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terça-feira, 9 de junho de 2026

Tolerância

Tolerância

Emmanuel



O trabalho edifica.
A solidariedade aperfeiçoa.
A tolerância eleva.

Trabalhando, melhoraremos a nós mesmos.
Solidarizando-nos, enriqueceremos o mundo.
Tolerando-nos engrandeceremos a vida.

Para trabalhar, com êxito, é necessário obedecer à lei.
Para solidarizar-nos, com proveito, é indispensável compreender o bem e cultivá-lo.
Para tolerar-nos, em sentido construtivo, é imprescindível amar.

Em vista disso, o Mestre dos Mestres, há quase dois milênios, afirmou para o mundo:
“Meu Pai trabalha, até hoje, e eu trabalho também.
Estarei convosco até o fim dos séculos.
Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei.”

Trabalhemos, construindo.
Solidarizemo-nos, beneficiando.
Toleremo-nos, amando sempre.

Vinculada aos fundamentos da Verdade, a sublime trilogia de Allan Kardec é plataforma permanente, em nossos círculos doutrinários, constituindo lema substancial que não pode empalidecer.

Emmanuel por Chico Xavier do livro:
Trevo de ideias

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- Cisão para estudo de acordo com o Art. 46 da Lei de Direitos Autorais - Lei 9610/98 LDA - Lei nº 9.610 de 19 de Fevereiro de 1998.

quinta-feira, 12 de junho de 2025

Tolerância

Tolerância

Miramez


“Ele, porém, respondeu: senhor, deixa-a ainda este ano, até que eu escave ao redor dela, e lhe ponha adubo” . (Lucas 13:8)

Onde não existe a tolerância, desaparece por completo a esperança, e a caridade fica impedida de confortar os corações. Cada um de nós representa uma figueira na imensa vinha de Deus, onde temos direitos e deveres. Fomos plantados no meio cósmico, para crescer e frutificar, pelos nossos próprios esforços, embora as bênçãos exteriores do agricultor divino nunca faltem.

O dono da vinha criou as leis com base nas funções da própria vida, e seus filhos maiores inspecionam o plantio da verdade, em todos os campos de germinação. Trazendo em seus corações a pureza do amor, em forma de variadas virtudes, os mensageiros divinos estruturaram, por ordem da Grande Luz, um reino que servisse de sustentáculo aos homens nas suas fraquezas, nas suas dores, nos seus conflitos. Esse recanto divino, mesmo no chão do mundo, tem o nome de Evangelho.

As leis representam juízes severos, mas justiceiros. Os filhos maiores, cheios de tolerância, e amor, imbuídos de misericórdia e plenos de discernimento, fazem o papel de reguladores de forças. Dão a cada um a quantidade que ele possa assimilar, sem se perturbar; absorver, sem se abater: apreender, sem se transtornar. A própria psicologia nos ensina, que é sofrendo que a alma se torna mansa; é a dor que a faz amar com desapego; é o padecimento que a faz meditar com mais profundidade, na vida que leva e na morte que vem.

Eis porque, não deixamos de lembrar aos irmãos estudiosos que, quando a lei do retorno atinge um ser, a misericórdia não o esquece; a tolerância dos céus aproxima-se do seu coração. Não existe magia mais poderosa que a dor, para alargar a visão do espírito, possibilitando-lhe sentir Deus, amar a Deus, e buscar a Deus.

Cristo, regulador da lei do Senhor na Terra, Mestre por excelência e jardineiro da Divindade, narra a parábola da figueira estéril, plantada em uma vinha, cujo dono, não encontrando o fruto desejado, intentou cortar. Mas o dedicado responsável pela vinha, com os poderes do amor, revestido da soberania imperturbável da tolerância, faz cumprir sua augusta missão de controlador da vida, servindo-se da própria vontade do Criador de todas as coisas.

A lei age sobre todos nós com uma justiça implacável, mas tolerante. Suponhamos por exemplo que um título por nós assinado, com data certa de vencimento, não possa ser pago à época aprazada. A intervenção de alguém que nos ama, e que possui condições para interceder por nós, conseguindo uma moratória em boas condições, representa a tolerância da vida para conosco, os filhos de Deus.

Como já dissemos, somos as figueiras na grande vinha de Deus, o Senhor Justiceiro, que criou a lei dos reinos todos. E Cristo, o filho maior é o jardineiro compassivo que, ao cuidar das plantas com toda a dedicação, nota que alguns estão sendo atacados pela própria natureza; interfere, com seus recursos, solicitando mais tempo e novas oportunidades para as figueiras humanas, na esperança de que elas possam vir a dar frutos, nessa mesma existência. Quando não consegue este resultado, plasma, em sua mais íntima estrutura, o amor, que servirá de alicerce para novas etapas.

Em todos os bastidores da vida, Deus estatuiu a lei justiceira. Mas, ao lado dela, com todos os poderes, colocou os filhos de seu coração, testificando amor e tolerância junto aos homens, a fim de que eles possam, assim, sentir a bondade do Pai celestial.

Se alguém te ofender, espera um pouco, e faz algo em benefício dele que, de algum modo, também poderá ser útil a outros. Se alguém só produz frutos corrompidos, ou está como a figueira estéril, tolera-o, como benfeitor, e aduba suas qualidades boas, na esperança de que, algum, dia, possa ele se incluir no grande pomar de Deus. Se alguém torce a verdade, para que tu sofras, tolera em silêncio. Espera mais um pouco, e verás que amanhã estará tudo mudado.

Abençoemos nossos irmãos ignorantes e cuidemos deles com carinho, imbuídos de tolerância cristã. Se nos faltar algum ânimo, leiamos novamente esse versículo, que nos alegra, de forma especial:

“Ele, porém, respondeu: Senhor, deixa-a ainda este ano, até que eu escave ao redor dela, e lhe ponha adubo” .

Miramez por João Nunes Maia do livro:
Alguns Ângulos dos Ensinamentos do Mestre

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domingo, 7 de abril de 2024

Tolerância

Tolerância 

João Marcus 

(Pseudônimo de Hermínio C. Miranda)



Há uma palavra mágica nos dicionários, leitor. Pouco ligamos a ela como tampouco, às vezes, ligamos a coisas tão essenciais à nossa tranquilidade e ao nosso progresso espiritual. Chama-se tolerância, essa palavra, e tem mil conotações diferentes, muitas nuanças e inúmeras facetas.

Sobre ela escreveu H. W. Van Loon um dos seus interessantes livros, ora esgotado. O dicionário explica que tolerância é a qualidade daquele que é tolerante. Também menciona a palavra complacência. Tolerante é o que tolera, é o indulgente, o que desculpa, o que respeita a opinião alheia. Examinando bem de perto tolerância, complacência, indulgência, descobrimos que, embora tenham estreitas afinidades, são, na realidade, algo diferentes. Não entendo muito de etimologia, mas a mim me parece que tolerância tem sentido superior às duas outras expressões. Entendo que tolerar é uma atitude consciente, humana, sem restrições, compreensiva, livre de ironias como também de indiferenças. A complacência pode ser um dar de ombros, uma espécie de “não me importismo” de quem não quer incomodar-se com problemas alheios. A indulgência se me afigura algo irresponsável e conformista como atitude de uma pessoa fraca que não sente em si mesma coragem nem disposição para discutir o problema e, então, prefere acomodar-se. Nenhuma dessas restrições se aplica à tolerância: esta exige compreensão e lucidez; uma convicção de que a nossa opinião é mais correta, mas, ao mesmo tempo, o reconhecimento do direito alheio de discordar e pensar diferentemente; uma apreciação e uma troca de ideais com aqueles que se opõem às nossas, sempre admitindo a possibilidade de que, no fundo, em um ou outro ponto, é bem possível que eles tenham razão e estejam até mais certos do que nós. A tolerância exige equilíbrio emocional, convicção firme, mas não inflexível, certeza dos seus pontos de vista, mas não intransigência.

Para o espírita não deve ser difícil ser tolerante, pois sabe ele que os seres humanos são Espíritos encarnados e, como tal, se encontram em diferentes estágios evolutivos. Ainda outro dia dizia eu a alguns amigos que, se vivêssemos apenas uma vida, atingiríamos no mesmo espaço de tempo o mesmo grau de maturidade, como as frutas. Um cacho de bananas amadurece por igual ao fim de alguns dias, em idênticas condições de calor, luz e umidade. Nós, não. Encontramos velhos imaturos e crianças perfeitamente amadurecidas, equilibradas e sensatas. Portanto, é preciso que nos toleremos uns aos outros, que tolerar é uma das formas de amar.

Se os Espíritos superiores, que nos ajudam em nossas tarefas e nos orientam, fossem assumir atitudes intolerantes quanto à nossa ignorância, então ficaríamos entregues à nossa própria sorte. O que vemos, entretanto, é outra coisa. Vemo-los pacientes e compreensivos e muitas vezes apreensivos, a esperarem tolerantemente, enquanto vagamos por trilhas erradas.

Esse notável atributo humano é um escudo contra certas aflições da vida. Como diz aquela famosa oração (da serenidade), precisamos ter coragem para mudar as coisas que pudermos, paciência para aceitar o que não pudermos mudar e sabedoria para distinguir umas das outras. Todos nós precisamos de tolerância, sendo ela especialmente desejável numa família em que nem todos os membros pertençam ao mesmo grupo religioso. Espíritas, protestantes e católicos podem conviver  perfeitamente bem e em grande harmonia, desde que se respeitem e se tolerem. E claro que, numa família em que predomine a maioria católica, o membro espírita lamente intimamente o culto das imagens, por exemplo, mas não vai, com isso, atirá-las pela janela como quem joga fora um simples pedaço de pau. E preciso lembrar que para muitos aquela imagem representa seres respeitados e respeitáveis. Muitos dos nossos irmãos ainda precisam de uma representação material em que possam apoiar o seu culto.

O espírita que vive no seio de família católica terá sempre motivos de debate se quiser entregar-se à polêmica. E melhor, porém, que se cale quando não solicitado a pronunciar-se acerca de pontos de vista doutrinários. E, quando o fizer, diga as coisas com simplicidade e modéstia, sem empáfia e superioridade. Aquele que se julga superior, porque estudou uma doutrina realmente superior, ainda não está bem integrado nela. Esclarecer um ponto de vista próprio não implica atacar o alheio, nem mesmo a Doutrina Espírita precisa de rebaixar as outras para se exaltar; ela tem seus méritos próprios, que não foram conquistados à custa de nenhuma outra.

Mas tolerar ainda é mais do que isso. Também precisa exercitar sua tolerância aquele quq já teve oportunidade de desenvolver sua inteligência. E evidente que inteligência e cultura não são dádivas que caiam do céu por descuido — ao contrário, têm o seu preço e resultam de um lento estratificar de muitas e muitas encarnações. Um Mozart, que compõe aos cinco anos de idade, certamente não podia ter aprendido tudo aquilo em sessenta meses de vida física. E se, paralelamente ao nível intelectual já atingido, ele tiver também alcançado um alto plano moral, então ele não irá menosprezar o pobre sambista. Esse é o binômio da evolução: inteligência e moral devem igualar-se para equilibrar a equação da vida. Aqueles que alcançam sdto nível intelectual, mas têm atrofiado o senso moral, entregam-se a loucuras que lhes custarão séculos e até milênios de recuperação e reparo. Os que se moralizam logo, mas descuram do desenvolvimento da inteligência, estão incomparavelmente em posição melhor, mas, para colaborarem com verdadeira amplitude na obra imensa do Pai, é necessário que possam ter a serviço da sua moral a faculdade maravilhosa da inteligência. Inteligência — é ainda o dicionário que diz — é a faculdade de compreender, de conhecer, de interpretar. E como é que vamos pôr em prática os nossos recursos éticos se não temos ainda facilidade de compreensão, conhecimento e interpretação?

Não nos iludamos, entretanto: a inteligência traz em si um ônus tremendo ao espírito. Muito se pedirá a quem muito se deu, diz o Mestre. E verdade. A inteligência é um encargo, uma responsabilidade e confere certa autoridade. Encontramos a cada instante, em nosso comércio com o mundo invisível, Espíritos que nos trazem o depoimento amargo da sua aflição, por não terem sabido ou não terem querido utilizar como deviam a magnífica inteligência que já haviam desenvolvido. Há os que se deixaram levar apenas pela indolência, como aquele servo da parábola dos talentos que preferiu enterrar a moeda do seu senhor e devolvê-la tal como a recebeu. Há, porém, aqueles que usaram de todos os seus recursos intelectuais para espalhar ideias perniciosas, para levar grupos e povos inteiros à desavença, para pregar o culto da irresponsabilidade. Pagam depois um preço tão alto por essa atitude que melhor teria sido não possuírem ainda tão desenvolvida aquela faculdade superior.

Qualquer que seja, porém, o desenvolvimento moral da criatura inteligente, ela precisa olhar com tolerância aqueles de nós que ainda não alcançamos seu nível. O homem ou a mulher muito inteligente tendem a impacientar-se diante da morosidade com que o semelhante raciocina, da lentidão com que aprende, da dificuldade com que caminha nas trilhas da cultura. O espírito inteligente acha que todos os que o cercam são seres primários, pouco esclarecidos e pouco interessados na busca de novos horizontes. Muita vez não é isso que se passa: é que o espírito é apenas cauteloso — deseja ver primeiro o terreno em que pisa, porque traz, nos arquivos da sua memória, decepções que lhe custaram tão caro que não as pode esquecer...

Leitor inteligente, paciência, modéstia e, acima de tudo, tolerância. Nenhum de nós ainda se diplomou na escola da vida; se aqui estamos é porque não fomos ainda admitidos nessa imensa e desejada Universidade Cósmica dos Espíritos Superiores. Lá chegaremos um dia, sem dúvida, porque, graças a Deus, os que lá estão nos ajudam com a sua imensa dose de amor e de TOLERÂNCIA.

João Marcus
Pseudônimo de Hermínio C. Miranda

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Nota explicativa: - Hermínio C. Miranda também assinava seus artigos como João Marcus e H.C.M. Este expediente foi sugerido pelo editor da Revista Reformador para que pudessem ser publicados mais artigos dele em uma mesma revista.

O livro: - Candeias na noite escura, é uma compilação com os melhores artigos de Hermínio na revista Reformador assinadas sob o pseudônimo de  João Marcus.
Hermínio C. Miranda

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quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

Para viver melhor

Para viver melhor

Emmanuel



A importância do perdão, de modo geral, ainda não foi claramente compreendida pelos companheiros domiciliados no Plano Físico.

O espírito, em estágio na Terra, é um inquilino do corpo em que reside transitoriamente.

Imaginemos o usufrutuário da moradia a martelar estruturas da sua própria casa, em momentos de revolta e azedume.

Quanto mais repetidos os acessos de amargura e ressentimento, mais ampla a depredação em prejuízo próprio.

Esse é o quadro exato da criatura, habituada às reações negativas, nos instantes de prova ou desagrado.

Daí nascem muitas das moléstias obscuras, diagnosticáveis ou não, agravando as condições do veículo físico, já de si mesmo frágil e vulnerável, embora maravilhosamente constituído.

Se tens mágoa contra alguém, observa que esse alguém não terá agido com os teus conceitos e pensamentos.

O amor nos vinculará sempre a determinado grupo de pessoas, entretanto, em nosso próprio benefício, amemo-las, tais são, sem exigir que nos amem, sob pena de cairmos frequentemente em desequilíbrio e abatimento.

Doemos alma e coração aos seres queridos, sem escravizá-los a nós e sem nos escravizarmos a eles.

Por muito se nos enlacem no mundo físico, sob as teias da consanguinidade, saibamos deixá-los libertos de nós, a fim de serem o que desejam, na certeza de que a escola da experiência não funciona inutilmente.

A criança é responsabilidade nossa e responderemos, ante as leis da vida, pela proteção ou pelo abandono que estejamos devotando aos pequeninos confiados à nossa tutela temporária.

Os adultos, porém, são donos dos próprios atos e, não será justo chamar a nós, a consequências das empresas a que se adaptem ou dos caminhos que escolham, tanto quanto não seria razoável, atribuir a eles os resultados de nossas próprias ações.

Perdão e tolerância são alavancas de sustentação da nossa paz íntima.

Desculpar faltas e agravos será libertar-nos de choques e golpes que vibraríamos sobre nós mesmos, criando em nós e para nós, dilapidações e doenças de resultados imprevisíveis.

Ensinou-nos o Cristo: - "Perdoa não sete vezes, mas setenta vezes sete vezes".

Isso, na essência, quer dizer que não somente nos cabe esquecer as ofensas recebidas em proveito próprio, mas também significa que seria ilógico disputar atenção e carinho daqueles que porventura nos agridam, já compromissados, por eles mesmos, nas equações infelizes das atitudes a que se afeiçoem.

Em suma, para quem quiser na Terra trabalhar e progredir com mais saúde e paz, alegria e segurança, vale a pena perdoar constantemente para viver sempre melhor.

Emmanuel por Chico Xavier do livro:
Amigo

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quinta-feira, 10 de outubro de 2019

Tolerância

Tolerância

Emmanuel




Tolerância é caminho de paz.

Não julgues esse ou aquele companheiro ignorante ou desinformado, porquanto, se aprendeste a ouvir, já sabes compreender.

Diante de criaturas que te enderecem qualquer agressão, conversa com naturalidade, sem palavras de revide que possam desapontar o interlocutor.

Perante qualquer ofensa, não percas o sorriso fraternal e articula alguma frase, capaz de devolver o ofensor à tranquilidade.

Nos empecilhos da existência, tolera os obstáculos sem rebeldia e eles se te farão facilmente removíveis.

No serviço profissional, suporta com paciência o colega difícil, e, aos poucos, em te observando a calma e a prudência, ele mesmo transformará para melhor as próprias disposições.

Em família, tolera os parentes menos simpáticos e, com os teus exemplos de abnegação, conquistarás de todos eles a bênção da simpatia.

No trânsito público, não passes recibo aos palavrões que alguém te dirija e evitará discussões de consequências imprevisíveis.

Nos aborrecimentos e provações que te surgem, a cada dia, suporta com humildade as ocorrências suscetíveis de ferir-te, e a tolerância se te fará a trilha de acesso à felicidade, de vez que aceitarás todos os companheiros do mundo na condição de filhos de Deus e nossos próprios irmãos.

Emmanuel por Chico Xavier do livro:
Plantão da Paz

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sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Tolerância

Tolerância

Emmanuel



Vive a tolerância na base de todo o progresso efetivo.

As peças de qualquer máquina suportam-se umas às outras para que surja essa ou aquela produção de benefícios determinados.

Todas as bênçãos da Natureza constituem larga sequência de manifestações da abençoada virtude que inspira a verdadeira fraternidade.

Tolerância, porém, não é conceito de Superfície.

É reflexo vivo da compreensão que nasce, límpida, na fonte da alma, plasmando a esperança, a paciência e o perdão com esquecimento de todo o mal.

Pedir que os outros pensem com a nossa cabeça seria exigir que o mundo se adaptasse aos nossos caprichos, quando é nossa obrigação adaptar-nos, com dignidade, ao mundo, dentro da firme disposição de ajudá-lo.

A Providência Divina reflete, em toda parte, a tolerância sábia e ativa.

Deus não reclama da semente a produção imediata da espécie a que corresponde. Dá-lhe tempo para germinar, crescer, florir e frutificar. Não solicita do regato improvisada integração com o mar que o espera. Dá-lhe caminhos no solo, ofertando-lhe o tempo necessário à superação da marcha.

Assim também, de alma para alma, é imperioso não tenhamos qualquer atitude de violência.

A brutalidade do homem impulsivo e a irritação do enfermo deseducado, tanto quanto a garra no animal e o espinho na roseira, representam indícios naturais da condição evolutiva em que se encontram.

Opor ódio ao ódio é operar a destruição.

O autor de qualquer injúria invoca o mal para si mesmo. Em vista disso, o mal só é realmente mal para quem o pratica. Revidá-lo na base de inconsequência em que se expressa é assimilar-lhe o veneno.

É imprescindível tratar a ignorância com o carinho medicamentoso que dispensamos ao tratamento de uma chaga, porquanto golpear a ferida, sem caridade, será o mesmo que converter a moléstia curável num aleijão sem remédio.

A tolerância, por esse motivo, é, acima de tudo, completo esquecimento de todo o mal, com serviço incessante no bem.

Quem com os lábios repete palavras de perdão, de maneira constante, demonstra acalentar a volúpia da mágoa com que se acomoda perdendo tempo.

Perdoar é olvidar a sombra, buscando a luz.

Não é dobrar joelhos ou escalar galerias de superioridade mendaz, teatralizando os impulsos do coração, mas sim persistir no trabalho renovador, criando o bem e a harmonia, pelos quais aqueles que não nos entendam, de pronto, nos observem com diversa interpretação, compreendendo-nos o idioma inarticulado do exemplo.

Oferece-nos o Cristo o modelo da tolerância ideal, em regressando do túmulo ao encontro dos aprendizes desapontados. Longe de reportar-se à  deserção de Pedro ou à fraqueza de Judas, para dizer com a boca que os desculpava, refere-se ao serviço da redenção, induzindo-os a recomeçar o apostolado do bem eterno.

Tolerar é refletir o entendimento fraterno, e o perdão será sempre profilaxia segura, garantindo, onde estiver, saúde e paz, renovação e segurança.

Emmanuel por Chico Xavier do livro:
Pensamento e Vida

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segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Surpresa em cena do filme Nosso Lar

Surpresa em cena do filme Nosso Lar





Símbolos de algumas religiões existentes na Terra.
Comparem com as que aparecem no vídeo.

Uma cena de pouco mais de dois minutos guarda uma bela surpresa! Sugerimos que assistam a cena e depois retomem a leitura.

Em uma enquete que fizemos com amigos e conhecidos, a grande maioria não percebe o fato que vamos alertar neste artigo!


A surpresa

Na cena mencionada, o Governador da cidade Nosso Lar, recebe André Luiz, e enquanto conversam a mãe de André se aproxima para o reencontro com o filho.

A emoção da cena nos faz prestar a atenção ao diálogo e ao reencontro entre mãe e filho.


A câmera foca nos personagens e passeia mostrando ao fundo através da janela, toda a cidade. 

O que muita gente que assistiu ao filme, inclusive alguns que viram muitas vezes, não percebem, é que logo abaixo das janelas no guarda corpo, existem símbolos das principais religiões do planeta Terra.
O posicionamento dos artistas é feito para deixar que esses Símbolos apareçam no segundo plano. Nesta cena é possível identificar pelo menos quatro ou cinco deles !

Somos afinal filhos do mesmo Deus e os caminhos podem ser diferentes no atual momento mas somos todos irmãos e iguais independente da crença!

Esta é a mensagem oculta na cena, pela tolerância e respeito à religião e a crença de cada um de nós!

RDB


Capa do Filme Nosso Lar,
baseado no livro de Chico Xavier por André Luiz.

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sábado, 30 de abril de 2016

Tolerância

Tolerância

Meimei



Emaranhas-te, algumas vezes, no cipoal da incompreensão de seres queridos.

Aqui, é um filho que se te afigura inacessível às diretrizes de renovação; mais além, é um coração amado que parece não mais te suportar os convites ao bom senso.

Não insistas com intimações palavrosas. Ameaças e desafios assemelham-se a marteladas sobre pregos de fixação.

Oferece-lhes bondade e simpatia, quando te não consigam entender, mas não os encarceres nas linhas de teus pensamentos.

Se pessoas queridas fogem de ti, inconformadas com a vida em tua casa mental, abençoa-as com serenidade e continua agindo e servido na execução dos ideais superiores que abraças.

E se, um dia, te retornarem à convivência, buscando trabalhar perto de ti, quanto se te faça possível, abre-lhes os braços; e se te solicitarem a intercessão para que venham a servir noutros caminhos, não vaciles ajudá-las, afim de que retomem o esforço de elevação do qual se afastaram transitoriamente.

Perdão não é apenas uma joia na boca e sim a aceitação dos outros, na condição em que ainda se encontrem, com a sincera disposição de colocar-nos em lugar deles, não somente para avaliar-lhes a situação, mas também para sabermos quanto estimaríamos recolher, na situação dos que erram, a tolerância da generosidade alheia.

Sigamos o próprio caminho, sem impedir que os semelhantes escolham estradas diferentes das nossas.

Certa feita, recomendou Jesus ao Apóstolo:

- "Perdoarás não apenas uma vez, mas setenta vezes sete". Isso quer dizer também que à frente dos nossos irmãos que nos firam ou nos ofendam, cabe-nos abençoá-los e auxiliá-los, tantas vezes quantas se fizerem necessárias.

Meimei por Chico Xavier do livro:
Somente Amor

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