sábado, 4 de janeiro de 2025

Mortos Voluntários

Mortos Voluntários

André Luiz


Condicionou-se a mente humana, de maneira geral, a crer que a madureza orgânica é antecâmara da inutilidade e eis muita gente a se demitir, indebitamente, do dever que a vida lhe delegou.

Inúmeros companheiros, porque hajam alcançado aposentadoria profissional ou pelo motivo de abraçarem garotos que lhes descendem do sangue, dizem-se no paralelo final da carreira física.

Esquecem-se de que o fruto amadurecido é a garantia de toda a renovação da espécie, e rojam-se prostrados, à soleira da inércia, proclamando-se desalentados.

Falam do crepúsculo, como se não contassem com a manhã seguinte.

Começam qualquer comentário em torno dos temas palpitantes do presente, pela frase clássica: ”no meu tempo não era assim”.

Enquanto isso, a vida, ao redor, é desafio incessante ao progresso e à transformação, chamando-os ao rejuvenescimento.

Filhos lhes reclamam orientação sadia, netos lhes solicitam calor da alma, amigos lhes pedem o concurso da experiência e os irmãos da Humanidade contam com eles para novas jornadas evolutivas.

Bastará pensar, porém, que as crianças e os jovens não acertam o passo sem os mentores adestrados na experiência, peritos em discernimento e trabalho, para que não menosprezem a função que lhes cabe.

Nada de esquecer que o Espírito reencarna, atravessando as faces difíceis da infância e da juventude para alcançar a maioridade fisiológica e começar a viver, do ponto de vista da responsabilidade individual.

Quanto empeço vencido e quanta ilusão atravessada para consolidar uma reencarnação, longe das praias estreitas do berço e da meninice, a fim de que o Espírito, viajor da eternidade, alcance o alto mar da experiência terrestre!

Entretanto, grande número de felizardos que chegam ao período áureo da reflexão, com todas as possibilidades de serviço criador, estacam em suposta incapacidade, batendo à porta do desencanto como quem se compraz na volúpia da compaixão por si mesmos.

Trabalhemos por exterminar a praga do desânimo nos corações que atingiram a quadra preciosa da prudência e da compreensão.

Vida é chama eterna. Todo o dia é tempo de inventar, clarear e prosseguir.

Os companheiros experientes no esforço terrestre constituem a vanguarda dos que renascem no Planeta e não a chamada “velha guarda” que a rabugice de muitos imaginou para deprimir a melhor época da criatura reencarnada na Terra.

Desencarnação é libertação da alma, morte é outra coisa. 

Morte constitui cessação da vida, apodrecimento, bolor.

Os que desanimam de lutar e trabalhar, renovar e evoluir são os que verdadeiramente morrem, conquanto vivos, convertendo-se em múmias de negação e preguiça, e, ainda que a desencarnação passe, transfiguradora, por eles, prosseguem inativos na condição de mortos voluntários que recusam a viver.

Acompanhemos a marcha do Sol, que diariamente cria, transforma, experimenta, embeleza.

Renovemo-nos.

André Luiz do livro:
Estude e Viva de Chico Xavier e Waldo Vieira

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sexta-feira, 3 de janeiro de 2025

Servir sem especular

Servir sem especular

Lancellin



O servidor que especula, perde a graça de ser útil aos que sofrem. Aquele que dá e tem prazer em ser agencioso, diminuindo a quem recebe, atrofia a própria caridade no coração.

A sindicância pode ser um ponto de partida para o comércio. Ante a caridade, porém, ela perde o sentido, por ser difícil uma seleção feita com critério, senão com justiça, nas linhas que o amor determina para a nossa vida.

Temos a infeliz pretensão de confeccionar ficha das misérias e não dos valores humanos. E se isso nos agrada, estamos envolvidos nas mesmas calamidades. Quando amamos determinadas criaturas, não especulamos sobre suas reais necessidades. Investigamos, sim, as vidas daqueles que chegam até nós, pelo ímã de pretéritos compromissos, a ponto de os deixarmos em pior condição da que estavam, e, por vezes, sem o necessário para viver, e ainda com a moral abalada pelas nossas exigências.

Tu, que repassas alguma coisa aos outros e que, pela sindicância, podes deixar de ofertar, pensa bem: e se essa pessoa fosse teu filho, pai, mãe, irmão ou parente?

Será que o teu procedimento seria o mesmo diante de todos, sem distinção, no caso de ligações pelo sangue? Exigimos muito quando isso nos convém e cedemos com o mesmo exagero às pessoas do nosso convívio.

Lembremo-nos do filho pródigo. Foi dado a ele tudo, quando voltou, sem se especular sobre o que ele fizera, sem se lembrar das suas extravagâncias. Mas o irmão que ficou, que já recebia o calor da família, mesmo assim demonstrou o seu ciúme, revoltando-se contra os pais, por uma simples dádiva a mais que o outro recebera.

Suprimamos a averiguação das vidas alheias, sejam quais forem as circunstâncias.

Isso a nada nos leva. Se Deus fosse fazer a nossa ficha para avaliar o que temos a receber de suprimento divino, será que teríamos direito a tudo o que nos está sendo concedido pela bondade superior?

Se estivesses fazendo uma investigação da tua própria vida, sem saberes que eras investigado, será que a tua consciência liberaria alguma dádiva a teu favor, pelo teu procedimento, pelo que és e pelo que ainda não podes ser? Quando és assaltado por ladrões, desejas que eles sejam corrigidos nas prisões, nos calabouços. Muitos pedem pena de morte para os assassinos, mas, em se tratando de um filho, um pai, marido ou mulher, imediatamente mudam de ideia, gritam pela justiça a que todos têm direito e põem os homens da lei a trabalhar pela liberdade do infrator. Na verdade, todos os que são condenados à morte por leis cuja severidade destoa da amorosa energia das leis divinas, os perseguidos pela polícia, e os esquecidos nos depósitos de presos, são, como nós, seres humanos que têm pais, filhos, irmãos, marido ou mulher, que foram feitos iguais a nós, em que pesem os crimes que tenham cometido, sempre por ignorância.

Nisto, não queremos pensar. Somente cuidamos do caso, quando ele arde em nossa pele. Jesus tratou disso com todo o cuidado, dizendo que se amamos os que nos amam, nada de especial fazemos. Mas faremos muito de especial se amarmos os que nos odeiam, se orarmos em favor dos que nos perseguem e caluniam. Façamos isso ou, pelo menos, comecemos a fazer. Aí, sim, estaremos operando em nós uma transformação, uma cirurgia moral para, depois, amarmos, sem especular, a quem devemos amar.

Lancellin por João Nunes Maia do livro:
Cirurgia Moral

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quinta-feira, 2 de janeiro de 2025

Reconciliação

Reconciliação

Joanna de Ângelis


(...) Que daí não saireis, enquanto não houverdes pago o último ceitil. - Mateus, 5:26 / E.S.E. Cap. X - Item 6
Todo o ministério de Jesus é caracterizado pela austeridade e energia de postulados, demonstrando que ao se tomar da charrua, não se deve olhar para trás. As decisões apresentadas são firmes e honestas, exigindo o esforço que, mesmo em se convertendo em sacrifício, signifique entrega total em regime de consciência lúcida, sem margem a futuros titubeios. Por isso mesmo, é recomendada a reflexão ante os desafios, facultando a doação do postulante ao Reino dos Céus.

Sua linguagem é clara e definitiva, não permitindo interpretações esdrúxulas ou escapistas.

Sendo o móvel da doutrina a instalação revolucionária de uma nova ordem de ideias que deveria alterar o comportamento do indivíduo e da sociedade como um todo, criando novas perspectivas para a existência física como preâmbulo daquela de natureza espiritual, os convites pronunciados pelo Mestre são diretos, insofismáveis, decisivos.

A base estrutural de todo o convite é o amor que dimana de Deus e se encontra ínsito nas criaturas humanas que, por sua vez, deverão conscientizar-se do seu significado e valia, constituindo a regra de vida em todos os momentos, de tal forma impregnando-se da certeza da sobrevivência da alma e da Justiça Divina, que nada se lhe pudesse opor, constituindo-se obstáculo à conquista do objetivo almejado.

Não seja justo, portanto, estranhar-se muitas das assertivas apresentadas, que parecem violentar o caráter moral do indivíduo treinado para o revide, para a autodefesa, para a preservação dos valores da sombra individual e coletiva, em que sempre predominam o egoísmo e as paixões mais primitivas.

A claridade que se esparze da Boa-nova é libertadora, facultando ao ser o autoencontro, o autoburilamento, a superação do ego, a plena vitória do Self.

Na Lei Antiga, a figura do perdão é apresentada como conquista mediante retribuição. Quando se ofende a Deus, em face dos comportamentos infelizes dúbios e dos gravames das deficiências morais, encontram-se estatuídos nos seus Códigos os instrumentos para impor reparação, no que eram hábeis os fariseus ao aplicá-los, utilizando sofismas e ardis, que culminavam nos sacrifícios de animais assim como através de outros recursos específicos que lhes eram rendosos.

Jesus aceitou as injunções convencionais dos comportamentos atávicos, porém, acrescentou a essa política legal ancestral, necessária nos primórdios da cultura do povo hebreu, a ética do amor como mecanismo superior a quaisquer outras expressões de ordem material ou de imposição estabelecida pelos legisladores terrestres, nem sempre em condições de elaborar princípios nobres, por lhes faltarem valores de dignidade e exemplo, o que lhes retirava a autoridade para estabelecer condutas que não seguiam.

A Lei de Amor origina-se em Deus, é natural, encontra-se em toda parte como expressão de ordem e de valor, nunca se inclinando em favor de determinada pessoa ou grupo social específico, pairando soberana acima de todas as injunções humanas. Os seus árbitros não são homens susceptíveis de erro e de inclinações personalistas, de interesses inconfessáveis, mas a consciência de cada qual, que lhe haure a inspiração e tem como modelo a de natureza cósmica.

Desse modo, Jesus-Homem submeteu-se aos códigos arbitrários existentes, mas abriu espaço total para a nova ordem que veio estabelecer, apresentando novas perspectivas de vida e de realização que dignificam o ser humano e o exaltam, facultando-lhe harmonia porque acima de todas as imposições transitórias do farisaísmo, sempre preocupado com a forma e distante da realidade do ser essencial. A aparência era-lhes, e ainda permanece sendo fundamental, compactuando com as concessões do século em detrimento das realizações espirituais transcendentes.

À luz da Psicologia Profunda, o perdão é superação do sentimento perturbador do desforço, das figuras de vingança e de ódio através da perfeita integração do ser em si mesmo, sem deixar-se ferir pelas ocorrências afugentes dos relacionamentos interpessoais.

Tem um significado mais que periférico ou de aparência social, representando a permanência da tranquilidade interna ante os impactos desgastantes externos, que sempre aturdem quando o indivíduo não está forrado de segurança nas próprias realizações, nem confiante na correta execução dos programas que exigem desafios através de provas compreensíveis diante dos obstáculos que se encontram pela frente.

Quando alguém se detém na mágoa ou na queixa, ressumando amargura ou desconforto moral por ocorrências desagradáveis que dizem respeito à sua forma de comportar-se espiritualmente, em fidelidade aos princípios abraçados, encontra-se distante da própria mensagem que lhe deveria impregnar de tal forma que não haveria campo para a instalação desses conflitos morbosos.

A autoconsciência identifica todas essas ocorrências e supera-as, por significarem reações de pessoas e grupos psicologicamente na infância dos seus interesses, ainda vinculados aos jogos da ilusão, disputando-se primazias e projeções sem qualquer sentido profundo.

Nesse aspecto do perdão, projetam-se os resultados dos ressentimentos para outras experiências fora da matéria ou em futuras reencarnações, quando os litigantes continuam imantados uns aos outros, sem que se facultem oportunidade de libertação, enfermando-se reciprocamente ou permanecendo em pesados conflitos intérminos quão sacrificiais e inúteis.

Não raro, na gênese de muitas psicopatologias encontramos a presença de cobradores espirituais que, embora desvestidos da roupagem física, permanecem em lamentável situação de vingança, em terrível transtorno mental, gerando dilacerações psíquicas naqueles que os ofenderam e não tiveram tempo nem oportunidade ou interesse para se reabilitarem.

Esses combates insanos arrastam-se por dezenas de anos a fio, sem lhes ocorrer que, enquanto afligem se infelicitam, prolongando a situação dolorosa sem qualquer benefício pessoal...

Tais fenômenos obsessivos são muito mais expressivos e complexos do que parecem na visão das doutrinas psíquicas modernas que teimam por encontrar no cérebro e nos mecanismos orgânicos apenas, a psicogênese dessas enfermidades mentais, comportamentais, psicológicas...

Felizmente, a moderna Psicologia Profunda, mediante a visão transpessoal, eliminando toda sombra do indivíduo e da coletividade, identifica as causas reais desses distúrbios decorrentes de processos mentais enfermiços que a morte não eliminou.

Sem nenhuma dúvida, em face dos processos que decorrem das ações morais, o ser se faz herdeiro da necessidade de superar os erros e agressões às Leis, insculpindo nos refolhos íntimos os mecanismos reparadores, entre os quais se encontram as alienações mentais, não obstante também inscrevam os delitos contra outras vidas que passam na sua insânia a exigir reparações pelo sofrimento, impondo-lhes perseguições impiedosas, qual ocorre nas paisagens terrestres entre aqueles que se odeiam.

A morte do corpo não libera o Espírito das paixões nobres ou inferiores que lhe tipificam a conduta natural. Antes amplia-lhe o campo de vivência, porque, desvestindo-o dos limites impostos pelo corpo, concede mais espaço para as ações que são compatíveis com o seu nível evolutivo.

Deus o permite como ensinamento para algozes e vítimas, que se devem amar antes que se agredir, desculpar e conceder ensejo à reparação, sem permitir o domínio da sombra que aturde e infelicita.

Jesus-Homem sempre enfrentou situações de tal monta, procurando esclarecer o perseguidor e dignificar o perseguido, impondo a este último a necessidade de conduta correta, a fim de que não lhe acontecesse nada pior.

Na perspectiva da Psicologia Profunda, aquele que permanece em clima de desforço ata-se aos elos dos renascimentos inferiores, não conseguindo libertar-se do ir e vir, por não luzir-lhe interiormente o amor, que é o único recurso propiciador de felicidade e de depuração.

O ódio aprisiona aquele que o mantém em relação a quem lhe padece a injunção penosa. Sendo recíproco, torna-se cadeia cruel para ambos. Caso, no entanto, algum dos envolvidos na situação perturbadora consiga superar os sentimentos doentios, evidentemente sairá dessa cela escura planando em outro espaço de claridade e vida. E isso se dá mediante o resgate pelo amor ao seu próximo, àquele mesmo a quem feriu, impensadamente ou não, procurando reabilitar-se.

Deus sempre faculta ao livre-arbítrio do ser a melhor maneira de reparar os erros, impondo-lhe, quando a falência de propósitos e atos se faz amiúde, recursos mais vigorosos que são ao mesmo tempo terapêuticos para o Espírito rebelde.

A Sua justiça estabelece parâmetros que não podem ser violados insensatamente, proporcionando meios valiosos de harmonia e plenitude mediante os quais o amor é sempre o árbitro de todas as ocorrências.

Merece ter-se em mente sempre que toda situação embaraçosa e infeliz defrontada deve ser regularizada antes da ocorrência da morte física, a fim de que não sejam transferidos de plano os fenômenos da reparação e da paz.

Jesus exemplificou sempre e incessantemente tal necessidade, perdoando mesmo aos mais impenitentes adversários que O sitiavam, deixando com as suas consciências o resultado da insídia, que os algemaria na prisão terrestre até que se depurassem das atitudes adotadas.

Desse modo, cumpre a cada consciência a prática do perdão indistinto, porquanto assim não ocorrendo, qual informou o Mestre - daí (do cárcere carnal) não saireis, enquanto não houverdes pago o último ceitil — facultando ao seu próximo todos os direitos que lhe são concedidos pelas Soberanas Leis da Vida conforme gostaria que a si mesmo fossem facultados.

Joanna de Ângelis por Divaldo Franco do livro:
Jesus e o Evangelho à Luz da Psicologia Profunda

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quarta-feira, 1 de janeiro de 2025

Renasce agora

Renasce agora

Emmanuel


“Aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus.” Jesus (João, 3:3)
A própria Natureza apresenta preciosas lições, nesse particular.

Sucedem-se os anos com matemática precisão, mas os dias são sempre novos. Dispondo, assim, de trezentas e sessenta e cinco ocasiões de aprendizado e recomeço, anualmente, quantas oportunidades de renovação moral encontrará a criatura, no abençoado período de uma existência?

Conserva do passado o que for bom e justo, belo e nobre, mas não guardes do pretérito os detritos e as sombras, ainda mesmo quando mascarados de encantador revestimento.

Faze por ti mesmo, nos domínios da tua iniciativa pela aplicação da fraternidade real, o trabalho que a tua negligência atirará fatalmente sobre os ombros de teus benfeitores e amigos espirituais.

Cada hora que surge pode ser portadora de reajustamento.

Se é possível, não deixes para depois os laços de amor e paz que podes criar agora, em substituição às pesadas algemas do desafeto.

Não é fácil quebrar antigos preceitos do mundo ou desenovelar o coração, a favor daqueles que nos ferem. Entretanto, o melhor antídoto contra os tóxicos da aversão é a nossa boa vontade, a benefício daqueles que nos odeiam ou que ainda não nos compreendem.

Enquanto nos demoramos na fortaleza defensiva, o adversário cogita de enriquecer as munições, mas se descemos à praça, desassombrados e serenos, mostrando novas disposições na luta, a ideia de acordo substitui, dentro de nós e em torno de nossos passos, a escura fermentação da guerra...

Alguém te magoa? Reinicia o esforço da boa compreensão.

Alguém te não entende? Persevera em demonstrar os intentos mais nobres.

Deixa-te reviver, cada dia, na corrente cristalina e incessante do bem.

Não olvides a assertiva do Mestre: — "Aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus.

Renasce agora em teus propósitos, deliberações e atitudes, trabalhando para superar os obstáculos que te cercam e alcançando a antecipação da vitória sobre ti mesmo, no tempo...

Mais vale auxiliar, ainda hoje, que ser auxiliado amanhã.

Emmanuel por Chico Xavier do livro:
Fonte Viva

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