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sábado, 13 de dezembro de 2025

O segredo da vida

O segredo da vida

Vinícius (Pedro de Camargo)



A vida decorre de duas alternativas que se sucedem num ritmo contínuo: dar e receber.

Quem dá pouco, pouco recebe. Quem mais dá, mais recebe e mais vive porque vive a vida mais intensa. "Eu vim para terdes vida, e vida em abundância."

A vida verdadeira, a única vida, é a do Espírito. A que se revela através das formas organizadas é, apenas, o reflexo daquela, tal como a luz da Lua não passa de reflexo do Sol.

O corpo humano vive graças às constantes permutas que nele se processam. Há células que se renovam em poucos dias. Deram o que tinham, morreram e ressurgiram em novos corpos hauridos na fonte da vida eterna.

"Em verdade, em verdade vos digo: Se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica só; mas, se morrer, dará muito fruto."

O milagre da multiplicação dos pães, cotidianamente reproduzido no seio da terra, opera-se mediante o sacrifício da semente. É necessário que ela se renuncie, dando-se a si mesma, para que a vida, nela oculta, se manifeste em toda a sua pujança. "Quem renuncia a sua vida neste mundo, conservá-la-á, para a eternidade."

O egoísmo é contraproducente em suas expressões. Destrói e espalha, pretendendo manter e ajuntar. Quem dá a vida da forma aumenta a vida real, que é a do Espírito.

Sujeitando a vida do corpo, que é a reflexa, à vida do Espírito, que é a verdadeira, fazemos crescer em nós o potencial da vida, percebendo-a e sentindo-a em grau cada vez mais elevado.

Mais espiritualmente corresponde a mais vida, mais poder, mais luz, mais aptidão.

"As obras que eu faço, não as faço de mim mesmo. O Pai, que está em mim, produz as obras." "Tudo o que eu faço, vós também podereis fazer, e coisas ainda maiores."

A vida é amor. O egoísmo é a morte. Deus é a dádiva perpétua. Ele não dá por medida. O egoísmo do homem é que delimita suas dádivas e seus dons. Quem pouco recebe é porque pouco dá. A capacidade de receber está em relação com a capacidade de dar. "Dai e dar-se-vos-á, boa medida, bem cogulada, transbordando."

De outra sorte, a vida consiste em aprender e ensinar. Quem mais ensina é quem mais aprende. Quem mais se dispõe a aprender é quem melhor ensina. Por pouco que saibamos, há sempre quem saiba ainda menos, a quem podemos ensinar. Quanto mais sabemos, mais reconhecemos a nossa ignorância e mais vontade temos de aprender. Aprender e ensinar. Subir, auxiliado pelos que se acham em cima, auxiliando, por sua vez, a escalada dos que se encontram embaixo: tal é a Lei.

Dar e receber: eis o segredo da vida.

Vinícius (Pedro de Camargo) do livro:
Na Seara do Mestre

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Nota: Pedro de Camargo, mais conhecido por Vinícius (pseudônimo que adotou e usou por mais de 50 anos), nasceu em Piracicaba (SP) em 7 de maio de 1878. Desde muito jovem abraçou com entusiasmo o Espiritismo, tendo fundado e dirigido em sua terra natal a instituição espírita “Fora da caridade não há salvação”. Por muitos anos presidiu também a “Sociedade de Cultura Artística”, na mesma cidade. Em 1938, mudou-se para a cidade de São Paulo, onde permaneceu até a sua desencarnação em 11 de outubro de 1966. A partir de 1949, desenvolveu, através do rádio, um programa evangélico de grande proveito para os espíritas. Teve participação destacada nos esforços em prol da unificação do Movimento Espírita Brasileiro que culminaria com a criação do Conselho Federativo Nacional (CFN). Colaborou por dezenas de anos com artigos que primavam pela essência altamente doutrinária e evangélica publicados em Reformador. (Trecho extraído do site da FEB)
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- Para seguirmos corretamente o espiritismo, devemos submeter todas as mensagens mediúnicas ao crivo duplo de Kardec, sendo eles,  a razão e a universalidade.

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quarta-feira, 30 de julho de 2025

Querer é poder?

Querer é poder?

Vinícius (Pedro de Camargo)


A sentença supra goza, de há muito, de foros de provérbio consumado. Mas, exprimirá de fato uma verdade? Eis a questão.

A nosso ver, empregaríamos o verbo saber em lugar do verbo querer, e diríamos, então: Saber é poder.

Esta máxima é absolutamente verdadeira. Aquele que sabe pode, porém o que ignora não pode, ainda que queira. Dir-se-á, talvez: mas o querer conduz ao saber, visto como aquele que quer procura aprender para executar. Mas, nem sempre sucede assim e é justamente esse ponto que tencionamos ferir.

Há muita gente que procura com afinco realizar seu “querer”, por este ou aquele meio, desprezando precisamente o processo seguro de êxito: o saber. Daí os fracassos, o desânimo, a descrença e o pessimismo de muitos.

Jesus apresentou-se ao mundo no caráter de Mestre, e, como tal, teve discípulos. Sua missão é educadora. Remir é educar. Os que são por ele ensinados alcançam, por tal meio, a redenção. A Igreja de Jesus é uma escola. Ser cristão é matricular-se nessa escola, é tomar-se discípulo de Jesus, e aprender com ele a ciência do bem e da verdade.

Instruí-vos, moralizai-vos; tal é o lema que se deveria gravar no pórtico dos modernos templos cristãos.

“Pedis e não recebeis: não recebeis porque não sabeis pedir”, disse o Mestre.

A questão, pois, é de saber.

“Eu sou a luz do mundo — acrescentou ele —, quem me segue, não andará em trevas; pelo contrário, receberá a luz da vida. Eu não vim condenar, mas salvar o mundo. A condenação é esta: A luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz; e isto porque eram más as suas obras. Porquanto todo aquele que pratica o mal aborrece a luz, e não vem para a luz, a fim de que suas obras não sejam arguídas.”

Como se vê, tudo se resume numa questão de luz. A condenação dos que a rejeitam consiste em permanecerem nas trevas. As trevas são o Hades. Quem vive em trevas nada pode, porque tudo ignora. Tudo ignora porque nada aprende, nada aprende porque repudia a luz que se lhe oferece. Estes tais estão por si próprios condenados.

Saber é poder, repetimos. Aquele que sabe, pode. Aquele que quer, e ignora a maneira de realizar seu “querer”, não pode coisa alguma.

O que vive na luz pode, o que vive em trevas não pode, ainda mesmo que queira. A salvação está na luz. O Cristianismo é luz. Jesus é mestre, a escola é o seu templo.

Vinícius (Pedro de Camargo) do livro:
O Mestre na Educação

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Nota: Pedro de Camargo, mais conhecido por Vinícius (pseudônimo que adotou e usou por mais de 50 anos), nasceu em Piracicaba (SP) em 7 de maio de 1878. Desde muito jovem abraçou com entusiasmo o Espiritismo, tendo fundado e dirigido em sua terra natal a instituição espírita “Fora da caridade não há salvação”. Por muitos anos presidiu também a “Sociedade de Cultura Artística”, na mesma cidade. Em 1938, mudou-se para a cidade de São Paulo, onde permaneceu até a sua desencarnação em 11 de outubro de 1966. A partir de 1949, desenvolveu, através do rádio, um programa evangélico de grande proveito para os espíritas. Teve participação destacada nos esforços em prol da unificação do Movimento Espírita Brasileiro que culminaria com a criação do Conselho Federativo Nacional (CFN). Colaborou por dezenas de anos com artigos que primavam pela essência altamente doutrinária e evangélica publicados em Reformador. (Trecho extraído do site da FEB)
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segunda-feira, 29 de abril de 2024

O Médico das almas

O Médico das almas

Vinícius (Pedro de Camargo)



De caminho para Jerusalém, passava Jesus pela divisa entre a Samaria e a Galileia. Ao entrar numa aldeia, saíram-lhe ao encontro dez leprosos, que ficaram de longe e levantaram a voz, dizendo: Jesus, Mestre, tem compaixão de nós! Jesus, logo que os viu, disse-lhes: Ide, mostrai-vos aos sacerdotes. E em caminho ficaram curados. Um deles, vendo-se curado, voltou, dando glória a Deus em alta voz, e prostrou-se aos pés de Jesus, agradecendo-lhe; e este era samaritano.

Perguntou Jesus: Não ficaram curados os dez? onde estão os outros nove? Não se achou quem voltasse para dar glória a Deus, sendo este estrangeiro ? E disse ao homem: Levanta-te e vai; a tua fé te salvou.

Porque disse Jesus ao samaritano: a tua fé te salvou? Porque a fé nesse crente, em tudo dissemelhante da dos Judeus, era despida de fanatismo, não se restringia aos moldes estreitos daquela fé convencional da escolástica religiosa.
 
A fé daquele samaritano era livre, isenta de peias dogmáticas, escoimada de todos os prejuízos sectários inerentes aos credos exclusivistas. Daí porque ele logrou sentir os eflúvios celestes banhando seu Espírito e despertando-lhe no coração os bons sentimentos, dentre os quais se distingue, como dos mais belos padrões de nobreza, a gratidão.

Jesus sarara os dez leprosos; mas, o prodígio só impressionou profundamente ao samaritano, porque só ele recebeu o influxo do céu, graças às condições do seu coração liberto do fanatismo que obceca a mente e embota as cordas do sentimento.

Por isso, enquanto os nove Judeus prosseguiram maquinalmente em demanda dos sacerdotes para cumprirem o preceito ritualístico de sua religião, o samaritano retrocedeu em busca do seu benfeitor, a cujos pés se prostrou, num gesto sublime de humildade e de profundo reconhecimento.

Sua alma possuía apreciável capacidade de sentir. O benefício recebido encontrou eco em seu coração suscetível de apreciar o bem e capaz de experimentar as emoções suaves e doces que o bem gera e acoroçoa.

Concluímos do exposto que o maior benefício que recebemos, através duma graça que nos é concedida, não está propriamente no objeto alcançado, mas no reconhecimento que o fato pode despertar. A gratidão é o elo indissolúvel que une o beneficiado ao benfeitor.

Assim, pois, quando o pecador tem capacidade moral para sentir o benefício que lhe é outorgado, fica por isso mesmo em comunhão com o céu: e nisto consiste o sumo bem conquistado.

Jesus curava o corpo, visando a redimir o Espírito. Daí seu contentamento, verificando que, ao menos num, dentre os dez leprosos beneficiados, havia atingido o alvo visado em sua missão.

É bom que todos os doentes do corpo saibam disto, a fim de se não iludirem buscando a saúde da matéria e relegando a do Espírito. São as enfermidades deste que o médico das almas, de preferência, veio curar.

Vinícius (Pedro de Camargo) do livro: 
Em torno do mestre - FEB

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Nota: Pedro de Camargo, mais conhecido por Vinícius (pseudônimo que adotou e usou por mais de 50 anos), nasceu em Piracicaba (SP) em 7 de maio de 1878. Desde muito jovem abraçou com entusiasmo o Espiritismo, tendo fundado e dirigido em sua terra natal a instituição espírita “Fora da caridade não há salvação”. Por muitos anos presidiu também a “Sociedade de Cultura Artística”, na mesma cidade. Em 1938, mudou-se para a cidade de São Paulo, onde permaneceu até a sua desencarnação em 11 de outubro de 1966. A partir de 1949, desenvolveu, através do rádio, um programa evangélico de grande proveito para os espíritas. Teve participação destacada nos esforços em prol da unificação do Movimento Espírita Brasileiro que culminaria com a criação do Conselho Federativo Nacional (CFN). Colaborou por dezenas de anos com artigos que primavam pela essência altamente doutrinária e evangélica publicados em Reformador. (Trecho extraído do site da FEB)
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segunda-feira, 18 de dezembro de 2023

Frase maravilhosa

Frase maravilhosa

Vinícius (Pedro de Camargo)




"Tudo é possível àquele que crê" — disse, com ênfase, o maior expoente da verdade na Terra: 

Jesus Cristo.

Fundadas razões teve o Mestre ao firmar tão sábia sentença. A natureza íntima do homem propende a crer. Tudo que a Humanidade tem produzido de bom e de grande, é obra da fé. Todas as descobertas, todos os inventos, todas as modalidades de progresso — esta ou aquela — representam conquistas da grande virtude.

Os povos mais fortes, mais capazes e que mais prodigiosos feitos têm realizado, são os que mais e melhor sabem crer. A Holanda é um país de área bastante acanhada. Sua população densa não se podia acomodar nas limitadas proporções do território pátrio. Que fizeram os holandeses?

Disputaram terras ao mar. Entraram em conflito com o oceano, forçando suas bravias ondas a recuarem e cederem terreno. Semelhante proeza é um magnífico golpe de fé que enobrece e dignifica o povo que o concebeu e executou.

O Mestre divino não exagera quando diz que a fé transporta montanhas. De fato, onde maior audácia: arrasar montes ou conquistar território das profundezas oceânicas?

O Japão é vítima de terremotos violentíssimos que, por vezes, têm reduzido cidades inteiras a montões de escombros. Que faz o nipônico? Renega o solo onde nasceu, blasfema, revolta-se ou cai na apatia ? Não. Reconstrói tudo, fazendo renascer das ruínas as mesmas cidades, refeitas, embelezadas tal com a Fênix da fábula ressurgindo das próprias cinzas.

Vemos na tenacidade do japonês que o homem foi criado para crer. Por isso, ele enfrenta os cataclismas, certo de que é à vida, e não à morte, que cabe a vitória no desfecho de todas as lutas.

Os caminhos de ferro, os barcos a vapor, os aeroplanos, as maravilhosas e utilíssimas invenções do grande e genial Edison, as descobertas científicas de toda a espécie, conducentes a conservar e dilatar a vida humana, melhorando, ao mesmo tempo, suas condições, são outros tantos milagres da fé.

Observemos um guindaste possante, manobrado por um menino, levantar moles cujo peso orça por algumas toneladas.

Que ideia faremos desse maquinismo? Dirão, talvez, é a força da inteligência suprindo vantajosamente a força dos músculos. Cumpre notar, entretanto, que a inteligência (como as demais faculdades do Espírito) age mediante o influxo de um poder que a põe em atividade. Esse poder é a fé.

Arquimedes, quando se propôs levantar o mundo, disse que o faria se lhe dessem uma alavanca e um ponto de apoio correspondente. O desafio do grande geômetra tinha por fim demonstrar o poder mecânico da alavanca no deslocamento de pesos. Não obstante, aquele poder depende de uma condição: o ponto de apoio. Todo o prodígio da alavanca resulta nulo sem o ponto de apoio.

Assim também é a inteligência humana; sua magia só se verifica sob a dinâmica da fé. A fé é o esteio da vida. Disse Amado Nervo, com muita justeza, que a fé é tão necessária como a respiração.

A Natureza é um hino de fé. Tudo nos convida a crer, nada nos induz à descrença. As forças naturais são positivas. O homem que se harmoniza com elas age de acordo com a Natureza; mantém-se em atitude vitoriosa, sendo esse o segredo de seus triunfos. O céptico é uma nota dissonante na orquestra da vida. É uma força negativa, estéril. O otimismo e o pessimismo são consequências inevitáveis da crença e da descrença.

A Natureza nos convida a crer. O mundo do infinitamente grande, como o do infinitamente pequeno — o macrocosmo e o microcosmo — são elementos geradores de fé. O majestoso e incomensurável panorama celeste onde milhões de sóis, de astros e de estrelas se agitam em revoluções ininterruptas na eternidade do tempo; aquele poder fantástico que traceja as órbitas para os gigantes do espaço infinito, e que é obedecido sem discrepância de uma linha; esse concerto indescritível de ação e reação, de atração e repulsão que equilibra as potências cósmicas, assegurando a estabilidade do Universo; tudo isso, enfim, que do alto dos céus nos deslumbra e arrebata, convida-nos a crer.

Se penetrarmos o ciclo do infinitamente pequeno, se devassarmos os mistérios de uma simples gota de água, outras tantas maravilhas não menos surpreendentes ali nos esperam para dizer-nos peremptória e positivamente: crê!

O telescópio e o microscópio geram mais fé que todos os dogmas e todas as liturgias das religiões.

Se tudo que existe, fora e dentro de nós, nos manda crer, porque havemos de descrer? Só a fatuidade do orgulho humano pode dar lugar ao cepticismo e à descrença.

Gravemos em nossa mente a inolvidável frase de Jesus: Tudo é possível àquele que crê. Apelemos para seu mágico encantamento e teremos o caminho da vida, aberto e franco às mais excelentes conquistas da inteligência.

Vinícius (Pedro de Camargo) do livro: 
Em torno do mestre - FEB

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Nota: Pedro de Camargo, mais conhecido por Vinícius (pseudônimo que adotou e usou por mais de 50 anos), nasceu em Piracicaba (SP) em 7 de maio de 1878. Desde muito jovem abraçou com entusiasmo o Espiritismo, tendo fundado e dirigido em sua terra natal a instituição espírita “Fora da caridade não há salvação”. Por muitos anos presidiu também a “Sociedade de Cultura Artística”, na mesma cidade. Em 1938, mudou-se para a cidade de São Paulo, onde permaneceu até a sua desencarnação em 11 de outubro de 1966. A partir de 1949, desenvolveu, através do rádio, um programa evangélico de grande proveito para os espíritas. Teve participação destacada nos esforços em prol da unificação do Movimento Espírita Brasileiro que culminaria com a criação do Conselho Federativo Nacional (CFN). Colaborou por dezenas de anos com artigos que primavam pela essência altamente doutrinária e evangélica publicados em Reformador. (Trecho extraído do site da FEB)
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sexta-feira, 3 de novembro de 2023

A suprema conquista

A suprema conquista

Vinícius (Pedro de Camargo)


O homem que rasga as entranhas da terra em busca do minério oculto em seu seio; que desce às profundezas oceânicas explorando seus pélagos e abismos mais recônditos; que sulca os ares, elevando-se às alturas em voos mais ousados e destemidos que os do condor e da águia; que penetra o mundo do infinitamente pequeno e do infinitamente grande — o microcosmo e o macrocosmo — devassando suas íntimas e secretas maravilhas; que doma e submete as feras, desbravando sertões e selvas densas; que afronta os elementos em fúria, lutando com os temporais, com os terremotos, com as lavas incandescentes que as crateras vulcânicas vomitam aos borbotões; que porfia com a peste, que vence as endemias mais radicadas saneando regiões onde elas reinavam infrenes; que se utiliza, em suas cidades e em seus lares, da eletricidade, esse fluido imponderável, incoercível, desconhecido e misterioso capaz de fulminar num dado instante aqueles que atinge; que apanha o raio no ar e o conduz por um fio, neutralizando seu poder de destruição; que apagou as distâncias, unindo os continentes através dos mares e do espaço, pondo em contato cotidiano raças, nações e povos do Norte e do Sul, do Oriente e do Ocidente, do Velho e do Novo Mundo; que pisou as inóspitas regiões polares onde nenhum sinal de vida se encontra; que realizou praticamente quase todas as fantasias e sonhos de Júlio Verne; que já ergueu a ponta do véu que separa os dois planos — da matéria e do Espírito — perscrutando os arcanos celestes; o homem que de todas essas façanhas se vangloria, que de todas essas proezas e feitos se desvanece e se orgulha, ignora ainda os segredos de sua mente e os mistérios de seu coração!

O homem que enfrenta o inimigo em campo raso, a peito descoberto, no meio de fuzilaria cerrada; que não recua diante das metralhadoras, dos canhões e dos petardos, não é capaz de
suportar uma pequena ofensa, de ânimo sereno e coração tranquilo! Não é capaz de desarmar o agressor, transformando as agressividades em carícias!

O homem que é capaz de destruir cidades seculares em algumas horas; que é capaz de talar campos e searas em poucos momentos; que é capaz de dizimar multidões, estendendo o negro véu da orfandade sobre milhares de crianças, é incapaz de vencer vícios vulgares e rasteiros como os do jogo, do álcool, dos entorpecentes, do tabaco, etc.!

O homem que sabe línguas, ciências, filosofias, política e artes várias, não sabe ser bom e justo, tolerante e fraterno; não sabe, tão pouco, resolver os problemas da pobreza, da enfermidade e da dor! Finalmente, o homem que tanto tem conquistado e tanto tem conseguido, ainda não se conquistou a si mesmo, ainda não conseguiu domar e vencer suas próprias paixões!

Vinícius (Pedro de Camargo) do livro: 
Em torno do mestre - FEB

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quinta-feira, 3 de agosto de 2023

O criminoso e o crime

O criminoso e o crime

Vinícius (Pedro de Camargo)

No conceito que geralmente se faz do mal, sob seus vários aspectos, confunde-se o mal, propriamente dito, com aquele que o pratica. Dessa lamentável confusão advêm não pequenos erros de apreciação, quanto à maneira eficiente de combater-se o mal.

Para bem agirmos em prol do saneamento moral, precisamos partir deste princípio: o crime não é o criminoso, o vício não é o viciado, o pecado não é o pecador, do mesmo modo e pelo mesmo critério que o doente não é a doença. Assim como se combatem as enfermidades e não os enfermos, assim também se devem combater o crime, o vício e o pecado, e não o criminoso, o viciado e o pecador.

O mal não é intrínseco no indivíduo, não faz parte da natureza íntima do Espírito; é, antes, uma anomalia, como o são as enfermidades. O bem, tal como a saúde, é o estado natural, é a condição visceralmente inerente ao espírito. Um corpo doente constitui um caso de desequilíbrio, precisamente como um espírito transviado, rebelde, viciado, ou criminoso.

Há tantas variedades de distúrbios psíquicos quantas de distúrbios físicos, aos quais a medicina rubrica com variadíssimas denominações. A origem do mal, quer no corpo, quer no espírito, é a mesma: infração das leis de higiene.

O homem frauda essa lei por ignorância, por fraqueza e, finalmente, pelo impulso de certas paixões que o dominam. Não devemos votá-lo ao desprezo por isso, nem, muito menos, malsiná-lo como réprobo, pois, em tal caso, se justificaria tratar-se de igual modo os enfermos.

Aliás, em épocas felizmente remotas, se procedeu assim com relação aos enfermos de moléstias infectuosas. Esses infelizes eram tidos como vítimas da cólera divina e, por isso, perseguidos desapiedadamente pela sociedade.

A ignorância torna os homens capazes de todas as insânias. Pois é essa mesma ignorância, com referência aos transviados da senda nobre da vida, que gera a repulsa e mesmo o ódio contra os delinquentes. Os velhos códigos humanos, assim civis que religiosos, foram vazados nos moldes dessa confusão entre o ato delituoso e o seu agente.

Quando Jesus preconizou o — amai os vossos inimigos; fazei bem aos que vos  fazem mal — não proclamou somente um preceito altamente humanitário, proferiu uma sentença profundamente pedagógica e sábia. A benevolência, contrastando com a agressão, é o único processo educativo capaz de corrigir e regenerar o pecador.

Cumpre notar, e o declaramos com toda a ênfase, que nada tem esta doutrina de comum com o sentimentalismo piegas, estéril e, às vezes, prejudicial. Trata-se de repor as coisas nos seus lugares. Para varrer-se o mal da face da Terra, é preciso que se apliquem métodos naturais, conducentes a esse objetivo. O método natural é a educação do espírito. Com o velho sistema de castigar, ou eliminar as vitimas do crime e do vício, nada se logrará de positivo, conforme os fatos atestam eloquentemente.

A medicina jamais pensou na eliminação dos enfermos; toda a sua preocupação está em curar as doenças. Pois o processo deve ser o mesmo, em se tratando dos distúrbios que afetam o moral dos indivíduos.

Felizmente, os primeiros pródromos de uma reforma radical neste sentido já se observam nos meios mais avançados. O único castigo capaz de produzir efeito na regeneração dos culpados é o que se traduz pela natural consequência dolorosa do erro ou mal cometido, consequência que recai fatalmente sobre o culpado. É necessário fazer que o delinquente reconheça esse fato, e isto se consegue por meio da instrução moral.

Toda punição imposta de fora, como revide social, é contraproducente, conforme os fatos, em sua irretorquível expressão, têm comprovado mil vezes.

É muito fácil encarcerar ou eletrocutar um criminoso. Educá-lo é mais difícil, mais trabalhoso, demanda esforço, tempo, saber e caridade. Por isso, o Estado manda os criminosos à forca e as religiões remetem os pecadores, que não são da sua grei, para o inferno.

Mas, se aquele é o único processo eficaz, procuremos empregá-lo, e não este, anticientifico, imoral e cruel.

A educação vence e previne o mal. O homem educado conhece o senso da vida, age conscienciosamente com critério, com discernimento: é um valor social. É pela educação que se hão de vencer os vícios repugnantes (haverá algum que o não seja?), que se hão de domar as paixões tumultuárias que obliteram a inteligência e a razão. E, de tal modo, sanear-se-á a sociedade.

Retirem-se os delinquentes do convívio social, como se faz com o pestoso que ameaça a salubridade pública; mas, como a este, preste-se àquele a assistência que lhe é devida: educação.

E não se suponha, outrossim, que só os criminosos devem ser educados. A obra de educação é obra de salvação, é obra religiosa em sua alta finalidade, é obra científica e social em sua expressão verdadeira. Eduquem-se a todos, cada um na sua esfera, até que a educação se transforme, em cada indivíduo, numa autoeducação contínua, ininterrupta.

Na educação do espírito está o senso da vida, está a solução de todos os seus problemas.

Vinícius (Pedro de Camargo) do livro:
O Mestre na Educação

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Nota: Pedro de Camargo, mais conhecido por Vinícius (pseudônimo que adotou e usou por mais de 50 anos), nasceu em Piracicaba (SP) em 7 de maio de 1878. Desde muito jovem abraçou com entusiasmo o Espiritismo, tendo fundado e dirigido em sua terra natal a instituição espírita “Fora da caridade não há salvação”. Por muitos anos presidiu também a “Sociedade de Cultura Artística”, na mesma cidade. Em 1938, mudou-se para a cidade de São Paulo, onde permaneceu até a sua desencarnação em 11 de outubro de 1966. A partir de 1949, desenvolveu, através do rádio, um programa evangélico de grande proveito para os espíritas. Teve participação destacada nos esforços em prol da unificação do Movimento Espírita Brasileiro que culminaria com a criação do Conselho Federativo Nacional (CFN). Colaborou por dezenas de anos com artigos que primavam pela essência altamente doutrinária e evangélica publicados em Reformador. (Trecho extraído do site da FEB)
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terça-feira, 6 de junho de 2023

Paciência não se perde

Paciência não se perde

Vinícius (Pedro de Camargo)



"Pela paciência possuireis as vossas almas."

É muito comum ouvirmos esta exclamação: perdi a paciência! Como sabem, porém, que perderam a paciência? Porque quando precisaram daquela virtude para se manterem calmos e serenos não a encontraram consigo, e, por isso, exasperaram-se, praticaram desatinos, proferiram impropérios e blasfêmias?

Só pelo fato de não encontrarem em seu patrimônio moral aquela virtude, alegam logo que a perderam. Como poderiam, porém, perder o que não possuíam?

Será melhor que os homens se convençam de que eles não têm paciência, que ainda não alcançaram essa preciosa qualidade que, no dizer do Mestre insigne, é a que nos assegura a posse de nós mesmos: Pela paciência possuireis as vossas almas. E não pode haver maior conquista que a conquista própria. Já alguém disse, com justeza, que o homem que se conquistou a si mesmo vale mais que aquele que conquistou um reino. Os reinos são usurpados mediante o esforço e o sangue alheio, enquanto que a posse de si mesmo só pode advir do esforço pessoal, da porfia enérgica e perseverante da individualidade própria, agindo sobre si mesma.

Todos esses, pois, que vivem constantemente alegando que perderam a paciência, confessam involuntariamente que jamais a tiveram. Paciência não se perde como qualquer objeto de uso ou como uma soma de dinheiro. Os que ainda não lograram alcançá-la, revelam essa falha precisamente no momento em que se exasperam, em que perdem a compostura e cometem despautérios. Quando, depois, o ânimo serena, o homem diz: perdi a paciência. Não perdeu coisa alguma; não tenho paciência é o que lhe compete reconhecer e confessar.

Às virtudes, esta ou aquela, fazem parte de uma certa riqueza cujo valor imperecível Jesus encarece sobremaneira em seu Evangelho, sob estas sugestivas palavras: Granjeai aquela riqueza que o ladrão não rouba, a traça não rói, o tempo não consome e a morte não arrebata. Tais bens são, por sua natureza, inacessíveis às contingências da temporalidade, e não podem, portanto, desaparecer em hipótese alguma. Constituem propriedade inalienável e legitimamente adquirida pelo Espírito, que jamais a perderá.

Não é fácil adquirirmos certas virtudes, entre as quais se acha a paciência. A aquisição da paciência depende da aquisição de outras virtudes que lhe são correlatas, que se acham entrelaçadas com ela numa trama perfeita. A paciência — podemos dizer — é filha da humildade e irmã da fortaleza, do valor moral. O orgulho é o seu grande inimigo. A fraqueza de Espírito é outro obstáculo à conquista daquele precioso tesouro. Todos os movimentos intempestivos, todo ato violento, toda atitude colérica são oriundos da suscetibilidade do nosso amor próprio exagerado. A seu turno, os desesperos, as aflições incontidas, os estados de alucinação, os impropérios e blasfêmias são consequências de fraqueza de ânimo ou debilidade moral. A calma e a serenidade de ânimo, em todas as emergências e conjunturas difíceis da vida, só podem ser conservadas mediante a fortaleza e a humildade de Espírito. É essa condição inalterável de ânimo que se denomina paciência. Ela é incontestavelmente atestado eloquente de alto padrão moral.

Naturalmente, em épocas de calmaria, quando tudo corre ao sabor dos nossos desejos, parece que possuímos aquele preciosíssimo bem. Os homens, quando dormem, são todos bons e inocentes.

É exatamente nas horas aflitivas, nos dias de amargura, quando suportamos o batismo de fogo, que verificamos, então, a inexistência da sublime virtude conosco.

No mundo, observou o Mestre, tereis tribulações, mas tende bom ânimo: eu venci o mundo.

Como ele venceu, cumpre a nós outros, como discípulos, imitá-lo, vencendo também. Cristo é o sublime modelo, é o grande paradigma. Não basta conhecer seus ensinamentos, é preciso praticá-los.

Daqui a necessidade de fortificarmos nosso Espírito, retemperando-o nos embates cotidianos como o ferreiro que, na forja, tempera o aço até que o torna maleável e resistente.

A existência humana é urdida de vicissitudes e de imprevistos. Tais são as condições que havemos de suportar como consequências do nosso passado. A cada dia a sua aflição — reza o Evangelho em sua empolgante sabedoria. Portanto, cumpre nos tornemos fortes para vencermos. Fomos dotados dos predicados para isso. Tudo que eu faço, asseverou o Mestre, vós também podeis fazer. Se nos é dado realizar os feitos maravilhosos do Cristo de Deus, porque permanecemos neste estado de miserabilidade moral? Simplesmente porque temos descurado a obra de nossa educação. A educação do Espírito é o problema universal.

A obra da salvação é obra de educação, nunca será demais afirmar esta tese.

A religião que o momento atual da Humanidade reclama é aquela que apela para a educação sob todos os aspectos: educação física, educação intelectual, educação cívica, educação mental, educação moral.

A fé que há de salvar o mundo é aquela que resulta desta sentença: 

Sede perfeitos como vosso Pai celestial é perfeito.
Vinícius (Pedro de Camargo) do livro: 
Em torno do mestre - FEB

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Nota: Pedro de Camargo, mais conhecido por Vinícius (pseudônimo que adotou e usou por mais de 50 anos), nasceu em Piracicaba (SP) em 7 de maio de 1878. Desde muito jovem abraçou com entusiasmo o Espiritismo, tendo fundado e dirigido em sua terra natal a instituição espírita “Fora da caridade não há salvação”. Por muitos anos presidiu também a “Sociedade de Cultura Artística”, na mesma cidade. Em 1938, mudou-se para a cidade de São Paulo, onde permaneceu até a sua desencarnação em 11 de outubro de 1966. A partir de 1949, desenvolveu, através do rádio, um programa evangélico de grande proveito para os espíritas. Teve participação destacada nos esforços em prol da unificação do Movimento Espírita Brasileiro que culminaria com a criação do Conselho Federativo Nacional (CFN). Colaborou por dezenas de anos com artigos que primavam pela essência altamente doutrinária e evangélica publicados em Reformador. (Trecho extraído do site da FEB)
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