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quinta-feira, 1 de fevereiro de 2024

Vigilância

Vigilância

Hernani T. Sant'anna




O sentido evangélico do termo vigiar não é somente manter-se acordado, observar, permanecer atento; é também discenir, comparar, induzir, deduzir, sopesar, ajuizar, perceber além das aparências, preferir o verdadeiro, escolher o melhor.

Os agentes da perversão também vigiam, e vigiam com extrema atenção as oportunidades de ampliar mal de que se fazem palinuros.

O conceito mundano de vigilância é tão elástico e extensivo, que abrange desde atividades policiais, lícitas e ilícitas, até os mais sofisticados processos de espionagem política e militar, atentatórios, na maioria das vezes, aos mais comezinhos direitos do espírito humano.

A vigilância que Jesus nos aconselhou nada tem com o egoísmo, com a cupidez, com os interesses inferiores e com as paixões terrestres; filia-se ao amor humilde e puro de que nasce, ao senso de lealdade ao Bem, ao propósito superior de manter fidelidade à Justiça e à Verdade.

Essa vigilância pede, portanto, elevado discernimento, para não descer ao nível da mera desconfiança ou da presunção de superioridade, de infalibilidade ou às tentações da intolerância.

Nunca será demais repetir que a simplicidade substancial é característica do Evangelho do Cristo, mas também é indispensável ter em conta que a simplicidade não se confunde com simploriedade, com superficialidade de julgamento ou com precipitação viciosa.

Seria demasiado fácil identificar o mal nos seus aspectos mais retumbantes e expressivos, mas nem sempre é tão simples vê-los nos seus nascedouros, nas suas motivações e nos seus entrelaçamentos organizacionais, muito comumente mascarados de inocuidade.

Necessário se compreenda que a indústria da guerra se assenta em numerosas atividades aparentemente justas e nobres, mas fundamente desviadas das suas finalidades honestas.

O mal possui, na Terra, uma organização extremamente complexa, que a vigilância dos discípulos de Jesus não deve ignorar.

Em nossas atividades espíritas, pode dar-se que ingenuidade de conduta, sem a face agressiva da má intenção, gerem consequências funestas, se não houver cuidado para tudo analisar-se com isenção e com espírito de zelo.

Recordemos que Pedro foi severamente admoestado pelo Mestre, por ter expendido conceitos impensados, sem que no seu coração houvesse a determinação de errar.

O Divino Senhor vigiou sempre, enquanto seus discípulos o negavam, sem jamais precipitar-se ou perturbar-se, mas sem afastar-se em coisa alguma do seu roteiro invariável de conduta.

Na Casa de Ismael, os administradores da obra divina são convocados a esse tipo superior de vigilância, porque agem num mundo já cultural e tecnicamente amadurecido, entre lobos espertos, e devem dispor de suficiente descortino para preservar conscientemente os bens imortais que a Bondade de Deus confiou aos seus cuidados.

Preparados para isso, ao longo de tanto tempo, e senhores de respeitáveis cabedais de experiência, deveis ao Soberano Dispensador bem mais do que uma atitude sem maior profundidade.

Nossas palavras não são de admoestação, mas de estímulo e de encorajamento, a fim de que, no exercício de vossas responsabilidades, não tenhais dúvidas nem receios, agindo com o descortino, a coragem e a firmeza que se fazem preciso.

Áureo por Hernani T. Sant'anna do livro:
Correio entre dois mundos

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- Para seguirmos corretamente o espiritismo, devemos submeter todas as mensagens mediúnicas ao crivo duplo de Kardec, sendo eles,  a razão e a universalidade.

- Cisão para estudo de acordo com o Art. 46 da Lei de Direitos Autorais - Lei 9610/98 LDA - Lei nº 9.610 de 19 de Fevereiro de 1998.

terça-feira, 29 de junho de 2021

Questão de grandeza

Questão de grandeza

Áureo



Conta velha lenda que havia, em certo reino, um moço extremamente ambicioso, que só valorizava as grandes coisas, o supremo poder, a magna riqueza e a soberana glória. Esse moço decidiu, então, que havia de ser não um dos maiores, mas o primeiro de todos, o rei único e todo-poderoso daquele grande reino.

Lançou-se, pois, à realização do seu ideal, com todas as suas forças. Usou de todos os meios, todas as possibilidades e todos os recursos, na firme determinação de atingir o alvo a que aspirava.

Após dezenas de anos, em que ousou todas as ousadias, lutou todas as lutas e travou os mais temerários combates, conseguiu atingir o comando militar mais importante do país. Unindo os seus áulicos, fanatizados e também cobiçosos como ele, não tardou a destronar o monarca e proclamar-se rei.

Chegou, afinal, o almejado dia do seu magno triunfo, e ele se dirigiu com luzido acompanhamento, para a festa da coroação, onde seria consagrado e legitimado no poder.

Ao galgar, porém, o último degrau de acesso ao grande templo, pisou, inadvertidamente, em pequeno caroço de laranja, desequilibrou-se e rolou pela escadaria, fraturando o crânio e encontrando assim a morte instantânea.

Acontecerá também desse modo com qualquer de nós que esquecido das lições imperecíveis do Divino Mestre, não entender que as coisas que são grandes para o mundo nem sempre são aos olhos de Deus, sem olvidar, também, que as coisas que para o Senhor do Céus são as mais importantes quase sempre são tidas por desvaliosas para o mundo.

Necessário jamais nos esqueçamos de que o Messias Divino nasceu numa manjedoura e morreu numa cruz. E entre a manjedoura e a cruz, moveu-se de cidade a cidade, de povoação a povoação, usando os próprios pés, pelas estradas poeirentas da Palestina, como qualquer dos ínfimos caminheiros de sua época. Sem ter onde reclinar a própria cabeça jamais se cansou de ensinar aos seus discípulos o valor do óbolo da viúva, da prece do publicano e da dracma perdida, exaltando as flores do campo e as aves do céu.

Vigiando e orando sempre, no trabalho que nos cumpre realizar, cuidemos com amor das nossas obrigações mais pequeninas e dos sentimentos mais ocultos, pois a palavra do Senhor dos Céus será sempre aquele que se fizer servo de todos.

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segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Questão de grandeza

Questão de grandeza

Áureo


Conta velha lenda que havia, em certo reino um moço extremamente ambicioso, que só valorizava as grandes coisas, o supremo poder, a magna riqueza e a soberana glória. Esse moço decidiu, então, que havia de ser não um dos maiores, mas o primeiro de todos, o rei único e todo-poderoso daquele grande reino.

Lançou-se, pois, à realização do seu ideal, com todas as suas forças. Usou de todos os meios, de todas as possibilidades e de todos os recursos, na firme determinação de atingir o alvo a que aspirava. 

Após dezenas de anos, em que ousou todas as ousadias, lutou todas as lutas e travou os mais temerários combates, conseguiu atingir o comando militar mais importante do país. Unindo os seus áulicos, fanatizados e também cobiçosos como ele, não tardou a destronar o monarca e proclamar-se rei. 

Chegou, afinal, o almejado dia do seu magno triunfo, e ele se dirigiu, com luzido acompanhamento, para a festa da coroação, onde seria consagrado e legitimado no poder. 

Ao galgar, porém, o último degrau de acesso ao grande templo, pisou, inadvertidamente, num pequeno caroço de laranja, desequilibrou-se e rolou pela escadaria, fraturando o crânio e encontrando assim morte instantânea. 

Acontecerá também desse modo com qualquer de nós que, esquecido das lições imperecíveis do Divino Mestre, não entender que as coisas que são grandes para o mundo nem sempre o são aos olhos de Deus, sem olvidar, também, que as coisas que para o Senhor dos Céu são as mais importantes quase sempre são tidas por desvaliosas para o mundo.

Necessário jamais nos esqueçamos de que o Messias Divino nasceu numa manjedoura e morreu numa cruz. E entre a manjedoura e a cruz, moveu-se de cidade a cidade, de povoação a povoação, usando os próprios pés, pelas estradas poeirentas da Palestina, como qualquer dos ínfimos caminheiros de sua época. Sem ter onde reclinar a própria cabeça, jamais se cansou de ensinar aos seus discípulos o valor do óbolo da viúva, da prece do publicano e da dracma perdida, exaltando as flores do campo e as aves do céu. 

Vigiando e orando sempre, no trabalho que nos cumpre realizar, cuidemos com amor das nossas obrigações mais pequeninas e dos sentimentos mais ocultos, pois a palavra do Senhor desde muito nos assevera que o maior no Reino dos Céus será sempre aquele que se fizer servo de todos.

Áureo por Hernani T. Sant'anna do livro:
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- Se você gostou da mensagem e tem possibilidade, adquira o livro ou presenteie alguém, muitas obras beneficentes são mantidas com estes livros.

- Para seguirmos corretamente o espiritismo, devemos submeter todas as mensagens mediúnicas ao crivo duplo de Kardec, sendo eles,  a razão e a universalidade.

- Cisão para estudo de acordo com o Art. 46 da Lei de Direitos Autorais - Lei 9610/98 LDA - Lei nº 9.610 de 19 de Fevereiro de 1998.