quinta-feira, 16 de janeiro de 2025

A raposa e as uvas

A raposa e as uvas

La Fontaine / Hammed



Tornar aceitável o inaceitável
A racionalização é um dispositivo da mente que transforma vontades ou anseios em fatos fictícios supostamente reais. É quando usamos a inteligência para negar a verdade; é um procedimento íntimo que nos torna desonestos com nós próprios."    -     Hammed


A fábula 


A RAPOSA E AS UVAS

Contam que certa raposa astuta, quase morta de fome, sem eira nem beira, andando à caça de manhã, passou por uma parreira carregada de cachos de uva bem maduros, todos pendentes na grade que oferecia suporte à videira.

Mas eles estavam altos demais e a raposa não podia alcançá-los. De bom grado ela os trituraria, mas sem lhes poder tocar disse:

- Estão verdes... já vi que são azedas e duras. Só os cães podem pegá-las.

E foi embora a raposa, deixando para trás os cachos de uva, madurinhos e doces, prontos para quem por ali passasse e pudesse alcançá-los.

Tornar aceitável o inaceitável

Uma raposa com muita fome sai à caça de alimentos. Por sorte, vê uma parreira carregada de belos cachos de uva maduros. Apressa-se e chega à videira para alcançar as frutas. Todo o impulso interior da raposa está direcionado instintivamente para o ataque repentino.

Inicia-se, então, a movimentação e, depois de várias tentativas, ela não consegue apanhar nem sequer um dos cachos. Reúne-se à fome instintiva uma estranha e nova sensação: a decepção, o desapontamento de não poder atender à sua necessidade básica. As sucessivas investidas são em vão, e uma certa atmosfera de incapacidade começa infundir-se no seu mundo mental.

Nesse determinado momento, a raposa, frustrada, pensa, reflete sobre o seu fracasso. Ela não quer ser considerada um animal falido ou derrotado. A propósito, uma crise existencial provoca mais danos internos do que uma necessidade biológica não atendida.

A princípio, a busca de saciar a fome estava totalmente circunscrita ao "estado físico"; depois, a ocorrência leva a raposa a entrar em contato com um conteúdo agravante e dificultoso que atingirá sua essencialidade.

Antes uma façanha extraordinária; agora uma sensação de desestima e rejeição de si mesma. Que futuro a esperava daí em diante?

Ela não podia colocar a razão contradizendo os fatos reais. De agora em diante, estava em jogo a incoerência, a falta de nexo ou de lógica em sua casa íntima.

Mas, quando tudo parecia estar perdido, eis que a raposa põe as cartas na mesa, dá um "xeque-mate" e diz para si mesma: "Estão verdes... já vi que são azedas e duras. Só os cães podem pegá-las." Seu sistema mental precisava adaptar-se diante da frustrante e dura realidade, e daí tirou uma vantagem: fez uma afirmação contrária ao fato real, contou uma mentira para si mesma.

Admirável mentira (racionalização), uma conclusão que não condiz com a realidade, mas salva a estrutura íntima da raposa.

Racionalizar é inventar para nós mesmos uma história falsa. É um procedimento psicológico que permite a negação dos reais motivos, cobrindo as sensações desagradáveis que vivenciamos com justificativas equivalentes ou histórias similares.

Do mesmo modo que a raposa inventou desculpas e álibis convincentes para manter o autorrespeito, nós também, os homens, buscamos "boas razões", ainda que falsas, para nossas atitudes e fracassos; e criamos "explicações" altamente descaracterizadas para justificar nossa frustração.

Muitos racionalizam dizendo que falam mal da vida dos outros porque metade do mundo maldiz a outra metade. Na realidade, o que está subentendido nessa atitude é que gostamos de difamar ou desvalorizar as pessoas, porque quando fazemos isso nós nos sentimos pretensamente melhores, mais eficientes, mais capazes ou superiores perante os outros. Aí está a intencionalidade inconsciente ou não dos maledicentes.

A racionalização é um dispositivo da mente que transforma vontades ou anseios em fatos fictícios supostamente reais. É quando usamos a inteligência para negar a verdade; é um procedimento íntimo que nos torna desonestos com nós próprios. E, se não podemos ser honestos com nós mesmos, com certeza também não podemos ser honestos com nenhum outro indivíduo. Consequentemente, há uma ruptura ou violação no caráter da criatura. É uma forma de não expandir a consciência, e sim de desestruturar a individualidade do ser humano.

Conceitos-chave

Frustração

É a sensação de quem estabelece altos padrões e metas existenciais superlativas, mas não está preparado para aceitá-los com serenidade quando os resultados não atingem de imediato o alvo desejado.

Racionalização

É um mecanismo de defesa por meio do qual se utilizam motivos sensatos e racionais para pensamentos e ações inaceitáveis. Esse mesmo processo é o que faz uma pessoa apresentar uma explicação logicamente consistente ou eticamente aceitável para uma atitude, ação ou sentimento que lhe causa sofrimento moral.

Disfarça os verdadeiros motivos tornando o inaceitável mais aceitável.

Expansão da consciência

A consciência não exclui nenhuma conquista anterior, pois ela se amplia quando se integram todos os conhecimentos adquiridos para além dos limites conhecidos. Provoca experiências transformadoras, intensas e radicais na criatura, quanto à sua visão de mundo e à sua forma de viver. Ela ocorre em consequência de uma decisão do indivíduo e o leva ao crescimento espiritual e ao despertar dos potenciais inconscientes, tais como sabedoria, aptidões, capacidades inatas.

Moral da história

Um julgamento inadequado pode ser uma forma de objetivar e de compensar nossos fracassos. Objetivar é um processo pelo qual o ser humano experimenta uma alienação de real natureza subjetiva, projetando para fora e construindo uma suposta realidade externa. Uma objetivação pode ser salvadora, como a raposa da fábula dizendo para si mesma "estão verdes", quando uvas maduras e apetitosas estavam fora de seu alcance.

As objetivações são, portanto, formas que permitem resignificar um fato mediante uma certa afirmação ou conduta que compensa uma frustração. É comum encontrar entre os homens aqueles que, tais qual a raposa, quando não conseguem realizar seus negócios, acusam as circunstâncias, ou mesmo, por não atingirem um intento, tendem a denegri-lo, diminuindo dessa forma a gravidade de seu insucesso.

Reflexões sobre esta fábula e o Evangelho
"Não basta que dos lábios gotejem leite e mel; se o coração nada tem com isso, há hipocrisia. Aquele cuja afabilidade e doçura não são fingidas, nunca se contradiz; é o mesmo diante do mundo e na intimidade; ele sabe, aliás, que, se pode enganar os homens pelas aparências, não pode enganar a Deus." (ESE, cap. IX, item 6)
"Quem pensa ser alguma coisa, não sendo nada, engana-se a si mesmo. Cada um examine o seu procedimento. Então poderá gloriar-se do que lhe pertence e não do que pertence a outro. Pois cada um deve carregar o seu próprio fardo." (Gálatas, 6:3 a 5.)
"O interesse fala toda espécie de língua e faz toda espécies de papel, mesmo do desinteressado." - La Rochefoucauld
Hammed por Francisco do Espírito Santo Neto do livro:
Fábulas de La Fontaine - Um Estudo do Comportamento Humano
Hammed: A partir de uma coletânea de fábulas de La Fontaine, que ilustram sempre um preceito moral, o espírito Hammed fez ponte na direção da Doutrina Espírita com o objetivo de levar a todos uma reflexão dos porquês da diversidade comportamental dos indivíduos.
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quarta-feira, 15 de janeiro de 2025

Anjos e Feras

Anjos e Feras

Lafayette Melo (*)



“Ingratos, os homens se afastaram do caminho reto e largo que conduz ao reino de meu Pai...” – O Espírito de Verdade

E morre a Humanidade em bacanais horrendas...
Manda o bezerro de ouro e, qual dragão, rapina
Os princípios da fé, a enterrá-los nas lendas...
Chega Moisés, a Lei, e aclama a Voz Divina!

Séculos vêm e vão... Em loucuras tremendas
Surge o monstro do vício a morder...
E domina. Nasce Jesus, o Amor, descerrando outras sendas,
E ergue a força do bem por excelsa doutrina!

Segue o passo do tempo, e eis que por toda a Terra
Os chacais do ateísmo e as hienas da guerra
Cercam as multidões de fracos e infelizes...

Mas Kardec, a Razão, estende luz à História;
Desponta o Espiritismo, o Evangelho em vitória,
Traçando ao mundo aflito as Novas Diretrizes!...
Lafayette Melo do livro:
Antologia dos Imortais por Chico Xavier /  Waldo Vieira

(*) Filho de Desidério de Melo e de D. Clarinda de Melo, LM, além de poeta, foi professor, poliglota e jornalista. Um dos fundadores e diretores de O Garoto, em sua terra natal. Órfão de pai desde cedo, foi um autodidata. Desde que se tornou espírita, passou a ser devotado colaborador de A Flama (hoje, A Flama Espírita), semanário espírita uberabense, com sonetos bem trabalhados, de conteúdo doutrinário. (Uberaba, Minas, 21 de Outubro de 1892 – Patrocínio, Minas, 15 de Agosto de 1953.)
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terça-feira, 14 de janeiro de 2025

Os planos subsequentes ao mundo espiritual

Os planos subsequentes ao mundo espiritual

Cairbar Schutel



Após o relato sobre o Plano Espiritual, que sucede à vida corpórea, cumpre-nos dizer algo sobre o mais Além.

É claro que, a esse respeito, não podemos apresentar grandes conhecimentos; aliás, parece suficiente saber o ponto da jornada a que temos de chegar. Daí para diante, outras luzes nos iluminarão a estrada, e novos conhecimentos melhor nos esclarecerão para demandarmos a meta que o Pai nos assinalou.

Em todo o caso, podemos aventurar mais um passo no Caminho do Futuro que nos espera e tecer algumas considerações sobre a Vida Superior.

Todos devem saber que a nossa atmosfera, desde aquela que circunda o globo, até a que fica na fronteira dos outros planetas, como já dissemos não é igual. Pela mesma forma vemos que o nosso mundo é constituído de camadas sobrepostas, conforme ensina a Geologia. As escavações mostram camadas que se sucedem de distância a distância. Na atmosfera dá-se o mesmo; ela é composta de camadas superpostas.

Da Terra a uma certa distância, a matéria que existe em abundância, é o oxigênio, gás imponderável aos sentidos humanos, não obstante matéria ainda, dado que muito grosseira aos sentidos da alma, sentidos psíquicos, ou espirituais. Pois bem; em subindo, mais diminui o oxigênio, e assim por diante, a matéria vai-se rarefazendo, tornando-se cada vez mais sutil. Isto acontece sempre gradativamente, porque na Natureza não pode haver transições bruscas. Nada passa de um estado para outro, sem que primeiro passe por um estado intermediário. Esses círculos que envolvem a Terra, e se diferenciam pela fluidez da matéria que os compõe, são as Esferas Espirituais, cada qual mais adiantada em sentido ascendente, do Mundo dos Espíritos. São outros tantos mundos, cada um mais evoluído, mais perfeito, mais belo e admirável que o precedente.

Os Espíritos, que nunca deixaram as regiões inferiores, só podem fazer pálida ideia desses planos superiores, e, ainda assim, se algum Espírito Superior lhos revelar. Entretanto, não resta dúvida de que cada mundo inferior é o reflexo do mundo imediatamente superior, e, assim como a matéria se rarefaz, elevada a quintessência, assim também, quanto mais afastados estiverem os planos espirituais, mais adiantados serão os Espíritos que neles habitarem, devido à fluidez, à rarefação, em suma, à perfeição da matéria em que se acham.

É lógico, pois, e concludente, que sempre vamos subindo para um estado melhor aproximando-nos, gradativamente, da mais real felicidade, pois esta depende da espiritualização. E, para melhor incentivar os Espíritos no trabalho contínuo de evolução, ocorre uma lei natural, segundo a qual aqueles que moram nos degraus superiores podem baixar aos degraus inferiores; mas aqueles que moram nos planos inferiores não podem subir aos superiores, assim como aquele que mora no 3º andar de um edifício, além de gozar ar mais puro e vista mais agradável, pode vir para baixo mais facilmente, descendo escadas; mas aquele que mora nos pavimentos inferiores não pode subir senão mediante algum esforço; espiritualmente, tal subida nem é possível, salvo em condições especialíssimas.

O estabelecimento das residências no Mundo Espiritual não se realiza, como acontece no plano terrestre, com a reunião dos afortunados ou dos desafortunados. Aqueles, aqui, têm recursos e moram em grandes e boas casas; os que não os têm, moram nos arrabaldes, nos sítios e em casebres. E os desafortunados do mundo, parece, só existem para servirem aos que têm fortuna!

No Plano Espiritual não é a mesma coisa: lá, as moedas correntes são a virtude e o conhecimento; em duas palavras: Caridade, Sabedoria. São estes os tesouros que os ladrões não roubam, os vermes não estragam, as traças não roem, a ferrugem não extingue.

Eis porque é indispensável, àquele que não quiser sofrer, mas gozar, acumular essa fortuna incorruptível.

Mas façamos um esforço intelectual, ergamo-nos num salto mais arrojado, atravessemos essas camadas superpostas e elevemo-nos até à órbita da Terra. A órbita é o caminho que o nosso mundo percorre, é a área em que ele como que tem direito de agir, de andar, de caminhar. Os demais mundos espirituais que o circundam, têm, também, suas órbitas ainda que mais fluídicas na medida da rarefação de cada um, e faziam também o seu percurso anual.

A Terra percorre a sua órbita velozmente; caminha 107 (*) quilômetros por hora, gastando, no seu itinerário, 365 dias, 6 horas, 9 minutos e 9,5 segundos. Além desse percurso, que é o de translação, o nosso mundo tem o movimento de rotação em torno do seu eixo magnético, em que gasta 23 horas, 56 minutos e 4,095 segundos. Pois bem, outros planetas do nosso sistema têm os mesmos movimentos; uns fazem o seu percurso em menos tempo, outros em mais, sempre em relação à distância em que se acham do Sol. Todos têm suas atmosferas superpostas, formando diversos mundos, e cada um deles caminha na sua órbita, na sua estrada de ar, no seu caminho de luz. [(*) A velocidade de deslocamento do planeta Terra é de 107.218 quilômetros por hora . RDB)]

Acresce ainda que todos esses planetas, e suas camadas atmosféricas, são habitados por seres, mais ou menos inteligentes do que nós. Podemos, entretanto, afirmar que entre os mundos do nosso Sistema Solar: Mercúrio e Vênus são inferiores à Terra; Marte, Júpiter, Saturno, Urano, Netuno lhe são superiores.

Vênus e Mercúrio estão mais próximos do Sol, fazem o seu movimento de rotação com o seu eixo muito inclinado; não podem ser superiores, pois as condições de vida ali são demasiado inclementes. Devem existir planetas onde as condições de Vida podem ser mais promissoras.

A Terra é, pois; o 3º planeta, não só na ordem de distância do Sol, mas também, talvez, quanto às condições de inferioridade; aqui predominam o mal, o sofrimento, a ignorância.

E que diremos desses dois planetas ainda mais atrasados que a Terra? Pois é justamente para esses planetas, e outros em formação, que estão sendo exilados os Espíritos rebeldes, que fizeram da Terra um inferno dantesco, bem como aqueles em cujo coração predomina o mal.

Ocorre com o nosso planeta o que se deu com outros planetas: foi preciso excluir da sua Humanidade os rebeldes e retardatários que entravavam o seu progresso. (Esta exclusão, "separação dos bodes e das ovelhas" de que fala Jesus, é feita no plano espiritual; os Espíritos renitentes no mal são levados a reencarnar em mundos inferiores. Allan Kardec trata deste assunto no capítulo XI de A Gênese.) E a Raça Adâmica da lenda bíblica, que foi excluída do Paraíso (mundo superior), para sofrer, aqui, as consequências dos seus erros, e, ao mesmo tempo, trazer-nos o progresso conquistado. E é de se notar que essas vagas deixadas pelos Espíritos que saem, serão preenchidas por espíritos de melhores condições, sendo, por isso, perfeitamente aceitável a descida ao nosso mundo de Espíritos de outros planetas: saem os piores, vêm os melhores. O que, porém, se precisa frisar, é que a vida normal do Espírito não é na Terra, mas sim nessas esferas, ou mundo extraplanetários que constituem o Mundo Espiritual.

A existência terrestre não é mais que uma encarnação, uma espécie de internato onde cada qual se vem especializar num certo conhecimento, adaptável à sua modalidade inconsciente psíquica, "armazém de lembranças" onde permanece para sempre. (Vide: “EVOLUÇÃO ANÍMICA”, de Gabriel Delanne; “O INCONSCIENTE”, e “DO INCONSCIENTE AO CONSCIENTE”, do Dr. Geley.) Por exemplo: o indivíduo, desde a sua fase consciente, em que a inteligência predomina, pode ter 2000 anos, e apenas contar 8 ou 10 existências terrestres de 40 anos em média, umas pelas outras.

Isto quer dizer que, no Mundo Espiritual, existem muitos meios de instrução, muitos estabelecimentos de ensino, muitas escolas de progresso, além dos que existem na Terra. E as reencarnações, na Terra, dependem do grau de materialidade dos Espíritos que aqui se encarnam, sejam de que ordem forem, tanto os mais atrasados como os mais adiantados, pois mesmo entre estes, inúmeros se encontram imersos na materialidade, assim como, no Mundo Espiritual, conquanto ainda pertencentes aos graus de inferioridade, certos Espíritos são mais afetos à espiritualidade do que à materialidade. Poderíamos dar vários exemplos neste sentido, mas o deixamos a cargo dos estudiosos, que poderão comprovar estes enunciados que dizem da existência, no Mundo Espiritual, de exemplares de tudo o que existe na Terra: belos animais, adestrados corcéis que cortam as planícies com improvisadas carruagens, espécies belíssimas de cães, cuja inteligência e lealdade ultrapassam, quase sempre, os Espíritos materializados que ainda povoam este mundo.

Todos os Espíritos têm um lugar no Mundo Espiritual, e cada um deles recebe instrução, proteção e auxílio daquele que lhe é superior. A harmonia e a ordem regem esse mundo admirável. Durante as encarnações, o Espírito grava, numa parte do seu "inconsciente", os conhecimentos que adquire. Quando volta ao Mundo da Realidade, acrescenta, às demais parcelas de conhecimentos adquiridos, mais esse da sua última existência. Pode-se figurar o enunciado como um livre branco, cujas páginas o escritor enchesse, à razão de uma por dia.

Na Vida Maior, o Espírito retoca, corrige, aumenta esses conhecimentos, até que, com a sua relativa perfeição nessa esfera, completa a obra, para começar uma outra em mais elevada esfera. De modo que, na nossa existência, há sempre atos a modificar, princípios a corrigir e conhecimentos a adquirir. Só depois do progresso realizado, progresso esse que é sempre relativo, é que terminamos a nossa obra, e, ou começamos logo outra, ou nos dedicamos à divulgação dessa obra, para depois iniciarmos a seguinte.

O "inconsciente" é o conjunto dos "conscientes" modificado, corrigido, aumentado. Só a real Individualidade, o Ser total, o possui na íntegra, ao passo que o "consciente" é uma espécie de caixa de registro da "personalidade", ou seja; do "ser encarnado".

Finalizemos este capítulo dizendo mais uma vez: estamos muito longe de ter feito uma resenha perfeita do Mundo Espiritual. Estas linhas não representam mais que um ligeiro vislumbre, um esforço de boa vontade para fazer entrever o futuro que nos aguarda, repleto de luzes e gozos inesperados.

Cairbar Schutel do livro:
A Vida no Outro Mundo

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10 anos do Blog Regeneração do Bem

10 anos do Blog Regeneração do Bem

Ulisses Baptista


Primeira publicação: - Luta Contínua

E esse dia inimaginável chegou! Lá no longínquo, 14 de Janeiro de 2014, em um impulso inexplicável fazíamos a nossa primeira publicação! (Fotografia acima e link no final)

Antes,  distribuíamos mensagens através do e-mail, sem nenhum método e nem formato definido. A necessidade de trazer confiabilidade às informações e textos, ter a confirmação da autoria dessas mensagens, bem como um lugar para concentrar esses arquivos, acabou sendo suprida pelo formato de blog. Logo na sequencia, iniciamos a distribuição por Whatsapp e também no Youtube.

Muitas "coincidências" (entre aspas, porque nós espíritas entendemos que o acaso não existe), foram acontecendo e culminaram com esse nascimento. Seria uma longa história, sem espaço em um pequeno texto, desta forma, deixaremos aqui no final,  links para um vídeo e para uma revista com  entrevistas que contam em detalhes nossa história.

Tivemos altos e baixos, fomos censurados, bloqueados, e denunciados várias vezes, mas seguimos nosso propósito e não ficamos nem um só dia sem fazer pelo menos uma publicação. Assim, o Blog Regeneração do Bem cresceu lenta e consistentemente, mantendo-se fiel à sua proposta inicial que é a divulgação gratuita do Espiritismo.

Estamos chegando a quase 4.000 postagens, entre mensagens, entrevistas, filmes, palestras, etc... Atingimos nesse período mais de 4,1 milhões de acessos, mais de 22 mil seguidores do Youtube com vários vídeos bem colocados nessa plataforma, alguns com mais de 1 milhão de visualizações... Centenas de pessoas recebem diariamente as mensagens por Whatsapp. Sabemos que são números importantes, mas muito pequenos ainda em relação ao que vemos na internet baseada em propaganda! Repetimos, não temos verba de propaganda e não fazemos nenhuma publicidade paga.

Convidamos a todos para verem ao final das mensagens, a Declaração de Origem, lá tem muitas explicações sobre a nossa atividade e o nosso cuidado com a Doutrina Espírita!

Enfim, nosso objetivo é você, ajudar no seu estudo, melhorar o seu dia, auxiliar na sua relação mais importante, que é com você mesmo, trazendo o Espiritismo com reponsabilidade, baseado na codificação de Allan Kardec.

Obrigado a todos que leram, divulgaram, compartilharam e curtiram pelo menos uma vez... Gratidão é a palavra!

Que venham muitos anos mais!

Muito obrigado!
Ulisses Baptista - RDB

Nossa primeira mensagem em 2014 não poderia ser melhor e mais atual:

Entrevista sobre o Blog na Revista O Consolador nº 832

Entrevista na Rádio Amigo Espiritual com Orson Peter Carrara sobre o Blog:


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