segunda-feira, 7 de setembro de 2026

No dia da Pátria

No dia da Pátria

Humberto de Campos


Imagem gerada por IA.

07 de setembro de 1935.

O Brasil celebra hoje o seu "Dia da Pátria". As bandeiras ouro e verde serão desfraldadas aos quatro ventos. Nas grandes cidades serão ouvidos os ecos dos clarins, nas paradas militares, e uma vibração de entusiasmo percorrerá o coração dos patriotas.

Sei também que muitas personalidades desencarnadas, que antigamente lutaram pela organização da nacionalidade, hoje se voltam para São Sebastião do Rio de Janeiro, onde pretendem participar das cerimônias comemorativas; muitos dos chefes tapuias e tupis, legítimos donos da terra conquistada pelos portugueses, ainda no espaço não desdenharão igualmente de passear os olhos pelo cenário das suas passadas existências, recordando hoje as suas tabas solitárias, os seus costumes, que os brancos perverteram, a imensidade das selvas e as belezas melancólicas das suas praias desertas.

Todavia, lembrando Paicolás, reconhecerão alguns benefícios de sua influência, ao lado de seus inumeráveis defeitos. Hão de contemplar, enlevados, a Avenida Central, a Avenida Atlântica, a praia de Copacabana, o Russel, o Leblon, as obras de saneamento e o casario imenso da cidade maravilhosa, derramando-se pelos vales, pelas serras e planícies, numa alucinação de progresso vertiginoso. 

Os homens e os Espíritos desencarnados se reunirão, celebrando a data festiva.

Essas solenidades são sempre lindas e alegres, quando encaradas dentro da sua formosa significação.

As pátrias devem ser as casas imensas das famílias enormes. Unidas fraternalmente, realizariam o sonho da Canaã das Escrituras, na face da Terra. Contudo, quanto mais avançou a civilização nas suas estradas, mais o conceito de pátria foi viciado . na essência da sua legítima expressão.

O progresso científico eliminou quase todos os problemas da incomunicabilidade. A radiotelefonia fez do Planeta uma sala minúscula, onde os países conversam, como as pessoas. Os paquetes para as viagens transoceânicas são cidades flutuantes, como hífens gigantescos, unindo os povos. As máquinas aéreas, aperfeiçoadas e admiravelmente dispostas, sulcam os ares devorando as distâncias. Por toda parte rasgam-se estradas. Há uma ânsia de comunhão em todas as coisas. Tudo tende a unir-se, aproximando-se.

Entretanto, nunca as pátrias estiveram tão afastadas umas das outras, como agora. Jamais se fez uma apologia tão grande da política de isolamento. As pátrias andam esquecidas de que a existência depende de trocas incessantes. Os maiores. desequilíbrios financeiros e econômicos são infligidos às nações, no seu egoísmo coletivo.

Deslumbrada, num período esplendoroso de sua evolução, e sentindo-se no limiar de transformações radicais em todos os setores de sua atividade, a sociedade humana escuta a voz dos seus gênios e dos seus apóstolos, desejando eliminar as fronteiras de todos os matizes que separam os seus membros, fundindo-se nesse abraço de Unidade que ela começa a compreender. Mas, a política representa o passado multimilenário. Os governos se concentram à base da força e o antagonismo que impera entre todos os elementos da atualidade apresenta um espetáculo interessantíssimo. Todos os pactos de paz são mentirosos. Haverá maior contradição que a de um instituto de paz, que deve ser pura e espontânea, guardado por exércitos armados até os dentes?

Em todos os sistemas políticos dos tempos modernos predominam, apenas, os pruridos da hegemonia internacional. Em virtude de semelhantes disparates, a guerra é inevitável. Não haverá confabulações diplomáticas que a eliminem, por enquanto, do caminho dos homens. E a guerra de agora será mais dolorosa e terrível. Todas as conquistas da ciência serão mobilizadas a seu serviço. A bacteriologia, a eletricidade, a mecânica, a química, todos os elementos serão requeridos pelo polvo insaciável.

Deus criou a Paz, o Amor, a Fraternidade, mas os homens criaram os seus próprios destinos. Confundidos no labirinto de suas maldades, só têm podido iluminar os caminhos da Vida com os fachos incendiados da Morte.

Na atualidade, a guerra das pátrias representa a guerra dos sentimentos; porque uma era nova, de fraternidade cristã, desabrochará nos horizontes do mundo. Todos os Espíritos falam nessa renovação e ela aparecerá, clareando o dia novo da humanidade.

Nessa época de ouro espiritual, que talvez não venha longe, o mundo entenderá a mensagem de paz do Divino Cordeiro. Uma brisa suave de conforto e de alívio descerá do Céu sobre as frontes atormentadas das criaturas. Terminará o dilúvio de expiações em que o homem há séculos está envolvido, e um pássaro simbólico trará novamente a oliva da esperança.

E o Brasil que, embora com sacrifícios ingentes, vem colaborando na disseminação da mensagem da imortalidade e da esperança, nessa era nova entoará, com as nações irmanadas, o hino da Paz, compreendendo, pela evolução moral dos seus filhos, a beleza maravilhosa da Pátria Universal.

Humberto de Campos por Chico Xavier do livro:
Crônicas de Além-Túmulo

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- Cisão para estudo de acordo com o Art. 46 da Lei de Direitos Autorais - Lei 9610/98 LDA - Lei nº 9.610 de 19 de Fevereiro de 1998.

domingo, 6 de setembro de 2026

Terapia desobsessiva

Terapia desobsessiva

Joanna de Ângelis


Imagem gerada por IA.

No estudo dos sofrimentos humanos destaca-se um capítulo que, pelas suas graves injunções, merece estudo à parte.

Chaga moral do Espírito, a obsessão tem uma generalização muito mais ampla do que se pode imaginar, tornando-se, periodicamente, uma virose de contágio célere, em face das circunstâncias que exige como decorrência do processo evolutivo das criaturas e do planeta, que a impõem como necessidade saneadora dos volumosos compromissos negativos que permanecem na economia da sociedade.

Na Antiguidade Oriental, como depois, durante a Idade Média, apresentava-se com características epidêmicas e varria os povos, dava-lhes uma trégua e retornava intempestivamente.

Confundida com a loucura nos seus diversos aspectos, tem desafiado os estudiosos do comportamento, da saúde, da religião e das ciências da mente.

Sutil, em certas ocasiões, assume proporções inesperadas, levando a extremos lamentáveis aqueles que lhe tombam nas urdiduras.

A humanidade tem-na sofrido, considerando-a, em diversas épocas, como castigo divino, e usado métodos de combate não menos cruéis, por desconhecimento da sua gênese, portanto, pela impossibilidade de enfrentá-la, de amenizá-la com recursos hábeis, eficazes.

Trata-se da alienação mental por obsessão, isto é, pela ingerência da presença psíquica de um desencarnado num encarnado.

A obsessão pode influenciar maleficamente também a organização física, produzindo patologias complexas quão danosas.

Allan Kardec estudou-a com proficiência, sendo o primeiro investigador a penetrar-lhe as causas, dissecá-las, e apresentou as terapias compatíveis, capazes de amenizá-la ou erradicá-la completamente.

Antes dele, Jesus, diversas vezes, enfrentou e atendeu obsessos e obsessores, socorrendo-os com Seu inefável amor e libertando-os uns dos outros mediante a força restauradora de que se faz possuidor.

Os Seus diálogos com esses enfermos são profundos, apresentando à psicopatologia admirável capítulo, que permanece obscuro nas áreas das doutrinas especializadas.

O Espiritismo, porém, por lidar com os fatores causais, analisa o problema e o elucida, propondo corretos métodos para atender os que se encontram envolvidos, ao tempo que fornece terapias preventivas, que impedem a instalação da mazela.

A obsessão tem as suas raízes fixadas nos antecedentes morais de ambos os litigantes, que se deixaram vencer pela inferioridade que os dominava à época da pugna.

Egoístas e irrefletidos, não mediram as consequências dos seus atos venais, passando a vincular-se um ao outro através das algemas do ódio, do desforço, que os tornam cada vez mais infelizes.

Arrastam-se, desse modo, por séculos de sofrimentos excruciantes, passando de vítimas a algozes, e reciprocamente, até que o amor lhes acenda a luz da esperança nas sombras onde se detêm e o perdão os torne verdadeiros irmãos na senda evolutiva.

O amor é, assim, o primeiro medicamento para a terapia antiobsessiva.

Abre as portas à esperança e esclarece quanto às sagradas finalidades da vida, proporcionando o perdão que suaviza as dores produzidas pelas ulcerações do ódio. Enquanto persistam o ressentimento e a malquerença, a desconfiança e o rancor, a obsessão permanece como ácido queimando as delicadas engrenagens da casa mental e produzindo as alienações tormentosas.

A mediunidade, por outro lado, é a grande oportunidade que faculta a identificação e a cura das obsessões, porque é através dos seus delicados mecanismos que elas se manifestam e, por eles mesmos, que se podem atender aos agentes indigitados.

O paciente, vítima de obsessão é, certamente, portador de mediunidade, que necessita de conveniente educação, a fim de aplicá-la em finalidades relevantes.

A obsessão é doença grave, mesmo quando se apresenta em quadro simples, em forma de inspiração depressiva ou de morbo que afeta a saúde física. Isso porque impõe a transformação moral do paciente e a mudança emocional do agente que a desencadeia, consciente ou não.

Só há obsessão porque há débito de quem a sofre.

As leis da vida dispõem de recursos elevados para a reeducação dos incursos nos seus códigos de justiça. No entanto, a intemperança e precipitação dos indivíduos, perturbados em si mesmos, levam-nos aos desforços e vinganças, produzindo esses desnecessários processos de sofrimentos.

A mente infeliz, através da monoideia de revide, descarrega ondas de ódio no seu desafeto que, desequipado de recursos morais, tais a vigilância, a caridade, o amor, capta-as pelo campo do perispírito, com o qual aquela sintoniza por afinidade vibratória até transformar-se em ideia perturbadora no seu próprio psiquismo.

De outras vezes, irradia as mesmas deletérias energias e condensa, pela ação da vontade, as suas vibrações, apresentando-se com aspectos terrificadores durante a vigília e o parcial desdobramento pelo sono, e provocando vinculação pelo pavor, que se transforma em patologia alucinante.

Na sucessão de interferências consegue dominar a mente culpada, que se lhe faz submissa, dando curso aos mais graves fenômenos de subjugação, que a ignorância, por muitos séculos, considerou como possessão demoníaca e os cientistas rotularam de esquizofrenia.

Da mesma forma, a constante ingestão psíquica da onda mental enfermiça produz distúrbios orgânicos variados, que facultam a instalação de germes destrutivos da saúde ou provocam, por si mesma, degenerações celulares, ulcerações, disfunções de diversos órgãos.

A desobsessão, por consequência, é a terapia especializada e única possuidora dos recursos para a libertação do alienado.

Mediante o esclarecimento do Espírito enfermo, imbuído da falsa ideia de justiça, dever-se-á dissuadi-lo do infeliz propósito, demonstrando-lhe o erro em que se encontra e induzi-lo à certeza de que o amor de Deus tudo resolve.

Concluída essa tarefa, que exige a interferência de um médium educado – quando o fenômeno da psicofonia atormentada não se dá através do próprio paciente – é indispensável a conscientização da vítima, a fim de que busque a reabilitação por meio de uma mudança de comportamento mental e espiritual, aplicando as técnicas referidas no capítulo da autocura.

Essa reforma moral do obsidiado fará que o seu atual perseguidor constate-lhe o esforço para melhorar-se, demonstrando arrependimento das ações infelizes, e, asserenando o ânimo, torne-se amigo do antigo verdugo, avançando com ele pela rota do bem.

O ministério da desobsessão pode também processar-se além da esfera física, pela interferência dos benfeitores espirituais, quando constatam o esforço da alma para reabilitar-se e auxiliar o seu perseguidor.

Nos processos que afetam o organismo físico, além do recurso espiritual liberativo é conveniente a terapia médica correspondente, para o reaparelhamento orgânico.

Proliferam, também, as obsessões entre os encarnados, graças aos abusos do sentimento, que os levam à vampirização psíquica, gerando distúrbios demorados.

Os desejos perturbadores direcionam petardos mentais que atingem aqueles aos quais são dirigidos, produzindo-lhes estranhas e desagradáveis sensações. Quando são recíprocos, dão curso à interdependência psíquica que afeta tanto a área da emotividade como da organização somática, gerando sofrimento.

Toda forma de obsessão resulta de um inter-relacionamento pessoal interrompido pelas forças negativas da agressividade, do ódio, da traição, do crime ou das expressões do amor em desalinho, que destrambelham os sentimentos.

A desobsessão consiste na interrupção do processo de imantação de ambos os infelizes, porquanto o agressor, embora se considere realizado pelo mal que inflige à sua vítima, padece, por sua vez, de infortúnio e falta de paz.

A criatura é sempre responsável pela própria vida. Somente há desar, obsessão e sofrimento, porque se elegem os comportamentos doentios em detrimento daqueloutros positivos.

Diante das obsessões, constata-se o retorno dos atos inditosos em busca da reparação imediata.

Dissolver os grilhões do mal com as energias poderosas do amor, eis no que consiste a terapia desobsessiva, que libera o ser do sofrimento que a sua incúria gerou, favorecendo-o com a saúde integral, resultado de uma mente em harmonia com a vida, uma organização física em equilíbrio e a emoção como a razão dirigidas para o bem, para o progresso, para a felicidade.

“Se os médicos são malsucedidos, tratando da maior parte das moléstias, é que tratam do corpo, sem tratarem da alma. Ora, não se achando o todo em bom estado, impossível é que uma parte dele passe bem.” (KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo, Introdução – Item XIX – Resumo da Doutrina de Sócrates e Platão.)

Joanna de Ângelis por Divaldo Franco do livro:
Plenitude
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sábado, 5 de setembro de 2026

Donativos menosprezados

Donativos menosprezados

Militão Pacheco


Imagem gerada por IA.

Cumprir os próprios deveres sem esperar que os amigos teçam láureas de gratidão.

Calar toda queixa.

Abster-se do gracejo nas conversas de fundo edificante para não desencorajar a responsabilidade nascente.

Grafar páginas consoladoras e construtivas sem a pretensão de sermos compreendidos ou elogiados.

Prestar favores oportunos ao próximo sem a ideia de que o próximo venha, por isso, a dever-nos qualquer cousa, ainda mesmo o agradecimento mais simples.

Reconhecer que as faltas dos outros podiam ser nossas a fim de que saibamos desculpa-los sem condições.

Não supor que o ouvinte ou os ouvintes seja obrigado a pensar pela nossa cabeça.

Escutar os erros de quem se exprime numa assembleia, sem sorrisos de mofa, para que o iniciante no cultivo do verbo superior não se sinta frustrado em seus intentos de bem fazer.

Não atribuir a outrem essa ou aquela falha havida em serviço.

Auxiliar aos irmãos menos felizes sem exprobrar-lhes a conduta passada.

Não acusar e nem criticar pessoas sob o pretexto de estarem ausentes.

Silenciar diante dos grandes ou pequenos escândalos, sem considerações deprimentes, orando em favor daqueles que os provocaram.

Não reclamar homenagens afetivas nessa ou naquela circunstância.

Ouvir com respeito à palavra ou a dissertação supostamente fastidiosa, sem ofender a quem fala.

Evitar a maledicência em derredor de gestos, atitudes e frases sob nossa observação.

Substituir espontaneamente e sem qualquer apontamento desfavorável, nas boas obras, o seareiro em falta nas atividades previstas.

Executar com sinceridade as obrigações que a vida nos preceitua sem a preocupação de invadir as tarefas alheias.

Não opor contraditas às opiniões do interlocutor e sim ajuda-lo, sem presunção, a entender a verdade em torno disso ou daquilo, no momento adequado.

Amar sem pedir que os entes amados se convertam em bibelôs dos nossos caprichos.

Não exigir das criaturas humanas a perfeição moral que todos estamos muito longe de possuir.

Deixar os companheiros tão livres para encontrarem a própria felicidade quanto aspiramos a ser livres por nossa vez.

Militão Pacheco do livro: Ideal Espírita
de Chico Xavier / Waldo Vieira

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sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Sons articulados

Sons articulados

Miramez


Imagem gerada por IA.

Não deve faltar nas articulações dos sons o sublime magnetismo da alegria. Falar a alguém sem amor é o mesmo que doar algo a alguém com as mãos fechadas. Os antigos "Como Vai", "Bom Dia", "Boa Tarde" e "Boa Noite" são meios, através dos quais, com o poder da palavra, poderás vitalizar teu companheiro e receber dele a mesma doação energética. Não podes imaginar, por enquanto, o quanto poderias receber, em se tratando de almas que já armazenam no coração rutilantes dotes espirituais: muito mais! Toda harmonia de sons é agradável ao espirito, esteja ele em qualquer estado evolutivo e, principalmente, na escala em que se encontra o homem.


Se já ouviste falar das benfeitoras massagens orientais, da acupuntura e de determinados exercícios rítmicos, para que seja liberada a energia coagulada em determinados pontos do corpo, é bom que saibas que a palavra educada de um iniciado produz os efeitos mencionados e ainda mais, porque estimula em quem ouve, como em quem fala, um alcance maior na aquisição da fé e esta faz vibrar com grande vigor os centros de força, que acionam as glândulas internas na segregação de variados hormônios, garantindo um bem-estar indizível ao coração.

Jesus era mestre nessa arte de falar curando, de falar instruindo, de falar libertando os corações. E Ele dizia aos Seus discípulos: "Vós que me acompanhais, podeis fazer muito do que eu estou fazendo..." Que não cheguemos a tanto, porém, agarremo-nos ao esforço todos os dias, para que possamos alcançar o melhor, para que nosso verbo se harmonize com as leis espirituais do Universo e comece a transformar o próprio falante em orador de luz, levantando caídos, saciando a sede do coração, vestindo os nus de entendimento e revestindo de paz os desesperados.

Na verdade, a boca foi feita também para comer, mas alimentar não é porventura uma conversa, em dimensão diferente, com os órgãos? E, se estiveres disposto a conversar bem com teu organismo, sabe escolher teus alimentos em conformidade com a harmonia da criação, estuda a natureza que é sábia em culinária perfeita, 0 teu laboratório é incomparável na concentração de vidas, para vidas. A linguagem bem ordenada em níveis superiores é uma fonte de alimentos espirituais, que o futuro próximo nos dirá com a chancela da ciência oficial, confirmando assim, o que já falava Jesus, há quase dois mil anos atrás:
"Está escrito: não só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que procede da boca de Deus". (Mateus, 4:4.)
A boca do homem é a boca de Deus para o serviço do amor. Tu és filho da Grande Luz, como nós e todos os departamentos da criação infinita. O Senhor está fora e dentro de nós, e é bom que deixêmo-Lo comandar a nossa fala. Se a isso nos acostumarmos, estaremos livres para sempre de todas as congestões provocadas pelo muito falar, esquecendo-nos d'Ele.
Não deixes que a tua boca solte pelos portais dos lábios, palavras que ofendem, de desanimo, de covardia, de imprudência, de desespero, de ódio e de tristeza, porque não é esse o objetivo da sua função. Se escapulirem algumas vezes, sons não afeitos à moral dignificada, não os repitas, pois a correção é serviço do aprendizado. E se a tua inteligência já alcançou a compreensão de onde procede a palavra, levanta uma tenda de trabalhos na grande área da mente e escreve em letras garrafais no seu portal: REFORMAM-SE IDÉIAS... 

Faze de modo que, quando elas saírem pelos sons articulados, em direção a alguém, ou em viagem ao espaço, lembrem o dono, sem envergonharem a grande família universal. Quem falou, falou na presença do Senhor!

Miramez por João Nunes Maia do livro:
Horizontes da Mente

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