sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Considerações sobre a cura

Considerações sobre a cura

Manoel Philomeno de Miranda



Tudo quanto nasce, morre. É uma fatalidade inderrogável.

A vida, para viver, exige energia, e todo o processo vital, à medida que desempenha o mister, gasta-se, consome-se.

Todos os seres vivos, em consequência, nascem, vivem, enfermam, envelhecem e morrem.

Nesse panorama que se manifesta nos seres sencientes, tem lugar a dicotomia saúde/doença.

Nas criaturas humanas, esse fenômeno transcende o impositivo fundamental, dependendo do ser, em si mesmo, muito mais do que da fatalidade biológica.

O Espírito é sempre o responsável por todas as manifestações que surgem na organização molecular. É ele que modela o corpo de que se utilizará durante o périplo carnal, nele imprimindo as suas necessidades morais de acordo com o programa da evolução. É, desse modo, o agente responsável pelo equilíbrio ou destrambelho celular. A ocorrência tanto pode acontecer por ocasião das manifestações patológicas congênitas, como também sem qualquer influência da hereditariedade. Em muitas ocasiões, por impositivo da Lei de Afinidade, o Espírito é atraído para os futuros genitores, junto aos quais tem compromissos que lhe oferecem os genes propiciatórios à instalação das formas degenerativas ou não, de que se revestirá para os resgates que lhe são necessários.

A presença, portanto, dos fenômenos graves, de disfunções teratológicas, decorre dos títulos infelizes referentes aos comportamentos desastrosos em existências transatas.

Concomitantemente, em razão dos males praticados, vincula-se às vítimas que ficaram maceradas na retaguarda e não tiveram resistências morais para perdoar o que lhe sofreram, sendo atraídas pelo impositivo da identidade fluídica e vibratória, dando lugar aos transtornos obsessivos, às vezes, antes do berço...

Confundem-se, inevitavelmente, os gravames, dando lugar aos processos lamentáveis das doenças de variada etiologia, ampliadas pelas influências espirituais daqueles infelizes ora transformados em algozes inclementes.

Desde priscas eras, os seres humanos, inspirados pelos Espíritos nobres, compreenderam essa intercorrência, dando origem ao xamanismo, às pajelanças, por cujo conhecimento da vida espiritual elaboraram alguns processos de cura das enfermidades derivadas do convívio com os desencarnados em sofrimento.

Variando de denominação, os mortos influenciavam os seres humanos, sendo afastados, quando tal acontecia, através de métodos compatíveis com o seu estado de lucidez ou de ignorância.

Surgiram, então, os cerimoniais, os exorcismos, as técnicas variadas que o Espiritismo aprimorou nos memoráveis diálogos com os desencarnados nas reuniões mediúnicas especializadas, através de sensitivos adestrados e devotados à prática do bem.

Jesus, por conhecer a causalidade das ocorrências, usava a Sua autoridade moral para aplicação da terapêutica do amor, libertando os enfermos não somente das influências maléficas, como também das deformidades e degenerescências orgânicas.

Os extraordinários casos de pacientes cegos, surdos e mudos, da atormentada hemorroíssa, do portador de mão mirrada demonstram o Seu poder de agir nos tecidos sutis do períspirito, precipitando o movimento das moléculas que restauravam os órgãos, Nada obstante, sempre advertia aos recém-curados que preservassem a saúde moral, a fim de não insculpirem no organismo danos mais graves em decorrência da conduta insana.

A enfermidade, no entanto, não é um castigo ou punição divina de que o seu padecente se deve libertar de imediato. Possui uma função mais significativa, que é trabalhar os valores morais, aprimorá-los, enquanto desenvolve resistências íntimas para os futuros embates evolutivos…

Na atualidade, graças às conquistas da ciência e da tecnologia médica, aos saneamentos básicos, às contribuições da alimentação correta e aos programas de exercícios equilibrados, várias enfermidades dizimadoras têm recebido consideração adequada, algumas das quais já foram eliminadas, enquanto a vida física tornou-se mais longa e melhor... Entretanto, porque não tem havido correspondente desenvolvimento moral, equilíbrio ético nos relacionamentos e serviços de dignificação, proliferando os vícios dourados, a frivolidade e os desvios para os crimes, alguns hediondos, as mentes em desvario têm criado outras graves e dolorosas enfermidades que cobram elevados preços à insensatez e à irresponsabilidade.

Pululam os transtornos emocionais, os de natureza psíquica, assim como os tormentosos fenômenos cardiovasculares, neoplásicos, gástricos, ao lado dos males degenerativos e infecções que atingem cifras alarmantes.

O Espiritismo chegou à Terra para iluminar as consciências e consolar as emoções em desespero, sustentando os fracos e fortalecendo-os para oferecer conforto aos desesperados pela ausência física dos afetos que a morte lhes arrebatou do convívio, para curar os corpos e proporcionar bem-estar para um bem viver aprazível.

A fim de ser conseguido o mister, a Revelação Espírita objetiva, essencialmente, o trabalho de renovação moral para melhor de cada qual, de construção edificante, assim como o amealhar de valores edificantes.

A cura das enfermidades, antes de ter prioridade no conceito espírita, é menos relevante, porque possui um caráter secundário ante o impositivo precípuo do paciente, o Espírito, do qual procedem as ondas vibratórias contínuas que lhe proporcionam o equilíbrio ou o desconserto celular.

Comprova-se em outras áreas, na ciência médica, que o pensamento é portador de força ainda não totalmente mensurada.

A sua intensidade sobre a organização física, emocional e psíquica responde pelas ocorrências na área da saúde.

Cada um vive, portanto, sem dar-se conta no continente mental e experiencia na forma física tudo quanto cultiva no pensamento.

Contribuir-se espiritualmente para que as pessoas despertem para a sua realidade é dever que se impõe a todo discípulo do Evangelho restaurado, que advoga a Lei de Causa e Efeito como responsável por todos os acontecimentos humanos.

Prometer-se curas mediante as técnicas fluidoterápicas é maneira ineficaz para a boa propaganda da Revelação dos Imortais.

O paciente recuperado que se não modifica interiormente volta à ribalta do sofrimento em decorrência da irresponsabilidade. Demais, nem todo doente se recuperará, em razão da necessidade evolutiva no estágio de resgate em que se encontra, vivenciando expiação redentora.

É compreensível a busca e a oferta de milagres na área da saúde. No entanto, a atitude correta é sempre a da cura interior, da instalação da saúde espiritual, que sempre proporciona paz e alegria, mesmo quando sob a injunção do sofrimento.

A biomédica, por sua vez, recomenda que a saúde integral é preservada quando os indivíduos mantêm condutas saudáveis, tanto do ponto de vista físico como emocional, cultivando pensamentos elevados que proporcionam clima de alegria e de paz.

O cultivar de tormentos de qualquer natureza, desde a moderna e vulgar área do erotismo, assim como da drogadição em fuga da realidade, a manutenção das paixões dissolventes, a cultura do ressentimento e do ódio, da competição desleal para a conquista das migalhas financeiras e dos destaques ilusórios na sociedade, evidentemente criam transtornos nas neurocomunicações, com a consequente presença de tóxicos mentais que desorganizam o raciocínio e contribuem para alguns distúrbios emocionais e também orgânicos.

A somatização de problemas responde pela presença de diversas enfermidades geradas pelo comportamento do paciente, dando lugar aos distúrbios gástricos, respiratórios, cardíacos e psicológicos.

A saúde mental é essencial para a conquista das outras expressões de bem-estar.

Conscientizar o indivíduo em torno dos seus compromissos para com a existência e a grave responsabilidade pela atual reencarnação deve ser o comportamento de todo aquele que deseja exercer a mediunidade curadora, auxiliando na causa de todos os fenômenos, ao tempo em que poderá fomentar a contribuição fluídica, a fim de atenuar ou liberar o sofrimento daqueles que buscam a paz.

Mantendo, porém, o esclarecimento de que a cura de um órgão não significa saúde real, porque o problema moral não resolvido ressurgirá em outro aspecto, em forma de nova doença.

Conversações de significado nobre, convivência fraternal, labor em favor do próximo, esforço pessoal para o cultivo do bem-estar, hábito da oração que eleva o ser a dimensões superiores da Vida, constituem a terapêutica preventiva para todos os males, ao mesmo tempo curativa, quando estão instalados os problemas na área da saúde.

Caberia repetir o provérbio latino elaborado pelo poeta romano Juvenal: Mente sã em corpo saudável.

Portanto, o compromisso do Espiritismo, embora a sua valiosa contribuição nos problemas da saúde humana, é com a modificação moral de cada ser, a aquisição do equilíbrio interior que se manifestará em forma de harmonia.

Além do mais, ter-se sempre em vista que uma existência, mesmo saudável, por mais longa que seja, alcança o final, consumida pela fatalidade da morte ou desencarnação.

Estar-se preparado para o Mais-além é a proposta sublime da Revelação dos Imortais.

 Manoel Philomeno de Miranda por Divaldo Pereira Franco,Na reunião mediúnica de
  26/02/2014, no Centro Espírita Caminho da Redenção,
 em Salvador, Bahia

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quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Futuro e nós

Futuro e nós

Joanna de Ângelis



Desconheces a programática futura a respeito da tua vida.

Numa longa viagem, o caminho apresenta paisagem sempre diversa.

A visão da linha reta faculta uma previsão de sucessos; no entanto, uma curva, à frente, oferece aspectos surpreendentes, inesperados.

A experiência resulta sempre da vivência de um fato.

O progresso decorre das experiências bem sucedidas.

Como não deves temer o futuro, não te cabe o direito de subestimá-lo.

Tuas forças, tuas conquistas.

Tentame vencido, é passo à frente.

O futuro é uma incógnita para todos nós.

Aplica a bênção da saúde, hoje, na realização do bem e na construção correta do porvir.

Juventude, paz de espírito, saúde constituem tesouros de valor incalculável para a elevação moral do homem, de cuja utilização prestarás conta.

Enquanto és depositário desses recursos, outros lhes lamentam a escassez ou lhes padecem a ausência.

Agora sorris e o teu próximo chora.

Reparte o teu júbilo, diminuindo-lhe a carência. Talvez, se não agires com acerto, amanhã sejas tu quem se encontre a chorar, e ele, liberado, esteja a sorrir.

As provações e testemunhos aferem a qualidade e a correção moral do homem idealista.

O cristão não foge à regra. Pelo contrário: é convidado a ensinar pelo exemplo, demonstrando a validade dos conceitos esposados, na sua áspera vivência.

Bendize a alegria, mas não descartes a possibilidade das lágrimas.

Como não seria justo sofrer por antecipação, não será lógico acreditar-se imune à dor.

Não obstante Jesus soubesse do sofrimento que experimentaria no supremo testemunho da soledade, pelo abandono dos amigos; na cruz, para autenticar a excelência da Sua Doutrina; na resignação e confiança absolutas em Deus, para confirmar a herança divina de que se fazia depositário, sorriu com as criancinhas, amou a Natureza e os homens, espalhou o otimismo e a saúde, preparando-se, porém, para o sublime holocausto de amor com o qual, até hoje, é o herói silencioso e triunfante dos séculos.

Milão, Itália, 12.09.80.

Joanna de Ângelis por Divaldo Franco
do livro: Roteiro de Libertação

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quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Livre arbítrio, liberdade e evolução (Trecho do livro: Sinal da Vitória)

Livre arbítrio, liberdade e evolução

J. W. Rochester

(Trecho do livro: Sinal da Vitória)



— É  o desprezo de Siomara - disse ele com voz sufocada. 

O sábio sorriu e abanou a cabeça: 

— Não, Siomara é jovem, ela pode esquecer e perdoar os erros de seu companheiro de infância; aquele ante o qual tu deves corar, és tu mesmo, Pretextato, foi tua dignidade humana que calcaste aos pés, resvalando mais baixo que o animal, pois o bruto não se entrega absolutamente a excessos desse gênero. Qual não deverá ter sido o transbordamento de teus instintos brutais, provocados pela embriaguez, se eles te arrastaram a um crime! 

— Álcia morreu? — balbuciou Pretextato empalidecendo.

— Não, ela vive, mas isso não te exime da culpa; na Terra, onde para executar um crime o homem tem necessidade do corpo, instrumento cego de uma força brutal emanada do cérebro, não é a mão que fere a culpada, mas o pensamento que dirige o golpe; não é o ato que é preciso julgar, mas a intenção. Muito tempo ainda vaguearás neste mundo, aprisionado em um corpo perecível, para aprenderes a disciplinar teu pensamento, o qual, livre, pela força exclusiva de sua vontade, incendiaria mundos. Não foi sem razão que a Sabedoria Divina subordinou a ação do pensamento indisciplinado ao jugo carnal que ele deve arrastar consigo. Cora, portanto, diante de ti mesmo e reconhece quanto és ainda escravo da matéria, quanto tua vontade é ainda dirigida para o mal e para a destruição; aprende, meu filho, que somente aquele que possui a força e não a emprega senão para o bem, adquire por isso a liberdade de ação. Trabalha, pois, para dominar e manter sob tua dependência a besta feroz que montas, da qual tua alma é o cavaleiro, se não quiseres ser atirado à terra e destruído. 

— Ah! a vida é tão curta para semelhante trabalho! — murmurou Pretextato.

 — Tua vida ainda será longa, e, mesmo se progredires pouco, não deves desesperar, porque te resta a Eternidade; e essa palavra, tão obscura para o homem, sabes tu o que ela exprime? A Eternidade é a clemência infinita do Pai Celeste, é a Paciência sem precipitação é o eterno encorajamento dado às almas na sua penosa ascensão para a Luz. A Eternidade é a mão compassiva e cheia de mansuetude que fecha durante um breve sono os olhos fatigados do peregrino terrestre, dá-lhe o esquecimento do passado, e, no seu despertar, substitui o corpo gasto e dorido por um corpo Novo, para recomeçar a marcha, pondo em seu coração esperança, esta lâmpada inextinguível, que ilumina o caminho cheio de obstáculos, por meio do qual ele se eleva aos pés do trono da Perfeição. 

— Que é a Perfeição, este mistério que me é mais difícil ainda de compreender que o da Eternidade? perguntou Pretextato trêmulo e pálido de emoção. O olhar inspirado do sábio ergueu-se para o Céu. 

— A Perfeição — disse ele com voz vibrante — é a calma completa proveniente da harmonia de todos os sentimentos, o saber absoluto, a luz sem sombras, a felicidade sem pesar, a vontade sem hesitação, o amor em sua mais sublime concepção; enfim, o trabalho sem fadiga, tornado supremo gozo da alma. Enquanto eu estiver na Terra, como homem ou como espírito, esforçar-me-ei para velar por ti, meu discípulo, e ajudar-te, em tuas vidas sucessivas, a alcançar esse porto de paz e felicidade. 

Essa conversa produziu em Pretextato profunda impressão; cada palavra do homem estranho, tão humano e tão simples apesar do poder que sua ciência lhe conferia, caíra sobre ele qual férrea pancada, desvendando-lhe os abismos de seu ser, abrindo-lhe horizontes novos; e Pretextato sentiu-se dominado por um desejo imenso de se aperfeiçoar, de se tornar tal como desejaria Orion.

— Mestre, perguntou ele no dia seguinte, dize-me ainda o que devo fazer para, bem empregar minha vida e progredir mais depressa. 

— Já te disse, deves domar a besta humana que ruge em ti, e estabelecer justo equilíbrio entre tuas ações, teu coração e tua razão. Digo; justo equilíbrio, a fim de que apenas o cálculo do cérebro não entorpeça teu coração e não faça de ti uma dessas criaturas que não viverá a não ser para si próprias, adaptam tudo segundo as suas conveniências e medem a alta e a baixa dos eflúvios do coração pelo estreito cálculo da razão. O egoísmo prende à Terra, sombreia a alma e torna isolada a criatura; o império do coração sobre o cérebro habilita-a aos grandes devotamentos, aos atos sublimes, mas por vezes arrasta-a, ai! muito longe; é o equilíbrio que se faz necessário. 

— E como posso evitar tornar-me um egoísta, estreito de coração? 


— Seria difícil evitares o tornar-te o que já és, respondeu Orion, esboçando um sorriso; estás tão completamente cego por esse sentimento que jamais te ocorre a ideia de sacrificares o teu eu pelos outros, e aceitas a afeição que te tributam como propriedade legítima. 


— Tu me tens por egoísta. Entretanto, por aqueles que amo, parece-me que eu poderia tudo sacrificar — balbuciou Pretextato. O sábio sacudiu a cabeça: 


— Examinemos se em tua curta vida já sacrificaste alguma coisa por aqueles que pensas amar. Tomemos três pessoas que, até ao presente, têm estado mais próximas de teu coração: tua mãe, Lucrezius, Siomara. 

Para essa mãe (Vipsânia) que não tem vivido senão para ti, renunciaste a uma criatura indigna, que lhe repugnava como filha? Não, de seu amor sem egoísmo tu extorquiste a aquiescência para o casamento. 

Quando teu velho amigo, teu segundo pai, Lucrezius, te propôs desposares sua filha, dizendo-te: "a reputação de Marius é má, receio confiar-lhe Siomara, porém morreria feliz sabendo-a sob tua proteção e a de Vipsânia", tu sacrificaste um frívolo capricho por Álcia, para assegurar ao ancião um fim suave e calmo? Não. 

Teu coração não tremeu quando tua companheira de folguedos partiu, desventurada para um futuro incerto. Se ela tivesse de ser conduzida à morte, não seria tua mão que a teria retido; como não te retiveste ante uma vida de aventuras e de deboche, arriscando-te a morrer apesar de minhas advertências e sabendo bem que tua perda seria para tua mãe uma sentença de morte.

Pretextato tinha baixado a cabeça, rubro até à fronte, e algumas lágrimas deslizaram por suas faces.


— Tuas lágrimas provam que tu me compreendes; aprende, portanto, a sacrificar-te pelo único sentimento que nos eleva às esferas superiores; seguindo o impulso de teu coração, alçar-te-ás ao poder celeste.

J. W. Rochester por Wera Krijanowskaia do livro: 
Sinal da Vitoria (1893)

(Trecho do livro, Sinal da Vitória, de J. W. Rochester por Wera Krijanowskaia, onde acontece um belo diálogo entre o mestre Orion e o aprendiz Pretextato a respeito de liberdade, livre arbítrio e evolução. 

- Os destaques no texto são nossos.
RDB

John Wilmot - Conde de Rochester

Saiba mais sobre o Conde de Rochester: 

https://regeneracaodobem.blogspot.com/2018/09/o-conde-de-rochester.html
Sinopse:  O livro descreve os fatos ocorridos em Roma no século IV. Seu objetivo é mostrar a dissolução de costumes da sociedade romana e, na mesma época, a ascensão do Cristianismo. Ressalta a perseguição que era movida contra os cristãos. Usa a forma romanceada para narrar as dificuldades de uma moça de comportamento e costumes rígidos, tendo que viver dentro dessa sociedade corrompida. O conhecimento que faz com cristãos, granjeando a amizade dessas pessoas, vai valer-lhe para superar as dificuldades e o sofrimento. Ao mesmo tempo, o autor vai descrevendo todos os flagelos e perseguições que foram movidos contra os cristãos por essa sociedade corrupta.
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terça-feira, 18 de setembro de 2018

Feliz coração

Feliz coração

Meimei



Alma fraterna, escuta:
Se podes atender,
Mesmo imperfeitamente.
À tarefa que a vida te confia,
Rende graças a Deus! ...

Se alguma alfinetada te aguilhoa,
Se alguma prova sobrevém,
Auxilia, perdoa
E prossegue no rumo
Que o caminho te aponte para o bem ...

Lembra: quantos irmãos, ainda hoje,
Clamam desesperados,
Sob a luta sombria
Dos que se entregam à revolta,
Enceguecidos pela rebeldia! ...
Quantos jazem no leito,
Situando na morte a ultima esperança ...

Quantos caem, aos gritos do remorso,
Na delinquência que os arrasa ...
Quantos choram, em vão,
As horas que perderam! ...

Recorda tanta gente,
Em pranto, junto a nós,
E nem pela fração de um só momento,
Não te queixes de magoa ou sofrimento ...

Ergue-te de ti mesmo
E busquemos agir
Para estender o bem ao nosso alcance.
Se podes trabalhar
Não fales de amargor,
Desengano, tristeza ou cicatriz,
Porque, servindo aos outros por amor,
Já tens, por Dom de Deus, coração feliz.

Meimei por Chico Xavier do livro:
Deus Aguarda

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