quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Fatalidade

Fatalidade

Hammed

“Sem nenhuma dúvida, há leis naturais e imutáveis que Deus não pode derrogar segundo o capricho de cada um; mas daí a acreditar que todas as circunstâncias da vida estão sujeitas à fatalidade, a distância é grande.” (O Evangelho segundo o Espiritismo – Cap. 27 – item 6)
Fatalidade – atitude moral ou intelectual que sugere que tudo acontece porque tem de acontecer, sem que nada possa modificar o rumo dos acontecimentos. Destino que não se pode evitar.

A prova de que a doutrina espírita não é fatalista é que insere em seu corpo doutrinário a ideia do livre-arbítrio.

Não existem “vítimas da fatalidade”; nós é que somos os administradores do nosso destino, sendo a causa dos efeitos que ocorrem em nossa existência.

A vontade não está submetida a leis impositivas; o comportamento humano está totalmente predeterminado pelas escolhas que faz a criatura, sem as quais o sentimento de liberdade não passaria de ilusão subjetiva.

Muitos vivem atrelados a uma visão religiosa fundamentada em uma implacável condição de destino fatal.

As ocorrências da vida não são produto de mero encadeamento de causas e efeitos que vão, por si sós, acoplando-se sem nenhum tipo de interferência externa.

É bom sabermos que não existem fatos nem ocorrências existenciais produzidas por uma única ação, pois, embora possamos nos esquecer, essa mesma ação se soma a outras tantas ocorridas na noite dos tempos.

A liberdade humana é estritamente condicionada a condições biológicas, psicológicas e sociais, ou seja, a características genéticas, culturais, emocionais, assim como à tradição religiosa de cada indivíduo e ao determinismo de seu passado cármico.

Até certo ponto, somos nós que escolhemos esses valores, de acordo com nosso nível evolutivo. No entanto, precisamos igualmente perceber que, de tempos em tempos, somos levados por forças que independem de nossa vontade – cósmicas, ambientais, genéticas, políticas etc., as quais, incontestavelmente, não foram objeto claro de nosso desejo e vontade.

Nunca eleja a fatalidade como causa de suas desventuras afetivas, financeiras, sociais e de saúde. Podemos dizer que um gene ou uma crença podem influenciar ações e atitudes inadequadas que tomamos, mas não decidir imperiosamente um comportamento; na verdade, não somos conduzidos apenas por fatalidades.

O ser humano não é um vassalo impotente da genética, da cultura, da ecologia, da educação, da reencarnação, do mundo espiritual, e sim um amálgama de tudo isso, reunindo em si partes integrantes de um Plano Maior.

Hammed por Francisco do Espírito Santo Neto do livro:
A Busca do Melhor

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