Mostrando postagens com marcador Encontro com a paz e a saúde. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Encontro com a paz e a saúde. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 24 de maio de 2019

Como conseguir a felicidade

Como conseguir a felicidade

Joanna de Ângelis



No momento quando se materializa a felicidade, isto é, quando se a considera como resultado de posses econômicas, de poder social, político, religioso, artístico, científico ou cultural, ela se faz frustrante, em decorrência das oscilações que existem nos relacionamentos humanos e das circunstâncias existenciais que se alteram a cada momento.

O conceito de uma felicidade estática é equívoco do sentimento, porquanto o processo da evolução é inestancável e as variações do amadurecimento psicológico são contínuas, em face das experiências que são armazenadas no trânsito existencial.

Em cada faixa biológica da vida física, em decorrência do desenvolvimento orgânico e intelectual, os conceitos alteram-se, e tudo quanto, em uma fase, é significativo e relevante, portador de grande expressão, logo depois cede lugar a novas aspirações e a conceitos mais profundos. Assim ocorre também em relação à felicidade, que, de acordo com a faixa etária e as conquistas morais, espirituais do ser humano, passa a adquirir significado diferente.

Quando se é jovem, as metas por alcançar, parecem constituir-se como essenciais à aquisição da felicidade.

Nada obstante, logo que são logradas, perdem a empatia de que se revestiam antes de conseguidas.

Por isso, a felicidade é um sentimento que deve ser trabalhado em padrões de harmonia emocional, de complementação sexual, de realização profissional, de vitória sobre os conflitos, de interiorização espiritual, a fim de saber-se o que realmente tem sentido, em relação àquilo que é de natureza secundária, e momentaneamente desfruta de especial significação.

O místico alcança a felicidade no momento do seu êxtase; os genitores, quando os filhos logram a realização social e profissional; o cientista, quando consegue entender e decifrar o enigma da sua busca; o artista, no instante em que a obra é reconhecida ou tem-na como concluída e perfeita, e assim, sucessivamente...

A felicidade do agricultor apresenta-se quando o mesmo contempla a plantação enriquecida de flores, frutos, sementes, abrindo-se à colheita.

O indivíduo, de acordo com os objetivos que estabelece para a existência, empenhando-se em nunca desistir dos seus sonhos - claro que dos ideais de enobrecimento - consegue permanecer fiel, mesmo quando não compreendido, perseguido ou desprezado, experiência a felicidade durante todo o período em que se demora devotado na luta pela sua realização.

Nem sempre, portanto, a felicidade estará presente apenas no término, quando se logra o objetivo anelado, mas essencialmente durante todo o transcurso da sua realização.

A felicidade é conseguida quando cada qual se torna administrador da própria existência, podendo estabelecer os métodos de conduta saudável e segui-los, edificando-se e realizando outras vidas.

Há fatores sociológicos, econômicos, políticos, que contribuem em favor da aquisição da felicidade individual e coletiva.

Nos pequenos e prósperos burgos onde o estresse não aflige, porque se dispõe de tempo para todas as realizações, inclusive para os divertimentos renovadores, onde as competições cedem lugar à cooperação, diante de regime democrático, no qual todos são convidados a participar da administração e das decisões locais, certamente os fatores propiciatórios à felicidade são muito maiores do que nas urbes desgastantes, onde todos são desconhecidos e inimigos fraternos, indiferentes uns aos outros, ambiciosos e agressivos.

Nos reduzidos núcleos de atividade, há interesse pela vida do próximo, participação nas suas realizações e solidariedade nos seus sofrimentos, enquanto que, nas grandes populações tudo é automático, os encontros são rápidos e superficiais, as amizades quase inexistem, porque parece haver uma necessidade emocional de todos estarem vigilantes em relação pessoal com os demais.

De certo modo, a postura de vigilância é saudável, ante as tragédias do quotidiano, as ocorrências desastrosas, os relacionamentos perturbadores, no entanto, essa cautela não deve ser levada a extremos geradores de inquietação e de estresse. Quando cada membro da sociedade procura adaptar-se ao sistema, melhorando-o com a sua contribuição e ampliando o círculo de amizade sincera, modificam-se os quadros de ocorrências negativas, favorecendo o bem-estar possível.

Quando a pessoa sente-se desamparada, ignorada, sem possibilidade de encontrar entendimento, logo se apresentam os componentes da inquietação e da revolta íntima, quando não resvala para a depressão. Torna-se necessário que se expandam o sentimento de solidariedade e o contributo da amizade para que o grupo social seja mais ativo em relação aos seus membros, buscando ampará-los em um tipo de amplexo espiritual que dê ideia e seja realmente de segurança e de proteção.

Quando a solidariedade é cultivada, proporciona ampliação da capacidade de conviver com as diferentes condutas sem prejuízo para a harmonia do grupo. Compreendendo-se, que cada indivíduo traz conflitos graves, expressos ou disfarçados, à semelhança daqueles que são do seu Self, essa sombra se dilui, cedendo lugar à claridade da alegria de viver e da esperança de ser-se feliz.

A ausência de controle sobre o próprio destino, a incerteza em torno do futuro, a insegurança no comportamento constituem processos geradores de infelicidade, conhecimento da impossibilidade de conseguir-se realizações prazenteiras, objetivos libertadores.

A mente, sempre ela, é convidada ao equilíbrio, à fixação de pensamentos edificantes, reservando-se a irrestrita confiança em Deus, o Pai afável de todas as criaturas...

Uma conduta, portanto, religiosa, destituída de qualquer tipo de fanatismo e de exclusivismo, é fator de segurança para o encontro com a felicidade, mesmo que sob injunções difíceis que se tornam suportadas com resignação dinâmica e coragem para superá-las.

Nunca será demais repetir-se que o espírito elabora o seu destino, sendo o semeador e o colhedor de tudo quanto realize.

No âmago do ser, encontra-se em germe o tesouro que lhe cabe conquistar, impresso nos genes, exteriorizando-se nos neurotransmissores, expressando-se no comportamento psicológico ou na organização fisiológica.

Alterar esse destino a cada momento faz-se possível, em razão da neurogênese, que ora assevera que os neurônios se renovam, nascem em todas as épocas da existência e cuja função pode ser orientada pela mente.

O hábito salutar da meditação e da oração, de caminhadas e exercícios que liberam toxinas cerebrais e renovam a oxigenação do encéfalo, predispõe às realizações enobrecedoras, mediante o esforço físico bem direcionado, propiciando felicidade.

Uma vida ativa, assinalada pela produção equilibrada de serviços, produz pensamentos favoráveis ao bem-estar, por expressar autorrealização, utilidade existencial.

Herdeiro de conceitos equivocados sobre o destino na Terra, tida, por muito tempo, como vale de lágrimas, lugar de degredo, paraíso perdido, o ser humano criou arquétipos de infelicidade para ser feliz, num comportamento masoquista e doentio, sem nenhum sentido ético.

A Terra é escola de renovação espiritual e de dignificação moral, onde todos aprendemos a descobrir os valores adormecidos no íntimo, o Deus em nós, o Arquétipo primordial.

As preocupações desordenadas com a aparência como fator de autorrealização vêm desviando as pessoas da sua realidade, da beleza interior que se reflete no exterior, assim como as exigências descabidas dos padrões de beleza estimulando o surgimento da anorexia e da bulimia de efeitos devastadores na conduta psicológica, respondem por atitudes infelizes que não se justificam racionalmente. Esses pacientes, sem dúvida, encontram-se dominados por conflitos de inferioridade, procurando realizações externas ante a autodesconsideração em que se firmam, realizando projeções do que gostariam de ser ou de como estar, impondo-se aflições punitivas.

A felicidade, porém, apresenta-se com simplicidade, destituída de atavios e complexidades que somente a enfeitariam sem produzi-la em realidade, qual mecanismo de fuga em relação à sua conquista verdadeira.

Assim, é possível desfrutar-se de felicidade em qualquer situação, desde que não se estabeleça que terá de permanecer duradoura, incessante, sem desafios emocionais e físicos, de trabalho e de renovação interior, tornando-a monótona e tediosa.

Afinal, a vida física é de efêmera duração, sendo uma escolaridade para ser alcançada a plenitude espiritual em definitivo após o trânsito carnal.

Joanna de Ângelis por Divaldo Franco do livro:
Encontro com a paz e a saúde.

Curta nossa página no Facebook:

Declaração de Origem

- As mensagens, textos, fotos e vídeos estão todos disponíveis na internet.
- As postagens dão indicação de origem e autoria. 
- As imagens contidas no site são apenas ilustrativas e não fazem parte das mensagens e dos livros. 
- As frases de personalidades incluídas em alguns textos não fazem parte das publicações, são apenas ilustrativas e incluídas por fazer parte do contexto da mensagem.
- As palavras mais difíceis ou nomes em cor azul em meio ao texto, quando acessados, abrem janela com o seu significado ou breve biografia da pessoa.
- Toda atividade do blog é gratuita e sem fins lucrativos. 
- Se você gostou da mensagem e tem possibilidade, adquira o livro ou presenteie alguém, muitas obras beneficentes são mantidas com estes livros.

- Para seguirmos corretamente o espiritismo, devemos submeter todas as mensagens mediúnicas ao crivo duplo de Kardec, sendo eles,  a razão e a universalidade.

- Cisão para estudo de acordo com o Art. 46 da Lei de Direitos Autorais - Lei 9610/98 LDA - Lei nº 9.610 de 19 de Fevereiro de 1998.

terça-feira, 19 de abril de 2016

Autopiedade

Autopiedade

Joanna de Ângelis



Inevitável consequência da acomodação emocional às circunstâncias que se apresentam aflitivas durante a existência física, assomando irrefragável à consciência do indivíduo, é a autopiedade, essa bengala psicológica de que necessitam aqueles que se recusam ao esforço dos enfrentamentos da evolução.

A existência orgânica é feita de preciosos recursos que se conjugam em harmonia, a fim de proporcionarem o corpo, a emoção e a psique.

Setenta trilhões de células de diferentes estruturas aglutinam-se em torno do modelo organizador biológico - perispírito - a fim de que o ser espiritual possa comandar todos os equipamentos, levando-os a bom termo, isto é, aos objetivos para os quais encontra-se reencarnado.

Essa maquinaria sublime trabalhada pela Divindade ao largo de bilhões de anos para servir de recurso evolutivo para o princípio espiritual, encontra-se em continuo processo de modificações nas suas estruturas intrincadas e complexas, em face do espírito que a utiliza, como decorrência dos comportamentos nas existências anteriores.

Desse modo, cada qual transita no veículo corporal a que faz jus, como efeito da maneira que o utilizou anteriormente.

Co-construtor dos equipamentos delicados, a sua vida mental e moral ajuda-o a manter-se em harmonia ou desorganiza-o através do torpedeamento de ideias agressivas e desequilibradas.

Movimentando campos vibratórios muito sutis, o espírito é convidado a comportamento edificante, de maneira que contribua para a sua preservação e equilíbrio contínuos. Todavia, transferindo hábitos insensatos nos quais se compraz, de uma para outra experiência, assume atitudes piegas e despropositadas, aguardando soluções mágicas para os problemas por ele próprio gerados.

Diante dos inevitáveis insucessos que o assaltam, desacostumado às refregas lapidadoras da personalidade, foge para o mecanismo irresponsável da autopiedade, na desonesta condição de incapaz, esperando gerar compaixão e auxílio dos outros, quando deveria preocupar-se em inspirar amor, cooperando com o programa de evolução pessoal e geral.

A autopiedade expressa insegurança emocional propiciadora de preguiça mental, que prefere sempre receber e nunca ofertar, demonstrando carência, como se se encontrasse em atitude de abandono, relegado pela vida ao sofrimento imerecido e injustificado.

A princípio, o sentimento de compaixão aflora à sua volta até que, desinteressado pelo real crescimento moral, afasta o socorro que solicita, porquanto esse o arrancaria da atitude infantil e agradável a que se entrega.

Essa imaturidade psicológica, mantida por pessoas instáveis emocionalmente, converte-se em grave ameaça ao organismo social, que somente progride graças aos esforços conjuntos dos seus membros. Aquele que se permite a ociosidade, a atitude de infelicidade, esperando sempre pelo esforço alheio, transforma-se em peso morto na economia geral da comunidade, que termina por deixá-lo à margem, de modo a prosseguir na marcha pelo progresso.

Concomitantemente, em razão das emissões de ondas mentais perniciosas, esse paciente atrai espíritos outros, ociosos e zombeteiros, que passam a conviver com as suas energias, dando lugar a obsessões simples, que culminam em estados de subjugação e de vampirização, nutrindo-se à sua custa de imprevidente e inoperante.

A bênção de um corpo, em qualquer condição em que se apresente, significa oportunidade incomum de crescimento espiritual, que deve ser considerada como empréstimo do Divino Amor para a construção do bem generalizado.

Essa maquinaria superior foi-se organizando nos últimos dois bilhões de anos, formando engrenagens complicadas e com finalidades específicas, para servir de domicílio temporário ao espírito viajor da Eternidade sob a orientação divina. Ainda não se encontra concluída, em razão do atraso em que, por enquanto, se apresenta o ser que a comanda, porém segue aprimorando-se, tornando-se mais sutil, de forma que, em breve, estará em condições de melhor captar as ondas sublimes do mundo causal e decodificá-las como valioso recurso de autoiluminação.

Em decorrência, torna-se indispensável que o Self adquira lucidez e responsabilidade, a fim de bem direcionar o ego, em um comportamento consentâneo com as finalidades superiores da existência terrena, ao invés da situação infantil da dependência da compaixão dos demais membros da sociedade.

O que acontece ao indivíduo constitui-lhe lição de aprimoramento, facultando-lhe melhor entender os objetivos existenciais, trabalhando-se pela conquista do Infinito enriquecedor que o desafia com as suas leis imponderáveis. Não há, portanto, no Cosmo, lugar para a fragilidade psicológica, a dependência afetiva, a comiseração, a autocompaixão...

Quando se opta pela situação enfermiça, o sofrimento se encarrega de trabalhar o imo do ser, despertando-lhe o deus interno, qual ocorre com o diamante que, para refletir a luz, deve ser arrancado da ganga que o reveste a vigorosos golpes da lapidação.

Inimiga vigorosa do indivíduo é a preguiça mental, geradora da física e das outras expressões em que se apresenta.

A vida exige movimentação, e tudo quanto não se renova tende à desagregação, ao desgaste, ao desaparecimento. Assim também a inutilidade, responsável pelos problemas orgânicos, depois dos emocionais lamentáveis, dando lugar aos processos degenerativos de diagnose difícil.

Conscientizar-se, pois, o paciente, de que ele é herdeiro de si mesmo e as conjunturas desafiadoras em que se encontra podem ser modificadas a esforço pessoal, deve ser o primeiro passo para o auto-encontro, para o despertamento da consciência de si, para a futura vitória sobre as dificuldades momentâneas.

É natural que, em determinados momentos de dor e de solidão, a criatura anele por companhia, por solidariedade, por entendimento fraternal. Para tanto, a coragem em perseverar nos esforços desperta nos outros o interesse por contribuir em favor da sua renovação e da sua liberdade.

Autopiedade, desse modo, nunca!

Joanna de Ângelis por Divaldo Franco do livro:
Encontro com a paz e a saúde.

Curta nossa página no Facebook:

Declaração de Origem

- As mensagens, textos, fotos e vídeos estão todos disponíveis na internet.
- As postagens dão indicação de origem e autoria. 
- As imagens contidas no site são apenas ilustrativas e não fazem parte das mensagens e dos livros. 
- As frases de personalidades incluídas em alguns textos não fazem parte das publicações, são apenas ilustrativas e incluídas por fazer parte do contexto da mensagem.
- As palavras mais difíceis ou nomes em cor azul em meio ao texto, quando acessados, abrem janela com o seu significado ou breve biografia da pessoa.
- Toda atividade do blog é gratuita e sem fins lucrativos. 
- Se você gostou da mensagem e tem possibilidade, adquira o livro ou presenteie alguém, muitas obras beneficentes são mantidas com estes livros.

- Para seguirmos corretamente o espiritismo, devemos submeter todas as mensagens mediúnicas ao crivo duplo de Kardec, sendo eles,  a razão e a universalidade.

- Cisão para estudo de acordo com o Art. 46 da Lei de Direitos Autorais - Lei 9610/98 LDA - Lei nº 9.610 de 19 de Fevereiro de 1998.