terça-feira, 28 de abril de 2026

Temperança antes da ação

Temperança antes da ação

Joanna de Ângelis


O refrão melhor precaver do que remediar tem urgência de alto significado para o ser humano que, desatento, raramente o leva em consideração.

A precipitação assalta as emoções em mecanismos psicológicos de autodefesa, de cuidados que resultem benéficos, gerando, não raro, situações lamentáveis que se apresentam de imediato ou remotamente, mas que sempre se manifestam  perturbadoras.

A precipitação é má conselheira em qualquer circunstância.

A razão humana, que é atributo  do Espírito, deve sempre estar atenta para compor o quadro das atitudes, estabelecendo parâmetros que se concretizam em comportamentos.

Armados pela volúpia das paixões primevas, os indivíduos veem-se, uns aos outros, de forma agressiva, sempre aguardando o pior que devem provir do próximo, não lhe concedendo chance, sequer, de demonstrar-lhes o contrário.

*

Vítimas da própria como da violência que grassa voluptuosa, equipam-se de sentimentos negativos e tudo veem conforme se encontram emocionalmente.

Reagem, quando poderiam parlamentar, ajustando-se à ocorrência e aclarando-a, para lamentarem depois a precipitação, quando advêm as suas funestas consequências.

Todo aquele que pensa, dispõe de valioso arsenal de raciocínios, de que se pode utilizar antes de agir, instrumentalizando-se para evitar a precipitação.

*

Raciocinando em torno da excelência do chamado de Jesus, Maria, a sofrida equivocada de Magdala, agiu sem precipitação e tornou-se um exemplo ímpar de renovação moral. 

Judas, embora o convívio salutar com o Mestre, não obstante admoestado, deixou-se fascinar pela precipitação e mergulhou em terrível abismo de loucura.

Joana, a esposa de Cusa, despertada para o esplendor do Evangelho, buscou o Senhor para pedir-Lhe roteiro e, aconselhada a prosseguir no ninho doméstico, aguardou o momento ideal para oferecer-Lhe a existência física.

Pedro, escolhido para pastorear o rebanho que lhe fora confiado, no momento de alta significação para o testemunho, amedrontado, precipitou-se e O negou três vezes...

Toda uma legião, de necessitados e aflitos sem conta, precipitou-se na Sua direção, recebendo apoio e socorro, oportunidade e bênçãos. Apesar disso, no momento hábil de agir com gratidão, deixou-O a sós.

João, todavia, jovem e fiel, acompanhou-O dominado pelo raciocínio e pela afeição, seguindo-O, sem medo, durante todo o transe até o momento final...

A temperança é conquista desafiadora, pelo resultar do esforço disciplinante das tendências negativas e pela aquisição de significados morais valiosos.

O ser humano, que cultiva a temperança, não se acovarda, nem
se agita, porque se encontra consciente dos recursos de que dispõe para a ação, confiando no tempo, que equaciona todas as incógnitas existenciais.

*

Felizes aqueles que sabem esperar - ensina outro brocardo popular.

A faculdade da paciência, que leva a confiar no tempo, é o instrumento de que se utiliza a temperança para conduzir a pessoa ao pódio da vitória sobre si mesma.

A temperança deve ser erguida sobre a fé irrestrita em Deus, cujas Leis inderrogáveis vigem em todo o Universo...

... E a Lei de amor é a que melhor expressa a Sua Realidade, porquanto dela se derivam todas as demais.

Esperar, pois, e confiar, sem aflição, mantendo a temperança antes de agir, é regra segura para bem viver e ser feliz.

Joanna de Ângelis por Divaldo Franco do livro:
No rumo da felicidade

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