segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Proêmio - Prefácio do livro: Celeiro de Bençãos

Proêmio 

(Prefácio do livro: Celeiro de Bençãos)

Joanna de Ângelis



Quando os astronautas da primeira nave tripulada que pousou na lua, em julho de 1969, retornaram à Terra, lá deixaram, entre os muitos objetos, uma placa gravada com o Salmo nº 8, de David cujo primeiro versículo enuncia: "Ó Senhor, Senhor Nosso, quão admirável é o Teu nome em toda a Terra, pois puseste a Tua glória sobre os céus!", em inequívoco atestado de respeito à grandeza e majestade de Deus.

Não obstante cultivando a Paternidade Divina, o homem atira-se, enceguecido, na busca desenfreada dos prazeres, subjugado por inqualificável egoísmo, que o infelicita inexoravelmente, apresentando comportamento antípoda à sua expressão de fé teorizada.

Os sucessivos e intermináveis desastres que vem sofrendo, ainda não lograram despertá-lo em definitivo para as salutares realizações interiores, forjadas nos princípios éticos do Cristianismo sob qualquer aspecto considerado insuperável. As disputas armadas, o extermínio sistemático, o despotismo cruel, a torpe escravidão, as ambições desenfreadas, a problemática da fome, o esvaziamento dos ideais superiores, a corrupção de toda natureza sofreram, no Sermão da Montanha, a mais terrível derrota quando Jesus exaltou os legítimos programas e aspirações que devem constituir para o espírito humano meio e meta, a fim de atingir a felicidade que almeja.

O desprezo e a desconsideração constantes a esse código há custa do prolongamento das dores entre as criaturas, o desespero que grassa, ininterrupto, ceifando as jovens promessas do futuro, em florações que não alcançam a glória ditosa da frutificação... surgem os arremedos de culto a Satã, a modernização de espírito cristão em conciliábulos vexatórios com os instigadores do rebaixamento moral do homem, em aberrantes espetáculos de pesquisa, dita religiosa, nos Templos, nos Teatros, nas Televisões, nos Cinemas, nas ruas, atentando, sob o beneplácito da acomodação quase generalizada, contra os veros postulados da Fé, do Amor, da Paz que ressumbram da Boa Nova, conspurcada na vivência atual, mas sublime na sua legitimidade intrínseca, ainda não atingida pela grande mole humana... Cicio transitório o destes dias de demolição pertinaz, é a madrugada do período feliz que se avizinha promissor.

Aos espíritas sinceros cabe o relevante labor de construir sobre os escombros morais da atualidade, o homem integral, conforme as características do Evangelho, homem protótipo da Humanidade ditosa do porvir. Consubstanciando o verbo divino nas atitudes, o cristão novo se deve aplicar ao indeclinável ministério da ação elevada, atualizando os postulados evangélicos na vivência diária, de tal modo, que os cultivadores da insensatez e da perturbação, após os incessantes tormentos que os vergastam, permitam-se a terapêutica salutar de Jesus-Cristo, o Médico Divino de todos nós. Inspirando-nos nos consoladores enunciados do Evangelho, verdadeiro e inesgotável celeiro de bênçãos, donde se podem retirar as mais proveitosas e ricas dádivas de luz, escrevemos as páginas que constituem o presente livro, pensando nos companheiros encarnados que defrontam situações difíceis e complexas, a fim de sugerir-lhes diversas mensagens dentre as que se enfeixam nesta Obra, foram, oportunamente, publicadas em vários órgãos da imprensa leiga e espírita, aqui reaparecendo, refundidas por nós própria, para melhor harmonia de conjunto.

Apontamentos e diretrizes que talvez lhes não ocorram, nos" momentos graves" da existência planetária. São reflexões demoradas, realizadas do lado de cá, ante as conjunturas da evolução, em que todos nos encontramos envolvidos, ansiosos como nos sentimos de alcançar a paz e a alegria no reino dos Céus, reservadas aos que triunfarem sobre as próprias imperfeições. Esperando haver conseguido fazer o melhor ao nosso alcance, rogamos ao Senhor que nos abençoe os propósitos superiores e nos ajude na difícil escalada do monte da redenção, em cujos cimos Ele nos espera, após toda dor, toda fadiga, toda aflição.

Joanna de Ângelis por Divaldo Franco
Salvador, 15 de agosto de 1973.
Prefácio do livro: Celeiro de bençãos


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