segunda-feira, 13 de julho de 2026

A porta de entrada

A porta de entrada

Joanna de Ângelis



O processo da reencarnação tem, no berço, a sua porta de entrada, aureolada pelas bênçãos do amor de Deus.

Aí prosseguem os compromissos e cuidados de todo um projeto que teve início antes da fecundação e que não se acabará quando ocorrer a morte do corpo.

Através desse admirável mecanismo - o do renascimento — o berço passa a ensejar aos recomeçantes da experiência carnal: crescimento intelecto-moral; reparação de faltas que lhes pesam na economia espiritual; refazimento do caminho, antes percorrido com insensatez; edificação de propósitos superiores no mundo íntimo; esquecimento do mal, a fim de adaptar-se ao bem; aprendizagem das leis de amor que lhe vigem no imo, ainda desconsideradas; aproximação de adversários para a ampliação da comunidade fraternal; conquista da família-provação ou missão, de acordo com os títulos de enobrecimento ou de débito que se possuam; testes de paciência, de modo a compreender-se a grandeza do tempo sem limite; desdobramento de recursos que jazem adormecidos, e que, diante dos ensinamentos humanos, desatam ramos carregados com os tesouros de sabedoria e de luz...

A porta de entrada é a resposta da Vida, em misericórdia aos náufragos da vida.

O Espírito foi criado pelo Amor para a glória estelar.

O trânsito pelas vias do progresso enseja-lhe a explosão de todos os germes que lhe dormem, inatos, aguardando o momento para a fecundação.

Cabe ao homem inteligente investir no berço os seus mais valiosos esforços, de maneira a formar uma família equilibrada e sábia.

Esta representa a célula fundamental do organismo social, que se torna a consequência natural desse conglomerado de unidades que se necessitam...

Em tal cometimento, o amor, o conhecimento das suas finalidades, a responsabilidade e o respeito entre os seus membros tornam-se de vital importância para que sejam logrados os objetivos para os quais é constituída.

Mais do que o lugar para a permuta de hormônios e prazeres, de ternuras e afetos dos cônjuges, é o reduto-santuário-escola para os filhos, que devem tornar-se a meta primeira da união conjugal.

Quando o lar se engrandece com a presença de filhos, a família educada no bem, e esclarecida, programa, por automatismo, a sociedade e o futuro melhor da Humanidade...

Para que se consigam os resultados opimos, a educação desempenha papel de primacial importância, conscientizando os indivíduos sobre as razões pelas quais se encontram na Terra e preparando-os para as realizações do lar, da família, seu pequeno mundo, preparatório do Mundo Maior.

*

Em uma manjedoura, que soube honrar, Jesus encontrou a porta de entrada para conquistar os corações e cantar as glórias do Pai, ensinando o inconfundível poema do amor que liberta e felicita.

Santifica, deste modo, essa porta, a fim de que esplenda, rica de luz, mimetizando, com a majestade da sua realização, todos quantos por ela passem em direção à vida física.

Enobrece o berço hoje, para que, antes do túmulo, amanhã, a criatura em jornada te bendiga.

Recorda, por fim, que, se o berço é a excelente porta de entrada
para a reencarnação, o túmulo é a porta de saída, pela desencarnação, após o que a tua consciência e a Divina Justiça te chamarão a contas.

Joanna de Ângelis por Divaldo Franco do livro:
Momentos de Coragem

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domingo, 12 de julho de 2026

Temos o que damos

Temos o que damos

Meimei


Podes guardar o pão para muitos dias, ainda que o excesso de tua casa signifique ausência do essencial entre os próprios vizinhos; todavia, quanto puderes, alonga a migalha de alimento aos que fitam debalde o fogão sem lume.

Podes conservar armários repletos de veste inútil, ainda que a traça concorra contigo à posse do pano devido aos que se cobrem de andrajos; no entanto, sempre que possas, cede a migalha de roupa ao companheiro que sente frio.

Podes trazer bolsa farta, ainda que o dinheiro supérfluo te imponha problemas e inquietações; contudo, quanto puderes, oferece a migalha de recurso aos irmãos em necessidade.

Podes alinhar perfumes e adornos para uso à vontade, ainda que pagues caro a hora do abuso; mas, sempre que possas, estende a migalha de remédio aos doentes em abandono.

Um dia, que será noite em teus olhos, deixarás pratos cheios e móveis abarrotados, cofres e enfeites, para a travessia de grande sombra; entretanto, não viajarás de todo nas trevas, porque as migalhas de amor que tiveres distribuído estarão multiplicadas em tuas mãos como bênçãos de luz.

(Em referência a O Evangelho Segundo o Espiritismo - Cap. XIII / Item 20.)

Meimei do livro: O Espírito da Verdade 
de Chico Xavier e Waldo Vieira (Espíritos Diversos)

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sábado, 11 de julho de 2026

Sofrimento

Sofrimento

Hammed

Imagem gerada por IA.

“Com entendimento entenebrecido, alienados da vida de Deus pela sua ignorância e pela dureza dos seus corações”. Efésios (4:18)
Sofre o enfermo a privação na enfermaria comunitária.

Sofre o empresário bem sucedido no apartamento hospitalar.

Sofre o necessitado, na favela, a escassez.

Sofre o rico, no palacete, a solidão.

Sofre a criatura anônima as dores morais.

Sofre o artista famoso os conflitos afetivos.

Sofre o destituído de autoridade, sem significado político.

Sofre o administrador dos negócios públicos os dramas e tramas do poder.

Sofre a mãe paupérrima, assim como a mãe milionária, a perda
do ente querido.

São sofrimentos decorrentes das contingências da estadia terrena, produto da atual necessidade evolutiva da condição humana. Mas a análise da dor pode ser vista sob outros ângulos:

Sofrer por não querer assimilar novas experiências e ideias, fixando-se em preconceitos.

Sofrer por não aceitar a própria estrutura da natureza humana.

Sofrer por ser inflexível e rígido nos conceitos íntimos, permanecendo estagnado.

Sofrer por não digerir a mensagem eloquente da voz interior.

Sofrer por refutar o amor incondicional, preferindo o apego doentio.

Sofrer por assimilar o conflito como parte de si, e não como circunstância passageira.

Eu não sou sofredor. Eu estou sofredor.

Ser e estar são angulações diferenciadas que influenciam sobremaneira o psiquismo na estrutura da alma em evolução.

Sofrer é, portanto, um sintoma que indica que a causa sou eu mesmo, por isso devo renovar-me. A razão primeira é a inflexibilidade, ou seja, a “dureza dos seus corações”.

Sofrer, em última análise, é desarranjo íntimo, consequência de nossa inadequação, inconformação, inexperiência; enfim, falta de entendimento diante da vida.

Renovar é a meta. Você é o arquiteto de seu destino.

Hammed por Francisco do Espírito Santo Neto do livro:
Um Modo de Entender - Uma Nova Forma de Viver

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sexta-feira, 10 de julho de 2026

Guias Espirituais

Guias Espirituais

Joanna de Ângelis



Nunca se cansam de inspirar e socorrer.

Jamais abandonam os seus pupilos ou desistem da ação de beneficência ao lado deles.

Sempre se utilizam das menores ensanchas para incutir as ideias felizes e o bem operante.

Vigilantes, são o apoio no desfalecimento, a coragem no receio e a força no momento do desânimo.

Não estimulam à insensatez, nem emulam à vaidade ou ao orgulho venenoso.

Discretos, passam, às vezes, despercebidos, porém, estão sempre presentes.

Generosos, não descuram a disciplina ou a energia.

Gentis, invectivam contra o erro, admoestando com carinho, todavia, com decisão.

Caridosos, perseveram até a exaustão que não atingem, porque
se renovam no amor de Deus, que nunca lhes falta.

*

Assumem o compromisso de apoiar, antes que se inicie a experiência carnal do tutelado, e não o encerram, nem sequer quando se rompem os liames corporais.

Alteram as técnicas de socorro, conforme a ocasião e as necessidades.

Repetem o discurso de amor e de proteção mil vezes, apresentando entonação nova e cordial.

Não se exasperam, tampouco mantêm-se em conivência.

(...) São os Guias Espirituais da criatura humana.

Ninguém, na Terra, que se encontre sem a proteção deles em nome de Deus.

São anjos guardiães, operosos e nobres, que intercedem, respaldam e guardam os homens, protegendo-os das imperfeições que lhes afeiam o caráter e para cuja purificação retornaram à reencarnação.

Haja o que houver, mesmo que repelidos e maltratados, não desprezam os protegidos rebeldes, que mais amam, propiciando-lhes, em diversas ocasiões, o benefício do sofrimento que os desperta para as realidades maiores.

Sabendo que a dor é o método mais eficaz além do amor, propiciam-na, confiando que o buril lapidador realizará o milagre de limar as arestas e liberar a gema preciosa, que é o Espírito adormecido na ganga da ignorância e da perversidade.

*

Se pretendes alcançar as estrelas, voar livre na amplidão, sonhar e viver o amor sem limite, faze silêncio interior e ouvirás os teus abnegados Guias Espirituais, que vêm aguardando a tua decisão de felicidade, desde há muito, e estão prontos a distender-te as mãos angélicas e salvadoras.

Joanna de Ângelis por Divaldo Franco do livro:
Momentos de Coragem

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