sábado, 31 de janeiro de 2026

Os sofrimentos

Os sofrimentos

Joanna de Ângelis


933. Assim como, quase sempre, é o homem o causador de seus sofrimentos materiais, também o será de seus sofrimentos morais?... "Mais ainda, porque os sofrimentos materiais algumas vezes independem da vontade; mas, o orgulho ferido, a ambição frustrada, a ansiedade da avareza, a inveja, o ciúme, todas as paixões, numa palavra, são torturas da alma." (...) Kardec, Allan - O Livro dos Espíritos

As Leis de Deus são irrefragáveis. Encontram-se por todo o Universo, em funcionamento automático, perfeito. Criaram e mantêm a ordem em todas as coisas, respondendo pelo equilíbrio vigente.

Toda vez que são desrespeitadas, seja no concerto geral ou individual, no todo como em qualquer parte, por meio da agressividade ou da desconsideração pelos seus códigos, passam a funcionar em torno do agente do desequilíbrio até que o mesmo seja corrigido, volvendo à harmonia.

Todas as criaturas que pensam, mesmo quando não possuem o conhecimento lógico dessa realidade, dão-se conta da grandiosidade existente no macro como no microcosmo, compreendendo a necessidade da sua preservação. Mesmo entre os animais irracionais o instinto de conservação da vida faculta-lhes manter o meio ambiente onde se encontram e de onde retiram os preciosos recursos necessários à existência.

Os fenômenos naturais de destruição que ocorrem com relativa frequência, muitas vezes considerados maléficos, encontram-se dentro da programática que faculta o renascimento de todas as formas vivas, que se tornam mais bem aprimoradas e com mais resistências para os futuros embates.

Essas ocorrências ensinam que tudo que sofre agressão aparentemente destruidora insere-se no organograma do progresso, sutilizando a forma e sublimando cada vez mais a essência de que se constitui.

Iniciado o processo de constantes transformações no grande choque das partículas primitivas que precederam ao Universo, conforme se depara na atualidade, a Lei da evolução prossegue comandando os mecanismos que lhe são desencadeadores, em ininterrupto suceder, sob o comando da sublime Lei de amor que vige soberana.

O sofrimento, desse modo, apresenta-se sob variantes diversas, desde aquelas que resultam do desgaste natural da sua organização para dar lugar a novas formulações, assim como as decorrentes da Lei de Causa e Efeito, estimulando a abnegação daqueles que se sacrificam por amor.

O sofrimento apresenta inúmeras dimensões, que decorrem da sensibilidade e da percepção emocional de cada ser.

A aglutinação de moléculas no reino mineral altera-se a cada instante, e os desgastes se sucedem sem que haja qualquer tipo de sofrimento por absoluta falta de sensação e de emoção nele existente.

No reino vegetal, o psiquismo primário apresenta-se mediante uma forma de sistema nervoso embrionário, que responde pela sensibilidade ante as doenças e as desorganizações moleculares, sem que haja forma alguma de sofrimento real e emocional. 

No reino animal, no entanto, graças à sensibilidade em despertamento, surgem os pródromos do sofrimento entre os irracionais, alcançando o seu momento máximo no ser humano, em razão da sensação e da emotividade de que se constitui.

Por serem diferentes os indivíduos humanos, em razão do Espírito que em cada um habita, a sua elevação ou primarismo proporciona mais ampla capacidade de resistência à dor assim como à felicidade, variando o grau de percepção de cada uma dessas ocorrências.

Desse modo, as suas paixões geram as consequências aflitivas que se expressam como sofrimentos, sempre decorrentes das suas atitudes materiais e morais, especialmente aquelas que defluem do orgulho, do egoísmo, das ambições desenfreadas, da inveja, do ciúme...

A predominância das heranças instintivas durante o trânsito da razão leva-o a atitudes perturbadoras que dão lugar a enfermidades e a processos degenerativos que são responsáveis por muitos sofrimentos que poderiam ser evitados, caso o seu comportamento fosse de respeito e manutenção da ordem vigente.

As atitudes morais e a rebeldia sistemática agridem as Leis da ordem, que passam a movimentar-se em torno do seu autor, gerando distúrbios correspondentes.

As enfermidades, que são decorrência dos fenômenos inevitáveis das transformações celulares, tornam-se mecanismos utilizados pelas Leis da Vida, como reparadores para os gravames que são perpetrados, tornando-as verdadeiros flagelos quando se apresentam com características degenerativas e de longo curso.

Nesse capítulo, os transtornos psicológicos e psíquicos constituem sofrimentos que auxiliam na recuperação da harmonia interior, que foi perturbada pela agressão moral aos códigos estabelecidos.

Todo indivíduo, possuidor de razão e discernimento, sabe que as imperfeições que nele se demoram devem ser disciplinadas e canalizadas para a sua transformação em valores positivos e enobrecedores. Não obstante, há uma preferência muito grande pela sua preservação, evitando-se o esforço renovador mediante o qual se torna possível uma programação saudável e feliz para o futuro.

Desse modo, colhem-se em uma experiência posterior os efeitos danosos daquela na qual se delinquiu.

Esses argutos e impiedosos sentimentos de inferioridade, filhos diletos das paixões asselvajadas, conduzem as criaturas por período mais largo do que seria lícito, em razão da sua aceitação voluntária pelos seres humanos, que ainda os preferem, quando lhes seria fácil mudar de comportamento, mesmo que, de início, por meio da renúncia, da paciência, da abnegação. Nem todos os sofrimentos, porém, têm caráter reparador ou punitivo.

Em alguns casos, apresentam-se como contribuição de amor daqueles que os experimentam, a fim de ensinarem ascensão e felicidade às criaturas da retaguarda, que lutam com débil vontade, necessitadas de estímulo e encorajamento para se decidirem pela ascensão que lhes falta.

Assim ocorre com os idealistas de todas as épocas, os mártires e os heróis, que compreendem a indispensabilidade do sacrifício de si mesmos em favor do progresso e de outras vidas, ou que já superaram os débitos transatos e volvem ao proscênio terrestre para convocar e conduzir os renitentes e enfermos na conquista da ciência do bem e da felicidade.

Joanna de Ângelis por Divaldo Franco do livro:
Lições para a Felicidade

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