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sábado, 4 de maio de 2024

Deus Atende?

Deus Atende?

Richard Simonetti




Lucas, 11:5-13 e 18:1-8

O hóspede chegou inesperadamente, por volta de meia-noite.

Como não havia pão para preparar-lhe um lanche, nem mercado vinte e quatro horas, o dono da casa procurou um amigo que morava nas vizinhanças.

Bateu à porta.

- Quem é?

- Sou eu. Venho pedir-lhe três pães emprestados. Estou com um visitante e nada tenho para lhe oferecer.

Meio complicado, alguém de nosso círculo de amizade procurar-nos, altas horas, a pedir pão.

Do lado de dentro, o morador reagiu:

- Ora, isso são horas para incomodar-me?! Já recolhi com meus filhos.

Nosso herói não era homem de desistir facilmente. E reiterava, batendo à porta:

- Por favor, não me falte! Preciso desses pães!

E tanto insistiu que o solicitado resolveu atender o solicitante para ver-se livre dele.

Levantou-se e lhe deu quantos pães pedia.

Este curioso episódio poderia fazer parte de uma antologia da inconveniência, dos mala sem alça, pessoas de desconfiômetro desligado. Não percebem que são inoportunos.

Pedir pão emprestado, à meia noite!...

Na verdade, trata-se de uma parábola contada por Jesus, num contexto em que ele se refere à oração.

Parece estranho.

Então, Deus é como um dono de padaria, não muito disposto a nos dar os pães que atendam às nossas necessidades, mas pode mudar de ideia se insistirmos?! 

Obviamente, não!

O Mestre usava com frequência a hipérbole. Trata-se de uma imagem exagerada sobre determinada ideia, para chamar a atenção e fixá-la.
• Esperei uma eternidade...
• Morri de medo...
• Sofri como um condenado...
• Derramei lágrimas de sangue...
• Comi o pão que o diabo amassou...
Jesus quer destacar que devemos orar com convicção e persistência, conscientes de que Deus, que não é um simples padeiro, nem tem as limitações humanas, certamente acolherá nossa oração, em qualquer circunstância, em qualquer hora.

E sempre nos atenderá!

***

A parábola é pouco conhecida.

Famosa é a conclusão de Jesus:
- Por isso vos digo:
Pedi, e dar-se-vos-á?
Buscai, e achareis.
Batei, e abrir-se-á. Pois qualquer que pede, recebe.
Quem busca, acha.
E a quem bate, abrir-se-lhe-á.
Qual o pai dentre vós que, se o filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra?
Ou se lhe pedir peixe, lhe dará uma serpente?
Ou, se lhe pedir um ovo, lhe dará um escorpião?
Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais dará o Pai celestial àqueles que pedirem?
Muito mais que um padeiro, Pai de imenso amor e misericórdia, Deus sempre nos ouvirá e atenderá com o melhor, quando o procurarmos.

Jesus fala em bater, pedir e buscar.

Todos os que oram estão batendo – querem contato com Deus.

E sempre pedem algo.

Raros, porém, empenham-se em buscar objeto da oração, conscientes dos caminhos que devem trilhar para concretização de seus anseios.

Em O Evangelho segundo o Espiritismo, capitulo 27, Kardec apresenta claro exemplo.

Um homem perdido no deserto e torturado pela sede implora ajuda ao Céu.

Nenhum Espirito lhe trará água.

No entanto, se estiver disposto a caminhar, enfrentando a sede e o calor inclemente, receberá inspiração quanto ao rumo que deverá tomar para encontrar água.

O desempregado que ora ardentemente poderá esperar uma eternidade, sem que o emprego lhe bata à porta. Mas se sair a campo, os bons Espíritos o ajudarão a encontrar lugar no mercado de trabalho.

Importante bater, estabelecer contato.
Razoável pedir, definir necessidades.
Imperioso buscar, cultivar iniciativa.
Então o Céu nos ajudará!

***

Dois amigos conversam:

- Você acha que Deus conhece os nossos mais secretos pensamentos? Lê nossa alma como um livro aberto?

- Claro. Um dos atributos de Deus é a onisciência.

- Bem, se Deus tudo sabe, conhece melhor que nós mesmos nossas necessidades. Para que, portanto, orar?

Dúvida ponderável.

Ocorre que não oramos para trazer Deus até nós ou clamar por Sua atenção. O Todo-Poderoso está presente em tudo e em todos.

O objetivo é nos colocar em contato com Ele, preparando o coração para assimilar Suas bênçãos.

Um homem pode morrer de sede dentro de uma piscina, se não abrir a boca para beber a água.

Da mesma forma, embora mergulhados nas bênçãos divinas, é preciso abrir a boca, espiritualmente, para que possamos sorvê-las.

***

Jesus diz que Deus atende às nossas orações.

Nem sempre acontece.

A jovem pede um príncipe encantado, e tudo o que consegue é encantar-se com a sobrinhada.

O doente pede a cura, e quem o atende é uma senhora mal encarada, empunhando ameaçadora foice.

Demonstrando que não há contradição, Jesus apresenta outra parábola.

Em certa cidade, havia um juiz de mau caráter, homem iníquo, que não temia a Deus nem respeitava os homens.

Relapso, deixava acumularem-se pilhas de processos.

Uma viúva o procurava com insistência, para resolver uma pendência com alguém. E lhe pedia:

Defende-me do meu adversário.

O juiz não lhe dava atenção.
O tempo ia passando... A viúva a insistir:

Defende-me do meu adversário.

Ele começou a ficar preocupado. Conjeturava:

- Se bem que eu não tema a Deus, nem respeite os homens; todavia, porque esta viúva me importuna, far-lhe-ei justiça, para que ela não venha a molestar-me.

Alguns exegetas consideram que molestar pode ser traduzido por ― "acertar o olho" ou ― "dar um soco no olho". A tradução, então, seria, ― "vou atendê-la para que não me acerte o olho".

Jesus teria feito humor em tomo do assunto. Numa sociedade machista como a judaica, há de ter sido hilário que aquele juiz severo, que não temia a Deus nem respeitava os homens, cedesse por medo de uma mulher.

Jesus conclui a parábola, dizendo:

Atentai ao que disse este juiz injusto e indigno.

Não fará justiça Deus aos seus escoltados, que a Ele clamam dia e noite, embora pareça demorado em socorrê-lo.

Digo-vos que bem depressa lhes fará justiça.

Assim como na primeira parábola, Jesus enfatiza que Deus atende aqueles que o procuram.

Pode parecer estranho comparar Deus, o Onipotente, Supremo Juiz, com um juiz relapso e insignificante, não habituado a cumprir seus deveres.

Mas é simples entender.

Jesus usa aqui a técnica expressa num aforismo latino: a minori ad maius, do menor para o maior.

Se um juiz iníquo, caso menor, promove a justiça em favor de uma mulher insistente, tanto mais Deus, caso maior, em sua grandeza, nos ajudará de pronto, não porque o importunemos, mas porque ele é o nosso Pai, de infinito amor e misericórdia.

***

Atentemos à observação de Jesus: Deus atende às nossas orações, mas fazendo justiça, isto é, dando-nos de conformidade com nossos méritos e necessidades.

Deus age como um pai que não dá tudo o que o filho pede.

Apenas o que será realmente proveitoso.

Enxergamos pequena parte da realidade, aquela que nos permitem nossos acanhados sentidos.

Se a nossa visão espiritual se dilatasse e pudéssemos conhecer o passado, verificaríamos que nossos males têm a sua razão de ser. Estão associados aos nossos desatinos do pretérito. Surgem, não como castigo, mas como medida educativa.

As limitações que enfrentamos, sob o ponto de vista físico, psicológico, mental, social, profissional, sentimental, são instrumentos divinos para conter e eliminar nossas tendências inferiores...

Podemos conjugar, nessa relação de causa e efeito, alguns exemplos:
O maledicente - dificuldade de expressão...
O fumante - lesões pulmonares...
O alcoólatra - fígado frágil...
O toxicômano - debilidade mental...
O violento - corpo frágil...
O maníaco sexual - impotência...
Deus abrandará nossas dores mas não as eliminará, porquanto são indispensáveis à nossa renovação.

Resumindo:

Pedimos o que queremos.
Deus nos dá o que precisamos.

A propósito, vale lembrar a oração de um atleta americano que ficou paralítico aos vinte e quatro anos, em plena vitalidade, belo e forte, cheio de planos para o futuro.
Pedi a Deus força para executar projetos grandiosos,
Ele me fez fraco para conservar-me humilde.

Pedi a Deus saúde para grandes feitos.
Ele me deu a doença para compreendê-Lo melhor.

Pedi a Deus riqueza para tudo possuir,
Ele me deixou pobre para não ser egoísta.

Pedi a Deus poder para que os homens precisassem de mim.
Ele me fez humilde para que d'Ele precisasse.

Pedi a Deus tudo o que me permitisse desfrutar a vida,
Ele me ensinou a desfrutar a vida com tudo o que tenho.

Senhor, não recebi nada do que pedi,
Mas deste-me tudo de que eu precisava.
E, quase contra a minha vontade,
As preces que não fiz foram ouvidas.

Louvado sejas, ó meu Deus!
Entre todos os homens, ninguém tem mais do que eu!
Richard Simonetti do livro: 
Histórias que trazem felicidade

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quinta-feira, 11 de abril de 2024

O Credor Incompassivo

O Credor Incompassivo

Richard Simonetti


Mateus, 18:23-35

Um dos temas preferidos de Jesus é o perdão.

Considera-o tão importante que faz dele condição imprescindível ao ingresso nas celestes bem-aventuranças.

Diz o Mestre:

O Reino de Deus é semelhante a um rei que resolveu ajustar contas com os seus servos.

Trouxeram-lhe um que lhe devia dez mil talentos.

Talento era uma moeda cujo valor equivalia a doze quilos e seiscentos gramas de prata. A dívida do servo, portanto, era imensa, equivalente a cento e vinte e seis mil quilos do valioso metal.

Não tendo ele com que pagar, ordenou o rei que fossem vendidos - ele, sua mulher, seus filhos e tudo quanto possuía, para pagamento da dívida.

O servo, porém, prostrando-se aos seus pés, suplicou:

- Tem paciência comigo, senhor, eu pagarei tudo.

O rei compadeceu-se dele e, movido de compaixão, perdoou-lhe a dívida

O servo deixou feliz o palácio. (certamente com a alegria de quem acaba de ganhar a Mega-Sena acumulada.)

Na rua, encontrou um de seus companheiros, que lhe devia cem denários...

O denário equivalia a quatro gramas de prata.

Débito pequeno, portanto. Apenas quatrocentos gramas de prata.

Caberia na palma da mão.

O servo do rei agarrou seu devedor pelo pescoço e quase o sufocava, gritando:

- Paga o que me deves!

O devedor, caindo-lhe aos pés, implorou:

— Tem paciência comigo, que te pagarei.

Ele, porém, não o atendeu e providenciou para que fosse preso e preso ficasse, até a quitação de seu débito.

Algumas pessoas, que viram o que se passara, admiraram a intransigência do servo e foram contar ao rei. Este o mandou chamar:

— Servo malvado, eu te perdoei toda aquela dívida, porque me pediste. Não devias tu, também, ter compaixão.

Realmente, um absurdo.

O rei perdoou-lhe os cento e vinte e seis mil quilos de prata!

Ele não foi capaz de perdoar quatrocentos gramas!

Indignado, o rei mandou prendê-lo, dizendo-lhe que não sairia da prisão até pagar sua dívida.

Conclui Jesus:

- Assim também meu Pai Celestial vos fará, se cada um de vós, do íntimo do coração, não perdoar a seu irmão.


***

A comparação é perfeita.

Espíritos atrasados, orientados pelo egoísmo, habitantes de um planeta de provas e expiações, certamente trazemos grandes comprometimentos com as leis divinas, resultantes de infrações cometidas no pretérito...

Algo tão pesado, tão grande, que Deus até nos concede a bênção do esquecimento, a fim de não sermos esmagados pelo peso de nossas culpas...

E sempre que pronunciamos o Pai-Nosso, a oração dominical que muita gente repete às dezenas em suas rezas, estamos reconhecemos que somos devedores, ao rogar:

... perdoa as nossas dívidas...

Esquecemos a contrapartida, que condiciona o perdão divino:

... assim como perdoamos aos nossos devedores.

***

André Luiz adverte que a ação do mal pode ser rápida, mas ninguém sabe quanto tempo levará o serviço da reação, indispensável ao restabelecimento da harmonia da Vida, que quebramos com nossas atitudes contrárias ao Bem.

A bobeira de um minuto pode resultar em decênios de sofrimentos para consertar os estragos que fazemos em nossa biografia espiritual, quando não exercitamos o perdão.

Dois condôminos de um prédio discutiram sobre vagas na garagem coletiva. Irritaram-se. Gritaram. Ofenderam-se, com a inconsequência de quem fala o que pensa, sem pensar no que fala.

Um deles partiu para a agressão física. O agredido apanhou um revólver e deu-lhe vários tiros, matando-o.

Ambos comprometeram-se, infantilmente.

O morto retornou, prematuramente, à vida espiritual, interrompendo seus compromissos.

O assassino assumiu débitos cujo resgate lhe exigirá muitas lágrimas e atribulações.

Isso sem falar nas famílias desamparadas, ante a ausência dos dois: um no cemitério; outro, na prisão.

E se cônjuge e filhos se comprometerem em vícios e desajustes, favorecidos pela ausência do chefe da casa, tudo isso lhes será debitado.

Não raro, esses desentendimentos geram processos obsessivos. O morto transforma-se em verdugo, empolgado pelo desejo de fazer justiça com as próprias mãos.

E ninguém pode prever até onde irão os furiosos combates espirituais entre os dois desafetos, um na Terra, outro no Além.

Tudo isso por quê?

Porque não empregaram o verbo adequado, no exercício de suas ações.

Usaram o revidar.

Certo seria o relevar.

Relevar sempre!

Nunca revidar!

Lição elementar, nos ensinos de Jesus.

***

Não é apenas o mal que fazemos aos outros, quando não perdoamos...

É, sobretudo, o mal que fazemos a nós mesmos.

O rancor, a mágoa, o ódio, o ressentimento, são tão desajustantes que será sempre um ato de inteligência cultivar o perdão.

Quando eu era menino, meu pai tinha um cachorrinho que mais parecia um bibelô, um ― tampinha insignificante.

Mas, no que tinha de pequeno, sobrava em braveza. Era tão irritadiço, latia tanto, que um dia teve uma síncope fulminante. Morreu de raiva!

Há pessoas assim, agressivas, impertinentes, neuróticas...

Não levam desaforo para casa. Vivem estressadas, tensas, inquietas...

Acabam provocando distúrbios circulatórios, que evoluem para a hipertensão arterial.

Um dia sofrem enfarte fulminante.

Morrem antes que possam ser socorridas.

- Bela passagem! - dizem os amigos. — Morreu como um passarinho...

Belas palavras, trágico equívoco.

É a pior morte!

O Espírito não deixou o corpo.

Foi expulso dele!

Exigiu tanto do organismo, com suas crises de irritabilidade, que acabou por detonar um colapso. Foi como se o coração implodisse, incapaz de resistir às pressões do usuário.

Retornou prematuramente, como um suicida inconsciente, habilitando-se a estágios penosos de adaptação à vida espiritual.

***

Há os que se matam mais devagar. Envenenam-se com ressentimentos, mágoas, rancores...

Está demonstrado que os melindrosos são mais vulneráveis a doenças graves.

O câncer, por exemplo, nada mais é que uma célula com defeito de fabricação, que se multiplica, criando um corpo estranho no organismo, um invasor letal.

Normalmente, essa célula é eliminada pelos mecanismos imunológicos, tão logo surge. Quando o ressentimento se prolonga, eles são bloqueados e o câncer evolui.

Fácil concluir que perdoar é um ato de inteligência. O mínimo a ser feito para que vivamos de forma saudável e feliz.

Richard Simonetti do livro: 
Histórias que trazem felicidade

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quinta-feira, 7 de março de 2024

Investimentos

Investimentos

Richard Simonetti


(Lucas, 16:1-13)

O empresário foi informado de que um de seus administradores o roubava.

Indignado, disse-lhe:

- O que é isso que ouço dizer de ti? Dá-me conta de tua administração, pois já não poderás ser meu administrador!

Geralmente os funcionários desonestos são perdulários?

Gastadores compulsivos, são candidatos certos à corrupção. Valem-se do dinheiro alheio, sem nenhum escrúpulo. Não raro, esbanjam tudo, sem o cuidado de algo reservar para o futuro.

Foi o que aconteceu com o tal administrador.

Em vias de perder o emprego, sentia-se perplexo e assustado.

- E agora? Que hei de fazer, já que o meu amo me tira a administração? Trabalhar na terra não sei. De mendigar tenho vergonha...

Com a engenhosidade dos corruptos, concluiu:

- Já sei o que farei, a fim de que, quando for despedido do meu emprego, haja quem me receba em sua casa.

Chamou vários devedores e perguntou ao primeiro:

- Quanto deves ao meu patrão?

- Cem medidas de azeite.

- Pois então, toma a tua conta, senta-te e escreve depressa cinquenta.

-E tu, quanto deves?

- Cem alqueires de trigo.

- Toma a tua conta e escreve oitenta.

Assim, foi se arrumando.

Vê-se que o "jeitinho brasileiro", que quase sempre exprime desonestidade, é apenas um nome novo para velho problema, que existe desde Adão e Eva. O mitológico casal foi expulso do paraíso por infringir um regulamento divino.

O "homo sapiens", o ser pensante, bem pode ser definido também como um "homo corruptus", o ser corrompido.

É próprio do estágio de evolução em que nos encontramos, num planeta atrasado, governado pelo egoísmo, em que os interesses pessoais prevalecem sobre o Bem e a Verdade.

***

Comentando a parábola, diz Jesus:

— Os filhos do mundo são mais hábeis em defender seus interesses do que os filhos da luz.

Filhos do mundo - os que vivem em função de efêmeros interesses materiais.

Filhos da luz - os que vivem em função de imperecíveis valores espirituais.

Os primeiros são agressivos.

Não vacilam em exercitar a mentira e a desonestidade para alcançar seus objetivos.

Alguns exemplos:

A vendedora tem dificuldade em encontrar vestido adequado para a freguesa, um tanto avantajada nas formas.

O único que se aproxima de suas medidas está exageradamente apertado, beirando ao ridículo.

A lojista demonstra artificial entusiasmo:

Caiu como uma luva! Lindo, lindo!

E lá se vai a senhora com um traje que lhe imporá triste figura.

O técnico verifica que não há defeito no aparelho eletrônico. Apenas mau contato num componente.

Engabela o freguês:

- É preciso trocar o cabeçote e o sintetizador.

E fatura algumas dezenas de reais, em suposto conserto.

O paciente terminal está prestes a expirar.

O médico recomenda:

— Vamos interná-lo na UTI. Haverá possibilidade de recuperá-lo.

E a família iludida apenas prolonga a agonia do paciente, engordando a conta bancária do desonesto comerciante da medicina.

O proprietário do posto de gasolina orienta o gerente: — Acrescente dez por cento de água em nossos tanques.

E amplia seu rendimento, em detrimento dos automóveis que ali abastecem.

Em princípio, os filhos do mundo fazem sucesso, têm facilidade para ganhar dinheiro com sua enganação. Mas há dois problemas.

Primeiro: perdem a confiança das pessoas e acabam mal.

Segundo: perdem o compasso da Vida. São intranquilos, tensos. Isso sem falar das cobranças que lhes serão feitas quanto retomarem ao plano espiritual, em face de seus comprometimentos com a mentira.

Os filhos da luz vão mais devagar, não vivem em função de seus negócios.

Atentos aos ditames da própria consciência. recusam-se a iniciativas que possam causar prejuízo a alguém ou contrariar os dispositivos da lei.

A vendedora à freguesa:

- Nosso estoque está desfalcado. Sugiro que procure a loja ao lado, que tem modelos lindos.

O técnico ao proprietário do aparelho:

- Não havia problema algum. Apenas uma tomada com mau contato, que acertei. Não há nada a pagar.

O médico à família do moribundo:

- Levá-lo para a UTI apenas vai prolongar sua agonia.

O proprietário do posto de gasolina ao gerente.

- Não fazemos trambiques.

Estes em princípio levam desvantagem na selva sombria dos interesses humanos. Com o passar do tempo, conquistam espaço. São confiáveis.

E há o prêmio maior - as benesses divinas.

Harmonizam-se com os ritmos da vida, alma em paz.

Estarão sempre bem amparados e habilitados a feliz retomo à Espiritualidade, quando chegar sua hora.

***

Recomenda Jesus:

Por isso vos digo: das riquezas de origem iníqua, fazei amigos, para que, quando estas vos faltarem, os amigos vos recebam nos tabernáculos eternos.

Riquezas de origem iníqua são as conquistadas de forma desonesta. E o que chamaríamos de dinheiro sujo.

Jesus diz que devemos usá-lo para fazer amigos e receber benefícios em relação à vida eterna.

Levando ao pé da letra, imaginemos o traficante de drogas, que enriquece à custa do vício e da desgraça alheia.

Cogita com seus botões:

- Vou dar uma parte do que arrecadar aos pobres para merecer as bênçãos divinas.

Negativo.

Além de candidatar-se a penosos resgates pelo mal que está fazendo a muita gente, há o agravante de querer comprar a justiça divina. Suas doações não reduzirão, em um único centavo, o montante de seus débitos.

Menos mal seria se, reconhecendo os crimes que cometeu, assumisse compromisso diferente:

- A partir de hoje encerrarei minha carreira criminosa e todo o dinheiro que arrecadei vou doar a instituições de benemerência social.

O espírito da parábola é mais profundo.

Jesus reporta-se ao indivíduo que se multiplica em interesses comerciais; que acumula ouro e poder, pensando unicamente no próprio bem-estar.

Ainda que cumpra as leis, sua riqueza é iníqua.

Para compreender seu pensamento, consideremos algo fundamental:

Ninguém é proprietário de nada.

Todos os patrimônios do Universo pertencem a Deus.

Tanto é verdade que, por mais rico seja o indivíduo, não levará um só centavo para o Além, quando convocado pela morte, ainda que seja sepultado num caixão forrado de ouro e repleto de pedras preciosas.

O esperto dirá:

- Guardarei para o futuro. Reencarnarei como filho de meu filho e terei meus patrimônios de volta.

Pobre tolo!

É mais provável que reencarne como filho de seu mais humilde serviçal ou algo semelhante, para que supere o apego aos bens materiais.

Em nosso próprio benefício, imperioso não esquecer que somos apenas administradores de bens que detemos precariamente.

Se o homem rico só pensa em si mesmo, estará usando em proveito próprio uma riqueza que pertence a Deus.

E o caso do administrador, na parábola

Imaginemos um milionário ao reconhecer essa realidade:

— Os patrimônios que movimento pertencem a Deus. Vou fazer o melhor com eles, favorecendo os meus semelhantes.

Então, uma riqueza que sob o ponto de vista espiritual era desonesta, porque só atendia às suas conveniências, será depurada, à medida que for usada para ajudar muita gente.

E ele conquistará amigos para a vida eterna.

Cada beneficiário de suas iniciativas será alguém disposto a ajudá-lo, em seu retomo à pátria comum. Terá muitas testemunhas de que agiu com prudência e sabedoria

***

Quem é fiel no pouco também é fiel no muito, e quem é injusto no pouco também é injusto no muito. Se, pois, não fostes fiéis nas riquezas vãs, quem vos confiará ias verdadeiras? Se não fostes fiéis no alheio, quem vos confiará o que é vosso? 

• Os bens materiais não nos pertencem - é tudo de Deus.

E os detemos em caráter precário - não irão conosco para o Além.

Se não somos fiéis em relação a eles, administrando-os com desprendimento, em proveito da coletividade, como conquistar a riqueza inalienável, envolvendo a caridade, a bondade, o amor?

***

Jesus termina a parábola dizendo:

Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou há de aborrecer-se de ume amar o outro ou se devotará a um e desprezará o outro.

Não podeis servir a Deus e às riquezas.

Não podemos pretender, ante essas afirmativas, que o homem rico distribua todos os seus haveres, livrando-se da riqueza para servir a Deus.

Estamos longe do desprendimento total.

Além do mais, escoaríamos nossos bens pelo sorvedouro das necessidades alheias e seríamos apenas mais um carente.

Podemos servir a Deus, mesmo sendo ricos, desde que não sejamos servos do dinheiro, evitando que ele comande nossas iniciativas.

Seria fazer do dinheiro um meio, nunca a finalidade da vida, o que nos escravizaria a ele, impedindo-nos de usá-lo em favor do bem comum.

Se sentimos dificuldade em abrir a bolsa, abramos primeiro o coração.

Compadecendo-nos de nossos semelhantes, exercitando legítima solidariedade, aquela que sofre com o sofrimento alheio, não teremos dificuldade em mobilizar nossos recursos em seu benefício, como leais administradores de Deus.

***

Há um aspecto que merece nosso cuidado.

Maus administradores dos recursos divinos que Deus coloca em nossas mãos, vacilamos diante das necessidades alheias.

Ganhemos pouco ou muito, nossas necessidades, envolvendo conforto e bem-estar, segurança e tranquilidade para nós e os familiares, parecem-nos inesgotáveis, mobilizando todos os nossos recursos.

Por isso o ideal seria investir no que chamaríamos de uma poupança para a vida eterna. Estabelecer um percentual de nossos rendimentos, formando um "fundo de beneficência".

Assim, quando solicitados a participar de campanhas variadas em favor da coletividade, não haverá problema. Recorreremos ao "dinheiro de Deus", que provisionamos.

A experiência demonstra que os que fazem assim colhem rendimentos de alegria, paz e saúde como jamais lhes proporcionaria o mais rentável negócio.

Richard Simonetti do livro: 
Histórias que trazem felicidade

Nota: Os negritos, itálicos e sublinhados no texto são do autor.

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sexta-feira, 16 de junho de 2023

Elefantes Brancos

Elefantes Brancos

Richard Simonetti


(Mateus 13:44)

Em várias passagens Jesus reporta-se ao Reino dos Céus, ou o Reino de Deus, ou, simplesmente, O Reino.

São expressões equivalentes.

A teologia medieval concebeu que Jesus veio instalá-lo, o que sugere que a Terra não estava sob a regência divina.

Permanecia acéfala? ...

Um tanto estranho, amigo leitor, se considerarmos que Deus é o Criador, o Senhor supremo, presença imanente, cujas leis têm vigência em todos os quadrantes do Universo.

Não encontraremos uma só galáxia, um só sistema solar, um só planeta, um só recanto, por mais remoto, onde o Todo-Poderoso esteja ausente.

Ele é a consciência cósmica do Universo. Permanece em tudo e em todos. Estamos mergulhados nas bênçãos divinas, como peixes no oceano.

Se nascemos no Brasil, se aqui vivemos, legalmente somos cidadãos brasileiros.

Mas, sob o ponto de vista moral, essa cidadania só será legitimada pelo empenho em cumprir as leis do país, o que implica na observância de nossos deveres perante a comunidade, zelando por seu equilíbrio e bem-estar.

Algo semelhante acontece com o Reino.

Se há um Reino Universal regido por Deus, somos todos seus súditos.

Não obstante, isso pouco significa, se não nos preocupamos em cumprir o que o Eterno espera de nós.

Por isso Jesus diz (Lucas, 17:20-21):

O Reino de Deus não vem com aparência visível. Nem dirão: Ei-lo aqui! Ou: Ei-lo ali! Porque o reino de Deus está dentro de vós.

O problema, então, não é entrar no Reino. Vivemos nele.

O problema é o Reino entrar em nós.

***

Em várias parábolas Jesus nos diz como alcançar essa realização.

No tempo antigo não havia Bancos para depositar bens amoedados; então, as pessoas os escondiam em terrenos isolados, de sua propriedade.

Não raro, esses tesouros se perdiam pelo falecimento do proprietário. Quem os encontrasse podia entrar na posse deles, desde que comprasse as respectivas glebas.

Havia pessoas que se especializavam nessa lucrativa atividade, caçadores de tesouros, que ainda hoje povoam o imaginário popular.

Jesus usa essa imagem para nos contar sugestiva e breve parábola.

O Reino dos Céus é semelhante a um tesouro escondido num campo.

Um homem o encontra e esconde-o novamente.

Feliz, vende tudo o que tem e compra aquele campo.

O Reino seria aquele estado de paz, de tranquilidade e alegria, no pleno cumprimento das leis divinas, habilitando-nos a desfrutar as bênçãos de Deus.

No simbolismo evangélico, situa-se como um tesouro oculto em recôndita região de nossa consciência, no solo de nossas cogitações existenciais.

Custa caro. Para sua aquisição, que equivale à posse de nós mesmos, imperioso nos desfaçamos de inúmeros bens, entre aspas, porquanto mais atrapalham do que ajudam.

São elefantes brancos.

No antigo reino de Sião, atual Tailândia, o raro elefante branco era animal sagrado.

Quando o rei queria punir alguém, oferecia-lhe um. O súdito sentia-se honrado, mas logo percebia tratar-se de um "presente de grego".

Deveria dispensar sofisticados cuidados com o animal. Alimentá-lo com iguarias caras, colocar-lhe enfeites, ter empregados para cuidar dele...

Acabava arruinado.

Algo semelhante ocorre em nossa vida Há elefantes brancos em nosso caminho.

Temos satisfação com eles, em princípio, mas logo percebemos que nos causam prejuízos imensos.

Alguns deles:

• Ambição

Riqueza, poder, destaque social, prestígio, constituem o anseio de muitos.

O ambicioso só tem olhos para aquelas realizações.

Toma gosto pelos bens materiais que, sendo apenas parte da vida, convertem-se para ele em finalidade dela Deixa de ser dono de seu dinheiro.

Situa-se escravo dele.

Rico materialmente, mendigo de paz.

Parafraseando Jesus, podemos dizer que é mais fácil esse elefante branco passar pelo fundo de uma agulha do que seu proprietário entrar no Reino.

• Vício

Em princípio, oferece o Céu.

O fumo tranquiliza.

O álcool desinibe.

As drogas produzem euforia.

Mas é céu artificial, precário, que nos leva, invariavelmente, ao inferno da dependência.

Enquanto o usuário está sob seu efeito é ótimo.

Logo, porém, o corpo cobra novas doses, submetendo-o a angústias e tensões terríveis.

Assim, oscila entre o céu e o inferno.

Cada vez mais céu; cada vez mais inferno, à medida que se amplia a dependência E nele se instala de vez, quando retoma ao plano espiritual, antes do tempo, expulso do próprio corpo que destruiu.

Em terrível destrambelho, sofre horrivelmente, em longos e dolorosos estágios em regiões lúgubres e trevosas, habitadas por companheiros de infortúnio.

Ao reencarnar, os desajustes provocados em seu corpo espiritual se refletirão na nova estrutura física, dando origem a males variados, dolorosos, angustiantes, mas necessários.

Funcionam como válvulas de escoamento das impurezas de que se impregnou, ao mesmo tempo em que o ajudam a superar entranhados condicionamentos, que fatalmente o induziriam a retomar o vício.

Se o viciado tivesse a mínima noção do futuro dantesco que o espera, ficaria horrorizado.

Haveria de lutar com todas as forças de sua alma para livrar-se desse comprometedor elefante branco.

• Sexo

Dádiva divina, é por intermédio dele que entramos na vida terrestre, além de favorecer gratificante momento de intimidade entre o homem e a mulher.

Entretanto, vivemos tempos perigosos, de liberdade sexual confundida com libertinagem. O sexo deixou de ser parte do amor para transformar-se no amor por inteiro.

Casais que mal se conhecem falam em "fazer amor", pretendendo uma comunhão sexual sem compromisso, em lamentável promiscuidade.

É um tremendo elefante branco!

Oferece euforia em princípio, mas cobra muita inquietação depois, e perene insatisfação.

Com a troca constante de parceiros e a busca desenfreada de prazer, o indivíduo cai no desvairo sexual, envolvendo-se em comprometedoras perversões.

• Paixão

Fixado em alguém, empolgado pela comunhão carnal, o apaixonado estende as raízes de sua estabilidade física e psíquica no objeto de seus desejos e passa a viver em função dele.

Se a relação não dá certo e vem o rompimento, é uma tragédia. Suicídios, crimes passionais, loucuras variadas, são mera decorrência.

Quando o amor deixa de ser um ato de doação, rebaixado ao mero desejo de posse, em que pretendemos que o ser amado submeta-se aos nossos caprichos, transforma-se em voraz elefante branco que nos exaure e desajusta.

***

Não nos tornaremos santos do dia para a noite, campeões do Evangelho, apóstolos do Bem, mesmo porque a Natureza não dá saltos.

Consideremos, porém, em nosso próprio beneficio, que é preciso avaliar se não estamos sustentando insaciáveis elefantes brancos, que nos empobrecem.

Com eles fica impossível o cultivo de aspirações superiores, no solo sagrado do coração, para a conquista do almejado tesouro divino...

Richard Simonetti do livro: 
Histórias que trazem felicidade

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