Mostrando postagens com marcador liberdade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador liberdade. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Liberdade

Liberdade

Cid Franco


Estudando a Liberdade, busquei a Natureza para sondar-lhe o brilho.

O esplendor me cercava, mas o Sol afirmou:

– Para libertar a luz devo permanecer em minha própria órbita.

Disse o Mar :

– Como nutrir as forças da Vida sem aceitar as minhas limitações?

A Fonte declarou:

– Não posso emancipar o beneficio de minhas águas, sem atender às linhas que me orientam o curso.

Explicou-se a Flor:

– Impossível abrir-me para o festival dos perfumes, sem deixar-me prender.

A Ponte murmurou:

– Nada seria eu se não guardasse a disposição de servir.

Não longe, a Eletricidade comentou, movimentando uma fábrica:

– Fora da disciplina, em vão procuraria ser mais útil.

Um Automóvel parado entrou na conversação:

– Posso ganhar tempo e vencer o espaço, mas infeliz daquele que me use sem breques!

Então, voltando-me para dentro do próprio coração, exclamei em prece:

– Deus, meu Deus, fizeste-me livre no pensamento para criar o bem e estendê-lo aos meus irmãos; no entanto, que será de mim, sem ajustar-me às tuas leis?

Cid Franco por Chico Xavier do livro:
Amanhece

Curta nossa página no Facebook:
https://www.facebook.com/regeneracaodobem/

Declaração de Origem

- As mensagens, textos, fotos e vídeos estão todos disponíveis na internet.
- As postagens dão indicação de origem e autoria. 
- As imagens contidas no site são apenas ilustrativas e não fazem parte das mensagens e dos livros. 
- As frases de personalidades incluídas em alguns textos não fazem parte das publicações, são apenas ilustrativas e incluídas por fazer parte do contexto da mensagem.
- As palavras mais difíceis ou nomes em cor azul em meio ao texto, quando acessados, abrem janela com o seu significado ou breve biografia da pessoa.
- Toda atividade do blog é gratuita e sem fins lucrativos. 
- Se você gostou da mensagem e tem possibilidade, adquira o livro ou presenteie alguém, muitas obras beneficentes são mantidas com estes livros.

- Para seguirmos corretamente o espiritismo, devemos submeter todas as mensagens mediúnicas ao crivo duplo de Kardec, sendo eles,  a razão e a universalidade.

- Cisão para estudo de acordo com o Art. 46 da Lei de Direitos Autorais - Lei 9610/98 LDA - Lei nº 9.610 de 19 de Fevereiro de 1998.



terça-feira, 12 de novembro de 2024

Liberdade

Liberdade

Joanna de Ângelis



As pressões constantes geradoras de medo, não raro extrapolam em forma de violência propondo a liberdade.

Sentindo-se coarctado nos movimentos, o animal reage à prisão e debate-se até à exaustão, na tentativa de libertar-se. Da mesma forma, o homem, sofrendo limites, aspira pela amplidão de horizontes e luta pela sua independência.

É perfeitamente normal o empenho do cidadão em favor da sua libertação total, passo esse valioso na conquista de si mesmo. Todavia, pouco esclarecido e vitimado pelas compressões que o alucinam, utiliza-se dos instrumentos da rebeldia, desencadeando lutas e violência para lograr o que aspira como condição fundamental de felicidade.

A violência porém, jamais oferece a liberdade real.

Arranca o indivíduo da opressão política, arrebenta-lhe as injunções caóticas impostas pela sociedade injusta, favorece-o com terras e objetos, salários e haveres.

Isto, porém, não é a liberdade, no seu sentido profundo.

São conquistas de natureza diferente, nas áreas das necessidades dos grupos e aglomerados humanos, longe de ser a meta de plenitude, talvez constituindo um meio que faculte a realização do próximo passo, que é o do autodescobrimento.

A violência retém, porém não doa, já que sempre abre perspectivas para futuros embates sob a ação de maiores crueldades.

As guerras, que se sucedem, apoiam-se nos tratados de paz mal formulados, quando a violência selou, com sujeição, o destino da nação ou do povo submetido...

O instinto de rebeldia faz parte da psique humana.

A criança que se obstina usando a negativa, afirma a sua identidade, exteriorizando o anseio inconsciente de ser livre. Porque carece de responsabilidade, não pode entender o que tal significa.

Somente mediante a responsabilidade, o homem se liberta, sem tornar-se libertino ou insensato.

A sociedade, que fala em nome das pessoas de sucesso, estabelece que a liberdade é o direito de fazer o que a cada qual apraz, sem dar-se conta de que essa liberação da vontade, termina por interditar o direito dos outros, fomentando as lutas individuais, dos que se sentem impedidos, espocando nas violências de grupos e classes, cujos direitos se encontram dilapidados.

Se cada indivíduo agir conforme achar melhor, considerando-se liberado, essa atitude trabalha em favor da anarquia, responsável por desmandos sem limites.

Em nome da liberdade, atuam desonestamente os vendedores das paixões ignóbeis, que espalham o bafio criminoso das mercadorias do prazer e da loucura.

A denominada liberação sexual, sem a correspondente maturidade emocional e dignidade espiritual, rebaixou as fontes genésicas a paul venenoso, no qual, as expressões aberrantes assumem cidadania, inspirando os comportamentos alienados e favorecendo a contaminação das enfermidades degenerativas e destruidoras da existência corporal. Ao mesmo tempo, faculta o aborto delituoso, a promiscuidade moral, reconduzindo o homem a um estágio de primarismo dantes não vivenciado.

A liberdade de expressão, aos emocionalmente desajustados, tem permitido que a morbidez e o choque se revelem com mais naturalidade do que a cultura e a educação, por enxamearem mais os aventureiros, com as exceções compreensíveis, do que os indivíduos conscientes e responsáveis.

A liberdade é um direito que se consolida, na razão direta em que o homem se autodescobre e se conscientiza, podendo identificar os próprios valores, que deve aplicar de forma edificante, respeitando a natureza e tudo quanto nela existe.

A agressão ecológica, em forma de violência cruel contra as forças mantenedoras da vida, demonstra que o homem, em nome da sua liberdade, destrói, mutila, mata e mata-se, por fim, por não saber usá-la conforme seria de desejar.

A liberdade começa no pensamento, como forma de aspiração do bom, do belo, do ideal que são tudo quanto fomenta a vida e a sustenta, dá vida e a mantém.

Qualquer comportamento que coage, reprimes viola é adversário da liberdade.

Examinando o magno problema da liberdade, Jesus sintetizou os meios de consegui-la, na busca da verdade, única opção para tornar o homem realmente livre.

A Verdade, em síntese, que é Deus — e não a verdade conveniente de cada um, que é a forma doentia de projetar a própria sombra, de impor a sua imagem, de submeter à sua, a vontade alheia — constitui meta prioritária.

Deus, porém, está dentro de todos nós, e é necessário imergir na Sua busca, de modo que O exteriorizemos sobranceiro e tranquilizador.

As conquistas externas atulham as casas e os cofres de coisas, sem torná-los lares nem recipientes de luz, destituídos de significado, quando nos momentos magnos das grandes dores, dos fortes dissabores, da morte, que chegam a todos...

A liberdade, que se encerra no túmulo, é utópica, mentirosa.

Livre, é o Espírito que se domina e se conquista. movimentando-se com sabedoria por toda parte, idealista e amoroso, superando as injunções pressionadoras e amesquinhantes.

Ghandi fez-se o protótipo da liberdade, mesmo quando nas várias vezes em que esteve encarcerado, informando que “não tinha mensagem a dar. A minha mensagem é a minha vida.”

Antes dele, Sócrates permaneceu em liberdade, embora na prisão e na morte que lhe adveio depois.

...E Cristo, cuja mensagem é o amor que liberta, prossegue ensinando a eficiente maneira de conquistar a liberdade.

Nenhuma pressão de fora pode levar à falta de liberdade, quando se conseguir ser lúcido e responsável interiormente, portanto, livre.

Não se justifica, deste modo, o medo da liberdade, como efeito dos fatores extrínsecos, que as situações políticas, sociais e econômicas estabelecem como forma espúria de fazer que sobrevivam as suas instituições, subjugando aqueles que vencem. O homem que as edifica, dá-se conta, um dia, que dominando povos, grupos, classes ou pessoas também não élivre, escravo, ele próprio, daqueles que submete aos seus caprichos, mas lhe roubam a opção de viver em liberdade.

Não há liberdade quando se mente, engana, impõe e atraiçoa.

A liberdade é uma atitude perante a vida.

Assim, portanto, só há liberdade quando se ama conscientemente.

Joanna de Ângelis por Divaldo Franco do livro:
O Homem Integral

Curta nossa página no Facebook:

- As mensagens, textos, fotos e vídeos estão todos disponíveis na internet.
- As postagens dão indicação de origem e autoria. 
- As imagens contidas no site são apenas ilustrativas e não fazem parte das mensagens e dos livros. 
- As frases de personalidades incluídas em alguns textos não fazem parte das publicações, são apenas ilustrativas e incluídas por fazer parte do contexto da mensagem.
- As palavras mais difíceis ou nomes em cor azul em meio ao texto, quando acessados, abrem janela com o seu significado ou breve biografia da pessoa.
- Toda atividade do blog é gratuita e sem fins lucrativos. 
- Se você gostou da mensagem e tem possibilidade, adquira o livro ou presenteie alguém, muitas obras beneficentes são mantidas com estes livros.

- Para seguirmos corretamente o espiritismo, devemos submeter todas as mensagens mediúnicas ao crivo duplo de Kardec, sendo eles,  a razão e a universalidade.

- Cisão para estudo de acordo com o Art. 46 da Lei de Direitos Autorais - Lei 9610 /98 LDA - Lei nº 9.610 de 19 de Fevereiro de 1998.


quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

Liberdade

Liberdade

Emmanuel



A liberdade é a raiz da vida consciente, no entanto, a cada passo urdimos entraves e impedimentos para nós mesmos.

Não nos reportamos à clausura de pedra, que funciona à guisa de hospital para as inteligências envenenadas na delinquência, e sim aos grilhões invisíveis a que milhares de criaturas jazem escravizadas.

Prisões sem grades dos elos consanguíneos, em que os adversários de outras eras se defrontam, dia a dia, entre as paredes imponderáveis do tempo, no abraço compulsório da assistência recíproca, em nome dos compromissos familiares...

Cubículos de vérmina, limitados pela epiderme, nos quais os desertores do dever expiam culpas sob a longa constrição de moléstias irreversíveis no corpo físico...

Ferretes de inibição, geometricamente fixados em certos órgãos e membros do veículo físico, retificando aspirações ou frenando impulsos...

Grilhetas de pauperismo, circunscritas aos marcos da condição social, em que se corrigem antigos e festejados malfeitores da fortuna amoedada...

Calabouços de obsessão, em cujo clima de ansiedade se reajustam sentimentos transviados ao peso de estranhos desequilíbrios...

Esses obstáculos e masmorras, entretanto, são entretecidos simplesmente por nós, que nomeamos o  egoísmo e a vaidade, a intemperança e o vício para a função de carcereiros de nossa almas.

Mesmo assim, sobre semelhantes cadeias, a liberdade brilha vitoriosa.

E consola-nos reconhecer que todo espírito em cativeiro é intimamente livre para recuperar a própria liberdade, porquanto, no ângulo mais escuro do mais escuro cárcere, todos somos livres no pensamento para refazer o destino, obedecendo à justiça e praticando o bem.



Emmanuel por Chico Xavier do livro: Plantão da Paz









quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Livre arbítrio, liberdade e evolução (Trecho do livro: Sinal da Vitória)

Livre arbítrio, liberdade e evolução

J. W. Rochester

(Trecho do livro: Sinal da Vitória)



— É  o desprezo de Siomara - disse ele com voz sufocada. 

O sábio sorriu e abanou a cabeça: 

— Não, Siomara é jovem, ela pode esquecer e perdoar os erros de seu companheiro de infância; aquele ante o qual tu deves corar, és tu mesmo, Pretextato, foi tua dignidade humana que calcaste aos pés, resvalando mais baixo que o animal, pois o bruto não se entrega absolutamente a excessos desse gênero. Qual não deverá ter sido o transbordamento de teus instintos brutais, provocados pela embriaguez, se eles te arrastaram a um crime! 

— Álcia morreu? — balbuciou Pretextato empalidecendo.

— Não, ela vive, mas isso não te exime da culpa; na Terra, onde para executar um crime o homem tem necessidade do corpo, instrumento cego de uma força brutal emanada do cérebro, não é a mão que fere a culpada, mas o pensamento que dirige o golpe; não é o ato que é preciso julgar, mas a intenção. Muito tempo ainda vaguearás neste mundo, aprisionado em um corpo perecível, para aprenderes a disciplinar teu pensamento, o qual, livre, pela força exclusiva de sua vontade, incendiaria mundos. Não foi sem razão que a Sabedoria Divina subordinou a ação do pensamento indisciplinado ao jugo carnal que ele deve arrastar consigo. Cora, portanto, diante de ti mesmo e reconhece quanto és ainda escravo da matéria, quanto tua vontade é ainda dirigida para o mal e para a destruição; aprende, meu filho, que somente aquele que possui a força e não a emprega senão para o bem, adquire por isso a liberdade de ação. Trabalha, pois, para dominar e manter sob tua dependência a besta feroz que montas, da qual tua alma é o cavaleiro, se não quiseres ser atirado à terra e destruído. 

— Ah! a vida é tão curta para semelhante trabalho! — murmurou Pretextato.

 — Tua vida ainda será longa, e, mesmo se progredires pouco, não deves desesperar, porque te resta a Eternidade; e essa palavra, tão obscura para o homem, sabes tu o que ela exprime? A Eternidade é a clemência infinita do Pai Celeste, é a Paciência sem precipitação é o eterno encorajamento dado às almas na sua penosa ascensão para a Luz. A Eternidade é a mão compassiva e cheia de mansuetude que fecha durante um breve sono os olhos fatigados do peregrino terrestre, dá-lhe o esquecimento do passado, e, no seu despertar, substitui o corpo gasto e dorido por um corpo Novo, para recomeçar a marcha, pondo em seu coração esperança, esta lâmpada inextinguível, que ilumina o caminho cheio de obstáculos, por meio do qual ele se eleva aos pés do trono da Perfeição. 

— Que é a Perfeição, este mistério que me é mais difícil ainda de compreender que o da Eternidade? perguntou Pretextato trêmulo e pálido de emoção. O olhar inspirado do sábio ergueu-se para o Céu. 

— A Perfeição — disse ele com voz vibrante — é a calma completa proveniente da harmonia de todos os sentimentos, o saber absoluto, a luz sem sombras, a felicidade sem pesar, a vontade sem hesitação, o amor em sua mais sublime concepção; enfim, o trabalho sem fadiga, tornado supremo gozo da alma. Enquanto eu estiver na Terra, como homem ou como espírito, esforçar-me-ei para velar por ti, meu discípulo, e ajudar-te, em tuas vidas sucessivas, a alcançar esse porto de paz e felicidade. 

Essa conversa produziu em Pretextato profunda impressão; cada palavra do homem estranho, tão humano e tão simples apesar do poder que sua ciência lhe conferia, caíra sobre ele qual férrea pancada, desvendando-lhe os abismos de seu ser, abrindo-lhe horizontes novos; e Pretextato sentiu-se dominado por um desejo imenso de se aperfeiçoar, de se tornar tal como desejaria Orion.

— Mestre, perguntou ele no dia seguinte, dize-me ainda o que devo fazer para, bem empregar minha vida e progredir mais depressa. 

— Já te disse, deves domar a besta humana que ruge em ti, e estabelecer justo equilíbrio entre tuas ações, teu coração e tua razão. Digo; justo equilíbrio, a fim de que apenas o cálculo do cérebro não entorpeça teu coração e não faça de ti uma dessas criaturas que não viverá a não ser para si próprias, adaptam tudo segundo as suas conveniências e medem a alta e a baixa dos eflúvios do coração pelo estreito cálculo da razão. O egoísmo prende à Terra, sombreia a alma e torna isolada a criatura; o império do coração sobre o cérebro habilita-a aos grandes devotamentos, aos atos sublimes, mas por vezes arrasta-a, ai! muito longe; é o equilíbrio que se faz necessário. 

— E como posso evitar tornar-me um egoísta, estreito de coração? 


— Seria difícil evitares o tornar-te o que já és, respondeu Orion, esboçando um sorriso; estás tão completamente cego por esse sentimento que jamais te ocorre a ideia de sacrificares o teu eu pelos outros, e aceitas a afeição que te tributam como propriedade legítima. 


— Tu me tens por egoísta. Entretanto, por aqueles que amo, parece-me que eu poderia tudo sacrificar — balbuciou Pretextato. O sábio sacudiu a cabeça: 


— Examinemos se em tua curta vida já sacrificaste alguma coisa por aqueles que pensas amar. Tomemos três pessoas que, até ao presente, têm estado mais próximas de teu coração: tua mãe, Lucrezius, Siomara. 

Para essa mãe (Vipsânia) que não tem vivido senão para ti, renunciaste a uma criatura indigna, que lhe repugnava como filha? Não, de seu amor sem egoísmo tu extorquiste a aquiescência para o casamento. 

Quando teu velho amigo, teu segundo pai, Lucrezius, te propôs desposares sua filha, dizendo-te: "a reputação de Marius é má, receio confiar-lhe Siomara, porém morreria feliz sabendo-a sob tua proteção e a de Vipsânia", tu sacrificaste um frívolo capricho por Álcia, para assegurar ao ancião um fim suave e calmo? Não. 

Teu coração não tremeu quando tua companheira de folguedos partiu, desventurada para um futuro incerto. Se ela tivesse de ser conduzida à morte, não seria tua mão que a teria retido; como não te retiveste ante uma vida de aventuras e de deboche, arriscando-te a morrer apesar de minhas advertências e sabendo bem que tua perda seria para tua mãe uma sentença de morte.

Pretextato tinha baixado a cabeça, rubro até à fronte, e algumas lágrimas deslizaram por suas faces.


— Tuas lágrimas provam que tu me compreendes; aprende, portanto, a sacrificar-te pelo único sentimento que nos eleva às esferas superiores; seguindo o impulso de teu coração, alçar-te-ás ao poder celeste.

J. W. Rochester por Wera Krijanowskaia do livro: 
Sinal da Vitoria (1893)

(Trecho do livro, Sinal da Vitória, de J. W. Rochester por Wera Krijanowskaia, onde acontece um belo diálogo entre o mestre Orion e o aprendiz Pretextato a respeito de liberdade, livre arbítrio e evolução. 

- Os destaques no texto são nossos.
RDB

John Wilmot - Conde de Rochester

Saiba mais sobre o Conde de Rochester: 

https://regeneracaodobem.blogspot.com/2018/09/o-conde-de-rochester.html


Sinopse do livro:  Descreve os fatos ocorridos em Roma no século IV. Seu objetivo é mostrar a dissolução de costumes da sociedade romana e, na mesma época, a ascensão do Cristianismo. Ressalta a perseguição que era movida contra os cristãos. Usa a forma romanceada para narrar as dificuldades de uma moça de comportamento e costumes rígidos, tendo que viver dentro dessa sociedade corrompida. O conhecimento que faz com cristãos, granjeando a amizade dessas pessoas, vai valer-lhe para superar as dificuldades e o sofrimento. Ao mesmo tempo, o autor vai descrevendo todos os flagelos e perseguições que foram movidos contra os cristãos por essa sociedade corrupta.

Curta nossa página no Facebook:

Declaração de Origem

- As mensagens, textos, fotos e vídeos estão todos disponíveis na internet.
- As postagens dão indicação de origem e autoria. 
- As imagens contidas no site são apenas ilustrativas e não fazem parte das mensagens e dos livros. 
- As frases de personalidades incluídas em alguns textos não fazem parte das publicações, são apenas ilustrativas e incluídas por fazer parte do contexto da mensagem.
- As palavras mais difíceis ou nomes em cor azul em meio ao texto, quando acessados, abrem janela com o seu significado ou breve biografia da pessoa.
- Toda atividade do blog é gratuita e sem fins lucrativos. 
- Se você gostou da mensagem e tem possibilidade, adquira o livro ou presenteie alguém, muitas obras beneficentes são mantidas com estes livros.

- Para seguirmos corretamente o espiritismo, devemos submeter todas as mensagens mediúnicas ao crivo duplo de Kardec, sendo eles,  a razão e a universalidade.

- Cisão para estudo de acordo com o Art. 46 da Lei de Direitos Autorais - Lei 9610/98 LDA - Lei nº 9.610 de 19 de Fevereiro de 1998.
- Dúvidas e contatos enviar e-mail para: regeneracaodobem@gmail.com 

sexta-feira, 20 de março de 2015

Terrorismo, uma ameaça a verdadeira liberdade!

Terrorismo, uma ameaça a verdadeira liberdade!

Vianna de Carvalho



A Hidra de Lerna, da mitologia grega, na sua insaciável sede de sangue, ressurge, na atualidade, multiplicando-se em forma do hediondo terrorismo.

Os fantasmas do medo, da revolta, das lutas sem quartel, corporificam-se nas massas alucinadas gritando por vingança, sem se importar com o número de vidas que sejam estioladas, nem com as formas cruentas a que sejam submetidas.

Os direitos do homem e da mulher, dolorosamente conseguidos ao largo da História, cedem lugar ao abuso do poder desenfreado, da loucura fanática de minorias infelizes, que acendem o estopim do barril de pólvora dos ódios mal contidos.

Entre as elevadas conquistas do desenvolvimento ético e moral da Terra, destaca-se a liberdade, representada nas organizações políticas pelos regimes democráticos, veladores da honra de bem viver e deixar que os demais também o vivam. Dentre esses direitos inalienáveis, a liberdade de expressão alcançou nível superior para o comportamento humano.

Não há, portanto, limite sagrado ou profano, proibido ou permitido, dependendo, exclusivamente, do estágio intelecto-moral da sociedade e dos seus cidadãos, que optarão pelo ético, pelo saudável e pelo favorável ao desenvolvimento espiritual da Humanidade.

Sofista por excelência e ético na sua essência, Sócrates defendia a liberdade de expressão num período de intolerância e de sujeição, de arbitrariedades, que ele condenava, havendo pago com a nobre existência a elevada condição de exaltar a beleza e a verdade.

Jesus, na Sua ímpar condição, respeitou essa gloriosa conquista – a liberdade de expressão - não se permitindo afetar pelos inditosos comportamentos dos seus opositores contumazes... E fez-se vítima espontânea da crueldade e do primarismo daqueles que O temiam e, por consequência, O odiavam.

Legou-nos, no entanto, no memorável discurso das bem-aventuranças as diretrizes éticas para a conquista da existência feliz através da aquisição da paz.

Em momento algum limitou, excruciou ou lutou contra o amadurecimento espiritual do ser humano.

Sua doutrina, conforme previra, foi submetida ao talante dos poderes temporais e transformada em arma terrorista esmagadora que dominou as massas humanas por longos séculos de medo e de horror.

Há pouco mais de duzentos anos, no entanto, a França e, logo depois, os Estados Unidos da América do Norte desfraldaram a bandeira dos direitos à liberdade, à igualdade e à fraternidade. E houve, desde então, avanços incontestes no comportamento dos povos, diversas vezes afogados no sangue dos seus filhos em insurreições internas, em guerras internacionais, embora muitos interesses subalternos, para que lhes fossem preservados esses soberanos direitos.

Os temperamentos primários, porém, ainda predominantes em expressivo número de Espíritos rebeldes, incapazes de compreender os valores humanos, têm imposto a sua terrível e covarde adaga em atos de terrorismo, tendo como pano de fundo as falsas e mórbidas confissões políticas e religiosas, que dizem abraçar, espalhando o caos, o terror, nos quais se comprazem.

A força das suas armas destrutivas jamais fixará os seus postulados hediondos, pois que sempre enfrentarão outros grupelhos mais nefastos e sanguinários que os vencerão. Após o triunfo de um bando de bárbaros por um tempo e ei-los desapeados da dominação por dissidentes não menos cruéis...

Assim tem sido na História em todos os tempos.

Os mongóis, por exemplo, conquistaram a Índia, embelezaram-na, realizaram esplendorosas construções como o Taj Mahal, pelo imperador Shah Jahan, a fortaleza dita inexpugnável guardando a cidade e as minas de diamantes da Golconda, enquanto se matavam para manter-se ou para conquistar o trono – filhos que assassinaram os pais ou os encarceraram, ou os enviaram para o exílio, como era hábito em outras nações – para depois sucumbirem sob o guante de outros voluptuosos dominadores mais hábeis e mais selvagens.

Criaram armas terríveis, como os foguetes com lâminas aguçadas e os imensos canhões, terminando vencidos, após algumas glórias, pelas tropas inglesas que invadiram o país, submetendo-o por mais de um século ao Reino Unido, desde o reinado de Vitória.

Mais tarde, a grandeza moral do Mahatma Gandhi, com a sua misericordiosa não violência, libertou-a, restituindo-a aos seus primitivos filhos. Nada obstante, após o seu assassinato, a Índia continuou e permanece até hoje vítima do terrorismo político e religioso desenfreado, sem a bênção da paz, a dileta filha do amor.

Somente quando o amor instalar-se no coração do ser humano é que o terrorismo perverso desaparecerá e os cidadãos de todas as pátrias e de todas as confissões religiosas se permitirão a vera liberdade de pensamento, de palavra e de ação.

Com efeito, esse sublime sentimento não usará da glória da liberdade para denegrir ou punir pelo ridículo, porque respeitará todos os direitos que a Vida concede àqueles que gera e mantém.

Para que esse momento seja atingido, faz-se urgente que todos, mulheres e homens de bem, religiosos ou não, mantenham-se em harmonia, respeitem-se mutuamente e contribuam uns para a plenitude dos outros.

Infelizmente, porém, na atualidade, em que predominam o individualismo, o consumismo, o exibicionismo, espúrios descendentes do egoísmo, facções terroristas degeneradas disseminarão na Terra o crime e o pavor, até que seus comandantes e comandados sejam todos exilados para mundos inferiores, compatíveis com o seu estágio de evolução.

Merece, igualmente, neste grave momento, recordar a frase de Jesus: Eu venci o mundo! (João, 16:33)

Todos desejam, por ignorância, vencer no mundo.

Ele não foi um vitorioso no cenário enganoso do mundo, mas o triunfador sobre todas as suas ainda perversas injunções.

O terrorismo passará como todas as vitórias da mentira, das paixões inferiores e da violência, porque só o amor é portador de perenidade.

Vianna de Carvalho
Psicografia de Divaldo Franco, na sessão mediúnica
da noite de 7 de janeiro de 2015 (quando ocorreu o ataque terrorista
em Paris), no Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador,
Bahia.


Curta nossa página no Facebook:

Declaração de Origem
- As mensagens, textos, fotos e vídeos estão todos disponíveis na internet.
- As postagens dão indicação de origem e autoria. 
- As imagens contidas no site são apenas ilustrativas e não fazem parte das mensagens e dos livros. 
- As frases de personalidades incluídas em alguns textos não fazem parte das publicações, são apenas ilustrativas e incluídas por fazer parte do contexto da mensagem.
- As palavras mais difíceis ou nomes em cor azul em meio ao texto, quando acessados, abrem janela com o seu significado ou breve biografia da pessoa.
- Toda atividade do blog é gratuita e sem fins lucrativos. 
- Se você gostou da mensagem e tem possibilidade, adquira o livro ou presenteie alguém, muitas obras beneficentes são mantidas com estes livros.

- Para seguirmos corretamente o espiritismo, devemos submeter todas as mensagens mediúnicas ao crivo duplo de Kardec, sendo eles,  a razão e a universalidade.

- Cisão para estudo de acordo com o Art. 46 da Lei de Direitos Autorais - Lei 9610/98 LDA - Lei nº 9.610 de 19 de Fevereiro de 1998.
- Dúvidas e contatos enviar e-mail para: regeneracaodobem@gmail.com