sábado, 14 de março de 2026

Preparando o mundo novo

Preparando o mundo novo

João Cléofas


Imagem gerada por IA

Desata-se o pensamento do homem tentando abranger a imensa família universal, num elo de plenitude fraternista.

Não obstante, na intimidade do lar os problemas urgem, convidando o cristão decidido a uma atitude de paciência e de confiança em que forja a têmpera para voos mais altos.

A alta solidariedade estruge no coração, ante a agressividade e o crime desordenados que pululam na via pública, ameaçando a estabilidade social. Todavia, o ideal de autoaprimoramento jaz, invariavelmente, sob injunções de receios e tentativas frustradas, sem que o cristão resoluto se decida transformar-se em definitivo para melhor.

Os planos em favor de uma sociedade mais ditosa transitam pelos gabinetes de competentes sociólogos e pedagogos, de psiquistas e psicólogos, tentando padronizar a nova mentalidade com vistas ao futuro. Apesar disso, na estrutura do eu cambaleiam os impositivos relevantes da honorabilidade, em que se devem fundar as bases das conquistas superiores da vida.

Planeja-se uma humanidade espiritual mais cristã, e, no entanto, deixa-se que a ira malsine, que o ódio intoxique e que a revolta sistemática se fixe nas telas sensíveis da mente, desfigurando o discernimento, embrutecendo a sensibilidade, perturbando a realização do bem operante, após considerações breves em torno do problema do homem diante do seu próximo e da coletividade diante do homem.

Consideremos nosso o dever de remontar às causas, a fim de obstar a decorrência natural dos seus reflexos e das suas consequências. No espírito está o germe donde se desbordam as expressões otimistas, de angustia e de morte.

No espírito, portanto, devemos colocar as nossas melhores disposições e recursos, objetivando dinamizá-lo, como, utilizando-se da semente boa, situá-la em clima propicio, em terra preparada a fim de que colime o mister vegetativo, para o qual a natureza a dotou.

É por esta razão que o nosso labor de socorro as mentes aturdidas do Mundo Espiritual tem um relevante significado.

Da mesma forma que o homem em trânsito pela indumentária carnal ruma para a Espiritualidade, o Espírito, agora desatrelado do corpo, candidata-se ao mergulho no escafandro da matéria para jornada nova no futuro.

Prepararmo-nos para diminuir-lhe a treva interior que o aturde, predispô-lo e estimulá-lo com o otimismo em relação ao futuro, clarifica-lo, desobstruindo as espessas ideias negativistas em que se desespera, constitui ministério de alto coturno, porquanto, o aprendiz de hoje que se volta para o bem, mais tarde, na escola terrestre, transforma-se em discípulo vigilante, em aluno devotado.

Não apenas conseguiremos diminuir a psicosfera tóxica que envolve o planeta dos homens, mas, também, faremos que as mentes em desalinho no Mundo Espiritual resplandeçam ante o lucilar das estrelas que confirmam a misericórdia divina em diretrizes e postulados para o futuro.

Assim, o serviço desobsessivo não apenas luariza o homem devedor jugulado ante o seu cobrador, mas, também, libera a mente ultriz, ignorante e viciosa, perspicaz e vingadora, que conspira contra a era da liberdade, anunciada pelo Senhor Jesus.

Estabeleçamos, então, na célula humilde e aparentemente apagada da nossa comunhão com a vida, o primado do espírito, no pródromo de uma família de homens e de Espíritos em intercâmbio perfeito em prol de um Mundo Melhor, e os nossos planos pela sociedade feliz, pela comunidade ditosa, pelos ideais de solidariedade, pelos prognósticos de um porvir mais tranquilo, se concretizando, porque, atuando no fulcro do problema, que é o espírito, estaremos renovando as paisagens da Terra, na organização do mundo material porvindouro.

João Cleófas por Divaldo franco do livro:
Sementes de Vida Eterna

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sexta-feira, 13 de março de 2026

Sem a dádiva da prece...

 Sem a dádiva da prece...

Hammed


Jesus, mensageiro divino, todas as experiências nos ensinam alguma coisa, basta estarmos dispostos a refletir e aprender.

Ajuda-nos a ser gratos por todas as atribulações, mesmo as que nos causam mais aflição e sofrimento.

Ajuda-nos a nos concentrarmos no aprendizado existencial, em vez de ficarmos enfocados na dor, experiência inicial, motivadora do que se aprendeu.

Por isso, Senhor, sabemos que a dor vem sempre acompanhada da sabedoria, pois tudo o que experenciamos favorece nossa maneira de existir.

No entanto, na escola da vida, determinadas lições são difíceis e exigem de nós esforços árduos para sua concretização. Eis aqui algumas delas:
• conhecer as próprias características, sentimentos e inclinações;
• respeitar opiniões alheias, validando a alteridade dos outros;
• aceitar que as fases de desânimo fazem parte da ordem natural da existência;
• silenciar diante de notícia que não se pode revelar, ou manter discrição quando se referir a algo ou alguém;
• administrar o tempo de modo conveniente;
• saber conviver com criaturas grosseiras, importunas e desagradáveis;
• lembrar-se da transitoriedade das coisas;
• perdoar ofensas, compreendendo as fragilidades humanas
• evitar que a saudade do ontem e as preocupações do amanhã prejudiquem o hoje;
• acolher os erros como peças valiosas que expandem a consciência;
• usar os conflitos e desconfortos emocionais com instrumentos de crescimento pessoal;
• enfocar para cada ideia depressiva um pensamento elevado.
Auxilia-nos, Mestre da Verdade, a entender que sem a dádiva da prece não conseguiremos vivenciar nem a metade desses itens, que têm como proposta nossa realização espiritual. A oração reflexiva constitui lubrificante primoroso que reduz o atrito de eixos e peças que se movem na máquina de nossas experiências diárias.

Benfeitor Amigo, temos conhecimento de que a dor nunca atinge um coração sem que antes a misericórdia de Deus não tenha ali plantado uma semeadura providencial para enriquecê-lo um dia com uma rica colheita.

Não fomos criados maus, e sim inexperientes. Todos fazemos parte da família universal, nem melhores nem piores do que todos os outros. Afinal, somos imortais filhos de Deus, vivenciando a experiência humana.

O somatório de todos os nossos desacertos e de todas as nossas ilusões perdidas se chama experiência. Experiência, contudo, não é aquilo que se deu com alguém em determinado momento; é o que esse alguém retirou de proveito nesse momento.

Em teu nome, Jesus, que possamos entender plenamente que os erros não matam, antes ensinam a viver.

Abençoa-nos hoje e sempre.

Assim seja.

Hammed por Francisco do Espírito Santo Neto do livro:
Lucidez - A luz que acende na alma

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quinta-feira, 12 de março de 2026

Coragem

Coragem

Agar



Conservar a coragem por luz acesa, no centro de nossa alma, é serviço que apenas a fé invencível consegue realizar.

Coragem de transpor os espinheiros e os charcos da jornada humana...

Coragem de sorrir compadecidamente para aqueles que nos magoam...

Coragem de ajudar aos que nos ferem...

Coragem de recomeçar a construção dos nossos ideais sobre as ruínas de nossos próprios sonhos...

Coragem de prosseguir amando aqueles que se convertem, irrefletidamente, em adversários gratuitos de nossa paz...

Coragem de usar a tolerância para o mal dos outros e de aplicar a justiça para com o mal de nós mesmos...

É para essa coragem que Jesus nos chama, da cruz de sacrifício em que nos legou o supremo perdão.

É preciso saber com Ele “tudo perder para tudo encontrar”.

E, nas chagas de cada dia, sobre a Terra, surpreendemos o abençoado ensejo de alijar as sombrias cargas de nosso pretérito culposo para fruir a verdadeira felicidade a que o Céu nos destina.

Para alcançarmos semelhante vitória, porém, é necessário que a coragem seja a nossa companheira de todos os instantes no pedregoso caminho de nossa ascensão.

Não podemos dispensar o bom animo nas tarefas a que fomos arrebatados.

Procuremos observar a vida não como a “existência fragmentária do século”, mas sim em sua totalidade sublime. E estejamos certos de que na contemplação dessa realidade, viveremos conformados ante os Desígnios de Deus que, pouco a pouco, ante a extinção das causas de nossos padecimentos morais, nos modificarão a estrada no rumo bem-aventurado do
porvir.

Agar por Chico Xavier do livro:
Relicário de Luz

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Extremismos religiosos

Extremismos religiosos

Carlos Imbassahy



De quando em quando, as criaturas recebem fragmentos da revelação divina, por intermédio de Mensageiros Superiores, e estes fragmentos formam, em regra, o conteúdo das religiões. Em breve, muitos dos seus princípios se confundem de tal jeito com os erros, as mistificações, as falsas concepções humanas, que não se lhes descobre o veio originário.

É isso que procuramos esclarecer em parte.

Digamos, de começo, que não nos move qualquer desejo atacar ou menosprezar os sentimentos religiosos de nossos semelhantes; não possuímos a menor animosidade contra as religiões e muito menos contra àquela que foi de nossos pais. Apenas não nos colocamos no ponto de vista dos que seguem, em geral, uma doutrina religiosa, e que se mantêm na intransigência sectária, na aceitação incondicional de princípios, quaisquer que eles sejam, na repulsa imediata a qualquer ideia, desde que ela possa ou pareça ir de encontro aos dogmas e pontos de fé estabelecidos.

Pior ainda que o emperrar, mesmo no absurdo, é a perseguição às crenças alheias, quando não aos próprios crentes. É a maldição, o labéu do herege, energúmeno ou condenado aos que não lhes seguem a trilha. Estas é que são as faltas lamentáveis que não podemos deixar de verberar, não só por infringirem elas os princípios cardeais da fraternidade, como por se tornarem um obstáculo ao progresso espiritual, tão necessário à evolução da criatura.

M. Sage lembra o seguinte caso:
Em suas primeiras sessões, George Pelham, Espírito, pediu para ver o pai. O velho Pelham foi avisado imediatamente e não fez como aquela dama italiana, cuja história lia eu recentemente na excelente Revue des Études Psychiques de Cesar de Vesme.

A filha dessa senhora, morta havia pouco, pretendia manifestar-se por um médium e pedia chamassem sua mãe. Esta, quando lhe comunicaram o pedido, em vez de acorrer ao chamamento da filha, foi solicitar permissão do seu confessor. Imagine-se o que respondeu o santo homem: - Estas manifestações provêm do demônio; uma mulher piedosa e submetida à Igreja não se vai entreter com tão perigoso personagem. A grande dama, então, fez saber que ela não podia ir.
Esse ponto de vista do confessor, como a de tantos quantos por aí que existem, é mais ou menos justificável, porque se trata de um ato de defesa. Não pode, porém, ser este o interesse dos espíritos emancipados, que coloca acima dos estreitos limites impostos pela religiosidade sectária, a pesquisa da verdade.

O mesmo autor nos diz, a propósito das excomunhões lançadas pelos religiosos de vários matizes:
Stainton Moses não sabia nada de Espiritismo. Se dele tivesse ouvido falar vagamente, apressar-se-ia sem dúvida a abater essa nova superstição que arrebataria as ovelhas de seu rebanho. Porque há que notar o seguinte: todos os ministros de todas as religiões que separam a nossa pobre humanidade, esmagam com o nome de superstição grosseira tudo o que não participa do seu próprio corpo doutrinário; cada um deles se crê iluminado pelo sol da verdade, enquanto todos os que não professam suas opiniões erram nas trevas da mentira.
Não são as religiões que pecam, mas os extremismos religiosos; o mal nem sempre está na fé, mas na intolerância, na acrimônia, na imposição da fé, com prejuízo do esclarecimento das consciências.

Mantemos essa atitude franca de pesquisa, o direito de opinar, o dever de crítica, a liberdade de refletir, mesmo entre os nossos irmãos em crença. Nem sempre temos sido felizes, que essa nossa independência nos tem custado, além de objurgatórias e censuras, até represálias.

Bem sabemos quanto é precário o entendimento humano, quanto é arraigado o espírito de seita, como é fraco o espírito filosófico, como é persistente a tendência para se firmarem os seres em determinados princípios onde não há firmeza nenhuma. A lógica não é material encontradiço e por isto não está barateada no mercado das inteligências. Tanto que o indivíduo se afasta do currículo das ideias, das proposições de grupo, das convenções, ou de doutrinas pessoais sem qualquer alicerce, é logo mal visto e posto à margem como rês contaminada.

Convém notar, enfim, que nem sempre uma controvérsia ou uma opinião fora dos paradigmas convencionais é isenta de perigos. Há indivíduos que não podem ser contrariados. Qualquer dúvida, por mais justificada que esteja, em referência a qualquer de suas afirmativas, ou se irrita e pode produzir uma rajada de impropérios, senão coisa pior. Eles passam do argumento verbal ao argumento braçal, o que não é nada interessante.

Não é nesta liça que nos empenhamos. É de esperar que o caminho esteja franco para uma explicação cortês, haja vista que a única arma que possuímos é a da razão e o único escopo a que miramos é o esclarecimento do assunto em foco.

Carlos Imbassahy do livro:
A Evolução

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