terça-feira, 21 de abril de 2026

Livre-arbítrio e caridade

Livre-arbítrio e caridade

Joanna de Ângelis



Nunca será demasiado entretecer-se considerações sobre a caridade.

A caridade é sempre luz que abençoa aqueles que jornadeiam na aflição. Mesmo quando não é vista, à semelhança dos raios solares, quando o Astro Rei está ausente, beneficia, penetrando as vidas e renovando-as.

Assim, a caridade, seja no seu aspecto material ou moral, reflete o amor de Deus que alcança as almas, socorrendo-as.

Quando a caridade material não se faz necessária, jamais será  secundária aquela de natureza moral, porquanto, vital como o ar, penetra e sustenta a vida.

São caridades morais: o sorriso de afabilidade ao atormentado que perdeu a esperança; a palavra de estímulo quando todos os outros recursos ficaram baldos de resultados; o gesto de simpatia ante a circunstância aziaga e infeliz; a compreensão fraterna, face à ofensa e à maldade; a oração intercessória, em favor do adversário em sofrimento; o apoio emocional no momento áspero da desgrava; o perdão da ofensa e a dedicação ao tombado; a gentileza de um socorro espiritual...

Quem pode, por acaso, no transe da dor, dispensar qualquer uma destas concessões? Qual a pessoa que se sinta tão completa que dispense um amigo ou uma palavra de reconforto?

A caridade é luz que deve ser considerada como bênção de Deus nas estradas do mundo.

Praticá-la ou não é opção de cada indivíduo. Aquele que a utiliza, favorece o crescimento da luz que se esparze; quem se nega a realizá-la, faculta a ampliação da sombra que predomina.

O livre-arbítrio e a caridade constituem alavancas para o progresso do homem na direção da sua meta final, que é a felicidade.

Jesus, todo amor por excelência, em instante algum deixou de esparzi-la, iluminando as vidas que, desde então, jamais perderam a diretriz.

Caridade, portanto, hoje e sempre.

Joanna de Ângelis por Divaldo Franco do livro:
No rumo da felicidade

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segunda-feira, 20 de abril de 2026

Luzes do entardecer

Luzes do entardecer

Meimei



Conserva contigo os companheiros idosos, com a alegria de quem recebeu da vida o honroso encargo de reter, junto do coração, as luzes remanescentes do próprio grupo familiar.

Reflete naqueles que te preservaram a existência ainda frágil, nos panos do berço; nos que te equilibraram os passos primeiros; nos que te afagaram os sonhos da meninice e naqueles outros que te auxiliaram a pronunciar o nome de Deus.

Já que atravessaram o caminho de muitos janeiros, pensa no heroísmo silencioso com que te ensinam a valorizar os tesouros do tempo, nas dificuldades que terão vencido para serem quem são, no suor que lhes alterou as linhas da face e nas lágrimas que lhes alvejaram os cabelos...

E quando, porventura, te mostrem azedume ou desencanto, escuta-lhes a palavra com bondade e paciência... Não estarão, de certo, a ferir-te e sim provavelmente algo murmurando contra dolorosas recordações de ofensas recebidas, que trancam no peito, a fim de não complicarem os dias dos seres que lhes são especialmente queridos!...

Ama e respeita os companheiros idosos!... São eles as vigas que te escoram o teto da experiência e as bases de que hoje te levantas para seres quem és...

Auxilia-os, quanto puderes, porquanto é possível que, no dia da existência humana, venhas igualmente a conhecer o brilho e a sombra que assinalam, no mundo, a hora do entardecer.

Meimei por Chico Xavier do livro:
Excursão de Paz

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domingo, 19 de abril de 2026

A água que bebeis

A água que bebeis

Miramez



A água, no conjunto dos seus valores, é uma panaceia sobremodo divina, que corresponde a todos os nossos anseios de equilíbrio orgânico e psíquico, por existir em muitas
dimensões. Seu poder de cura ainda é um segredo, cujas portas ainda não obtivemos permissão para abrir, por nos faltar o amor necessário para tal empreendimento.

O corpo humano em toda a sua estrutura salienta-se com duas partes de água e uma de elementos diversos que nasceram dentro do seu seio fecundo e promissor. Desprezar a água é querer separar-se da vida.

Quando beberdes a água, não vos esqueçais da parcela divina que vibra dentro dela em expressão de luz. Ela guarda no seu aconchego a força que restaura e harmoniza todo o mundo celular. Desata a energia em todos os campos do metabolismo e desobstrui inumeráveis caminhos no mundo da carne para o desafogo orgânico dos restos imprestáveis para a forma física, porém aproveitáveis pela natureza em outros empreendimentos de valores indescritíveis.

Os rios que riscam toda a Terra, em todas as direções, têm a sagrada missão de saciar a sede e a grande tarefa de higienização das criaturas. E não é somente limpar, a sua finalidade. O seu engenhoso trabalho está na doação de um tipo de magnetismo altamente compensador, que recebe onde nasce, de mãos angélicas incansáveis no serviço de caridade e na irradiação do amor.

Infelizmente, as águas mais pobres são as que se repartem nas grandes metrópoles, onde as mãos dos homens acrescentam elementos incompatíveis com a harmonia do complexo humano e que desajustam igualmente alguns corpos no mundo das antiformas.

Quando a Ciência passar a estudar essas reações, procurar-se-ão outros meios de defesa para esse líquido sagrado que ajuda a sustentar a existência humana. É necessário que todos compreendam que as águas precisam do beijo fortificante da atmosfera pura e, nesta simbiose, os dois se valorizam.

Nas grandes cidades, ela viaja escondida por canos impenetráveis pelo ar. Se às vossas mãos não puder vir um copo de água pura das correntezas de um rio, festejada pela mansuetude do magnetismo dos ventos, podereis bater a água, com a utilização de dois copos, passando de um para outro, fazendo com que ela entre em contato direto com o ar e tereis água revitalizada.

Alguém já disse acertadamente que devemos mastigar o líquido. Fazei isso e vereis o quanto o vosso corpo vos agradecerá. Um dos grandes remédios ao alcance das vossas mãos é a água que bebeis. Ao tomá-la, bebei os goles sem pressa, deixando que as glândulas da boca selecionem os elementos e os canalizem para os lugares indispensáveis à paz do corpo. Mentalizai esse trabalho de seleção e sentireis vosso corpo sendo beneficiado pela ação renovadora da água que bebeis.

Miramez por João Nunes Maia do livro:
Saúde

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sábado, 18 de abril de 2026

Verniz social

Verniz social

Hammed


“... A benevolência para com os semelhantes, fruto do amor ao próximo, produz a afabilidade e a doçura, que lhe são a manifestação. Entretanto, não é preciso fiar-se sempre nas aparências; a educação e o hábito do mundo podem dar o verniz dessas qualidades...” (O Evangelho Segundo o Espiritismo - Cap. 9, item 6.)
Nem sempre conseguimos mascarar por muito tempo nossas verdadeiras intenções e planos matreiros. Não dá para enganar as pessoas por tempo indeterminado. Após vestirmos as roupagens da afabilidade e doçura para encobrir rudeza e desrespeito, vem a realidade dura e cruel que desnuda aqueles lobos que vestiram a “pele de ovelha”.

Realmente, é no lar que descortinamos quem somos. É no lar que escorre o verniz da bonança e da caridade que passamos sobre a face e que nos revela tal como somos aos nossos familiares.

Trazemos gestos meigos e voz doce para desempenhar tarefas na vida pública, no contato com chefes de serviço e amigos, com companheiros de ideal e recém conhecidos, mas também trazemos “pedras nas mãos” ou punhos cerrados no trato com aqueles com quem desfrutamos familiaridade.

Por querer aparentar alguém que não somos, ou impressionar criaturas a fim de conquistá-las por interesses imediatistas, é que incorporamos personagens de ficção no palco da vida. Ou seja, é como se cumpríssemos um “script” numa representação teatral. Nada mais do que isso.

Em várias ocasiões, integramos em nós mesmos não só a sociedade visivelmente “externa”, com suas construções, praças, casas e cidades, mas também a sociedade em seu contexto “invisível”, que, na realidade, se compõe de regras e ordens sociais, bem como dos modelos de instituições criadas arbitrariamente. Captamos, através de nossos sentidos espirituais, todos os tipos de energia oriunda da população. Através de nossos radares sensíveis e intuitivos, passamos a representar de forma inconsciente e automática um procedimento dissimulado sob a ação dessas forças poderosas.

Maquilagens impecáveis, joias reluzentes, perfumes caros, roupas da moda e óculos charmosos fazem parte do nosso arsenal de guerra para ludibriar e corromper, para avançar sinais e para comprar consciências. Não nos referimos aqui à alegria de estar bem trajado e asseado, mas à maquiavélica intenção dos “túmulos caiados”.

Por não nos conhecermos em profundidade é que temos medo de nos mostrar como realmente somos.

Num fenômeno psicológico interessante, denominado “introjeção”, que é um mecanismo de defesa por meio do qual atribuímos a nós as qualidades dos outros, fazemos o papel do artista famoso, dos modelos de beleza, das personagens políticas e religiosas, das figuras em destaque, dos parentes importantes e indivíduos de sucesso, e por muito tempo alimentamos a ilusão de que somos eles, vivenciando tudo isso num processo inconsciente.

Desse modo, nós nos portamos, vestimos, gesticulamos, escrevemos e damos nossa opinião como se fôssemos eles realmente, representando, porém, uma farsa psicológica.

Ter duas ou mais faces resulta gradativamente em uma psicose da vida mental, porque, de tanto representar, um dia perdemos a consciência de quem somos e do que queremos na vida.

Quanto mais notarmos os estímulos externos, influências culturais, físicas, espirituais e sociais em nós mesmos, nossas possibilidades de relacionamento com outras pessoas serão cada vez mais autênticas e sinceras. A comunicação efetiva de criatura para criatura acontecerá se não levarmos em consideração sexo, idade e nível socioeconômico. Ela se efetivará ainda mais seguramente sempre que abandonarmos por completo toda e qualquer obediência neurótica aos modelos aprendidos e preestabelecidos.

Abandonemos o “verniz social” que nos impusemos no transcorrer da vida. Sejamos, pois, autênticos. Descubramos nossas reais potencialidades interiores, que herdamos da Divina Paternidade. Desenvolvendo-as, agiremos com maior naturalidade e, consequentemente, estaremos em paz conosco e com o mundo.

Hammed por Francisco do Espírito Santo Neto
do livro: Renovando Atitudes


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