domingo, 10 de maio de 2026

Oração no lar

Oração no lar

Meimei



Mãezinha querida!

Sei que hoje serás reverenciada, com todas as Mães, em palácios festivos.

Tribunas luminosas serão erguidas para elogios públicos.

Entretanto, ansiava reencontrar-te, no templo do lar, que sustentaste com sacrifícios mudos.

Ouvi cânticos de profunda beleza, em louvou do teu nome, e atravessei larga fila de cartazes que te recordam na rua, mas, venho rogar-te a canção de simplicidade e doçura com que me embalaste o berço.

Árvore generosa, que me abrigaste o ninho de esperança, ensina-me como pudeste resistir às tempestades que te sacudiram os ramos!

Estrela, que me clareaste os passos primeiros, entre as sombras do mundo, conta-me o que fizeste para brilhar sem fadiga, na longa noite do sofrimento!...

Escutei muitos mestres e folheei muitos livros, no entanto, nenhum deles me falou tão intensamente de Deus, quanto a linguagem silenciosa dos teus beijos de ternura e as letras divinas, a transparecerem, inexplicadas, dos calos de trabalho que te marcam as mãos.

Associando-me às homenagens com que te honram lá fora, procuro inutilmente exprimir o amor que me inspiras e busco, em vão, externar reconhecimento e alegria, porque as palavras se me desfalecem na boca...

Quero proclamar que és a rainha de nossa casa e tento envolver-te a cabeça cansada com as flores do meu carinho, contudo vejo-te a coroa de lágrimas em forma de fios brancos e nada mais consigo dizer que sinto remorso, pensando nas dores e nas aflições que te dei.

Sim, Mãezinha!

Há banquetes de regozijo que te esperam a melodia da benção, mas, desculpa se te rogo para ficares comigo no enternecimento do coração.

Traze o pão pobre e alvo que me davas na infância, guarda-me no teu colo e repete, de novo, para que eu possa aprender: 

“Pai nosso, que estás no Céu”...

Meimei por Chico Xavier do livro:
Excursão de Paz

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sábado, 9 de maio de 2026

Página às mães

Página às mães

Maria Dolores



Mães queridas,
Vós que perdestes filhos bem-amados,
Somando tantas vidas
A que destes carinhos e cuidados,
De que só Deus na vida sabe a conta;

Mães, cuja imensa dor não se conforta
Com qualquer sofrimento que há no mundo,
Por mais rude e profundo,
Quisera amenizar-vos as feridas,
Que vos fizeram contundidas,
Súplices, desoladas, semimortas...

Entretanto, ai de mim!...
Com que verbo, meu Deus, poderia expressar
A dor que voz desfez a ventura do lar?
Como suprimiria
A sombra que voz guarda a suprema agonia?
De que modo afastar de vossa mente
Esses quadros cruéis que desenhais,
Manejando o pincel de angústia e espanto
Que humedeceis no fel de vosso pranto,
A dizer: “Nunca mais...?”

Entretanto, essas vidas juvenis
Seguem o sofrimento que sentis,
Choram com vossas lágrimas, padecem
Com a vossa mesma dor de que nunca se esquecem...
E rogam-vos consolo, paz, alegria e esperança,
Pedindo-vos trazê-los na memória,
Como quem atingindo os louros da vitória,
Desejam ser lembrados como são:
Espíritos valentes,
Prosseguindo contentes
No sublime ideal de elevação...

Enxugai vosso pranto
E, servindo, esperai
O reencontro feliz nas moradas do Pai...

Padecendo, chorando e amando sempre,
Aguardai outros dias
Em que renascereis de novas alegrias,
Sem o gelo terrível da saudade
De vossa longa espera
E sim na Inalterável Primavera
Ante o amor sem adeus da Eternidade.

Lembrar-vos-ei, porém,
Aquela antiga história de Belém...
Uma doce criança
Nasceu entre cantigas de esperança,
De uma frágil mulher quase menina...
Uma estrela no Azul, em altos resplendores,
Indicou-lhe a missão, fulgurante e divina.
Anjos do Céu uniram-se aos pastores
E entoaram louvores
Que em toda a Terra ainda não se ouvira...
O menino cresceu, plantando amor,
Amparava os humildes e os cansados,
Levantava os doentes,
Erguia corações desesperados
E transformava os homens inclementes
Em modelos de paz e de brandura,
Era um jovem trazendo a grandeza da Altura,
Referindo-se a Deus por Pai de Infinita Bondade,
Que nunca abandonou a Humanidade...

Pois, simplesmente porque amasse a todos,
Foi perseguido, preso, injuriado,
Depois levado à cruz
Em que morreu crucificado
Perante a multidão...
Foi assim que Jesus,
Sem amigos, na dor do último dia,
Teve somente o amparo de Maria,
A mão humilde que o seguiu de perto...
Heroína de amor e aceitação,
Não censurou ninguém.
De alma cansada e coração deserto,
Ela apenas chorou na bênção da oração,
Entregando-se a Deus
O Eterno Sol do Bem.

Embora a imensa dor, sempre ungida de fé,
A pobre mãe de Nazaré,
Esperou silenciando a alma ferida
Até que o filho amado,
Em retornando à vida,
Fez-se o ressuscitado,
E novamente erguendo corações,
Converteu-se no Guia das Nações.

Mães, que hoje sofreis, lembrai-vos dela,
Maria ser-vos-á consolação;
Entregai-lhe a amargura ao coração
E entendereis que os vossos filhos,
Joias de vossa luz,
Agora sob a névoa da saudade,
Ante o Anjo de Amor da Humanidade,
São irmãos de Jesus.

Maria Dolores por Chico Xavier do livro:
Caminhos do Amor

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sexta-feira, 8 de maio de 2026

Oração das mães

Oração das mães

Meimei



Senhor!

Abriste-me o próprio seio e confiaste-me os filhos do Teu amor.

Não me deixes sozinha na estrada a percorrer.

Nas horas de alegria, dá-me temperança.

Nos dias de sofrimento, sê minha força.

Ajuda-me a governar o coração para que meu sentimento não mutile as asas dos anjos tenros que me deste e adoça-me o raciocínio para que a minha devoção afetiva não converta em severidade arrasadora.

Defende-me contra o egoísmo para que a minha ternura não transforme em prisão daqueles que asilaste em meus braços.

Ensina-me a corrigir amando, para que eu não possa trair o mandato de abnegação que depuseste em meu espírito.

Nos minutos difíceis, inclina-me à renúncia com que devo iluminar o trilho daqueles que me cercam.

Senhor auxilia-me a tudo dar sem nada receber.

Mostra-me os horizontes eternos de Tua Graça, para que os desejos da carne não me encarcerem nas sombras.

Pai sou também Tua filha!

Guia-me nos caminhos escuros, a fim de que saiba conduzir ao infinito Bem os promissores rebentos de Tua Glória.

Senhor, não me desampares!

Quando a Tua Sabedoria exigir o depósito de bênçãos com que me adornaste a estrada por empréstimo sublime, dá-me o necessário desapego para que eu Te restitua as joias vivas do meu coração, com serenidade e alegria, e quando a vida me impuser em Teu nome, o desprendimento e a solidão, reaquece minha alma ao calor do Teu Caminho Celeste para que eu venere a Tua vontade para sempre.

Assim seja.


Meimei por Chico Xavier do livro:
Relicário de Luz

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quinta-feira, 7 de maio de 2026

Uma carta materna

Uma carta materna

Meimei



Meu filho, se procuras a bênção da felicidade, não te esqueças de que o Reino do Céu começa em nosso próprio coração e de que o primeiro lugar onde devemos trabalhar por ele é na própria casa onde vivemos.

A alegria verdadeira nem sempre é daqueles que dominam, mas nunca se aparta das almas generosas que aprendem a espalhar o bem.

Se queres que a tranquilidade te acompanhe, busca ser útil.

Por que foges de teu pai, quando, cansado e abatido, mostra uma fisionomia preocupada?

Por que te afastas da mãezinha, quando observas o orvalho das
lágrimas em seus olhos?

Aproxima-te deles e faze-lhes sentir que tens um coração compreensivo e amoroso.

Um fio d’água transforma o deserto em oásis. Um gesto de carinho opera milagres. Quanta gente espera construir o Reino de Deus, acendendo fogueiras de entusiasmo na praça pública e esquecendo no frio da indiferença aqueles que o Céu lhes confiou! ...

Guarda a paz contigo, a fim de que a possas distribuir.

Entre as paredes do lar, Deus situou a nossa primeira escola.

Se não sabemos exercer a tolerância e a bondade com cinco ou dez pessoas, que esperam pelo nosso entendimento e pelo nosso auxílio, debalde ensinaremos o caminho do bem-estar para os outros.

O primeiro degrau do Paraíso chama-se Gentileza. Aprende a ajudar para que outros te ajudem e, onde estiveres, serás sempre um valoroso operário na edificação do Reino Divino.

Meimei por Chico Xavier do livro:
Pai Nosso

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