Princípios unificadores
Batuíra
"Se dissermos que estamos em comunhão com ele e andamos nas trevas, mentimos e não praticamos a verdade. Mas se caminhamos na luz como ele está na luz, estamos em comunhão uns com os outros." (I João, capítulo 1:6-7)
Inumeráveis aprendizes da Boa Nova agarram-se às dificuldades de toda espécie na província nebulosa da desunião e da discórdia.
Os obstáculos no campo de serviço efetivamente são enormes e reclamam grande esforço dos beneficiários da Doutrina Espírita, os quais, para não perderem a oportunidade de trabalhar em favor da própria redenção, devem começar proporcionando um clima de harmonia e união na Casa Espírita da qual participam.
A cada discípulo cabe vigiar seu campo de ação, valorizando seu aprimoramento espiritual, não se esquecendo, porém, de cooperar para que a harmonia e os vínculos afetivos se fortaleçam entre os aprendizes do Evangelho.
Contudo, não somente quem dirige mas também os dirigidos devem elaborar normas de procedimento, que se expressarão por luz a guiar-lhes as metas no serviço esclarecedor.
Denominam-se normas de procedimento ou princípios unificadores as atitudes ou as maneiras de comportarmo-nos perante os conflitos grupais, ou critérios básicos que nos nortearão diante das dissidências. Salvaguardam acima de tudo o movimento corporativo ao qual pertencemos.
Essas normas de união devem ser apreciadas e estudadas por todos, pois ensejam possibilidades importantíssimas para que o grupo aja nos momentos de crise com análise e raciocínio. Isso permitirá identificar com antecedência o resultado das próprias ações.
Nas grandes empresas econômicas, esses princípios abordam as questões da segurança no trabalho, admissão e readmissão de funcionários, produção/estoque, política salarial e tantas outras.
Obviamente, nas assembleias cristãs, as normas fundamentais estão inseridas no Evangelho do Cristo. Não podemos fugir da chama do amor e do perdão, mas existem outras providências a ser tomadas que podem nos ser úteis e servir de base no campo de trabalho, desde que observemos os seguintes princípios unificadores e essenciais:
- Não reagir precipitadamente às críticas dos outros; ao contrário, analisá-las com calma, utilizando coerência de raciocínio e separando o que tem realmente valor daquilo que é apenas expressão destrutiva do personalismo;
- Exercitar o autocontrole para não se ofender e se ressentir com facilidade, evitando também trocar constantemente de grupo, porquanto tal comportamento pode ser fruto do orgulho ou de hostilidades inconscientes. O homem inteligente, através do contato com seus semelhantes, retira experiências e ensinamentos valiosos para seu progresso espiritual;
- Ser participativo nas relações com os companheiros; a comunicação espairece a casa mental, estabelecendo uma corrente de ideias que torna a criatura vivaz e atualizada;
- Saber observar as experiências dos outros sem qualquer intenção de investigar a vida deles; mas retirar o máximo de entendimento com a vivência alheia, com o objetivo de abrir horizontes mais vastos no próprio mundo interior. Aprender igualmente a não se enaltecer diante dos desacertos do próximo ou retrair-se perante o êxito ou sucesso alheio;
- Estudar e ler habitualmente; aperfeiçoar o desenvolvimento intelectual, frequentando cursos, palestras e seminários, propiciando um campo maior à lei de progresso que a todos anima;
- Cultivar a independência, mas aceitar a liderança da equipe, respeitando a hierarquia. O fato de pensarmos livremente não deve anular a realidade de que estamos subordinados a um quadro de diretores na organização da Casa Espírita.
- Se caminhamos na luz como Ele está na luz, estamos em comunhão uns com os outros. Existe uma reciprocidade nos caminhos da revivificação em Cristo. Estar com Ele é estar na Luz, porque O Mestre é a Luz do Mundo e, consequentemente, estamos em comunhão e unidade com os outros, que, por sua vez, também se ajustaram na mesma claridade e sintonia.
Segundo o apóstolo João, somente acontece a comunhão entre os aprendizes sinceros quando se estabelece ligação profunda em torno dos ensinos cristãos.
Aperfeiçoar a compreensão é relacionar fatos e associar dados, reagrupando-os e coordenando-os de forma lógica, a fim de se tirarem as melhores observações das ocorrências.
Busquemos, pois, o equilíbrio no Modelo Divino e, nos servindo desses referidos princípios unificadores, permitiremos o aprimoramento de nossas conclusões no círculo de relação e de ação onde atuamos.
Batuíra
por Francisco do Espírito Santo Neto do livro:
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