Nas lides da direção
Batuíra
“... Servindo-os, não quando vigiados para agradar a homens, mas como servos de Cristo, que põem a alma em atender à vontade de Deus.” (Efésios 6:6)
“Quem dirige nunca agrada a todos.”
Na tarefa da direção de qualquer empreendimento, seja na área filantrópica, seja na religiosa, seja na financeira, quem segue à frente quase sempre leva os louros dos elogios justificados ou as críticas maldosas e sem nenhum fundamento.
No entanto, quando temos um propósito inabalável e uma consciência tranquila, podemos nos proporcionar o direito de ignorar aplausos e acusações indébitas.
O dirigente deverá prosseguir, estabelecendo sempre o ritmo de seus empreendimentos e realizações segundo seus próprios passos; e fundir, no exercício desse mister, amor e ponderação, entendimento e determinação, para que a equipe da qual participa e orienta não hesite diante das decisões e metas assumidas em grupo.
Muitas vezes, por falta de confiança em si mesmo, o líder deixa-se envolver por opiniões alheias, perdendo assim a visualização do objetivo maior.
A obra pertence ao Cristo e não a nós. Quem comanda, porém, deve dar conta da importância do trabalho que está em suas mãos.
O condutor não poderá olvidar que não ficará melhor nem pior com as condecorações da aprovação ou com os gestos da censura e reprovação dos outros.
Continuará sendo ele mesmo, com seu modo de atuar e com suas possibilidades naturais de sustentar a obra.
Os que lideram não devem olhar para trás o tempo todo, pois fica quase impossível caminhar com segurança e trabalhar para o engrandecimento da organização com os olhos voltados para antigos desentendimentos e dissabores provocados pela opinião das pessoas.
É muito difícil ser produtivo quando estamos constantemente preocupados com o que os outros estão falando ou julgando de nossa atuação e capacidade. Grandes realizadores ficam acima das maledicências e não permitem que elas prejudiquem suas atividades cristãs.
Se o Mestre Querido não conseguiu agradar a todos, quem somos nós para querer atingir tamanho objetivo? Não será pretensão de nossa parte?
Contudo, não nos esqueçamos de que, quando operamos em equipe e obtemos sucesso, devemos considerar-nos dignos de comemorar a vitória.
Essas comemorações não devem ser suprimidas e proibidas, mesmo quando criaturas inescrupulosas as denominem de atitudes orgulhosas ou de elogios egoísticos. Expressar sentimentos de alegria e união compartilhados por toda a equipe é prática salutar que nunca deve ser abafada.
De acordo com a feliz expressão do apóstolo, “não somos convocados para agradar a homens”, mas sim para atender “à vontade de Deus”. Dessa forma, se adotarmos efetivamente o aprendizado com o Mestre Jesus, penetrando o santuário da alma dentro de nós mesmos, aí encontraremos as noções de ponderação e senso de justiça aplicáveis nas lides de direção que o Senhor nos destinou. Em razão, pois, desse trabalho de liderança, não devemos dar ouvidos às conversações descabidas, que proporcionam desentendimento e balbúrdia.
Evitemos mágoas e ressentimentos para manter o equilíbrio do grupo na força comum. Reduzindo a atmosfera de instabilidade, com nossas preces e obrigações do dia a dia, imediatamente começaremos a aliviar as tensões negativas nas áreas de ação no bem, às quais estamos vinculados no labor de
nossa redenção.
Batuíra
por Francisco do Espírito Santo Neto do livro:
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