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sábado, 18 de janeiro de 2020

Deixe-me viver

Deixe-me viver

Luiz Sérgio




Luiz Sérgio (Bernardo Dugin) é um jovem espírita que foi chamado para uma grande obra. Ele é convocado para escrever vários livros ligados ao espiritismo, sendo um deles o Deixe-me Viver. Para escrevê-lo, Luiz embarcou em uma jornada a fim de resgatar espíritos que se encontram nos umbrais, locais em que alguns espíritos vão para pagar pelos pecados cometidos. Nessa missão, ele vai se deparar com vários casos de abandono e rejeição, e tentará fortalecer laços familiares. 



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sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Anencefalia

Anencefalia

Joanna de Ângelis



Nada no Universo ocorre como fenômeno caótico, resultado de alguma desordem que nele predomine. O que parece casual, destrutivo, é sempre efeito de uma programação transcendente, que objetiva a ordem, a harmonia.

De igual maneira, nos destinos humanos sempre vige a Lei de Causa e Efeito, como responsável legítima por todas as ocorrências, por mais diversificadas se apresentem.

O Espírito progride através das experiências que lhe facultam desenvolver o conhecimento intelectual enquanto lapida as impurezas morais primitivas, transformando-as em emoções relevantes e libertadoras.

Agindo sob o impacto das tendências que nele jazem, fruto que são de vivências anteriores, elabora, inconscientemente, o programa a que se deve submeter na sucessão do tempo futuro.

Harmonia emocional, equilíbrio mental, saúde orgânica ou o seu inverso, em forma de transtornos de vária denominação, fazem-se ocorrência natural dessa elaborada e transata proposta evolutiva.

Todos experimentam, inevitavelmente, as consequências dos seus pensamentos, que são responsáveis pelas suas manifestações verbais e realizações exteriores.

Sentindo, intimamente, a presença de Deus, a convivência social e as imposições educacionais, criam condicionamentos que, infelizmente, em incontáveis indivíduos dão lugar às dúvidas atrozes em torno da sua origem espiritual, da sua imortalidade.

Mesmo quando se vincula a alguma doutrina religiosa, com as exceções compreensíveis, o comportamento moral permanece materialista, utilitarista, atado às paixões defluentes do egotismo.

Não fosse assim, e decerto, muitos benefícios adviriam da convicção espiritual, que sempre define as condutas saudáveis, por constituírem motivos de elevação, defluentes do dever e da razão.

Na falta desse equilíbrio, adota-se atitude de rebeldia, quando não se encontra satisfeito com a sucessão dos acontecimentos tidos como frustrantes, perturbadores, infelizes...

Desequipado de conteúdos superiores que proporcionam a autoconfiança, o otimismo, a esperança, essa revolta, estimulada pelo primarismo que ainda jaz no ser, trabalhando em favor do egoísmo, sempre transfere a responsabilidade dos sofrimentos, dos insucessos momentâneos aos outros, às circunstâncias ditas aziagas, que consideram injustas e, dominados pelo desespero fogem através de mecanismos derrotistas e infelizes que mais o degrada, entre os quais o nefando suicídio.

Na imensa gama de instrumentos utilizados para o autocídio, o que é praticado por armas de fogo ou mediante quedas espetaculares de edifícios, de abismos, desarticula o cérebro físico e praticamente o aniquila...

Não ficariam aí, porém, os danos perpetrados, alcançando os delicados tecidos do corpo perispiritual, que se encarregará de compor os futuros aparelhos materiais para o prosseguimento da jornada de evolução.

*

É inevitável o renascimento daquele que assim buscou a extinção da vida, portando degenerescências físicas e mentais, particularmente a anencefalia.

Muitos desses assim considerados, no entanto, não são totalmente destituídos do órgão cerebral.

Há, desse modo, anencéfalos e anencéfalos.

Expressivo número de anencéfalos preserva o cérebro primitivo ou reptiliano, o diencéfalo e as raízes do núcleo neural que se vincula ao sistema nervoso central…

Necessitam viver no corpo, mesmo que a fatalidade da morte após o renascimento, reconduza-os ao mundo espiritual.

Interromper-lhes o desenvolvimento no útero materno é crime hediondo em relação à vida. Têm vida sim, embora em padrões diferentes dos considerados normais pelo conhecimento genético atual...

Não se tratam de coisas conduzidas interiormente pela mulher, mas de filhos, que não puderam concluir a formação orgânica total, pois que são resultado da concepção, da união do espermatozoide com o óvulo.

Faltou na gestante o ácido fólico, que se tornou responsável pela ocorrência terrível.

Sucede, porém, que a genitora igualmente não é vítima de injustiça divina ou da espúria Lei do Acaso, pois que foi corresponsável pelo suicídio daquele Espírito que agora a busca para juntos conseguirem o inadiável processo de reparação do crime, de recuperação da paz e do equilíbrio antes destruído.

Quando as legislações desvairam e descriminam o aborto do anencéfalo, facilitando a sua aplicação, a sociedade caminha, a passos largos, para a legitimação de todas as formas cruéis de abortamento.

... E quando a Humanidade mata o feto, prepara-se para outros hediondos crimes que a cultura, a ética e a civilização já deveriam haver eliminado no vasto processo de crescimento intelecto-moral.

Todos os recentes governos ditatoriais e arbitrários iniciaram as suas dominações extravagantes e terríveis, tornando o aborto legal e culminando, na sucessão do tempo, com os campos de extermínio de vidas sob o açodar dos mórbidos preconceitos de raça, de etnia, de religião, de política, de sociedade...

A morbidez atinge, desse modo, o clímax, quando a vida é desvalorizada e o ser humano torna-se descartável.

As loucuras eugênicas, em busca de seres humanos perfeitos, respondem por crueldades inimagináveis, desde as crianças que eram assassinadas quando nasciam com qualquer tipo de imperfeição, não servindo para as guerras, na cultura espartana, como as que ainda são atiradas aos rios, por portarem deficiências, para morrer por afogamento, em algumas tribos primitivas.

Qual, porém, a diferença entre a atitude da civilização grega e o primarismo selvagem desses clãs e a moderna conduta em relação ao anencéfalo?

O processo de evolução, no entanto, é inevitável, e os criminosos legais de hoje, recomeçarão, no futuro, em novas experiências reencarnacionistas, sofrendo a frieza do comportamento, aprendendo através do sofrimento a respeitar a vida…

*

Compadece-te e ama o filhinho que se encontra no teu ventre, suplicando-te sem palavras a oportunidade de redimir-se.

Considera que se ele houvesse nascido bem formado e normal, apresentando depois algum problema de idiotia, de hebefrenia, de degenerescência, perdendo as funções intelectivas, motoras ou de outra natureza, como acontece amiúde, se também o matarias?

Se exercitares o aborto do anencéfalo hoje, amanhã pedirás também a eliminação legal do filhinho limitado, poupando-te o sofrimento como se alega no caso da anencefalia.

Aprende a viver dignamente agora, para que o teu seja um amanhã de bênçãos e de felicidade.

Joanna de Ângelis por Divaldo Franco
Na reunião mediúnica de 11/04/2012, no Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador, Bahia.

Posteriormente incluído no livro:
Ilumina-te

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quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Aborto delituoso

Aborto delituoso

Martins Peralva



P. — Constitui crime a provocação do aborto, em qualquer período da gestação?
R. — Há crime sempre que transgredis a lei de Deus.
Item 358 (O Livro dos Espíritos - Allan Kardec)
... um crime existe mais doloroso, pela volúpia de crueldade com que é praticado, no silêncio do santuário doméstico ou no regaço da Natureza.

“O Livro dos Espíritos” — pedra angular da filosofia do Espiritismo — estuda o delicado, sério e momentoso problema.

Aborto delituoso — ignominioso ato de anular, consciente e brutalmente, uma vida que se inicia, prenhe de esperanças, e que encontra formal repulsa em todos os princípios espírita-cristãos.

A literatura mediúnica de Francisco Cândido Xavier, especialmente com Emmanuel e André Luiz, oferece incisivas páginas de análise do aborto, situando-o como o mais doloroso — ‘‘pela volúpia de crueldade com que é praticado”.

Define-o, ainda, através da palavra de Emmanuel, em “Vida e Sexo”, por “um dos grandes fornecedores das moléstias de etiologia obscura e das obsessões catalogáveis na patologia da mente, ocupando vastos departamentos de hospitais e prisões”.

Ao renascer, o Espírito é semelhante a um botão de rosa, que tem, no mundo das formas, importante missão a desempenhar. Destruir, pois, o jardineiro, o botão que anseia por desabrochar, constitui prática criminosa, eis que, com ela, privará de belo e perfumado ornamento os quadros da Natureza.

Impedindo a alma de “passar pelas provas a que serviria de instrumento o corpo que se estava formando”, a eliminação de uma vida abre a seus responsáveis, diretos ou indiretos, um abismo de sofrimento e dor, no qual permanecerão longo tempo.

Quantos anos de aflição e angústia?!...

Séculos consecutivos, quase sempre...

É mais covarde a mulher que, friamente, provoca o aborto; é mais terrível o homem que, irresponsavelmente, sugere-o ou realiza-o, no exercício da medicina, do que aquele que, em conflito circunstancial, elimina um adversário sob o incontrolável destempero de um impulso de cólera.

Nos crimes comuns, o homem, via de regra, extermina o adversário, que lhe poderia acarretar desvantagem, no desforço pessoal; no aborto delituoso, provocado quase sempre para fugir à responsabilidade de um deslize moral, a mãe mata o próprio filho indefeso, convertendo-se em assassina do ser que as suas entranhas geravam, no mais belo e mais sublime fenômeno da vida, que é a maternidade.

O ser que vem renascendo, pedindo proteção e carinho, jaz à mercê de mãos criminosas.

Di-lo Emmanuel, em dramática imagem: “.. . não tem voz para suplicar piedade e nem braços robustos com que se confie aos movimentos da reação.”

Fica inteiramente entregue à mãe-assassina, infeliz mulher que se transforma em algoz e do pai que se converte, na cumplicidade irresponsável, em desvairado homicida.

Se os tribunais do mundo condenam, em sua maioria, a prática do aborto, as leis divinas, por seu turno, atuam, inflexivelmente, sobre os que, alucinadamente, o provocam.

Fixam essas leis, no tribunal das próprias consciências culpadas, tenebrosos processos de resgate que podem conduzir ao câncer e à loucura, agora ou mais tarde.

De acordo com a Doutrina Espírita, o aborto não encontra justificativa perante Deus, a não ser em casos especialíssimos, quando o médico honrado, sincero e consciente, sentencia que “o nascimento da criança põe em perigo a vida da mãe dela”.

Somente ao médico — e a mais ninguém! — dá a Ciência autoridade para emitir esse parecer.

Abordando o delicado problema, os Espíritos Superiores, quando Allan Kardec lhes perguntou se constituía crime a provocação do aborto, responderam de forma incisiva: “Há crime sempre que transgredis a lei de Deus.”

Bem conhecia o excelso missionário da Codificação a responsabilidade dos pais neste sentido. Cabia-lhe, assim, na condição de sistematizador dos ensinos dos Espíritos, suscitar a questão de maneira clara, desenvolvendo-a tanto quanto possível na época, a fim de que os Instrutores de Mais Alto pudessem elucidá-la devidamente, de modo que, sobre o assunto, não pairasse, em tempo algum, a menor sombra de dúvida.

Assim sendo, a Doutrina Espírita e os espíritas em geral não endossam o aborto. Condenam-no e compadecem-se de quantos o provocam.

O Espiritismo e os espíritas reprovam-no, desaconselham-no, por constituir prática anticristã, antiespírita, descaridosa, cruel, desumana, fria, horrenda, em pleno desacordo com as leis divinas.

O aborto delituoso é a negação do amor.

Esmagar uma vida que desponta, plena de esperanças; impedir a alma de reingressar no mundo corpóreo, abençoado cenário de redentoras lutas; negar ao Espírito o ensejo de reajuste, representa, em qualquer lugar, situação e tempo, inominável crime.

Assassinato frio, passível, segundo as luzes da filosofia espírita, de prolongadas e dolorosas consequências para o psiquismo humano.

A ignorância, o comodismo, a leviandade e o sensualismo desenfreado têm criado inconsistentes e falsos argumentos visando à justificação do ato de eliminar entes que se preparam para as lutas terrenas, em busca da redenção e do aperfeiçoamento.

Carência de recursos financeiros — falam uns.

Uniões ilícitas — dizem outros.

Anomalias orgânicas — ponderam terceiros.

Preconceitos sociais — objetam alguns.

Não — mil vezes não!

Tais argumentos, que, no fundo, escondem outras razões, não podem justificar o crime pavoroso, o assassínio hediondo que a insanidade e a frieza de mentes infelizes têm gerado na sombra de cogitações desumanas.

Emmanuel, estudando os diversos tipos de crimes, é categórico: “Todavia um existe mais doloroso, pela volúpia de crueldade com que é praticado, no silêncio do santuário doméstico ou no regaço da
Natureza.”

“Crime estarrecedor — continua o querido Benfeitor —, porque a vítima não tem voz para suplicar piedade e nem braços robustos com que se confie aos movimentos da reação.

Referimo-nos ao aborto delituoso, em que pais inconscientes determinam a morte dos próprios filhos, asfixiando-lhes a existência, antes que possam sorrir para a bênção da luz.”

Obstar o renascimento, pelo assassinato, de quem, por certo, tanto lutou por obter uma oportunidade, constitui uma das mais dolorosas e infelizes transgressões às leis do Pai.

Algumas vezes é comportamento leviano, indicando falta de juízo.

Outras vezes, é atitude simplesmente perversa e cínica, revelando crueldade.

Em todos os casos, contudo, é ação infernal, que se não coaduna com os mais elementares princípios de humanidade, de amor ao próximo, de respeito ao direito à vida, por Deus concedido a todos os seres.

As leis humanas alcançam, em suas punições, o procedimento de casais que se acumpliciam na odiosa prática do aborto delituoso.

As leis divinas, sabiamente difundidas e interpretadas pela Doutrina dos Espíritos, iluminada pelo Evangelho do Mestre, conceituam-no por criminosa infração à vontade de Deus, Nosso Criador e Pai.

De uma coisa estamos certos: quando o Espiritismo houver empolgado o mundo inteiro, com a sua mensagem de amor e sabedoria, o aborto delituoso será banido da face planetária.

Disto não temos a menor dúvida.

Martins Peralva do livro:
O pensamento de Emmanuel

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sábado, 5 de setembro de 2015

Aborto

Aborto

Emmanuel



Constitui crime a provocação do aborto, em qualquer período de gestação?

Há crime sempre que transgredis a lei de Deus. Uma mãe, ou quem quer que seja, cometerá crime sempre que tirar a vida a uma criança antes do seu nascimento, por isso que impede uma alma de passar pelas provas a que serviria de instrumento o corpo que se estava formando.  - O LIVRO DOS ESPÍRITOS – Questão 358 - Allan Kardec.

Falamos naturalmente acerca de relações internacionais, sociais, públicas, comerciais, clareando as obrigações que elas envolvem; no entanto, muito frequentemente marginalizamos as relações sexuais – aquelas em que se fundamentam quase todas as estruturas da ação comunitária. Esquece-se, habitualmente, de que o homem e a mulher, via de regra, experimentam instintivo horror à solidão e que, à vista disso, a comunhão sexual reclama segurança e duração para que se mostre assente nas garantias necessárias. 

Impraticável, sem dúvida, impor a continuidade da ligação entre duas criaturas, a preço de violência; no entanto, à face das contingências e contratempos pelos quais o carro da união esponsalícia deve passar pelas estradas do mundo, as leis da vida, muito sabiamente, estabelecem nos filhos os elos da comunhão entre os cônjuges, atribuindo-lhes a função de fixadores da organização familiar; com a colaboração deles, os deveres do companheiro e da companheira, no campo da assistência recíproca, se revelam mais claramente perceptíveis e o lar se alteia por escola de aperfeiçoamento e de evolução, em marcha para a aquisição de mais amplos valores do espírito, no Mundo Maior. 

De todos os institutos sociais existentes na Terra, a família é o mais importante, do ponto de vista dos alicerces morais que regem a vida. É pela conjunção sexual entre o homem e a mulher que a Humanidade se perpetua no Planeta; em virtude disso, entre pais e filhos residem os mecanismos da sobrevivência humana, quanto à forma física, na face do orbe. 

Fácil entender que é assim justamente que nós, os espíritos eternos, atendendo aos impositivos do progresso, nos revezamos na arena do mundo, ora envergando a posição de pais, ora desempenhando o papel de filhos, aprendendo, gradativamente, na carteira do corpo carnal, as lições profundas do amor – do amor que nos soerguerá, um dia, em definitivo, da Terra para os Céus. 

Com semelhantes notas, objetivamos tão só destacar a expressão calamitosa do aborto criminoso, praticado exclusivamente pela fuga ao dever. Habitualmente – nunca sempre – somos nós mesmos quem planifica a formação da família, antes do renascimento terrestre, com o amparo e a supervisão de instrutores beneméritos, à maneira da casa que levantamos no mundo, com o apoio de arquitetos e técnicos distintos. Comumente chamamos a nós antigos companheiros de aventuras infelizes, programando-lhes a volta em nosso convívio, a prometer-lhes socorro e oportunidade, em que se lhes reedifique a esperança de elevação e resgate, burilamento e melhoria. Criamos projetos, aventamos sugestões, articulamos providências e externamos votos respeitáveis, englobando-nos com eles em salutares compromissos que, se observados, redundarão em bênçãos substanciais para todo o grupo de corações a que se nos vincula a existência. Se, porém, quando instalados na Terra, anestesiamos a consciência, expulsando-os de nossa companhia, a pretexto de resguardar o próprio conforto, não lhes podemos prever as reações negativas e, então, muitos dos associados de nossos erros de outras épocas, ontem convertidos, no Plano Espiritual, em amigos potenciais, à custa das nossas promessas de compreensão e de auxílio, fazem-se hoje – e isso ocorre bastas vezes, em todas as comunidades da Terra – inimigos recalcados que se nos entranham à vida íntima com tal expressão de desencanto e azedume que, a rigor, nos infundem mais sofrimento e aflição que se estivessem conosco em plena experiência física, na condição de filhos problemas, impondo-nos trabalho e inquietação. Admitimos seja suficiente breve meditação, em torno do aborto delituoso, para reconhecermos nele um dos grandes fornecedores das moléstias de etiologia obscura e das obsessões catalogáveis na patologia da mente, ocupando vastos departamentos de hospitais e prisões.

Emmanuel por Chico Xavier do livro:
Vida e Sexo

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