De mãos unidas
Maria Dolores
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- Para seguirmos corretamente o espiritismo, devemos submeter todas as mensagens mediúnicas ao crivo duplo de Kardec, sendo eles, a razão e a universalidade.
Estude sem propagandas atrapalhando o que você quer ler! Dai de graça o que de graça recebestes! "- Fora da caridade não há salvação." Allan Kardec
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192 – A mentira retarda o desenvolvimento do Espírito?
– Mentira não é ato de guardar a verdade para o momento oportuno, porquanto essa atitude mental se justifica na própria lição do Senhor, que recomendava aos discípulos não atirarem a esmo a semente bendita dos seus ensinos de amor.
A mentira é a ação capciosa que visa o proveito imediato de si mesmo, em detrimento dos interesses alheios em sua feição legítima e sagrada; e essa atitude mental da criatura é das que mais humilham a personalidade humana, retardando, por todos os modos, a evolução divina do Espírito.
193 – A verdade, quando dita com sinceridade e franqueza rudes, pode retardar o progresso espiritual pela dor que causa?
– A verdade é a essência espiritual da vida.
Cada homem ou cada grupo de criaturas possui o seu quinhão de verdades relativas, com o qual se alimentam as almas nos vários planos evolutivos.
O coração que retém uma parcela maior está habilitado a alimentar seus irmãos a caminho de aquisições mais elevadas; todavia, é imprescindível o melhor critério amoroso na distribuição dos bens da verdade, porquanto esses bens devem ser fornecidos de acordo com a capacidade de compreensão do Espírito a que se destina o ensinamento, de maneira que o esforço não se faça acompanhar de resultados contraproducentes.
Ainda aqui podemos examinar os exemplos da natureza material.
A nutrição de um menino deve conter a substância mantenedora da vida, mas não pode ser análoga à nutrição do adulto. A despreocupação nesse assunto poderia levar a criança ao aniquilamento, embora as substâncias ministradas estivessem repletas de elementos vitais.
Por que o amor?
Embora as severas vinculações humanas com o culto egoístico ao utilitarismo, vige o amor abençoando as criaturas em variadas e formosas expressões.
Apesar das demoradas experiências humanas na belicosidade destrutiva, o amor é que edifica povos e civilizações, transmitindo para a posteridade d cabedal de sabedoria e de cultura com que se imortalizam homens e nações.
Não obstante a carreira desenfreada da criatura na busca das sensações grosseiras, manifesta-se o amor nos ideais de santificação e liberdade.
Conquanto o hediondo espetáculo da miséria econômica e social, o amor enriquece as mãos e os corações para o ministério da caridade.
Apesar dos excessos atuais nos rumos da anarquia e da perversidade, o amor arma de misericórdia as mentes e os sentimentos para que o sacerdócio da Medicina e da Enfermagem enfrentem a guerra levando ajuda aos tombados e vencidos.
Sem embargo, os altos índices da criminalidade, deixando entrever que o homem perdeu o rumo do bem, o amor está levantando santuários de esperança na Terra, pensando feridas e sacrificando-se à justiça.
O amor, considerado morto nestes dias de imediatismo, encontra-se, porém, vivo e vitaliza criaturas incontáveis, a fim de que mais rapidamente haja uma mudança nas estruturas, como balizas de luz demarcando o início do milênio porvindouro.
O amor transita anônimo enxugando suores e limpando feridas, mãos alongadas no ministério do auxílio, elaborando o mundo melhor por que todos anelamos.
Há o amor de mães e de pais estoicos que se anulam no sacrifício e na abnegação, apagando os próprios ideais e renunciando-se, a fim de que os amados triunfem.
Há o amor de esposos nobres que silenciam ultrajes e ofensas, atestando que a honra e a coragem constituem os êmulos para a segurança e a felicidade.
Há o amor fraternal, alargando fronteiras, como antídoto eficiente aos males que solapam os alicerces sociais do mundo moderno.
Sempre o amor!
O amor é a presença de Deus no coração, dinamizando a paz, embora o rugir das tempestades em volta.
Por que o amor?
Amor é Vida.
O ódio asselvaja. O amor acalma.
O ciúme desequilibra. O amor harmoniza.
A cólera envenena. O amor sustenta.
A sensualidade brutaliza. O amor dulcifica.
A inveja envilece. O amor eleva.
A maledicência denigre. O amor aclara.
A calúnia indignifica. O amor levanta.
O rancor desorganiza. O amor educa.
A violência animaliza. O amor conforta.
A agressividade destrói. O amor edifica.
A fúria enlouquece. O amor tranquiliza.
A ignorância rebaixa. O amor salva.
A vaidade intoxica. O amor libera.
O orgulho perverte. O amor ampara.
Em tudo o amor tem preponderância.
O amor sobrevive.
O amor de Deus, que engendrou a Criação, é o hálito da vida.
A harmonia do amor aciona o mecanismo dos mundos mediante as leis sábias da gravitação universal.
O amor, a manifestar-se no sol, nutre e sustenta a vida em todas as suas expressões na Terra.
As paixões inferiores fazem queimar enquanto o amor aquece sem ferir.
Por amor, Jesus se transferiu do sólio do Altíssimo a fim de conviver com os homens, suportá-los, auxiliá-los e erguê-los às culminâncias da munificência de Deus.
Fora, portanto, do amor, não há felicidade, porque o amor é a base para a caridade.
Sem o amor não vige o perdão, nem a justiça realiza o seu mister, fazendo-a derrape na impiedade.
Só o amor possui o élan vital para erguer a criatura ao seu Criador num sublime processo de união e ventura.
Disse Jesus: “Amai a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a vós mesmos.”
Em tudo e todos o amor.
Eis porque o amor.
Não acusem nem a Deus nem aos governantes, pelos desequilíbrios sociais dos povos. Leis que talvez ignoram agem por trás desses fenômenos.
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