Sem discutir as causas psicossomáticas de inumeráveis enfermidades, não se pode negar que esses fatos sempre sucederam, ao longo da História, e que hoje, ciências, tais como a Parapsicologia, a Psicobiofísica e o Espiritismo confirmam sua autenticidade e, às vezes, sem descartar as probabilidades da sugestão, em suas diversas modalidades, explicam os fatores que facilitam e respondem por esses acontecimentos.
Já era conhecido o conceito que estava escrito no santuário grego de
Epidauro, na Antiguidade, há quase 500 anos a.C., que dizia: “Vem como homem saudável e sai melhor”.
Ali, como em outros templos, o deus
Asclepios visitava os enfermos e lhes curava seus males.
Pitágoras, em sua Escola iniciática de Crotona, lograva libertar os homens dos problemas que afetavam sua saúde.
O deus
Apolo, que também se fez notável em
Delfos por suas curas, recebeu um templo, no século VIII a.C., pela gratidão de seus beneficiados.
Jesus foi, sem dúvida, quem alcançou os sucessos mais expressivos de que se tem notícia, nesta especialidade como em outras, pois, diante Dele, as mais diversas doenças físicas e psíquicas encontravam cura imediata, fosse através da imposição de suas mãos ou, simplesmente, à distância, por sua vontade.
O número daqueles cristãos primitivos que continuaram este trabalho, iniciado pelos apóstolos Pedro e Paulo, era muito grande, o que constituía um chamamento contundente para a divulgação que faziam da nascente Doutrina.
Em todos os séculos, homens, portadores de força parafísica, conseguiram mudar a disposição dos pacientes, restaurando-lhe a saúde debilitada.
Tem-se atribuído a milagres, como violação das leis naturais, os resultados dessas transformações orgânicas e psíquicas dos seres, afirmando-se que eram resultado da fé religiosa, responsável desses êxitos.
Indubitavelmente, qualquer tipo de fé, por si mesma, produz um campo vibratório de receptividade, que facilita a captação da energia retificadora que atua no organismo afetado.
A
Mesmer, inicialmente lhe correspondeu a tarefa de demonstrar a existência de uma força fluídica que se comunica entre os seres, entre estes e os astros, e que também é irradiada por alguns metais como o imã, produzindo a recuperação dos órgãos deteriorados, por meio de um desconhecido mecanismo de revitalização.
Posteriormente, seguiram as experiências do marquês de
Puységur, que conseguiu magnetizar pacientes, que se recuperaram de imediato, chegando a ponto de magnetizar um
olmo, na aldeia de Soissous, para atender à tremenda demanda dos necessitados que não cessavam de buscar sua ajuda.
Mais tarde, o cirurgião inglês
Jaime Braid conseguiu hipnotizar um empregado, que logo se recuperou de um mal-estar, fazendo, ele mesmo, seu correto diagnóstico, sem conhecer Medicina, iniciando-se o período que terminou com o descobrimento do inconsciente humano.
O mistério e o milagre lentamente foram desaparecendo, para dar lugar ao científico, ao lógico e ao natural.
Pode-se dizer que foi
Paracelso quem iniciou a era da Psicologia com seu trabalho relativo à imaginação e seu poder, seja para a saúde ou para a enfermidade, na felicidade ou na desgraça.
Demonstrou que muitos casos impossíveis de se detectar e se curar pelo médico, eram factíveis de se curar pelo próprio enfermo ou por alguém que fosse persuasivo e de imaginação forte. Recebendo o nome, em linguagem moderna, de possuidor de força psíquica ou com capacidade de indução mental.
No entanto, um estudo mais profundo do poder da mente nos fenômenos humanos já era conhecido pelos hindus, pelos egípcios, pelos chineses e outros povos da Antiguidade, que tinham em seus sacerdotes-médicos, não somente místicos, como conhecedores da psicologia humana, aplicando os métodos de cura de acordo com o comportamento emocional dos pacientes.
Aristóteles, por exemplo, chegou a aplicar a técnica da Psicologia em grupo, para atender àqueles que a buscavam, explicando-lhes o valor da
enteléquia – que quer dizer força formativa – e sua utilização na vida, por meio da catarse ou purgação, que separa o mal do bem, produzindo a cura.
Até que
Freud e
Jung criassem os métodos psicanalíticos contemporâneos, toda uma plêiade de cientistas esteve empenhada na solução dos males que afligem a vida, estudando a psique e seu poder em relação à saúde e à própria vida.
De
Descartes a
Leibniz, de
Spinoza e
Locke a
Hume, e destes a
Charcot, na Universidade de Paris, os métodos e investigações filosóficas se transformaram em feitos científicos de laboratório, convincentes, abrindo espaços para a detecção das faculdades paranormais do homem.
Para que se conseguisse esse passo decisivo no estudo e na compreensão da natureza humana, a Física contribuiu muito, especialmente a Nuclear, para desmascarar a matéria, que, então, reinava soberana por toda a parte, transformando o ser em uma massa que se consumia ante a morte...
O astrônomo e físico inglês
Arthur Eddington foi quem deu o primeiro grande passo para isso, afirmando, depois de demoradas investigações: “A matéria do mundo é a matéria do espírito”.
Pode-se deduzir, portanto, que o visível é a materialização do invisível, que é o único real.
Albert Einstein, o insigne físico e matemático, adotou uma atitude científica equivalente, da crença em Deus, quando disse que Ele é “independente do Universo”.
O eminente
Planck concluiu, tranquilamente, que “há, por detrás da força do Universo, um espírito inteligente e consciente. Tal espírito é o fundamento primitivo de toda a matéria”.
Por sua vez,
Sir James Jeans, que reúne, em sua formação cultural, o conhecimento da matemática astronômica e da física, acrescentou que “O Universo, ao invés de ser uma grande máquina, se parece mais com um grande pensamento”.
É sabido que a energia não se perde, mas sim, se transforma, da mesma maneira que a massa se converte em energia, energia que era antes, em seu estado inicial, primitivo.
Estes conhecimentos facilitaram o estudo e a discussão das forças paranormais do homem, comprovando-se sua realidade.
Vivendo em um Universo de ondas e mentes, de raios e vibrações, há um intercâmbio natural, inevitável, consciente ou não, entre todas estas radiações da energia em seus diferentes graus.
A inteligência, introduzindo-se como uma sonda no inconsciente humano, encontrou, nos arquivos da personalidade, respostas para mil feitos; da mesma forma, comprovou que indivíduos bem dotados exteriorizam vibrações de forças que estão latentes, interferindo na estrutura da matéria, inclusive, materializando formas por meio da emanação do ectoplasma.
Superada a hipótese de fraude, foram tais as condições em que os fenômenos se produziam, o que se confirma a disposição humana, para produzi-los, que quando são bem dirigidos podem influir na área da saúde.
Assim surgiram as técnicas denominadas fluidoterapêuticas, que são transferências da irradiação da “
Força Od”, como a denominava o
barão Reichenbach, que foi o primeiro que estudou, com critério científico, essa aura ou corpo astral, que se pode transmitir de uma a outra pessoa e, em determinados momentos, tornar-se visível, sendo detectada pela
câmara Kirlian.
Sendo o pensamento uma energia, quando está bem dirigida, esta intervém no campo vibratório que a capta, produzindo uma troca de forças nesse organismo.
Além do mais, como o Espírito é uma energia específica e a morte não o destrói, é natural que, por amor ou ódio, simpatia ou antipatia, no intercâmbio mediúnico, ajude ou perturbe aqueles que ficaram na Terra.
Preservador do conhecimento adquirido nas sucessivas reencarnações, pode contribuir com seu potencial energético para o bem ou para o mal das criaturas com as quais tenha afinidade ou repulsa.
Assim é que, atraídos pelo carinho e pelo desejo do bem, os Espíritos Superiores retornam à convivência humana para ajudar, utilizando, não poucas vezes, a mediunidade para o trabalho das curas paranormais.
Não há por que duvidar dessa intervenção, considerando que a vida é um fluxo contínuo, onde o ser espiritual se veste e se despe da carne, sem deixar de ser ele mesmo, progredindo sempre.
Temos, então, que considerar, no capítulo das curas das enfermidades, aquelas que são produzidas por indivíduos portadores de forças parapsicológicas e por aqueles outros que, possuidores de mediunidade, oferecem, aos Espíritos desencarnados, o material para que possam aplicar seus recursos energéticos por intermédio deles, na condição de dínamos que transformam, em fluidos específicos, as irradiações que captam e transmitem, dirigidos em seus estados de transe.
Dessa forma, esses médiuns são instrumentos do bem para a solidariedade e para a caridade, que devem constituir o ponto de interação entre os homens, ajudando-se reciprocamente e trabalhando todos em favor de uma sociedade mais tranquila e, em consequência, mais saudável.