sexta-feira, 4 de abril de 2025

Centros de força

Centros de força

Miramez



Os centros de força são como glândulas do espírito, conglutinadas no perispírito, em íntima relação com o mundo endócrino. E este domina, quase por completo, o universo celular. Realmente é fascinante o estudo desses campos de força, mas a ignorância da humanidade empana essa sabedoria divina. O estudante interessado nesses conhecimentos deve buscar, em todas as fontes, algo que possa fornecer-lhe o que ele desconhece. Cada divisão espiritualista está incumbida de revelar um prisma da verdade, sendo que um grupo sempre difere do outro, no tocante à exposição das suas experiências.

Mas todos são úteis para os que se vinculam pela sintonia e se amarram por necessidades iguais.

Os chakras são reatores espirituais que transformam o éter cósmico em fluidos compatíveis com a natureza humana. O seu retraio científico só será conhecido com a liberação do tempo e o crescimento da evolução coletiva. Os espíritos superiores regulam os conhecimentos que descem para a Terra, de acordo com o padrão moral e espiritual das criaturas.

Poucos encarnados conhecem a ciência espiritual mais acentuada, fugindo à norma comum, dados os dons que possuem e a pesquisa que fazem, por intuição.

Quando deparam com a revelação, que desce na época aprazada, sentem que, para si, não é novidade. Todavia, por intermédio dela, encontram elementos para avançar mais além do ponto em que se encontravam.

É bom que saibais da influência dos pensamentos em toda a orquestração dos centros de força. O vértice coronário é o mais sagrado e está no topo craniano, influenciando todos os outros, como fornecendo o material divino para que a alma possa pensar, plasmando nessa substância suas emoções e irradiando-as para todo o organismo. O subconsciente, igualmente, faz cumprir sua programação no laboratório biológico e atende a todos os sinais de pedidos computados pelo cérebro, de conformidade com as suas posses.

Cada célula física tem seu duplo espiritual irremovível, e, ligando-as, um microcentro de força, transformador de energia, que corresponde aos anseios de todo o metabolismo celular, cuja amplitude energética e engenhosa daria para assombrar os citólogos, se estes conhecessem seus fundamentos. Considerando que o corpo físico é uma maravilha do universo, o que pensar do corpo espiritual em relação a ele, se pudesse ser visto, em sua plenitude, pelos homens?

Comprazer-se-iam, em pleno êxtase, e perturbariam sua consciência. É por este motivo que a revelação obedece à gradação espiritual da coletividade.

Os vértices dos centros de força são conglutinadores de energias condicionadas, de acordo com a missão de cada um. São como indústrias, cujos frutos são filhos da programação. E para que os frutos possam mudar, é justo que mudemos o programa. Tudo pode mudar em nosso corpo. Ele obedece à mente de modo espetacular. Quanto mais evoluído o espírito, mais o mundo físico é seu vassalo. Ordenai os pensamentos, harmonizai as ideias, limpai a área mental, fecundai as emoções com o amor, com o perdão, com a caridade, com a alegria, com a prudência, com a fraternidade, com a tolerância, com o trabalho, que vereis uma reconstrução mais rápida do que pensais, porque os pensamentos remodelarão toda a estrutura psíquica, espiritual e, certamente, orgânica, e a vida começará a esplender como um sol, fazendo desaparecer as brumas da consciência.

Cuidai bem da palavra, pois essa música que entoais pelos lábios, todos os dias, é formada de riquezas da vida, que passaram por forjas inumeráveis do todo, aprimorando-se aqui e ali, para dar condições de permutar experiências e dignificar os ideais. Eis a responsabilidade!... O verbo sai revelando o que se passa no mundo íntimo de quem o pronuncia.

Conhecer é muito bom, não obstante a consciência nos acuse, com mais intensidade, se fecharmos os olhos diante da luz.

Miramez por João Nunes Maia do livro:
Horizontes da Mente

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quinta-feira, 3 de abril de 2025

Riqueza de luz

Riqueza de luz

Cornélio Pires



O pão que repartes hoje;
A roupa ainda mesmo usada
Que ofertas de coração;
A frase amiga na estrada
De quem passa em luta e prova;
O amparo da compreensão
No qual a paz se renova;

O olvido de toda ofensa
Que recebes, porventura;
O bálsamo de consolo
Com que afastas a amargura;
O silêncio em que resguardas
O erro ou a falha de alguém;
A plantação de alegria
Que espalhas fazendo o bem;

A paciência bendita
Nas horas de inquietação
Aceitando sem revolta
Os entraves tais quais são,
Mínimos gestos de amor
Um dia serão troféus,
Ampliando-te a riqueza
Que depositas nos Céus.

Cornélio Pires por Chico Xavier do livro:
Sinais de Rumo

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A força do remorso

A força do remorso

Jean Ryzak

Revista Espírita Ago. 1867
Alan Kardec


Jean Ryzak, a força do remorso (Título original)

ESTUDO MORAL

Revista Espírita Ago. 1867

Escrevem de Winschoten, a 2 de maio de 1867, ao Journal de Bruxelles:

Sábado passado aconteceu em nossa comuna que um operário cavouqueiro se apresentou na casa do guarda campestre, onde intimou esse funcionário a prendê-lo e o entregar à justiça, diante da qual, dizia ele, tinha que fazer a confissão de um crime por ele cometido há vários anos. Levado ante o burgomestre, esse operário, que declarou chamar-se Jean Ryzak, fez a seguinte confissão:

“Há cerca de doze anos eu era empregado nos trabalhos de dessecamento do lago de Harlem, quando um dia o cabo, pagando a minha quinzena, entregou-me o soldo devido a um de meus camaradas, com ordem de entregá-la a este último. Gastei o dinheiro e, querendo evitar aborrecimentos de investigações, resolvi matar o amigo a quem acabara de roubar. Para isso, precipitei-o num dos abismos do lago e, vendo-o voltar à superfície e fazer esforços para nadar para a margem, dei-lhe duas facadas na nuca.

“Logo que cometi o crime, o remorso começou a fazer-se sentir. Em breve tornou-se intolerável e foi-me impossível continuar no trabalho. Comecei por fugir do teatro do meu erro, e não achando em parte alguma do país nem paz nem trégua, embarquei para as Índias, onde me alistei no exército colonial. Mas lá também o espectro de minha vítima me perseguiu noite e dia; minhas torturas eram incessantes e incríveis e, assim que terminou o meu período de engajamento, uma força irresistível impeliu-me a voltar a Winschoten e a pedir à justiça o apaziguamento de minha consciência. Ela mo dará, impondo-me a expiação que julgar conveniente, e se ordenar que eu morra, prefiro esse suplício ao que me faz experimentar, há doze anos, a toda hora do dia e da noite, o carrasco que trago no peito.”

Após essa declaração, e tendo certeza de que o homem que estava à sua frente estava no pleno uso de sua razão, o magistrado requisitou a polícia, que prendeu Ryzak e relatou imediatamente o caso ao oficial de justiça.

Aqui se aguarda com emoção a sequência que poderá ter este estranho acontecimento.

INSTRUÇÕES DOS ESPÍRITOS SOBRE ESTE CASO

(Sociedade de Paris, 10 de maio de 1867 - Médium, Srta. Lateltin) Como sabeis, cada ser tem a liberdade do bem e do mal, o que chamais de livre-arbítrio. O homem tem em si sua consciência que o adverte quando fez o bem ou fez o mal, cometeu uma ação má ou negligenciou de fazer o bem; sua consciência que, como guarda vigilante encarregada de velar por ele, aprova ou desaprova sua conduta. Muitas vezes acontece que ele se mostre rebelde à sua voz, que repila as suas inspirações; que queira abafá-la pelo esquecimento, mas nunca ela é completamente aniquilada para que num dado momento não desperte mais forte e mais poderosa e não exerça um severo controle de vossas ações.

A consciência produz dois efeitos diferentes: a satisfação de haver agido bem, a paz que deixa o sentimento do dever cumprido; e o remorso que penetra e tortura quando se praticou uma ação reprovada por Deus, pelos homens ou pela honra. É, propriamente falando, o senso moral. O remorso é como uma serpente de mil voltas, que circula em redor do coração e o devasta; é o remorso que sempre vos faz ouvir os mesmos brados e vos grita: Fizeste uma ação má; deverás ser punido; teu castigo não cessará senão depois da reparação. E quando a esse suplício de uma consciência atormentada vem juntar-se a visão constante da vítima, da pessoa a quem se fez o mal; quando, sem repouso nem trégua, sua presença censura ao culpado sua conduta indigna, lhe repete incessantemente que sofrerá enquanto não houver expiado e reparado o mal que fez, o suplício se torna intolerável. É então que, para por fim às suas torturas, seu orgulho se dobra e ele confessa os seus crimes. O mal carrega em si a sua pena, pelo remorso que deixa e pelos reproches feitos unicamente pela presença daqueles contra os quais se agiu mal.

Crede-me, escutai sempre essa voz que vos adverte quando estais prestes a falir; não a abafeis pela revolta do vosso orgulho, e se falirdes, apressai-vos em reparar o mal, pois do contrário o remorso seria vossa punição. Quanto mais tardardes, mais penosa será a punição e mais prolongado o suplício.

UM ESPÍRITO

(Mesma sessão ─ Médium, Sra. B...)

Hoje tendes um exemplo notável da punição que sofrem, mesmo na Terra, os que se tornaram culpados de uma ação má. Não é somente no mundo invisível que a visão de uma vítima vem atormentar o assassino para forçá-lo ao arrependimento; onde a justiça dos homens não começou a expiação, a justiça divina faz começar, a despeito de todos, o mais lento e o mais terrível dos suplícios, o mais temível castigo.

Há certas pessoas que dizem que a punição infligida ao criminoso no mundo dos Espíritos, e que consiste na visão contínua de seu crime, não pode ser muito eficaz, e que em nenhum caso essa punição por si só determina o arrependimento. Dizem que um perverso natural, como é o caso de um criminoso, não pode senão amargurar-se cada vez mais por essa visão, assim se tornando pior. Os que assim falam não fazem uma ideia do que pode tornar-se tal castigo; não sabem quanto é cruel esse espetáculo contínuo de uma ação que gostariam de jamais haver cometido. Certamente vemos alguns criminosos se empedernirem, mas muitas vezes é só por orgulho, e por quererem parecer mais fortes do que a mão que os castiga; é para fazer crer que não se deixam abater pela visão de imagens vãs, mas essa falsa coragem não tem longa duração; em breve vê-los-emos enfraquecerem diante desse suplício, que deve muito de seus efeitos à sua lentidão e à sua persistência. Não há orgulho que possa resistir a essa ação, semelhante à da gota d’água sobre o rochedo: por mais dura que possa ser a pedra, é inevitavelmente atacada, desagregada, reduzida a pó. É assim que o orgulho, que faz resistirem esses infelizes contra seu soberano senhor, mais cedo ou mais tarde é abatido, e que o arrependimento enfim pode ter acesso à sua alma. Como eles sabem que a origem de seus sofrimentos está em sua falta, pedem para repará-la, a fim de trazer um abrandamento para os seus males.

Aos que disso pudessem duvidar, não precisais senão citar o caso que vos foi assinalado esta noite. Ali não é só a hipótese; não é mais somente o ensinamento dos Espíritos: é um exemplo, de certo modo palpável, que se vos apresenta. Nesse exemplo, o castigo seguiu de perto a falta, e foi de tal monta que ao cabo de vários anos forçou o culpado a pedir a expiação de seu crime à justiça humana, e ele mesmo disse que todas as penas, a própria morte, lhe pareceriam menos cruéis que o que ele sofria, no momento em que se entregou à justiça.

UM ESPÍRITO

OBSERVAÇÃO: Sem ir procurar aplicações do remorso nos grandes criminosos, que são exceções na Sociedade, podemos encontrá-las nas mais comuns circunstâncias da vida. É esse sentimento que leva todo indivíduo a afastar-se daqueles em relação aos quais sente que tem reproches a se fazer; em sua presença ele se sente mal; se a falta não for conhecida, ele teme ser desmascarado; parece-lhe que um olhar pode penetrar o fundo de sua consciência; em toda palavra, em todo gesto, ele vê uma alusão à sua pessoa. Eis por que, se ele se sente desmascarado, retira-se. O ingrato também foge de seu benfeitor, porque a presença dele é uma censura incessante, da qual em vão ele procura desembaraçar-se, porque uma voz íntima lhe grita no fundo de sua consciência que ele é culpado.

Se o remorso já é um suplício na Terra, quão maior não será no mundo dos Espíritos, onde não é possível subtrair-se à vista daqueles a quem se ofendeu. Felizes os que, tendo reparado já nesta vida, poderão sem receio enfrentar todos os olhares no mundo onde nada é oculto.

O remorso é uma consequência do desenvolvimento do senso moral; ele não existe onde o senso moral ainda se acha em estado latente. É por isto que os povos selvagens e bárbaros cometem sem remorso as piores ações. Aquele, pois, que se pretendesse inacessível ao remorso assimilar-se-ia ao bruto. À medida que o homem progride, o senso moral torna-se mais apurado; ofusca-se ao menor desvio do reto caminho. Daí o remorso, que é o primeiro passo para o retorno ao bem.

Revista Espírita Agosto de 1867.
Allan Kardec

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quarta-feira, 2 de abril de 2025

Fragilidade emocional

Fragilidade emocional

Joanna de Ângelis




A fé religiosa não se pode apoiar nas respostas da comodidade existencial, permanecendo irretocável enquanto tudo segue o curso das alegrias sem interrupção.

À semelhança de um adorno, permanece rutilante, produzindo alegria e bem-estar, em formosas composições de intercâmbio fraternal e social, desde que as questões graves da jornada se encontrem sob o amparo da segurança econômica e dos relacionamentos de destaque.

Exuberante nas horas de júbilo, também deve encontrar-se fortalecida nos momentos de desafios e de dificuldades. Afinal, a reencarnação tem significados psicológicos e evolutivos muito graves e não somente enseja a conquista das despreocupações e dos problemas que sejam facilmente solucionados.

A verdadeira fé, como asseverou Allan Kardec, é “aquela que enfrenta a razão face a face em todas as épocas da humanidade”. Mas não somente do ponto de vista filosófico, racional, intelectivo, mas sobretudo moral, quando ocorrem as insatisfações e as dificuldades ameaçam o elenco de satisfações do indivíduo.

Mede-se, portanto, a capacidade da fé religiosa pela maneira como são enfrentadas as vicissitudes e recebidas as provações por aquele que a possui.

Ninguém se encontra no mundo físico sem a experiência dos processos iluminativos que são propiciados tanto pelo sofrimento quanto pelas realizações enobrecedoras.

Acreditar em Deus, na imortalidade do Espírito, na excelência dos postulados da reencarnação e permitir-se abater quando convidado à demonstração da capacidade de resistência, é lamentável queda na leviandade ou clara demonstração de que a fé não é real.

Certamente, nos momentos difíceis, os céus apresentam-se plúmbeos, os caminhos ficam mais difíceis de conquistados, o humor se modifica, porém, a irrestrita confiança em Deus permanece como um refrigério interior, uma chama acesa apontando rumo, uma diretriz de segurança para o avanço.

Permitir-se depressão porque aconteceram fenômenos desagradáveis e até mesmo desestruturadores do comportamento, significa não somente debilidade emocional que apenas tem fortaleza quando não há luta, mas também total falta de confiança em Deus.

Quando a fé é raciocinada, estribada nas reflexões profundas em torno dos significados existenciais, tem capacidade para enfrentar os problemas e solucioná-los sem amargura nem conflito, para atender as situações penosas com tranquilidade, porque identifica em todas essas situações as oportunidades de crescimento interior para o encontro com a Verdade.

O número, portanto, daqueles que esmorecem ante os acontecimentos desagradáveis e imprevistos – quando sempre deveriam estar na mente esperando-lhes o surgimento! - é sempre muito grande e decepcionante, porque constituído de membros da crença acomodada e gratificadora, sem qualquer responsabilidade em relação aos valores profundos do ser.

Ninguém se reencarna apenas para desfrutar. Quando se acerca da fé, logo percebe que essa luz interior deve ser dirigida para a noite quando essa acontecer. Utilizar-se, portanto, do recurso renovador e poderoso de que se constitui, é o dever de todos quantos ingressam em qualquer escola religiosa, especialmente na abençoada e lúcida academia do Espiritismo.

A fé é tesouro que se cultiva, sustentada pela oração, que se lhe torna a seiva mantenedora, ensejando-lhe o brilho continuamente.

Não coloques a tua confiança nos valores terrenos, nas pessoas, nas conjunturas sociais e econômicas, como se fossem as únicas portadoras de segurança para o teu futuro.

Ele será conforme o vens trabalhando ao largo do tempo e cujo patrimônio se te apresenta, na atualidade, de acordo com as tuas necessidades de evolução, e não como se encontra nas demais pessoas.

Não a utilizes como instrumento de mensuração ao que sucede contigo em relação aos outros, porque cada qual é portador de uma história pessoal única, que lhe assinala a existência com tudo quanto necessita e não de referência ao merecimento.

O mesmo, desse modo, sucede contigo, não servindo de parâmetro para outros que te observam, estimam ou acompanham.

Se a tua fé é a verdadeira fé, aquela que remove obstáculos, as ocorrências desagradáveis não são perniciosas, mas servem para fazer-te crescer, para que conquistes mais espaço espiritual e enriquecimento interior.

As tuas aquisições atuais, os teus resgates morais servem de base para futuros empreendimentos evolutivos, cabendo-te a santa alegria do ressarcimento dos erros através das silenciosas conquistas da coragem e do valor, avançando no rumo da libertação plena.

Todo aquele que põe a sua confiança e tranquilidade nos valores terrenos, sofre incertezas, inquietações, os efeitos das mudanças inevitáveis na economia, nos relacionamentos sociais, nas amizades, quase sempre de curta duração...

Quando se põe a confiança no Senhor da Vida, a Ele entregando-se em regime de totalidade, sem qualquer dúvida, jamais faltam os recursos indispensáveis à felicidade, ao prosseguimento da jornada, à continuidade das aspirações.

Vigia, pois, as nascentes do coração, quando te ocorram surpresas dolorosas, incertezas não pensadas, prosseguindo com alegria no irrestrito culto dos deveres, porque estás sob o comando de Jesus que nunca nos abandona.

Sai, portanto, da janela da tristeza, deixa de ficar contemplando as paisagens da depressão e abre espaço interior para a entrada do sol da alegria, a fim de que sejas aquecido e iluminando, não mais titubeando ou sofrendo desnecessárias aflições.

O conhecimento do Espiritismo liberta a consciência da culpa, o indivíduo de qualquer temor, facultando-lhe uma existência risonha com esperança e realizações edificantes pelos atos. Não apenas enseja as perspectivas ditosas do porvir, mas sobretudo ajuda a trabalhar o momento que se vive, preparando aquele que virá.

É compreensível que diante das preocupações que assaltam a existência humana, coloque-se o indivíduo em uma atitude de reserva, mesmo de tristeza passageira, enquanto resolve o impasse, recuperando logo que se lhe faça possível a alegria de viver e de liberar-se na contabilidade espiritual.

Deixar-se, porém, abater, fazendo um quadro de desconsolo e prolongado sofrimento, constitui demonstração clara e objetiva da sua falta de fé.

A fé, por isso mesmo, deve ser trabalhada, testada, reflexionada, de modo a robustecer-se cada vez mais, não permanecendo estagnada num conjunto de crenças que não resistem ao fogo do testemunho. Dinâmica, é atuante, conseguindo superar as circunstâncias que tem o dever de enfrentar corajosamente.

A fé espírita, desse modo, fortalece-se quando posta à prova, ensejando àquele que a possui satisfações inigualáveis, porque centrada na coragem e no bem fazer.

Jesus deu-nos a demonstração dessa fé que remove montanhas, enfrentando as situações mais graves de que se tem notícia, mantendo-se sempre irretocável, por cujo exemplo demonstrou a Sua procedência.

Costuma-se dizer que Ele é o exemplo máximo e, que, por isso mesmo, n'Ele são naturais as reservas de coragem e de harmonia em todas as situações.

Sem dúvida, assim é, no entanto, todos podemos fazer o que Ele fez, se tivermos fé, se nos empenharmos em sintonizar com Ele e o Pai, a fim de seguirmos fiéis a conclusão da jornada.

Joanna de Ângelis por Divaldo Franco do livro: 
Atitudes Renovadas

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terça-feira, 1 de abril de 2025

Problemas pessoais

Problemas pessoais

André Luiz


A fé viva não é patrimônio transferível. É conquista pessoal.

A felicidade legítima não é mercadoria que se empresta. É realização íntima.

A graça do Céu não desce a esmo. Tem que ser merecida.

A melhor caridade não é a que se faz por substitutos. Cabe-nos executá-la por nós mesmos.

A fortaleza moral não é produto de rogos alheios. Provém do nosso esforço na resistência para o bem.

A esperança fiel não se nos fixa no coração através de simples contágio. É fruto de compreensão mais alta.

O verdadeiro amor não nasce das sombras do desejo. É fonte cristalina e inexaurível do espírito eterno.

O conhecimento real não é construção de alguns dias. É obra do tempo.

O paraíso jamais será adquirido pela sagacidade da compra. É atingível pela nossa boa vontade em fugir ao purgatório ou ao inferno da própria consciência.

A proteção da Esfera Superior é inegável para todos nós que ainda nos movimentamos na sombra. Ai de nós, todavia, se não procurarmos as bênçãos da luz!...

André Luiz por Chico Xavier do livro:
Agenda Cristã

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