedade nem exatidão.

Marco Prisco por Divaldo Franco do livro: 
Ementário Espírita

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