Você é responsável por tudo que acontece na sua vida
Jácome Góes
Existe uma maneira segura, racional e consciente para o ser humano tornar-se sadio e feliz. A vida na multiplicidade dos seus eloquentes exemplos evidencia de maneira bem clara que o verdadeiro caminho é fazer convergir e concentrar o interesse para o centro de si mesmo, visando ao pleno desenvolvimento da maturidade psicológica.
Isso é sabedoria, pois só o autor-amor em sua expressão autêntica e verdadeira, liberta das prisões geradas por todas as formas de codependência! Fazer-se prioridade para as nobres conquistas da alma é assumir integralmente o comando do próprio destino, sem precisar anestesiar a consciência, justificando erros e vícios, ou culpando os outros ou o acaso fatídico pelas perdas, pelos crimes, ou simplesmente pelas omissões.
Quando me distancio da verdade, aquela que identifica meus sentimentos, aproximo-me da mentira, aquela que desqualifica meu ser...
Só quando reconheço que a precípua finalidade da vida é iluminar a consciência através do trabalho da autorredenção, começo a compreender que faço parte do projeto de Deus para cuidar de mim com tanto empenho, a ponto de merecer os aplausos da minha própria consciência.
Alternando alegrias e tristezas em projeções de sombras e luz começo a aprender que cuidar de mim em sentido amplo corresponde a sentir-me responsável por tudo que acontece em minha vida. Só agora consigo assimilar de forma mais profunda, aquilo que eu próprio já disse em mensagens anteriores: não há alegrias imerecidas nem sofrimentos injustos, na medida em que a colheita de frutos - sazonados ou amargos - está na direta dependência da qualidade das sementes.
Sou o agente causador do meu estado espiritual e, consequentemente, emocional e físico. Não posso mais fugir ao compromisso de considerar que as minhas escolhas, - livres ou condicionadas, lúcidas ou levianas, - predestinam a fatalidade por mim criada, determinando uma sucessão de vitórias ou de fracassos.
Sou responsável se valorizo o prazer em seu aspecto ilusório e abro concessões à própria dignidade, deixando-me seduzir pelos artificialismos mundanos, em detrimento da real felicidade que só se efetiva com a gratificação da consciência quando reconhece a luta no esforço pelo cumprimento do dever.
Sou responsável, sim, por absolutamente todos os aspectos que envolvem minha vida, pois somente eu e mais ninguém tem o poder de criar a fatalidade da saúde ou da doença, dos conflitos ou da paz.
Sou responsável pela decisão que tomo em todo o curso da minha existência, e pela forma como conduzo minhas atitudes. Se não souber estabelecer uma sincronicidade entre a causa que eu produzo e a consequência à qual me submeterei, o problema será exclusivamente meu.
Sou responsável para desenvolver a capacidade emocional a fim de não impor, com prepotência, meus direitos, nem me curvar, submisso, à tirania de outro. Se não souber exercitar a serenidade sempre que as circunstâncias exigirem o testemunho do discernimento, permanecerei escravo dos impulsos desordenados, fazendo-me vítima de mim mesmo, até que encontre a dor como último apelo da vida.
Sou responsável em tornar-me juiz e réu no "Tribunal" da minha consciência, não para carregar o peso da culpa na autocondenação do remorso, mas, sim, para superar meus limites, referenciando-me na experiência de erros e de vícios, a fim de, em consciente alquimia íntima, conquistar acertos e virtudes.
Sou responsável em ouvir meus desejos, não para submeter-me a eles, nem, tampouco, para reprimi-los, mas, essencialmente, para analisá-los profundamente, não permitindo que superem a força da minha disciplina interior.
Sou responsável para não me punir pelo que sinto, mas, sim, para acreditar que devo transcender limitações a fim de constatar que posso alcançar altos níveis na escalada da ascese espiritual.
Sou responsável em suprir minhas necessidades sem criar vínculos obsessivos de codependência, nem me tornar "vampiro" das energias alheias. Quero me dar aquilo de que preciso, sem exigir que o outro seja a única fonte para alimentar minhas necessidades.
Sou responsável em nutrir-me de esperança e de me conceder o combustível da fé a fim de seguir pelas estradas da vida com a firmeza de quem sabe o roteiro para alcançar o objetivo.
Sou tão responsável pelos fatos que marcam a minha vida, assim como pelas respostas que darei no julgamento da minha consciência.
Jácome Góes do livro:
Na sintonia do amor
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