sábado, 14 de maio de 2022

Você reflexiona?

Você reflexiona?

Marco Prisco


“Pensai nas cousas lá do alto...” Paulo (Colossenses 3:2)
Quando a aflição campeia a oração é segurança.

Tempo gasto na inutilidade — salário do desespero.

O silêncio do sábio expressa maturidade do conhecimento.
O palavrório do tolo traduz-lhe a ignorância.

O erro que nasce num minuto de invigilância gera consequências que terminam somente muito depois.

Evangelho e Espiritismo são roteiros abençoados tanto quanto dever e disciplina representam vias de evolução.

Mesmo ultrajado, o cristão persevera inalterável na gentileza.

Caridade que se irrita é qual palácio em trevas.

Censura — tóxico do caráter.
Maledicência — esporte de atormentados.

Palavras sonoras e belas nem sempre expressam sentimentos nobres.
O papagaio também fala...

Forte é, somente, o homem que se domou a si mesmo.

Mais vale perder, sendo leal, do que triunfar, sendo astuto e espúrio.

A vitória dos ambiciosos passa com o vazio da ambição.

Quem muito expõe, atesta dúvida quanto ao conhecimento que possui.
Bem serve quem pouco dificulta.

O espelho que melhor reflete nem sempre é consultado. Chama-se Consciência.

Os legítimos heróis se ignoram.

Virtude — clima de redenção.

Dor — programa de elevação.

Receie quando tudo “correr muito bem”.

O discípulo do Senhor da Cruz nunca está bem.

Sedento de luz e paz não estaciona, não demora, não ganha.

Tudo sofre, dá e perde, não obstante avançando sempre.

Não deixe de “pensar nas cousas lá do alto.”

Marco Prisco por Divaldo Franco do livro:
Momentos de Decisão

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- Para seguirmos corretamente o espiritismo, devemos submeter todas as mensagens mediúnicas ao crivo duplo de Kardec, sendo eles,  a razão e a universalidade.

- Cisão para estudo de acordo com o Art. 46 da Lei de Direitos Autorais - Lei 9610 /98 LDA - Lei nº 9.610 de 19 de Fevereiro de 1998.

sexta-feira, 13 de maio de 2022

Crendices e superstições

Crendices e superstições

Joanna de Ângelis

Fixações nos centros perispirituais, pelo longo processo evolutivo, no trânsito das faixas primárias para as conquistas da inteligência, as crendices se alastram nos Espíritos infantis dando margem a lamentáveis espetáculos de superstição, que favorecem a ignorância e promovem o desequilíbrio da emoção.

Atraso moral e espiritual dos habitantes da terra, a presença e a amplitude da feitiçaria e seus talismãs, que baterão em retirada ante a alvorada de luz e bênção da fé racional, que enfrenta a dúvida filosófica, as conquistas da inteligência e da técnica materialista, tranquilamente, em todas as épocas, dirimindo problemas e sustentando a confiança em Deus.

Paradoxalmente, a década em que o homem conseguiu a arrancada da Terra, nos rumos da lua, sonhando com a conquista de outros planetas, é, também, a do retorno à barbárie e às crendices, em fuga espetacular dos cálculos computados em aparelhagens quase perfeitas para os abismos da imaginação desregrada.

A decantada morte da fé religiosa, prevista pelos expoentes da cultura materialista dos séculos passados e atual, de forma alguma poderia defrontar mais chocante reação das mentes tecnizadas destes dias...

É verdade que o homem aturdido, decepcionado ante as promessas mirabolantes das doutrinas religiosas do passado, rebelou-se, passando a “adorar” as máquinas que construiu, barafustando, porém, em direção das áridas províncias do ceticismo. Ressequido e inquietado, interiormente, deixou-se estimular pelo fantasioso, ressuscitando velhas superstições a que ora se entrega em espetáculos deprimentes e ridículos.

O universo atômico por ele defrontado reconduziu-o ao reino da energia e ontologicamente ao transcendental.

Mal armado para o exame das realidades espirituais, por contumaz suspeição que nele se arraigou, preferiu as imagens-chavões do “sobrenatural” do “maravilhoso”, do “mistério”, para fugir ao niilismo aniquilante que elaborou e cruelmente o despedaça.

Ninguém nega a interferência das forças vivas e pulsantes, do universo, no comércio contínuo com as mentes humana. Daí às fantasias absurdas que subestimam a Divindade e atribuem poderes excepcionais ao demônio — que é apenas a personificação simbólica que a si se atribuem Espíritos viciosos e perversos — vai uma distância imensa de ética, cultura e razão...

No fundo, os supersticiosos padecem atrofia do espírito, preferindo o temor ao amor, sufocando a esperança nos crepes da desconfiança com que se desesperam e se realizam...

Mediante processo de transferência psicológica, ao invés de mergulhar-se nos íntimos painéis de si mesmo, a combater os inimigos de dentro, desterra-os para as praias em que se demora o próximo, atribuindo a este os danos que causa por negligência e despautério, responsabilizando-o.

E se enleia nas teias muito bem distribuídas das artimanhas das Entidades trevosas que o açulam e lhe estimulam os “instintos agressivos”, de forma a retê-lo nas fortes amarras da temeridade e do desvario.

Iniciada a façanha da crendice e da superstição, só mui dificilmente empreende a viagem de volta à responsabilidade e à lucidez que lhe exigem esforço, educação e disciplina intransferíveis para que se possa alçar das mágoas, dos paués (palustre: adj. Que vive ou cresce nos pântanos. Pauésdas queixas e vulgaridades aos altiplanos da nobreza, edificação e paz.

Proliferam, vertiginosamente, os números dos enganados e os desditosos enganadores da Terra e do além-túmulo em nefário intercâmbio de loucura e desfaçatez.

Abjuram a verdade e afeiçoam-se à ilusão; abominam o bem e se comprazem na ignomínia.

Superstições, supersticiosos!

De todos os tempos as superstições e os supersticiosos são herança torpe do obscurantismo espiritual e da insensatez perniciosa, que encontram guarida porque o homem ainda prefere a treva à luz, a piedade ao respeito, o sofrimento ao amor...

Ninguém, no entanto, interfere nos planos e desígnios de Deus, por mais se esforce, presunçoso e almeje.

Feiticeiros de todas as épocas que a desregrada imaginação popular deu aso a largas fantasias, são os médiuns vinculados aos Espíritos da sombra, em realizações infelizes.

Epíteto genérico de que se utilizou a intolerância clerical para silenciar os imortais, foram e são homens do caminho de lutas de todos nós, um dia chamados a darem conta da mordomia de que estiveram investidos.

Com Jesus, o Libertador, deixa à margem do caminho crendices, superstições, ilusões, e cresce para o serviço da tua e da redenção de todos.

Através do Espiritismo compreenderás que, construtor do porvir, és árbitro da felicidade ou da própria desdita, herdeiro dos valores que possuis e legatário futuro das aquisições que reúnas.

Ilibado, sem peias mentais nem conexões morais degradantes, com a retaguarda evolutiva, crê, ama e passa servindo, indene ao mal e aos maus, lecionando discernimento e fé com que, descompromissado com a ignorância, alcançarás a vitória sobre toda sombra e toda dor.

Joanna de Ângelis por Divaldo franco do livro:
Após a Tempestade

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quinta-feira, 12 de maio de 2022

Porque o perdão

Porque o perdão

Miramez



O perdão é um fato, sem que a discussão se apodere do assunto, pois se fundamenta no amor e é sustentado pela caridade, sem ultrajar a lei da justiça. 

As susceptibilidades inflamadas perguntam: por que o perdão?

Não é justo que defendamos nossa moral, nossos interesses, como fazemos com nosso próprio corpo? 

A displicência foge à regra. Não negamos que sejamos defendidos, e que a razão se ocupe com a vigilância e forme métodos de defesa, que haveremos de usar. Esta é a nossa posição diante do ofensor.

Se usarmos o revide para com aqueles que nos atacam, entramos na mesma sintonia da agressão e respiramos o mesmo magnetismo toldado pelo ódio e pela vingança.

Perdoar as ofensas e isolar-se dos fluídos inferiores projetados em nós, sem dúvida, é ter serenidade na consciência, pela confiança adquirida através das qualidades conquistadas; é ter certeza, na lei universal, de que somente recebemos o que damos.

O perdão anunciado pelo verbo, sem que o coração participe, não deixa de ser o prenúncio da desculpa. Porém, o mundo interior não sente os efeitos desejados no enervante estado psíquico, pela apropriação da maldade na alma.

A limpeza interna só é feita com recursos íntimos, que a verdade fornece, e carece de muito exercício para que o hábito se solidifique.

A glândula que controla as emoções, serenando ou agitando o sangue, inflama-se com determinados pensamentos, vicia-se, e começa automaticamente a perturbar o organismo, ou a colocá-lo na mais elevada serenidade. Se alimentamos ideias de ódio e de vingança, elas, primeiramente, com vibrações sutilíssimas, vasculham todo o nosso cosmo celular, queimando a força vital, desnutrindo-nos e, ao passar pelos centros energéticos, desencadeiam um mundo de distúrbios, de modo a fazer a alma sofrer as consequências daquilo que provocou.

Eis porque tornamos a falar em "por que o perdão". Quem pratica a indulgência é o primeiro a ser beneficiado. O misericordioso é invadido pela paz. Os espíritos superiores têm uma serenidade imperturbável, fruto de um perdão incondicional e permanente. Assim como a luz de uma lâmpada, para atingir o exterior, tem primeiro de passar pelo material transparente que lhe garanta ambiente refletor, a luz do espírito, a força mental dos pensamentos, antes de ganhar o mundo exterior, é filtrada por vários corpos que lhe garantem, igualmente, o ambiente para viver e progredir. E se nós plasmamos o bem, nessa força ideoplástica, pelo perdão, pela caridade e pelo amor, somos agraciados em primeira mão. Se invertermos essas correntes de luz pelo envenenamento dos nossos sentimentos, a escória mais grossa ficará no fundo da bateia da carne, como alimento indigesto.

Quem perdoa e fala demais desse gesto natural, buscando elogios, está movido, talvez sem o saber, pela onda ilusória da vaidade. Como o perdão é difícil...

Também achamos. Não obstante, quem aprendeu a perdoar jamais se esquecerá, por sentir os efeitos de felicidade que advêm desse ato.

Miramez por João Nunes Maia do livro:
Horizontes da Mente

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- Para seguirmos corretamente o espiritismo, devemos submeter todas as mensagens mediúnicas ao crivo duplo de Kardec, sendo eles,  a razão e a universalidade.

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quarta-feira, 11 de maio de 2022

Uso da palavra

Uso da palavra

Joanna de Ângelis



Instrumento de alto significado é o verbo que faculta a comunicação e a convivência entre as criaturas.

Jesus, o excelso Mestre, abrindo a boca enunciou as mais belas palavras jamais ouvidas na Terra.

Tomou de um grão de mostarda, insignificante, e transformou-o num poema de singeleza, num hino de referência à fé.

Num entardecer inesquecível, num monte bordado de Sol poente, compôs a mais harmoniosa ode à bem-aventurança, alterando a estrutura do pensamento sociopsicológico e comportamental da Humanidade.

Esse poema clássico modificou os sentimentos humanos e rompeu a cortina de sombras dos preconceitos do passado, enquanto exaltou os humilhados e perseguidos, os abandonados e esquecidos, os esfaimados e infelizes em geral, oferecendo-lhes a herança da paz e a fortuna do reino dos céus.

Não, porém, a todos, pois que existem aqueles rebeldes e vingativos que se não dispõem à transformação moral para melhor, ao aproveitarem a nobre provação.

Com o brilho de cada palavra compôs as novas de alegrias que permanecem como o roteiro mais seguro para a vivência da plenitude.

Utilizou-se das paisagens iridescentes e das coisas comuns, corriqueiras, para construir a sinfonia do Evangelho que ainda comove a sociedade terrestre.

Viveu a paz em todos os instantes e não aceitou as infelizes discussões dos hábeis insensatos dominadores de vidas e de consciências.

Cada vez que enunciava a palavra havia um objetivo nobre antes não conhecido e, sem censurar, corrigia os equivocados e desculpava a ignorância em predomínio.

Os Seus silêncios enriqueciam de paz e de reflexão aqueles que O acompanhavam.

Até hoje o Seu verbo sublime vem merecendo cuidados e análises para se transformar em terapia valiosa para os enfermos do mundo.

Arrebanhou multidões com palavras simples aureoladas de amor e todos quantos as ouviram, se não lograram penetrar-se do seu conteúdo vêm reencarnando sob a musicalidade Divina dos Seus conceitos, que tornam a sociedade melhor.

Nunca Lhe puderam imputar a pronúncia de uma palavra perversa ou venenosa, vulgar ou degradante.

Todas eram elaboradas com o suave perfume da compaixão e do entendimento.

Toma-O como exemplo, silenciando quando não possas ajudar ou enunciando-a somente para socorrer.

*

Oradores exaltados e escritores enfermos, dominados pelo pessimismo, têm-se utilizado da palavra para malsinar, atormentar, promover o ódio e a perseguição, fomentar as guerras vergonhosas.

Alguns são responsáveis por crimes hediondos, como consequência da mensagem belicosa e agressiva. Outros dizimaram vítimas incontáveis com as suas inflamadas dissertações. Diversos deixaram uma herança maldita de preconceitos e horrores, exteriorizando os conflitos que os martirizaram, feridos pela inveja da pureza, da ingenuidade, dos valores éticos.

Celebrizaram-se no mundo, que detestavam, enquanto se locupletavam com o lucro das suas assertivas venenosas e amargas...

Arrependidos, após o despertar no Além-Túmulo, rogam em padecimentos quase insuportáveis, o mergulho nos tecidos da miséria orgânica ou social, econômica, na mudez ou surdez, a fim de resgatarem os crimes, impossibilitados de pensar, no presídio carnal em que se encontram.

A palavra é neutra na sua estrutura linguística. O uso que dela se faz, dá-lhe sentido libertador e feliz ou torna-a ácido destrutivo que arde no íntimo daquele que a expressa.

Tem cuidado com a palavra.

Reflexiona em torno dos conceitos que emitas, evitando que as paixões inferiores ocupem o espaço verbal, denegrindo ou levando suspeitas em relação aos outros ou a qualquer tema. Se não conheces o assunto, silencia e ouve. Se tens um conceito a seu respeito, mantém-te sereno e não o expresses, especialmente se é portador de conflitos e de acusações, de propósitos infelizes que mais perturbam do que ajudam.

Aprende a usá-la para a edificação do Bem e da Verdade.

Os comentários infelizes e difamadores que fazes, complicam-te o futuro espiritual em razão do prejuízo que promove.

Altera a tua óptica verbal, usando as tuas expressões com piedade e respeito pelo outro.

Se não puderes ajudar, não perturbes, nem cries animosidade contra o teu próximo.

Com uma palavra levanta o ânimo de alguém alquebrado, ilumina uma consciência obscurecida, facilita a movimentação de outrem paralisado.

O que comentas com censura não é com certeza conforme vês e reprochas com acrimônia.

De acordo com o teu estágio evolutivo depreendes o que se passa a tua volta, o que não significa seja isso a realidade.

A maledicência é virose terrível que envilece as vidas.

Seja tua a palavra de bondade, que intercede a favor, que ampara e ergue o ser infeliz às culminâncias da sua jornada.

*

Jesus e Suas palavras!

Medita nos Seus ditos e feitos, imunizando-te contra o mal que ainda se demora em ti, transformando-o em compaixão e solidariedade.

Ninguém na Terra incorruptível.

Somente Ele o conseguiu.

Faze tuas as palavras d'Ele e torna-te bem-aventurado também.

Joanna de Ângelis por Divaldo Franco, 
na sessão mediúnica da noite de 23/12/2015,
no Centro Espírita Caminho da Redenção,
em Salvador, Bahia.

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