Nas questões medianímicas
Marco Prisco
Diante de alguém com a mente em desalinho você logo afirma: “é um médium".
Seja prudente.
Perturbação psíquica não é síndrome de mediunidade.
Examinando alguém em estado de obsessão você prescreve: “necessita desenvolver a mediunidade”.
Guarde cautela.
Desenvolver mediunidade não significa elastecê-la, mas discipliná-la.
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Considerando os distúrbios emocionais da época você exclama, exaltado: “todos são médiuns obsidiados".
Faça-se comedido.
Sintetizar todas as misérias morais e mentais na mediunidade ó o mesmo que amaldiçoá-la.
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Ouvindo uma pessoa narrar as próprias dificuldades você é taxativo: “mediunidade manipulada por obsessores".
Adote a vigilância.
Há obsidiados que são perseguidos em si mesmos pelas íntimas imperfeições.
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Ante qualquer infortúnio que lhe chega ao conhecimento você elucida: “a mediunidade sem assistência é a causa-matriz”.
Examine melhor a questão.
Os efeitos de hoje nasceram nas causas do passado.
Perante um companheiro em sofrimento, você logo informa: “mediunidade com francas possibilidades”.
Evite explicações apressadas.
Sofrimento é débito em regime de resgate.
Sim, somos todos médiuns, porque sempre estamos no meio...
A mediunidade a que você se refere, que é encontrada na História em todas as épocas, e que nos deu as sublimes informações espiritistas é faculdade abençoada que não pode ser examinada num lapso de tempo entre um conceito e uma banalidade.
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Quando você estiver à frente de alguém com problemas psíquicos de natureza medianímica, não opine, invigilante; receite “O LIVRO DOS MÉDIUNS”, guia eficaz para quem deseja servir com segurança, construindo o próprio equilíbrio.
Quanto possível, restrinja opiniões vulgares em torno da mediunidade, se você deseja ajudar, para que a mordacidade e a zombaria não lhe aplaudam os conceitos sobre uma faculdade que possivelmente você não conhece com propriedade nem exatidão.
- Para seguirmos corretamente o espiritismo, devemos submeter todas as mensagens mediúnicas ao crivo duplo de Kardec, sendo eles, a razão e a universalidade.
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