Mostrando postagens com marcador Orson Peter Carrara. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Orson Peter Carrara. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 6 de maio de 2021

A fórmula da felicidade F = (CT + FF) / PN

 A fórmula da felicidade

Orson Peter Carrara


 “Com relação à vida material, é a posse do necessário. Com relação à vida moral, a consciência tranquila e a fé no futuro.”- O Livro dos Espíritos (Resposta à pergunta nº 922)

F =   (CT + FF) / PN

F= Felicidade, CT= Consciência tranquila, FF= Fé no futuro e PN= Posse do necessário


O que o leitor visualiza como título do presente artigo está expresso numa fórmula matemática. E realmente o é. E como a matemática é algo genial, usada em todos os setores e circunstâncias da vida humana, localizamos a expectativa da espécie humana numa simples fórmula.

Na verdade pode ser considerada até como um perfeito roteiro de vida. Nem sempre conseguimos vivê-lo, mas o significado que o leitor vai conhecer a seguir expressa a pura realidade do que mais queremos e precisamos.

A matemática está presente em tudo. Na engenharia, na grandeza do universo, nas finanças, em nosso orçamento doméstico, nas grandes ou pequenas questões nacionais, enfim, nem é preciso continuar, porque até nesse artigo somos obrigados a usá-la para limitar o tamanho do presente trabalho...

Que tal, pois, visualizarmos bem a fórmula acima e talvez até a decorarmos para uso diário. Talvez seja útil mesmo colar pequeno papel na porta da geladeira, no volante do carro, no espelho do banheiro, para pensar mais sobre ela e a utilizarmos como roteiro de vida.

É simples, mas genial. O leitor deve estar curioso. Por isso, não nos alonguemos mais:

O F podemos identificar como Felicidade. Ora, todos querem a felicidade, seja na forma de paz interior, seja na forma de ausência de preocupações ou mesmo realização pessoal, em qualquer área. Consideramos, no entanto, que é impossível a felicidade total sobre um planeta ainda tão cheio de dificuldades. No entanto, é possível sim uma felicidade relativa, que nos permite viver com alegria.

Pois é, a construção diária da felicidade, ainda que relativa e possível neste mundo, é igual a PN + CT + FF, onde PN é posse do necessário. A posse do necessário livra-nos de tolas ansiedades, ambições, torturas outras tais como inveja, ciúme e permite-nos viver com relativa tranquilidade. Considere-se a grande quantidade de pessoas que não possuem nem o necessário, e muitas vezes ficamos nos debatendo com coisas e coisas que extrapolam o necessário, tornam-se supérfluas e motivos de preocupações e até enfermidades.

O segundo item, CT significa consciência tranquila. Aqui o leitor pode concluir por si mesmo: quem tem a consciência tranquila vive feliz, dorme sem pesar-lhe a consciência e desfruta dessa felicidade possível. Ela significa não causar prejuízos ou dores a quem quer que seja.

E o terceiro item da fórmula? FF é a fé no futuro. Sim, fé no futuro. Quem tem fé, sabe que as situações e circunstâncias contraditórias, tumultuadas, aparentemente injustas, que causam sofrimento e grandes aflições são todas transitórias, vão passar. Apegando-se à realidade de um futuro concreto para todos e feliz, desde que tenhamos consciência tranquila e não nos desgastemos tanto com a posse de bens que extrapolam o necessário, estaremos usando a fé no futuro (que está sendo construído com o comportamento reto e idôneo do presente) como ponto de apoio para superar os desafios que a vida apresenta. Considere-se que o apego aos bens materiais é elemento determinante de grandes torturas no futuro, por isso nota-se que as três situações estão inteiramente ligadas entre si e a consciência reta, honesta, impede que prejudiquemos terceiros para a conquista desses bens transitórios, embora não estejamos proibidos de adquirir bens.

Portanto, somemos as três situações: posse do necessário (desprendimento), consciência tranquila (não causar prejuízos a si mesmo e a terceiros) e fé no futuro (calma, prudência, tolerância, confiança na vida, determinação dos objetivos); concluiremos que elas reúnem as condições da felicidade relativa que se pode alcançar nesta vida. E passamos entender que nós mesmos a podemos construir...

E, tudo isso, a própria fórmula, está didaticamente em O Livro dos Espíritos na questão 922. Como sempre, genial! Está lá. Basta que descubramos para pensar e refletir. O interessante mesmo foi transformar a resposta em fórmula matemática, como nos foi apresentada pelo amigo Airton Pereira, em magnífica palestra proferida em Matão.

Fonte: Portal do espírito

====================
NOTA: No presente artigo foi feita uma adaptação na fórmula original sugerida que propunha a soma dos três itens. - RDB.

F= PN + CT + FF

Faz mais sentido usar a posse do necessário como divisor do que somar aos outros itens conforme proposto inicialmente.  

F= ( PN + FF ) / PN 

A felicidade desta forma será inversamente proporcional a nossa necessidade de posses materiais, pois quanto mais vivermos com simplicidade maior será a nossa felicidade...

Esta alteração foi proposta por Guilherme Medina em palestra na Instituição Beneficente Nosso Lar na noite de 15/03/16. - RDB

====================

Segue a questão 922 de O Livro dos Espíritos citada no texto:

Parte Quarta - Das esperanças e consolações
CAPÍTULO I
DAS PENAS E GOZOS TERRESTRES

Felicidade e infelicidade relativas

922. A felicidade terrestre é relativa à posição de cada um. O que basta para a felicidade de um, constitui a desgraça de outro. Haverá, contudo, alguma soma de felicidade comum a todos os homens?
“Com relação à vida material, é a posse do necessário. Com relação à vida moral, a consciência tranquila e a fé no futuro.”

====================

Curta nossa página no Facebook:

Declaração de Origem

- As mensagens, textos, fotos e vídeos estão todos disponíveis na internet.
- As postagens dão indicação de origem e autoria. 
- As imagens contidas no site são apenas ilustrativas e não fazem parte das mensagens e dos livros. 
- As frases de personalidades incluídas em alguns textos não fazem parte das publicações, são apenas ilustrativas e incluídas por fazer parte do contexto da mensagem.
- As palavras mais difíceis ou nomes em cor azul em meio ao texto, quando acessados, abrem janela com o seu significado ou breve biografia da pessoa.
- Toda atividade do blog é gratuita e sem fins lucrativos. 
- Se você gostou da mensagem e tem possibilidade, adquira o livro ou presenteie alguém, muitas obras beneficentes são mantidas com estes livros.

- Para seguirmos corretamente o espiritismo, devemos submeter todas as mensagens mediúnicas ao crivo duplo de Kardec, sendo eles,  a razão e a universalidade.

- Cisão para estudo de acordo com o Art. 46 da Lei de Direitos Autorais - Lei 9610/98 LDA - Lei nº 9.610 de 19 de Fevereiro de 1998.

sábado, 1 de agosto de 2020

Paradigmas e Preconceitos

Paradigmas e Preconceitos

Orson Peter Carrara 



Uma frase atribuída a Albert Einstein agiganta um dos maiores desafios da evolução humana: o preconceito. A frase é:
 "É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito."   (Albert Einstein)
O preconceito, segundo o dicionário, é conceito ou opinião formados antes de ter os conhecimentos adequados; opinião desfavorável, concebido antecipadamente ou independente de experiência ou razão. A própria definição já indica o equívoco de sua existência e danosas consequências.

O preconceito é responsável pela manutenção de paradigmas que têm atravancado o progresso humano. A palavra paradigma não tem uma conceituação que indique dificuldades ou males, mas como ela significa modelo, padrão, protótipo, está sujeita, em ações concretas e nos relacionamentos humanos, à ação do nefasto preconceito e suas manifestações.

Estas reflexões surgiram em virtude da leitura de pequeno texto, que abaixo reproduzimos, de autoria desconhecida: 

Como nasce um paradigma

Um grupo de cientistas colocou cinco macacos numa jaula, em cujo centro colocaram uma escada e, sobre ela, um cacho de bananas. Quando um macaco subia a escada para apanhar as bananas, os cientistas lançavam um jato de água fria nos que estavam no chão. 

Depois de certo tempo, quando um macaco ia subir a escada, os outros enchiam-no de pancadas. Passado mais algum tempo, nenhum macaco subia mais a escada, apesar da tentação das bananas. 

Então, os cientistas substituíram um dos cinco macacos. 

A primeira coisa que ele fez foi subir a escada, dela sendo rapidamente retirado pelos outros, que o surraram. Depois de algumas surras, o novo integrante do grupo não mais subia a escada. Um segundo foi substituído, e o mesmo ocorreu, tendo o primeiro substituto participado, com entusiasmo, da surra ao novato. 

Um terceiro foi trocado, e repetiu-se o fato. Um quarto e finalmente, o último dos veteranos foi substituído. Os cientistas ficaram, então, com um grupo de cinco macacos que, mesmo nunca tendo tomado um banho frio, continuavam batendo naquele que tentasse chegar às bananas. 

Se fosse possível perguntar a algum deles por que batiam em quem tentasse subir a escada, com certeza a resposta seria: "Não sei, as coisas sempre foram assim por aqui..." 

Você não deve perder a oportunidade de passar esta história para seus amigos, para que, vez por outra, questionem-se por que estão batendo... 

Neste ponto podemos notar como a frase atribuída a Albert Einstein ganha força. Quantas e quantas situações, da vida real, não estão enquadradas nesses preconceitos impostos, dificultando, pois, a mudança de paradigmas impregnados de vícios e resistências que atravancam o progresso.

Lucidez de Kardec

E melhor ainda é defrontar-se com a lucidez de Allan Kardec em texto publicado na Revista Espírita, de julho de 1862, quando, em matéria que intitulou: O Ponto de Vista, a abordagem abre caminho sobre a questão do foco de visão em que se coloca qualquer observador, sofrendo aí, neste caso, as influências de si mesmo e das circunstâncias em que se coloca. Aspectos, importância, detalhes, gravidade, foco, opções ou decisões mudam completamente de direção se alterado o ponto de vista em que se situam possíveis contendores ou diante de desafios individuais.

Apresentando o novo ponto de vista que o Espiritismo apresenta para a vida e sua finalidade, Kardec apresenta essa preciosidade:
"(...) mostra-nos a vida da alma, o ser essencial, porque é o ser pensante (...) Entretanto o homem, colocando no centro da vida, com esta se preocupa como se fosse durar sempre. Para ele tudo assume proporções colossais: a menor pedra que o fere afigura-se-lhe um rochedo; uma decepção o desespera; um revés o abate; uma palavra o enfurece. (...) Triunfar é o fim de seus esforços, o objetivo de todas as suas combinações; mas, quanto à maioria delas, que é o triunfo? Será, se não possuem os meios de vida, criar por meios honestos uma existência tranquila? Será a nobre emulação de adquirir talento e desenvolver a inteligência? Será o desejo de deixar, depois de si, um nome justamente honrado e realizar trabalhos úteis para a humanidade? Não, triunfar é suplantar o vizinho, eclipsá-lo, afastá-lo, mesmo derrubá-lo, para lhe tomar o lugar. (...)"
E, referindo-se ao desejo de mudança de paradigmas pessoais e coletivos, à luz do pensamento espírita, pondera Kardec:
"(...) Como tudo isto muda de aspecto quando, pelo pensamento, sai o homem do vale estreito da vida terrena e se eleva na radiosa, esplêndida e incomensurável vida de além-túmulo! Como então tem piedade dos tormentos que se criou à vontade! Como então lhe parecem mesquinhas e pueris as ambições, a inveja, as suscetibilidades, as vãs satisfações do orgulho! É como se na idade madura considerasse os brincos infantis; (...)"
E, convenhamos, essas últimas linhas bem indicam as manifestações e os prejuízos de tolos preconceitos, originários de paradigmas que se estabelecem pela força, pelo orgulho. Infelizmente. Nada mais a acrescentar, apesar da exuberância do texto integral de Kardec. Aliás, diga-se de passagem, todo ele, convidativo à mudança de posturas, de abertura a novos pontos de vista, para paradigmas que estimulem o progresso e a disseminação de ideias que tragam o bem geral.


Orson Peter Carrara

Clique no link abaixo para ler o texto  citado:  - O ponto de vista, de Allan Kardec, publicado na revista espírita de Julho de 1862:


Declaração de Origem

- As mensagens, textos, fotos e vídeos estão todos disponíveis na internet.
- As postagens dão indicação de origem e autoria. 
- As imagens contidas no site são apenas ilustrativas e não fazem parte das mensagens e dos livros. 
- As frases de personalidades incluídas em alguns textos não fazem parte das publicações, são apenas ilustrativas e incluídas por fazer parte do contexto da mensagem.
- As palavras mais difíceis ou nomes em cor azul em meio ao texto, quando acessados, abrem janela com o seu significado ou breve biografia da pessoa.
- Toda atividade do blog é gratuita e sem fins lucrativos. 
- Se você gostou da mensagem e tem possibilidade, adquira o livro ou presenteie alguém, muitas obras beneficentes são mantidas com estes livros.

- Para seguirmos corretamente o espiritismo, devemos submeter todas as mensagens mediúnicas ao crivo duplo de Kardec, sendo eles,  a razão e a universalidade.

- Cisão para estudo de acordo com o Art. 46 da Lei de Direitos Autorais - Lei 9610/98 LDA - Lei nº 9.610 de 19 de Fevereiro de 1998.

domingo, 5 de julho de 2020

João Rabelo - Homenagem a Bezerra e novidades da FEB

João Rabelo - Homenagem a Bezerra e novidades da FEB

João Rabelo - Diretor da FEB em live com Orson Peter Carrara





Muitas novidades e emoções são passadas nesta bela entrevista:
  • Programação da FEB no cinema com grandes lançamentos...
  • Interesse de um estúdio gigante do mundo cinematográfico na temática Espírita...
  • Homenagem a Bezerra de Menezes...
  • Etc...

Declaração de Origem

- As mensagens, textos, fotos e vídeos estão todos disponíveis na internet.
- As postagens dão indicação de origem e autoria. 
- As imagens contidas no site são apenas ilustrativas e não fazem parte das mensagens e dos livros. 
- As frases de personalidades incluídas em alguns textos não fazem parte das publicações, são apenas ilustrativas e incluídas por fazer parte do contexto da mensagem.
- As palavras mais difíceis ou nomes em cor azul em meio ao texto, quando acessados, abrem janela com o seu significado ou breve biografia da pessoa.
- Toda atividade do blog é gratuita e sem fins lucrativos. 
- Se você gostou da mensagem e tem possibilidade, adquira o livro ou presenteie alguém, muitas obras beneficentes são mantidas com estes livros.

- Para seguirmos corretamente o espiritismo, devemos submeter todas as mensagens mediúnicas ao crivo duplo de Kardec, sendo eles,  a razão e a universalidade.

- Cisão para estudo de acordo com o Art. 46 da Lei de Direitos Autorais - Lei 9610 /98 LDA - Lei nº 9.610 de 19 de Fevereiro de 1998.

sábado, 27 de junho de 2020

Modismos e posturas dispensáveis

Modismos e posturas dispensáveis

Orson Peter Carrara



Estouram periodicamente no movimento espírita, numa alternância facilmente observável de um planejamento perverso muitas vezes nem percebido, ações e posturas – que em muitos casos viram modismos – que são plenamente dispensáveis, pois que inúteis.

São sugestionadas as censuras, as discriminações, as disputas. São escolhidos alguns tópicos ou temas – escolhidos os polêmicos, claro –, e até mesmo alguns livros ou pontos de vistas, que são alimentados pela presunção da sabedoria ou pela pretensão de denegrir. Elegem-se ídolos, constroem-se padrões planejados ou diretrizes como essenciais para direcionar a objetivos nem sempre claros, seguidos por desatentos, desinformados ou seduzidos.

Disputas, ídolos construídos, censuras, discriminações, polêmicas desnecessárias que só desviam do objetivo maior, egos buscados ou alimentados, são modismos. Igualmente são posturas dispensáveis. A nada servem. Na verdade, só desviam do objetivo essencial. Objetivo bem definido por Kardec.
Em “O Espiritismo em sua mais simples expressão”, encontramos:
“(...) 35 – O objetivo essencial do Espiritismo é o melhoramento dos homens. Não é preciso procurar nele senão o que pode ajudar no progresso moral e intelectual. (...)”

E mais adiante, nos itens 36 e 37 da mesma obra:
“(...) De nada adianta crer, se a crença não faz com que dê um passo adiante na via do progresso, e não o torne melhor para seu próximo. (...) O egoísmo, o orgulho, a vaidade, a ambição, a cupidez, o ódio, a inveja, o ciúme, a maledicência, são para a alma ervas venenosas das quais é preciso a cada dia arrancar algumas hastes, e que têm como antídoto: a caridade e a humildade. (...)”

Muitas outras transcrições, decorrentes de pesquisas na mesma direção em toda a obra de Kardec, levam à mesma conclusão: o objetivo do Espiritismo é nosso melhoramento moral. Desviar-se desse objetivo é distorcer a prática espírita. Portanto, as situações acima citadas, onde podem também incluir-se a imposição de ideias e mesmo a inclusão de práticas estranhas, são fruto da imaturidade humana, acionada especialmente pelo egoísmo que ainda nos caracteriza as ações.

Então, ficamos a dizer que isso pode, aquilo não pode. Ficamos a distorcer a credibilidade construída sobre a lógica e o bom senso, qualificamos experiências e ensinos valorosos como ultrapassados, entre outras situações que a imaginação, a memória ou a constatação do leitor já identificou em seu cotidiano nas instituições.

Pois isso é incompatível com o Espiritismo. Isso é prática deturpada de espíritas desatentos e sem a conexão do conhecimento aliado à prática. Portanto, dispensáveis. Até porque os prejuízos gerados nos que se aproximam e encontram tais situações, ou mesmo a veteranos que se deixam contagiar ou se deixam conduzir, interrompem ou paralisam em definitivo iniciativas de inúmeros benefícios para muitos. Por força do egoísmo que impõe, que inclui na argumentação ilusória, que manipula buscando outros interesses ou que estabelece padrões de comportamento que nada tem a ver com a genuína prática espírita.

Isso tudo é fruto do egoísmo, é resultado da imaturidade, para os quais devemos estar atentos, para também não nos deixarmos levar, desviando ou desvalorizando nobres esforços consolidados ou em andamento.

Cuidado com os modismos. Eles passam e se ficarmos prestando atenção neles, deixamos de fazer aquilo que precisa ser feito, deixamos de cumprir o dever que nos cabe. Como identifica-los? Ah, isso é muito fácil! Basta observar a autopromoção, observar a ausência do bom senso e da lógica e também ver a presença do fanatismo. Também estão na inclusão de verdadeiros rituais, na imposição de modelos prontos e até mesmo na prevalência dos interesses pessoais, ao invés do interesse coletivo. Está também na manipulação das ideias e mesmo na mais fácil indicação que você pode observar: na pretensão da verdade e na preocupação constante da demonstração de infalibilidade.

Nesses casos, inclusive, seus protagonistas fogem do objetivo essencial da Doutrina Espírita, procurando impressionar os desprevenidos, com posturas e modismo plenamente dispensáveis, totalmente desconectados com o Espiritismo.

Por isso voltemos a Kardec: o objetivo essencial do Espiritismo é nossa melhora moral.

Orson Peter Carrara



Curta nossa página no Facebook:

Declaração de Origem

- As mensagens, textos, fotos e vídeos estão todos disponíveis na internet.
- As postagens dão indicação de origem e autoria. 
- As imagens contidas no site são apenas ilustrativas e não fazem parte das mensagens e dos livros. 
- As frases de personalidades incluídas em alguns textos não fazem parte das publicações, são apenas ilustrativas e incluídas por fazer parte do contexto da mensagem.
- As palavras mais difíceis ou nomes em cor azul em meio ao texto, quando acessados, abrem janela com o seu significado ou breve biografia da pessoa.
- Toda atividade do blog é gratuita e sem fins lucrativos. 
- Se você gostou da mensagem e tem possibilidade, adquira o livro ou presenteie alguém, muitas obras beneficentes são mantidas com estes livros.

- Para seguirmos corretamente o espiritismo, devemos submeter todas as mensagens mediúnicas ao crivo duplo de Kardec, sendo eles,  a razão e a universalidade.

- Cisão para estudo de acordo com o Art. 46 da Lei de Direitos Autorais - Lei 9610 /98 LDA - Lei nº 9.610 de 19 de Fevereiro de 1998.

sábado, 4 de novembro de 2017

O Ponto de Referência

O Ponto de Referência

Orson Peter Carrara



Por que muitos espíritas se fecham no próprio Centro em que atuam e não participam de eventos espíritas de outras casas ou cidades? Medo, insegurança, acomodação, indiferença?

Não sabemos! E nem nos cabe saber ou julgar, pois um dos pontos marcantes da Doutrina é a liberdade que se faculta ao espírita.

Porém, há algo a pensar. Os eventos, sejam encontros ou congressos, simples palestras ou até mesmo reuniões, são verdadeiros referencias de comparação e análise do que fazemos e do que fazem nossos companheiros de outras casas e cidades.

Não comparação no sentido de menosprezo pelo que fazem os outros, mas comparação no sentido de encontrar-se referências para crescimento próprio e do Movimento. Sim, pois o intercâmbio, a troca de ideias, as experiências diferentes fortalecem a todos os envolvidos.

Sendo uma Doutrina de liberdade, o Espiritismo é interpretado conforme o amadurecimento e estágio evolutivo de quem o estuda. E como vivemos num planeta onde se misturam diversos estágios de conhecimento, amadurecimento e experiências, todos tem algo a oferecer. O que sobra em nós, falta em outro. Do mesmo modo, o que falta em nós, podemos aprender com os outros.

Só por este motivo temos que valorizar o intercâmbio entre grupos, pois sempre há o que aprender e experiências a trazer e levar. Mas existem outros motivos também importantes:
a) O que dizer sobre a fraternidade que Jesus busca espalhar sobre o planeta? E nos negaremos a também sermos instrumentos desse trabalho?

b) Nossa experiência, nossos dons e habilidades ficarão trancados onde atuamos, sem beneficiar outros que podem ser beneficiados com aquilo que fazemos de bom? Não seria egoísmo, que tanto falamos combater?

c) A Doutrina nos faz tanto bem. Vamos querê-la só para o nosso grupo. O objetivo não é espalhar a semente espírita por toda parte, beneficiando a humanidade? Pois isto começa da união entre os próprios espíritas que, unidos, abrirão novos caminhos...

d) Quantas habilidades são desconhecidas pela falta de intercâmbio, de união?

e) Procuremos não esquecer que os espíritos se manifestam por toda parte, sem preferências de qualquer espécie, objetivando despertar as mentes para a realidade que já é do nosso conhecimento. E nós vamos querer segurar, trancar, controlar, como pretensos donos de uma exclusividade irreal?
Por isso, sempre pensamos na utilidade dos eventos espíritas, de oportunidades que reúnam os espíritas. Eles estimulam a fraternidade, abrem caminhos. E melhor, se tornam verdadeiros pontos de referência para muitos que ali encontram o desabrochar de suas habilidades e potencialidades.

Orson Peter Carrara


Curta nossa página no Facebook:
https://www.facebook.com/regeneracaodobem/

Declaração de Origem

- As mensagens, textos, fotos e vídeos estão todos disponíveis na internet.
- As postagens dão indicação de origem e autoria. 
- As imagens contidas no site são apenas ilustrativas e não fazem parte das mensagens e dos livros. 
- As frases de personalidades incluídas em alguns textos não fazem parte das publicações, são apenas ilustrativas e incluídas por fazer parte do contexto da mensagem.
- As palavras mais difíceis ou nomes em cor azul em meio ao texto, quando acessados, abrem janela com o seu significado ou breve biografia da pessoa.
- Toda atividade do blog é gratuita e sem fins lucrativos. 
- Se você gostou da mensagem e tem possibilidade, adquira o livro ou presenteie alguém, muitas obras beneficentes são mantidas com estes livros.

- Para seguirmos corretamente o espiritismo, devemos submeter todas as mensagens mediúnicas ao crivo duplo de Kardec, sendo eles,  a razão e a universalidade.

- Cisão para estudo de acordo com o Art. 46 da Lei de Direitos Autorais - Lei 9610/98 LDA - Lei nº 9.610 de 19 de Fevereiro de 1998.

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Desvios de foco

Desvios de foco

Orson Peter Carrara


Obras fundamentais da Doutrina Espírita


Perguntemo-nos, sem cessar, sobre os objetivos do Espiritismo, para permanecermos como tarefeiros comprometidos com os altos objetivos da presença do Consolador no planeta, que visa – em essência – melhorar nosso padrão moral, estimular a legítima fraternidade na vivência do Evangelho de Jesus e manter o cumprimento das Leis Morais tão bem apresentadas em O Livro dos Espíritos, por meio de criaturas esclarecidas e comprometidas com o bem geral da Humanidade.

Esse questionamento permanente é importante para não desviarmos o foco da tarefa espírita. Os desafios todos, atualmente em curso nas dificuldades do movimento espírita, provém do desconhecimento doutrinário e do uso do ambiente espírita para objetivos incoerentes com a legítima grandeza da Doutrina Espírita. Senão vejamos:
  • Desviamos o foco quando colocamos em plano secundário o estudo espírita que orienta e esclarece o frequentador, ajudando-o na superação das dificuldades próprias e formando trabalhadores para o bem geral;
  • Desviamos o foco quando introduzimos práticas estranhas ao Espiritismo, prejudicando o andamento e fluir natural do conhecimento que constrói adeptos esclarecidos que estudam e se esforçam por agir conforme se esclarecem;
  • Desviamos o foco quando transformamos a tribuna em locais de projeção pessoal ou para defesa de ideias pessoais incompatíveis com a Doutrina Espírita;
  • Desviamos o foco quando o personalismo nos domine e nos tornamos tiranos na condução das instituições sob nossa responsabilidade, considerando-nos exclusivos detentores da razão e pretensos dominadores da liberdade alheia;
  • Desviamos o foco quando transformamos nossas instituições em cópias perfeitas de outras práticas religiosas – embora o respeito que mereçam – por meio de músicas, rituais, gestos, roupas e condicionamentos que tornam os adeptos dependentes de práticas distantes da clareza e naturalidade prática espírita;
  • Desviamos o foco quando condicionamos a prática espírita em práticas esdrúxulas de rituais, roupas especiais, apetrechos ou utensílios totalmente dispensáveis;
  • Desviamos o foco quando afirmamos que o estudo é dispensável ou que já sabemos tudo e somente valorizamos o passe ou a reunião mediúnica como, distanciando-nos de outras atividades;
  • Desviamos o foco quando não valorizamos o movimento espírita e achamos que apenas a “nossa casa” é importante, desvalorizando esforços alheios e permanecendo indiferente com o que outros confrades e instituições realizam;
  • Desviamos o foco quando nos portamos dependentes das comunicações espirituais, creditando a supostos mentores aquilo que nos compete realizar;
  • Desviamos o foco quando a vaidade ou a prepotência nos domine;
  • Desviamos o foco se não prestarmos atenção se o que estamos fazendo, seja em apresentações artísticas, pela música ou teatro, por exemplo, não observamos a coerência doutrinária, que nos pede prudência e respeito pelos próprios postulados do Espiritismo para não cairmos nos caminhos da vulgaridade ou do fanatismo;
  • Desviamos o foco nas disputas e em discussões absolutamente dispensáveis;
  • Desviamos o foco quando nossos esforços se concentram mais na obtenção de recursos do que na divulgação, no estudo e na própria vivência espírita.
Tais desvios, gradativamente, levam a deturpações lamentáveis, que causam desunião, afastamentos e graves prejuízos ao real entendimento e autêntica vivência da Doutrina Espírita. Há sempre que se considerar que a CAUSA ESPÍRITA é muito maior que a CASA ESPÍRITA, apesar da importância desta. As casas representam os esforços humanos somados aos esforços dos espíritos e a CAUSA ESPÍRITA é a causa de Jesus, requerendo espíritas conscientes e trabalhadores do bem geral.

Estejamos atentos. O momento que vivemos é grave e decisivo na condução do próprio futuro de todos nós.

Temos nas mãos o tesouro do conhecimento espírita. Como desviá-lo de seus reais e altos objetivos? Assumiremos essa responsabilidade?

Universidade do Espírito, o Espiritismo possui o mais alto grau de sabedoria para nos conduzir com precisão. Substitui possíveis cursos de autoajuda, liberta-nos de condicionamentos, estimula-nos a alegria de viver e motiva-nos ao bem. Como conciliar espíritas tristes, autoritários, ou casas deprimidas com a grandeza do Espiritismo?

Basta pensar que os desvios citados, entre outros que podem ser acrescentados, representam apenas falta de conhecimento do que seja Espiritismo e sua finalidade.

Vamos estudar? Começando pelas obras básicas da Codificação, que mais que nunca, precisam estar no cotidiano de nossas reflexões para não cairmos no ridículo perante a própria consciência, devido aos desvios que ocasionamos com os nossos descuidos...

Orson Peter Carrara

Curta nossa página no Facebook:

Declaração de Origem

- As mensagens, textos, fotos e vídeos estão todos disponíveis na internet.
- As postagens dão indicação de origem e autoria. 
- As imagens contidas no site são apenas ilustrativas e não fazem parte das mensagens e dos livros. 
- As frases de personalidades incluídas em alguns textos não fazem parte das publicações, são apenas ilustrativas e incluídas por fazer parte do contexto da mensagem.
- As palavras mais difíceis ou nomes em cor azul em meio ao texto, quando acessados, abrem janela com o seu significado ou breve biografia da pessoa.
- Toda atividade do blog é gratuita e sem fins lucrativos. 
- Se você gostou da mensagem e tem possibilidade, adquira o livro ou presenteie alguém, muitas obras beneficentes são mantidas com estes livros.

- Para seguirmos corretamente o espiritismo, devemos submeter todas as mensagens mediúnicas ao crivo duplo de Kardec, sendo eles,  a razão e a universalidade.

- Cisão para estudo de acordo com o Art. 46 da Lei de Direitos Autorais - Lei 9610 /98 LDA - Lei nº 9.610 de 19 de Fevereiro de 1998.