Orientação para a paz
Francisco de Paula Vítor
"Se alguém quer ser o primeiro, será o último e servo de todos." Jesus (Mateus 9:35)
Há muita excitação no mundo por parte dos que anseiam por assumir os primeiros lugares nas diversas posições passageiras da sociedade.
Muitas pessoas se esfalfam para alcançar as primeiras posições nas academias, nos esportes, nas artes multiplicadas, nos leitos eleitorais, em tudo, enfim. O problema não está nesse desejo em si mesmo, não. O que mais pesa é que esses candidatos aos primeiros lugares, nas suas áreas específicas, não anseiam pelos lugares destacados com o fim de se tornarem mais úteis aos semelhantes; mas tão só para cumular honrarias e destaques que duram um momento, porque não passam de latarias e fitas de tecidos que se putrefazem como o corpo carnal, ou de alguma quantia em dinheiro que poderá lhes facilitar condições materiais, durante algum tempo, e nada mais.
A pessoa inteligente no mundo deve saber que lhe cabe a missão de cooperar com o progresso de todos, que, sem contestação, começa com o seu próprio.
O artista sensível precisa saber que lhe cumpre a tarefa de ajudar o Criador a sensibilizar as almas para que elas aprendam a integrar-se à natureza, desenvolvendo emoção e alegria.
Os desportistas carecem perceber que, nas demonstrações de resistência física ou de beleza de forma corporal, o que mais importa é o louvor Àquele que lhes propiciou condições corporais tão favoráveis, permitindo se somassem os méritos individuais à necessidade de prestação de serviço ao coletivo.
O que se lança às posições de proeminência nas estações da política, na Terra, tem necessidade de compreender que a sua condição de administrador dos recursos de todos e de intérprete da vontade geral pesa-lhe como uma coroa de ferro sobre a fronte, devendo corresponder à grandiosidade dessa missão, sem que seja debitada em sua conta moral qualquer ação incompatível com a confiança que lhe foi atribuída, publicamente.
Os equívocos, porém, são enormes no que diz respeito aos primeiros postos.
Cada um quer absorver o máximo de prestígio, de oportunidade, de aplauso, de dinheiro, de bajulações, de poder apenas para si. No máximo, estende esses ganhos aos que o cercam, imediatamente, na esfera da afetividade.
Seria tão importante que os que alcançaram os lugares de honra, no mundo terrestre, se aplicassem a trabalhar em benefício dos menos dotados, dos que não tiveram os mesmos ensejos, dos que são mantidos em posições subalternas em virtude das suas expiações. Em nome da justiça, é bom convir que há os que o fazem; bem poucos, é verdade, mas os encontramos.
Artistas que se valem do seu prestígio popular para despertar o sentimento de cidadania nas massas, que começa com o respeito do indivíduo a si mesmo.
Desportistas que aproveitam a sua fama pública para cantar o valor da saúde da mente e do corpo, mostrando o desvalor do consumo de drogas.
Religiosos que se apoiam na confiança que despertam para incentivar a fraternidade, sem muralhas seitistas, e a aproximação entre as criaturas, decantando o amor a Deus e ao próximo como elemento de saúde espiritual.
Políticos que, alicerçados no poder de que usufruem, se atiram em campanhas de melhorias nos estatutos das leis e dos costumes que venham melhorar a vida das comunidades que dirigem.
Com essas reflexões tão valiosas, e pensando em Jesus, o maior Espírito que o Criador enviou à Terra, para que nos guiasse pelas sendas do progresso, sentimos a seriedade e a importância dos nossos estágios humanos.
Para que a alma alcance os cimos da paz, em seu próprio cerne, não vale só que tenham conquistado as primeiras posições no mundo das aparências. Torna-se fundamental que cada ser, nas funções em que estagia, faça-se um servidor. Um servidor do seu próximo, desinteressado.
É bom aprender a oferecer um minuto de prosa fraterna, sem agastamento; uma hora de atendimento fraternal, sem que se sinta constrangido a fazê-lo; um dia de trabalho, benfazejo para uma causa valorosa, sem receber dinheiro; a leitura, durante alguns minutos, para um deficiente visual; a higiene de um banho ou qualquer outro asseio a um idoso ou a alguém incapaz de o fazer por si mesmo; uma peça de vestir; um caderno para um escolar sem recurso; um remédio para algum necessitado.
É muito bom, dentro de casa, aprender a pedir por favor e a agradecer aos entes queridos pelo serviço e atenção que nos dedicam.
Enfim, qualquer que seja a nossa situação no mundo, somente teremos paz no íntimo quando aprendermos a ser o melhor para os outros, a fazer o melhor para os outros, a vibrar o melhor para os outros, valendo-nos do nível ao qual já tenhamos chegado na vida, seja ele qual for.
Jesus é Quem nos deixa claro tudo isso.
Francisco de Paula Vítor por Raul Teixeira do livro:
Quem é o Cristo?
Declaração de Origem
- As mensagens, textos, fotos e vídeos estão todos disponíveis na internet.
- As postagens dão indicação de origem e autoria.
- As imagens contidas no site são apenas ilustrativas e não fazem parte das mensagens e dos livros.
- As frases de personalidades incluídas em alguns textos não fazem parte das publicações, são apenas ilustrativas e incluídas por fazer parte do contexto da mensagem.
- As palavras mais difíceis ou nomes em cor azul em meio ao texto, quando acessados, abrem janela com o seu significado ou breve biografia da pessoa.
- Toda atividade do blog é gratuita e sem fins lucrativos.
- Se você gostou da mensagem e tem possibilidade, adquira o livro ou presenteie alguém, muitas obras beneficentes são mantidas com estes livros.
- Para seguirmos corretamente o espiritismo, devemos submeter todas as mensagens mediúnicas ao crivo duplo de Kardec, sendo eles, a razão e a universalidade.
- Para seguirmos corretamente o espiritismo, devemos submeter todas as mensagens mediúnicas ao crivo duplo de Kardec, sendo eles, a razão e a universalidade.
- Cisão para estudo de acordo com o Art. 46 da Lei de Direitos Autorais - Lei 9610/98 LDA - Lei nº 9.610 de 19 de Fevereiro de 1998.


Nenhum comentário:
Postar um comentário
Deixe aqui seu comentário, sugestão, etc...