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sexta-feira, 5 de junho de 2026

Perdão

Perdão

Hammed


O julgamento precipitado pode vir a ser o "fracasso da compreensão", porque perdoar é, acima de tudo, a habilidade de compreender dificuldades.

O autoperdão consiste em fazer o nosso melhor hoje, abandonar as mágoas do passado e curar as dores do presente e, ao mesmo tempo, legitimar nossos projetos de vida para o futuro.

O passado passou e o único momento que temos é o agora.

Basta utilizarmos o perdão e, imediatamente, começaremos a sentir conforto e alívio, pois descarregamos os pesados fardos de culpa, vergonha e perfeccionismo.

Quando erramos, é necessário primeiramente admitir as nossas fraquezas e, em seguida, pedir aos outros que relevem nossas falhas. Somente a partir desse ponto, é que começamos a desfazer as técnicas defensivas e a facilitar a boa comunicação, evitando, assim, a morte do diálogo reconciliador.

O autoperdão é um estado da alma que emerge de nossa intimidade, fazendo-nos aceitar tudo que somos sem nenhum prejulgamento. É quando passamos a entender que nossos aparentes defeitos são, só e exclusivamente, potenciais a ser desenvolvidos. Por sinal, o julgamento precipitado pode vir a ser o "fracasso da compreensão", porque perdoar é, acima de tudo, a habilidade de compreender dificuldades.

À medida que perdoamos nossos desacertos, começamos também a perdoar as faltas dos outros. Quanto mais compreendermos o outro, avaliando e validando o que ele pensava e como se sentia na hora da indelicadeza, mais facilmente aprenderemos a nos perdoar. O ato do não perdão a nós mesmos nos acarreta a permanência nas sensações desagradáveis e nas energias negativas - resquícios dos dissabores e desencontros da vida.

Perdoar-nos leva ao cultivo do amor a nós mesmos e, por consequência, aos outros; enfim, é a base que mantém a humanidade íntegra e solidária. O autoperdão nos conduz à aceitação plena de nossas potencialidades ainda não desenvolvidas - seja de natureza intelectual, seja de natureza psíquica e emocional - e a uma compreensão maior de que as experiências evolutivas nada mais são que a soma de acertos e erros do passado e do presente.

Os erros acabam-se transformando em lições preciosas e deles podemos retirar as bases seguras para o êxito no futuro.

"Deus não age jamais por capricho e tudo, no Universo, está regido por leis em que se revelam a sua sabedoria e a sua bondade."  (1)

"A sabedoria e a bondade de Deus" se refletem constantemente nos atos e atitudes de Jesus de Nazaré. No episódio ocorrido na casa do fariseu Simão, uma prostituta atira-se aos pés do Mestre, cobrindo-os de beijos, lavando-os com suas lágrimas, enxugando-os com seus cabelos e untando-os com um óleo perfumado. Ela é perdoada incondicionalmente: "(...) seus numerosos pecados lhe estão perdoados, porque ela demonstrou muito amor. Mas aquele a quem pouco foi perdoado mostra pouco amor". (Lucas, 7:36-50)

Deus estava com Jesus e Ele com o Pai; por isso amava, perdoava, estimulava e incentivava a todos sem qualquer distinção.

A Bondade e a Sabedoria Providencial está e sempre esteve nos amando e perdoando, não importa o grau da escala evolutiva em que estamos situados ou o que estejamos fazendo. O amor o da Misericórdia Divina é incondicional - não depende de nenhum tipo de restrição ou limitação. Ama, simplesmente por amar.

Uma introspecção a respeito desse amor incondicional que a Divindade tem para conosco é extremamente importante para o autoperdão. Se Deus nos ama e nos aceita como somos hoje, por que haveríamos de tomar uma atitude contrária à postura divina? Entretanto, o autoperdão não significa paralisarmos nossas atividades evolutivas, acomodando-nos em nossas deficiências, fragilidades ou incapacidades, mas, sim, libertar-nos dos fardos pesados da autopunição que carregamos desnecessariamente.

O autoperdão nos traz paz de espírito, habilidade para amar e ser amados e possibilidades para dar e receber serenidade. Ele nos livra do cultivo de uma fixação neurótica em fatos do passado, o qual nos impede o crescimento no presente.

Perdoar-nos elimina a ideia fixa no remorso por algo que aconteceu ontem e a ansiedade do que poderá ser revelado ou vir a acontecer amanhã.

Hammed por Francisco do Espírito Santo Neto do livro:
Os prazeres da alma

(1) Questão 1003 - O Livro dos Espíritos - Kardec, Allan

A duração dos sofrimentos do culpado, na vida futura, é arbitrada ou subordinada a alguma lei?

"Deus não age jamais por capricho e tudo, no Universo, está regido por leis em que se revelam a sua sabedoria e a sua bondade."

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Declaração de Origem

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- As imagens contidas no site são apenas ilustrativas e não fazem parte das mensagens e dos livros. 
- As frases de personalidades incluídas em alguns textos não fazem parte das publicações, são apenas ilustrativas e incluídas por fazer parte do contexto da mensagem.
- As palavras mais difíceis ou nomes em cor azul em meio ao texto, quando acessados, abrem janela com o seu significado ou breve biografia da pessoa.
- Toda atividade do blog é gratuita e sem fins lucrativos. 
- Se você gostou da mensagem e tem possibilidade, adquira o livro ou presenteie alguém, muitas obras beneficentes são mantidas com estes livros.

- Para seguirmos corretamente o espiritismo, devemos submeter todas as mensagens mediúnicas ao crivo duplo de Kardec, sendo eles,  a razão e a universalidade.

- Cisão para estudo de acordo com o Art. 46 da Lei de Direitos Autorais - Lei 9610/98 LDA - Lei nº 9.610 de 19 de Fevereiro de 1998.

segunda-feira, 6 de outubro de 2025

Perdão

Perdão

Hammed



Perdoar ou desculpar alguém é bom e saudável, mas viver desculpando indefinidamente os erros alheios pode ser muito perigoso. As emoções enterradas e não verbalizadas se manifestarão de forma negativa em outras situações e com diferentes pessoas em nosso dia a dia.

Toda criatura deseja a paz e a felicidade e quer afastar de si o sofrimento e a amargura. Essa é a "meta de excelência" de todos os seres humanos.

O entendimento do nosso "melhor" depende do grau de raciocínio lógico ou da situação que estamos vivenciando. Todo procedimento é compreensível e proveitoso em determinado contexto de vida.

Quando tomamos atitudes baseadas em mágoas e ressentimentos, é porque supúnhamos que isso nos parecia "melhor". Sempre agimos conforme a nossa maturidade espiritual do momento para decidir e resolver nossas dificuldades existenciais; ou melhor, tomamos decisões de acordo com nossas possibilidades de percepção/interpretação e também segundo nossa capacidade e habilidade conquistadas.

Damos o que temos, fazemos o que podemos. Apenas se dá ou faz aquilo que se possui ou pode. Precisamos respeitar nossas limitações mentais, emocionais e espirituais, bem como as dos nossos companheiros de jornada.

Pressupõe-se que, quando alguém pede desculpa, é porque reconheceu seu erro e solicita reconciliação pelo ato impensado e pelo comportamento equivocado.

Usamos comumente o termo "desculpa" quando queremos nos redimir perante alguém a quem causamos algum dano ou prejuízo. É a atitude de quem se conscientizou de ter ofendido, contrariado ou aborrecido outrem. Em outras palavras, quem pede desculpa quer dizer: retira a culpa que há em mim, pois me sinto responsável pelo mal que te causei.

No entanto, existem indivíduos que, a cada momento e de forma irrefletida, fazem uso da palavra "desculpa". Repetem-na sistematicamente durante anos e anos, porém continuam perpetuando os mesmos erros e agressões.

Solicitam mil desculpas, mas nunca se soltam das amarras das atitudes desastrosas. Pedem com insistência compadecimento e paciência, e jamais renovam seus comportamentos; continuam atormentando a vida alheia.

Acostumaram-se a pedir desculpas como se essa palavra fosse uma "varinha de condão" que desfizesse de um instante para outro, num passe de mágica, todas as mágoas e perdas, afrontas e injúrias, sensações desagradáveis, desgostos e aborrecimentos causados pelos agravos e indelicadezas que cometeram.

São criaturas que vulgarizaram o termo "desculpa" e o empregam de modo automático, repetindo mensagens contidas num "livro de regras" ou de etiqueta. Não se conscientizaram de sua imaturidade, visto que não perceberam nem reconheceram ainda como concretos os atos e as atitudes inadequados que reproduzem quase todos os dias nos seus mais diversos relacionamentos. Reincidem nos mesmos erros de forma compulsiva, como se possuíssem uma imposição interna irresistível que as levasse a comportar-se sempre da mesma maneira.

É essencial diferenciar a "desculpa social" da "desculpa conscientizada". A primeira simplesmente atravessa as barreiras da boca de forma impensada; pode ser uma manobra ardilosa ou um pretexto para evitar dificuldades futuras diante de situações difíceis. A pessoa recorre a subterfúgios ou estratagemas para conseguir algo. A segunda sai do "coração conscientizado", da alma verdadeiramente arrependida. "O homem bom, do bom tesouro do coração tira o que é bom..." (Lucas 6: 45)

Desculpar pode ser o início de um novo tempo de convívio respeitoso, mas também pode ser um eterno jogo psicológico em que apenas se amortecem o desrespeito, a brutalidade e o golpe da ofensa.

"(...) Aquele que pede a Deus o perdão de suas faltas não o obtém senão mudando de conduta. As boas ações são as melhores preces, porque os atos valem mais que as palavras." (*) L.E. 661.

"Há mais felicidade em dar que em receber" (Atos, 20:35), ensina-nos a narrativa evangélica. Realmente a pessoa que doa sabe, por experiência própria, que é mais feliz quando dá do que quando recebe.

Não exijamos dos outros aquilo que eles ainda não nos podem dar. O ato de perdoar ou o de desculpar verdadeiramente requer amadurecimento e crescimento espiritual e, por consequência, certo grau de evolução.

Perdoar ou desculpar alguém é bom e saudável, mas viver desculpando indefinidamente os erros alheios pode ser muito perigoso. As emoções enterradas e não verbalizadas se manifestarão de forma negativa em outras situações e com diferentes pessoas em nosso dia a dia. Em vez de permitir que alguém nos use e magoe de forma obstinada, estabeleçamos limites e aprendamos a validar nossa dignidade pessoal, desenvolvendo a arte de amar a nós mesmos, para que possamos amar plenamente os outros.

(*) O Livro dos Espíritos - Questão 661 -Pode-se utilmente pedir a Deus que nos perdoe nossas faltas?

"Deus sabe discernir o bem e o mal; a prece não oculta as faltas. Aquele que pede a Deus o perdão de suas faltas não o obtém senão mudando de conduta. As boas ações são as melhores preces, porque os atos valem mais que as palavras."

 Hammed por Francisco do Espírito Santo Neto do livro:
Os prazeres da alma

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quarta-feira, 20 de outubro de 2021

Perdoar e esquecer

Perdoar e esquecer

Agar



Perdoar e esquecer são as duas chaves da paz.

Se o seu caminho não encontra eco na paisagem ambiente, desculpe e olvide a indiferença do meio e avancemos para diante, ao encontro de nossas realizações.

Se o seu trabalho não consegue a retribuição dos que lhe seguem os passos no grande caminho, perdoe e esqueça, a fim de que a sua boa vontade frutifique em alegria e progresso.

Se o seu sacrifício não recolhe a compreensão dos outros, desculpe e olvide, perseverando no bem, porque o bem situar-lhe-á o espírito na vanguarda de luz.

Perdoar é o segredo sublime do triunfo na subida para Deus; e esquecer o mal é harmonizar nossa alma com as criaturas, habilitando-nos à solução de todos os problemas.

Desprendamo-nos de tudo aquilo que na Terra constitua prisão para nossa alma, perdoando e esquecendo sempre, e encontraremos o caminho interior da Grande Ascensão.

Agar por Chico Xavier do livro:
Relicário de Luz

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sexta-feira, 2 de julho de 2021

Não perdoar

Não perdoar 

Hilário Silva 



Bezerra de Menezes, já devotado à Doutrina Espírita, almoçava, certa feita, em casa de Quintino Bocaiúva, o grande republicano. O assunto era o Espiritismo, pelo qual o distinto jornalista passara a interessar-se.

Em meio da conversa, aproxima-se um serviçal e comunica ao dono da casa:

- Doutor, o rapaz do acidente está aí com um policial.

Quintino, que fora surpreendido no gabinete de trabalho com um tiro de raspão, que, por pouco, não lhe atingiu a cabeça, estava indignado com o servidor que inadvertidamente fizera o disparo.

- Manda-o entrar – ordenou o político.

- Doutor – roga o moço preso, em lágrimas -, perdoe o meu erro! Sou pai de dois filhos...

Compadeça-se! Não tinha qualquer má intenção...

Se o senhor me processar, que será de mim? Sua desculpa me livrará! Prometo não mais brincar com armas de fogo! Mudarei de bairro, não incomodarei o senhor...

O notável político, cioso da própria tranquilidade, respondeu:

- De modo algum. Mesmo que o seu ato tenha sido de mera imprudência, não ficará sem punição.

Percebendo que Bezerra se sentia mal, vendo-o assim encolerizado, considerou, à guisa de resposta indireta:

- Bezerra, eu não perdoo, definitivamente não perdoo... chamado nominalmente à questão, o amigo exclamou desapontado:

- Ah! você não perdoa!

Sentindo-se intimamente desaprovado, Quintino falou, irritado:

- Não perdoo erro. E você acha que estou fora do meu direito?

O Dr. Bezerra cruzou os braços com humildade e respondeu:

- Meu amigo, você tem plenamente o direito de não perdoar, contanto que você não erre...

A observação penetrou Quintino como um raio.

O grande político tomou um lenço, enxugou o suor que lhe caía em bagas, tornou à cor natural, e, após refletir alguns momentos, disse ao policial:

- Solte o homem. O caso está liquidado.

E para o moço que mostrava profundo agradecimento:

- Volte ao serviço hoje mesmo, e ajude na copa.

Em seguida, lançou inteligente olhar para Bezerra, e continuou a conversação no ponto em que haviam ficado.

Hilário Silva do livro:
Almas em Desfile de Chico Xavier / Waldo Vieira

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quarta-feira, 17 de março de 2021

Perdoa agora

Perdoa agora

Emmanuel



Não te detenhas!

Torna à presença do companheiro que te feriu e perdoa, ajudando-o a recuperar-se.

Reflete e ampara-o!

Quantas dores e quantas perturbações lhe vergastaram a alma, antes que a palavra dele se erguesse para ofender-te ou antes que o seu braço, armado pela incompreensão, deferisse contra ti o golpe deprimente? 

Guarda a calma e auxilia, sem cessar. 

Mais tarde, é possível que não possas, por tua vez, suportar o horrendo assalto da ira e reclamarás, igualmente, o bálsamo da alheia compreensão.

Retorna ao teu lar ou à tua luta e espalha, de novo, a bênção do amor, com todos os corações que jazem envenenados, pelo fel da crueldade ou pela peçonha da calúnia.

Não hesites, porém! Perdoa agora, enquanto a oportunidade de reaproximação te favorece os bons desejos porque, provavelmente, amanhã, o ensejo luminoso terá passado e não encontrarás, ao redor de ti senão a cinza do arrependimento e o choro amargo da inútil lamentação.

Em cada resposta aos outros, em cada gesto para com os semelhantes, em cada manifestação de teus pontos de vista e em cada demonstração de tua alma, grafas com tinta perene, a história de tua passagem.

Emmanuel por Chico Xavier do livro:
Assim Vencerás

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terça-feira, 15 de dezembro de 2020

Linguagem do perdão

Linguagem do perdão

Joanna de Ângelis


“Repara em uma vida de provações o que a outrem fez sofrer em anterior existência. As vicissitudes que experimenta são, por sua vez, uma correção temporária e uma advertência quanto às imperfeições que lhe cumpre eliminar de si, a fim de evitar males e progredir para o bem.” (O CÉU E O INFERNO - 1ª parte, Cap. 5º / Item 3 - Allan Kardec)

A pedra bruta perdoa as mãos que a ferem, transformando-se em peça de estatuária valiosa.

A lama suporta o fogo e perdoa o oleiro, convertendo-se em vaso precioso.

A fonte desrespeitada perdoa quem lhe revolve o lodo, oferecendo água cristalina depois.

O grão de trigo esmagado perdoa o agricultor que o atira ao solo, multiplicando-se em muitos grãos que enriquecem a mesa.

O ferro deixa-se dobrar sob altas temperaturas e perdoa os que o modelam, construindo segurança e conforto.

A Natureza tudo perdoa, transformando o mal aparente em bem real.

A peça apodrecida sobre o solo é absorvida e renasce em nova forma, vitalizando plantas e animais, como mensagem de perdão da terra.

Tudo ama, tudo perdoa...

Perdoa a mão que te ultraja, a boca maldizente que te calunia, o olhar invigilante que te magoa, o espírito que a enfermidade vergasta e que te persegue...

Perdoar é impositivo para cada hora e todo instante.

No laboratório somático que serve de veículo temporário ao espírito, o amor de Deus vibra em perdão e harmonia como mensagem atuante e vigorosa, produzindo oportunidades e realizando tarefas.

Aprende, assim, a converter o mal que te fazem em bem que possas fazer.

E, se for necessário voltares ao ofensor e dele novamente sofreres ultraje, recorda que o Mestre preconizou o perdão indistinto e incondicional tantas vezes quantas fossem as ofensas.

Persevera no trabalho com que a vida te honra a reencarnação, perdoando sempre e sem cessar, e despertarás, um dia, depois de toda dor e toda sombra, além da matéria, libertado das ofensas e da morte no abençoado Reino do nosso Mestre, perdoado e feliz...

Joanna de Ângelis por Divaldo Franco do livro:
Espírito e Vida

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segunda-feira, 20 de abril de 2020

Perdão

    Perdão

    Casimiro Cunha



    Se o mundo agrava os problemas
    Da prova que te retém,
    Vencendo sombras e entraves,
    Perdoa, fazendo o bem.

    Caminhas de peito em chagas,
    Sem mão amiga de alguém;
    Todavia, embora a angústia,
    Perdoa, fazendo o bem.

    Pelo auxílio que estendeste,
    Recebes a dor; porém,
    Sublimando a própria vida,
    Perdoa, fazendo o bem.

    Suplicas de toda a parte
    O apoio que nunca vem;
    No entanto, não desesperes,
    Perdoa, fazendo o bem.

    Recolhes, por onde vais,
    Derrotas, mágoas, desdém...
    Mas, se esperas por vitórias,
    Perdoa, fazendo o bem.

    Oferta o melhor que possas,
    Sem mesmo saber a quem.
    Se a maldade surge em torno,
    Perdoa, fazendo o bem.

    Ponderando ou comentando,
    Foge ao fel que o mal contém.
    E ainda que o mal te fira,
    Perdoa, fazendo o bem.

    Padeces ingratidões,
    No sonho que te sustém;
    Contudo, segue adiante...
    Perdoa, fazendo o bem.

    Nos teus brados por socorro,
    Toda resposta é: ninguém.
    Mesmo assim, onde estiveres,
    Perdoa, fazendo o bem.

    Desafio ao coração:
    É luta que não convém;
    No exemplo da fonte humilde,
    Perdoa, fazendo o bem.

    Ante a divina ascensão,
    Hoje e agora, aqui e além,
    Quem segue com Jesus Cristo
    Perdoa, fazendo o bem.

    Casimiro Cunha por Chico Xavier do livro:
    Pássaros Humanos

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    quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

    Para viver melhor

    Para viver melhor

    Emmanuel



    A importância do perdão, de modo geral, ainda não foi claramente compreendida pelos companheiros domiciliados no Plano Físico.

    O espírito, em estágio na Terra, é um inquilino do corpo em que reside transitoriamente.

    Imaginemos o usufrutuário da moradia a martelar estruturas da sua própria casa, em momentos de revolta e azedume.

    Quanto mais repetidos os acessos de amargura e ressentimento, mais ampla a depredação em prejuízo próprio.

    Esse é o quadro exato da criatura, habituada às reações negativas, nos instantes de prova ou desagrado.

    Daí nascem muitas das moléstias obscuras, diagnosticáveis ou não, agravando as condições do veículo físico, já de si mesmo frágil e vulnerável, embora maravilhosamente constituído.

    Se tens mágoa contra alguém, observa que esse alguém não terá agido com os teus conceitos e pensamentos.

    O amor nos vinculará sempre a determinado grupo de pessoas, entretanto, em nosso próprio benefício, amemo-las, tais são, sem exigir que nos amem, sob pena de cairmos frequentemente em desequilíbrio e abatimento.

    Doemos alma e coração aos seres queridos, sem escravizá-los a nós e sem nos escravizarmos a eles.

    Por muito se nos enlacem no mundo físico, sob as teias da consanguinidade, saibamos deixá-los libertos de nós, a fim de serem o que desejam, na certeza de que a escola da experiência não funciona inutilmente.

    A criança é responsabilidade nossa e responderemos, ante as leis da vida, pela proteção ou pelo abandono que estejamos devotando aos pequeninos confiados à nossa tutela temporária.

    Os adultos, porém, são donos dos próprios atos e, não será justo chamar a nós, a consequências das empresas a que se adaptem ou dos caminhos que escolham, tanto quanto não seria razoável, atribuir a eles os resultados de nossas próprias ações.

    Perdão e tolerância são alavancas de sustentação da nossa paz íntima.

    Desculpar faltas e agravos será libertar-nos de choques e golpes que vibraríamos sobre nós mesmos, criando em nós e para nós, dilapidações e doenças de resultados imprevisíveis.

    Ensinou-nos o Cristo: - "Perdoa não sete vezes, mas setenta vezes sete vezes".

    Isso, na essência, quer dizer que não somente nos cabe esquecer as ofensas recebidas em proveito próprio, mas também significa que seria ilógico disputar atenção e carinho daqueles que porventura nos agridam, já compromissados, por eles mesmos, nas equações infelizes das atitudes a que se afeiçoem.

    Em suma, para quem quiser na Terra trabalhar e progredir com mais saúde e paz, alegria e segurança, vale a pena perdoar constantemente para viver sempre melhor.

    Emmanuel por Chico Xavier do livro:
    Amigo

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    segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

    O silêncio

    O silêncio

    Meimei



    O silêncio ajuda sempre:
    • Quando ouvimos palavras infelizes.
    • Quando alguém está irritado.
    • Quando a maledicência nos procura.
    • Quando a ofensa nos golpeia.
    • Quando alguém se encoleriza.
    • Quando a crítica nos fere.
    • Quando escutamos a calúnia.
    • Quando a ignorância nos acusa.
    • Quando o orgulho nos humilha.
    • Quando a vaidade nos provoca.
    O silêncio é a gentileza do perdão que se cala e espera o tempo.

    *

    O perdão

    O perdão, em qualquer tempo,
    É sempre um traço de luz,
    Conduzindo a nossa vida
    À comunhão com Jesus.

    Meimei por Chico Xavier do livro:
    Pai Nosso

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    Declaração de Origem

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