quarta-feira, 2 de novembro de 2022

Uma identidade comprovada

Uma identidade comprovada

Therezinha Oliveira

Quando se fala em comunicação de espíritos, um dos objetivos mais desejados parece ser o da comprovação de identidade, porque confirma a existência e imortalidade do espírito, com a conservação de sua individualidade.

Em nossa Casa Espírita, ocorrem, de vez em quando, de modo espontâneo, manifestações em que os comunicantes, conhecidos nossos ou não, se identificam suficientemente. São comunicações que podem ser comoventes ou de grande interesse. Isso, porém, não é usual.

As vezes, alguns espíritos parecem querer se identificar, mandar recado a familiares, mas não conseguem nos passar corretamente os dados para a necessária comprovação.

Notávamos o fato e não sabíamos explicar o porquê, mas deduzíamos que isso devia acontecer por determinação superior para os nossos trabalhos, a fim de que não entrássemos pela atividade de correio pessoal, quando os espíritos se dirigem a seus familiares, caso em que a comprovação de identidade é indispensável.

Entendíamos que, se a nossa Casa espírita começasse a receber comunicações assim, extensa fila de interessa aos em obter recados de seus familiares e amigos se for. maria às nossas portas, dificultando ou até impedindo as nossas atividades diárias de estudo doutrinário e de assistência espiritual, em entrevistas, preleções, passes e reuniões mediúnicas, em que tantas pessoas e entidades são socorridas.

Pessoalmente, tive a comprovação do que pensávamos, numa comunicação de uma familiar minha, que passo a relatar. Se a comunicação fosse relativa a familiares de outras pessoas, precisaríamos que nos autorizassem a divulgação.

***

Ela se comunicou, através de um médium, queixando-se de que os filhos a haviam abandonado. Que não tinha raiva, mas estava muito magoada, porque não esperava isso deles.

Outro era o dialogador, mas, quando me aproximei, atraída pelo assunto, ela me chamou pelo nome.

- Você me conhece? Perguntei.

- Como não?

Disciplinadamente, procurei continuar o atendimento de modo fraterno, sem me deixar levar pela curiosidade, e consegui confortá-la um tanto. Aliás, percebia-se que ela já estava sob o amparo dos amigos espirituais.

Ao término da reunião, perguntei ao médium se ele pudera perceber algo da comunicante. Ele a descreveu como uma senhora não gorda, mas de braços roliços, vestido estampado de flores.

E o nome, perguntei, você conseguiu captar o nome? Ele captara e o disse. Pensei: Sim, tive uma parenta com esse nome e essa aparência. Mas, abandonada pelos filhos?

Não me constava.

Em casa, perguntei à minha mãe e ela confirmou o fato, mas que não fora propriamente um abandono. Essa parenta ficara esclerosada, não reconhecia ninguém e era muito agitada. A família toda trabalhava fora. Então, a colocaram numa boa clínica, onde ela era muito bem tratada, mas, de fato, ninguém a visitava. Certamente acreditando que ela não perceberia, de tão alheada que se encontrava.

Entretanto, sabemos agora, que o desarranjo das condições físicas não a impedia de saber, espiritualmente, que os filhos não a visitavam, e tomou isso como abandono.

Serve o fato de lição para todos nós, a fim de termos mais cuidado no trato com as pessoas que parecem não poder tomar conhecimento do que se passa ao seu redor, mas que, espiritualmente, estão sabendo do que acontece, apenas não têm como se manifestar corretamente, porque o corpo não o permite.

Na reunião mediúnica seguinte, fiquei atenta às comunicações pelo médium que intermediara essa parenta. Quem sabe ela viria, de novo? E veio, se apresentou mais tranquila e, quando a saudei, novamente disse meu nome.

Ah, você me conhece...

- Claro!

- Então, me diga seu nome.

Foi aí que, através do médium, ela fez ligeira pausa, inclinou a cabeça para o meu lado e murmurou:

- Eles não querem que eu diga. Tem muita gente estranha, aqui...

Entendi que para aquela minha parenta, mulher inculta, fora o jeito que os amigos espirituais encontraram para evitar uma identificação desnecessária, que chamasse a atenção de todos, pois o essencial, sua individualidade, os fatos familiares, já tinham sido demonstrados.

E ficara comprovado que é por interferência dos dirigentes espirituais que, em nossa Casa Espírita, os comunicantes não costumam se identificar.

O objetivo maior das comunicações, nos serviços do CEAK, não é o correio pessoal, mas o acolhimento e auxílio às entidades que o Alto nos traz, para serem fraternamente socorridas.

E diariamente eles chegam às nossas reuniões. São muitos! Chegam anônimos e desconhecidos, e anônimos e desconhecidos partem, mas agora consolados e esclarecidos, ou alertados e convidados ao bem, como nossos irmãos em Cristo que são.

Therezinha Oliveira do livro:
Conversando com os Espíritos na reunião mediúnica
Nota: CEAK - Centro Espírita Allan Kardec, fundado na Cidade de Campinas/SP em 1938.

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- Para seguirmos corretamente o espiritismo, devemos submeter todas as mensagens mediúnicas ao crivo duplo de Kardec, sendo eles,  a razão e a universalidade.

- Cisão para estudo de acordo com o Art. 46 da Lei de Direitos Autorais - Lei 9610/98 LDA - Lei nº 9.610 de 19 de Fevereiro de 1998.

Mediunidade e Lei de Causa e Efeito

Mediunidade e Lei de Causa e Efeito

J. Herculano Pires


“No cumprimento da Lei de Causa e Efeito, quem não é médium está numa condição mais satisfatória do que quem o é?”
O seu raciocínio, feito assim, de um ponto de vista puramente terreno, circunstancial, parece certo. Mas, na verdade, não é isso o que acontece. O médium não é apenas submetido a um processo de resgate cármico, através da mediunidade. Os resgates cármicos, assim chamados, são as reparações de nossas faltas, de nossos erros, de nossos abusos, de nossos crimes, cometidos em vidas anteriores, contra outras pessoas. Então, nós temos vários tipos de relacionamento, nesse resgate.

Quanto ao nosso relacionamento pessoal, nesta encarnação, com pessoas a quem prejudicamos em uma encarnação anterior, por exemplo, esse resgate se passa no plano social. Nós nos encontramos com essas pessoas, seja dentro da nossa família, na nossa própria casa, seja nas nossas relações sociais. Elas nos acarretam, naturalmente, várias dificuldades, porque têm, por assim dizer, o que cobrar de nós.

É preciso compreender que esse negócio de cobrar e de pagar é puramente figurativo, simplesmente simbólico. Essas pessoas então nos cobram, por assim dizer, o que fizemos de mal para elas, em vidas passadas. Nós, agora, temos de reparar esse mal. É com essa intenção que viemos aqui, a esta encarnação. Nós pedimos a oportunidade de reparar o mal que fizemos a essas pessoas, por uma questão muito simples: porque a nossa consciência espiritual nos acusa. Ela tem para nós um peso esmagador, enquanto não conseguimos reparar aquilo que fizemos de mal. É, portanto, uma questão de remorso, remorso espiritual.

Além desse relacionamento social, nós temos também o relacionamento espiritual. São Espíritos de pessoas que sofreram conosco, que foram por nós perseguidas, maltratadas, injustiçadas. Esses Espíritos, então, se aproximam, querendo, na atual encarnação, que lhes paguemos aquilo que lhes devemos; pagar, figuradamente, quer dizer repararmos, junto a elas, o mal que lhes cometemos.

Se formos médiuns, o resgate, nesse sentido, pode ser feito através da convivência com Espíritos perturbadores, obsessores, infelizes e, portanto, Espíritos que estão sofrendo na vida espiritual não só pela sua inferioridade própria, mas também porque os lançamos em situações difíceis, despertamos neles sentimentos de revolta e de vingança, com as nossas injustiças, com a nossa arrogância do passado.

Então, se formos médiuns, temos a obrigação, o dever de, através de nossa mediunidade, conduzir esses Espíritos sofredores ao esclarecimento necessário. É nesse caso, nesse ponto, que se diz que a mediunidade é uma provação. Mas, na verdade, a mediunidade não é provação nem prêmio. É simplesmente uma faculdade humana natural.

Todos somos médiuns. Por que? Em que consiste a mediunidade?

Consiste numa faculdade que têm certas pessoas de se relacionarem com os Espíritos e servirem para que estes se comuniquem, possam falar com as pessoas do nosso plano material, encarnadas na Terra. Essa faculdade, como todas as faculdades humanas, é mais acentuada em alguns indivíduos e menos em outros. Acontece, então, que chamamos de médiuns as pessoas que têm essa faculdade bastante aguçada e que, por isso mesmo, estão acentuadamente sujeitas à influenciação dos Espíritos. É um desenvolvimento, para transmissão de comunicações.

Chamamos de médiuns, especificamente, essas pessoas que possuem a mediunidade em alto grau, a sensibilidade mediúnica bem desenvolvida, assim como chamamos de artistas as pessoas que têm o senso estético bem desenvolvido. É uma questão, portanto, individual, de cada um. Não é a mediunidade, em si, que constitui a provação. A provação decorre daquilo que fizemos, daquilo que, em vidas anteriores, praticamos para com as pessoas com as quais nos relacionávamos.

Nesse sentido, quer o indivíduo tenha ou não a sensibilidade mediúnica aguçada, ele estará sujeito a essas condições, estará sujeito à mesma provação. Poderíamos dizer que, em alguns casos, sendo médium, a vida do indivíduo torna-se para ele mais fácil. E mais fácil pode se tornar a solução do seu problema, porque ele pode colocar-se como instrumento de salvação daqueles Espíritos que estão em situação muito difícil, no mundo espiritual. Ele pode contribuir com a sua mediunidade para recuperá-los, para esclarecê-los, elucidá-los.

Nesse caso, essa situação poderia oferecer uma grande oportunidade para a evolução espiritual do médium. Se essa pessoa não for médium, ela pode, entretanto, fazer a mesma coisa, porque a sua conduta, na vida atual, o seu comportamento, a sua maneira de encarar os problemas humanos, vão influenciar os Espíritos que dela se aproximam com instintos vingadores e que, entretanto, observam que a pessoa se modificou, que melhorou, transformando-se moralmente, e isso serve de lição, de exemplo, para que esses Espíritos também procurem melhorar, se esclarecer.

A mediunidade não pode ser encarada, assim, como provação. A provação se dá, tanto através da mediunidade como fora dela. Por exemplo: pessoas que nunca foram médiuns, que não são médiuns, de repente se mostram obsedadas, perturbadas, por influenciação espiritual. Precisam, então, recorrer aos Centros Espíritas, frequentar os tratamentos espirituais, para que aquelas entidades perturbadoras sejam afastadas, não no sentido do exorcismo, expulsas do indivíduo, afastadas para longe dele, por um processo mágico que vem da mais remota Antiguidade, mas afastadas através do esclarecimento, no sentido de reconciliação, de esquecimento das mágoas do passado.

Foi por isso que Jesus disse, no Evangelho: “Acerta o teu passo com o teu adversário, enquanto estás a caminho com ele”. Quando nos encontramos a caminho aqui na Terra, com pessoas que nos são adversárias, que não gostam de nós, que nos prejudicam, que nos perturbam, ou com Espíritos que nos perturbam, o que temos a fazer é acertarmos o passo, enquanto estamos a caminho, porque se estamos protelando a situação, eles virão mais tarde, em outra encarnação, nos perturbar de novo.

A Lei, portanto, é geral e não faz discriminação, não privilegia a ninguém. O fato de o indivíduo ser médium não é um privilégio especial. Mas a mediunidade pode, também, ser uma conquista do indivíduo. Através do estudo perseverante e orientação adequada nos centros espíritas, ele pode desenvolver a sensibilidade mediúnica, a sua capacidade de percepção extra-sensorial, como diz a parapsicologia. E esse desenvolvimento lhe proporciona, como a recompensa de uma conquista por ele realizada, a sua própria evolução, a possibilidade de melhor tratar da solução de seus problemas anteriores.

J. Herculano Pires do livro:
No Limiar do Amanhã

Trecho da contracapa do livro - No limiar do Amanhã: 
José Herculano Pires, “o metro que melhor mediu Kardec”, como bem definiu Emmanuel, apresentou na Rádio Mulher de São Paulo o programa: No Limiar do Amanhã, constituído por aulas de Doutrina Espírita. 
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terça-feira, 1 de novembro de 2022

Desmascarando Fabiano

Desmascarando Fabiano

Roque Jacintho

— Ele criou fama, mas é um tolo ingênuo ou, então, um grande enganador — sentenciou frei B..., a outro de seus irmãos.

— O mais que dizem é fantasia. Tu sabes o poder imaginoso da crendice!

O outro de algum modo concordou com o parecer sobre Fabiano de Cristo, que tanta gente simples buscava no convento.

— O povo tem fome de milagres — aditou B...

— Por certo que sim!

— E o Fabiano não faz por menos. Deixando-se envolver pela credulidade dos fanáticos, aparentemente faz tudo o que lhe for pedido.

— Talvez não seja bem assim... Pode ser mais ingenuidade do que malícia!

Pois vou mostrar-te. Pedirei a ele que atenda alguém que nem existe e verás que ele voltará com notícias de que atendeu.

E se assim falou, mais rápido o fez.

— Olha, irmão Fabiano, — dizia B.. com fingido interesse — trouxeram notícias de que ali está caída uma mulher e que deves socorrê-la, já que todos passam ao largo.

— Eu irei de imediato — assegurou Fabiano, partindo a arrastar a perna enferma pela ladeira abaixo, com muita e dolorosa dificuldade.

Os dois observavam.

— Não te disse? — falou B..., tão logo Fabiano se afastou e completou com ironia:

— Ele vai e, não demora muito, nos dará informações fantásticas, nascidas de sua imaginação fértil de um antigo homem de negócios.

Algumas horas mais tarde.

— Ei-lo de retorno! — diz B... e, dirigindo-se a Fabiano, que se locomovia com dificuldades, perguntou-lhe: — Prestaste assistência à mulher, irmão Fabiano?

— Oh! Sim! A pobrezinha estava em desespero e ferida...

B..., que forjara a farsa, olhou maliciosamente para o seu companheiro de trapaça, como quem vai desmascarar afinal um impostor.

— E ela sofria muito?

— Sofria, coitadinha, O que mais lhe doía, porém, era não ter chegado até aqui. Após prestar-lhe assistência, pedi o auxílio de algumas pessoas bondosas e a levamos para uma hospedaria.

— Não me diga! — exclamou B..., pleno de ironia. — Pena que não estivéssemos lá, para ajudar-te!

— Se estivesses lá, me pouparias de um incômodo! É que, tão logo a acomodamos na hospedaria, ela me encarregou te trazer-te uma correntinha de prata.

E, ante o espanto de B..., Fabiano lhe estende a mão:

— Ela me disse que é tua e que te ia trazê-la!

O frei B..., contempla a correntinha, pálido.

— Esta.., corrente... — balbucia.

Fabiano, sem aperceber-se do espanto de B..., completa a informação descrevendo a senhora a quem prestara socorro e repete algumas expressões de carinho que ela endereçara ao frei B...

— Ela é tua parenta? — indaga Fabiano, carinhoso.

— Essa... mulher,.. é minha mãe, Fabiano! E ela, há dois anos... é morta!

— Pois ela vive e segue a te amar! — complementou Fabiano com naturalidade, aumentando ainda mais o espanto dos dois ouvintes curiosos.

E ele voltou para a enfermaria, onde trabalhava agora.

Roque Jacintho do livro:
Fabiano de Cristo - O Peregrino da Caridade

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Velhas recordações, velhas doenças

Velhas recordações, velhas doenças

Hammed


“Quantas vezes perdoarei a meu irmão? Perdoar-lhe-eis não sete vezes, mas setenta vezes sete vezes...”
“... Escutai, pois, essa resposta de Jesus e, como Pedro, aplicai-a a vós mesmos; perdoai, usai de indulgência, sede caridosos, generosos, pródigos mesmo de vosso amor...” (Cap. 10, item 14 - O Evangelho Segundo o Espiritismo)
Trazemos múltiplos clichês mentais arquivados no inconsciente profundo, resultado de velhas recordações danosas herdadas das mais variadas épocas, seja na atualidade, seja em outras existências no passado distante.

Essas fontes emitem, através de mecanismos psíquicos, energias que não nos deixam sair com facilidade do fluxo desses eventos desagradáveis, registrados pelas retinas da alma, mantendo-nos retidos em antigas mágoas e feridas morais entre os fardos da culpa e da vergonha.

Por não recordarmos que o perdão a nós mesmos e aos outros é um poderoso instrumento de cura para todos os males, é que impedimos o passado de fluir, não dando ensejo à renovação, e sim a enfermidades e desalentos.

Tentamos viver alienados dos nossos ressentimentos e velhas amarguras, distraindo-nos com jogos e diversões, ou mesmo buscando alívio no trabalho ininterrupto, mas apenas estamos adiando a solução futura da dor, porque essas medidas são temporárias.

É mais fácil dizer que se tem uma úlcera gástrica do que admitir um descontentamento conjugal; é mais fácil também consentir-se portador de uma frequente cólica intestinal do que aceitar-se como indivíduo colérico e inflexível.

Muitas moléstias antes consideradas como orgânicas estão sendo reconhecidas agora como “psicossomáticas”, porque se encontraram fatores psicológicos expressivos em sua origem.

As insanidades físicas são quase sempre traduzidas como somatizações das recordações doentias de ódio e vingança, que, mantidas a longo prazo, resultam em doenças crônicas.

Dessa forma, compreenderás que a gravidade e a duração dos teus sintomas de prostração e abatimento orgânico são diretamente proporcionais à persistência em manteres abertas tuas velhas chagas do passado.

As predisposições físicas das pessoas às enfermidades nada mais são do que as tendências morais da alma, que podem modificar as qualidades do sangue, dando-lhe maior ou menor atividade, provocar secreções ácidas ou hormonais mais ou menos abundantes, ou mesmo perturbar as multiplicações celulares, comprometendo a saúde como um todo.

Portanto, as causas das doenças somos nós sobre nós mesmos, e, para que tenhamos equilíbrio fisiológico, é preciso cuidar de nossas atitudes íntimas, conservando a harmonia na alma.

Indulgência se define como sendo a facilidade que se tem para perdoar.

Muitos de nós ficamos constantemente tentando provar que sempre estivemos certos e que tínhamos toda a razão; outros ficam repisando os erros e as faltas alheias. Mas, se quisermos saúde e paz, libertemo-nos desses fardos pesados, que nos impedem de voar mais alto, para as possibilidades do perdão incondicional.

Perdoar não significa esquecer as marcas profundas que nos deixaram, ou mesmo fechar os olhos para a maldade alheia. Perdoar é desenvolver um sentimento profundo de compreensão, por saber que nós e os outros ainda estamos distantes de agir corretamente. Por não estarmos, momentaneamente, em completo contato com a intimidade de nossa criação divina, é que todos nós temos, em várias ocasiões, gestos de irreflexão e ações inadequadas.

Das velhas doenças nos libertaremos quando as velhas recordações do “não-perdão” deixarem de comandar o leme de nossas vidas.

Hammed por Francisco do Espírito Santo Neto
do livro: Renovando atitudes

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