sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Você é responsável por tudo que acontece na sua vida

Você é responsável por tudo que acontece na sua vida

Jácome Góes


Existe uma maneira segura, racional e consciente para o ser humano tornar-se sadio e feliz. A vida na multiplicidade dos seus eloquentes exemplos evidencia de maneira bem clara que o verdadeiro caminho é fazer convergir e concentrar o interesse para o centro de si mesmo, visando ao pleno desenvolvimento da maturidade psicológica.

Isso é sabedoria, pois só o autor-amor em sua expressão autêntica e verdadeira, liberta das prisões geradas por todas as formas de codependência! Fazer-se prioridade para as nobres conquistas da alma é assumir integralmente o comando do próprio destino, sem precisar anestesiar a consciência, justificando erros e vícios, ou culpando os outros ou o acaso fatídico pelas perdas, pelos crimes, ou simplesmente pelas omissões.

Quando me distancio da verdade, aquela que identifica meus sentimentos, aproximo-me da mentira, aquela que desqualifica meu ser...

Só quando reconheço que a precípua finalidade da vida é iluminar a consciência através do trabalho da autorredenção, começo a compreender que faço parte do projeto de Deus para cuidar de mim com tanto empenho, a ponto de merecer os aplausos da minha própria consciência.

Alternando alegrias e tristezas em projeções de sombras e luz começo a aprender que cuidar de mim em sentido amplo corresponde a sentir-me responsável por tudo que acontece em minha vida. Só agora consigo assimilar de forma mais profunda, aquilo que eu próprio já disse em mensagens anteriores: não há alegrias imerecidas nem sofrimentos injustos, na medida em que a colheita de frutos - sazonados ou amargos - está na direta dependência da qualidade das sementes.

Sou o agente causador do meu estado espiritual e, consequentemente, emocional e físico. Não posso mais fugir ao compromisso de considerar que as minhas escolhas, - livres ou condicionadas, lúcidas ou levianas, - predestinam a fatalidade por mim criada, determinando uma sucessão de vitórias ou de fracassos.

Sou responsável se valorizo o prazer em seu aspecto ilusório e abro concessões à própria dignidade, deixando-me seduzir pelos artificialismos mundanos, em detrimento da real felicidade que só se efetiva com a gratificação da consciência quando reconhece a luta no esforço pelo cumprimento do dever.

Sou responsável, sim, por absolutamente todos os aspectos que envolvem minha vida, pois somente eu e mais ninguém tem o poder de criar a fatalidade da saúde ou da doença, dos conflitos ou da paz.

Sou responsável pela decisão que tomo em todo o curso da minha existência, e pela forma como conduzo minhas atitudes. Se não souber estabelecer uma sincronicidade entre a causa que eu produzo e a consequência à qual me submeterei, o problema será exclusivamente meu.

Sou responsável para desenvolver a capacidade emocional a fim de não impor, com prepotência, meus direitos, nem me curvar, submisso, à tirania de outro. Se não souber exercitar a serenidade sempre que as circunstâncias exigirem o testemunho do discernimento, permanecerei escravo dos impulsos desordenados, fazendo-me vítima de mim mesmo, até que encontre a dor como último apelo da vida.

Sou responsável em tornar-me juiz e réu no "Tribunal" da minha consciência, não para carregar o peso da culpa na autocondenação do remorso, mas, sim, para superar meus limites, referenciando-me na experiência de erros e de vícios, a fim de, em consciente alquimia íntima, conquistar acertos e virtudes.

Sou responsável em ouvir meus desejos, não para submeter-me a eles, nem, tampouco, para reprimi-los, mas, essencialmente, para analisá-los profundamente, não permitindo que superem a força da minha disciplina interior.

Sou responsável para não me punir pelo que sinto, mas, sim, para acreditar que devo transcender limitações a fim de constatar que posso alcançar altos níveis na escalada da ascese espiritual.

Sou responsável em suprir minhas necessidades sem criar vínculos obsessivos de codependência, nem me tornar "vampiro" das energias alheias. Quero me dar aquilo de que preciso, sem exigir que o outro seja a única fonte para alimentar minhas necessidades.

Sou responsável em nutrir-me de esperança e de me conceder o combustível da fé a fim de seguir pelas estradas da vida com a firmeza de quem sabe o roteiro para alcançar o objetivo.

Sou tão responsável pelos fatos que marcam a minha vida, assim como pelas respostas que darei no julgamento da minha consciência.

Jácome Góes do livro:
Na sintonia do amor

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- Cisão para estudo de acordo com o Art. 46 da Lei de Direitos Autorais - Lei 9610 /98 LDA - Lei nº 9.610 de 19 de Fevereiro de 1998.



quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

O egoísmo

O egoísmo

Carlos Torres Pastorino


Herança cruel do primarismo por onde deambulou o princípio espiritual nas anteriores faixas antropológicas da evolução, o egoísmo predomina na natureza humana, responsabilizando-se pelos comportamentos arbitrários e infelizes que postergam o desenvolvimento do cristo interno adormecido nos refolhos mais profundos do ser humano.

Esse atavismo dos prazeres mais grotescos, característico da selvageria que a tudo elege para si, excepcionalmente para a prole, quando ainda dependente no animal, remanesce dominador como medida de preservação da existência física, segurança pessoal para o futuro e insegurança da própria estabilidade.

Reúne tudo de quanto dispõe além das necessidades reais, acumulando excessos perturbadores no campo da posse, pensando exclusivamente em si mesmo, e quando, por exceção, naqueles que lhe são afeiçoados ou descendentes, em detrimento de todos os demais, os quais certamente não pode dispensar, mas que, na sua loucura egotista, por enquanto, não se dá conta nem lhes atribui valor.

Por isso mesmo enceguece-se e perde o rumo da felicidade, por pensar exclusivamente no gozo que amortece os sentidos e bloqueia os sentimentos que poderiam desabrochar para a compreensão do bom e do belo, do nobre e do elevado.

Poderoso, por estar entranhado nos recessos do psiquismo que ainda não despertou para a realidade, faz-se cruel, mantendo a sua vítima prisioneira do misoneísmo infeliz que impede a aceitação das conquistas contemporâneas que iluminam e libertam a consciência dos paroxismos que o assaltam sempre que invitado a comportamento melhor e mais compatível com o nível de evolução que lhe compraz alcançar.

Dele se exteriorizam o orgulho e a presunção que envilecem a conduta humana, por facultarem uma visão distorcida dos valores espirituais e por conduzirem à alucinação da soberba, dos preconceitos dissolventes, da disputa pelos privilégios que entorpecem o caráter.

Frágeis, no entanto, sempre conduzem ao desfalecimento e à consumpção, por não disporem das resistências morais para a transformação que se deve operar em sentido elevado e contínuo, porque no rumo do Infinito.

Ao egoísmo devem-se as grandes calamidades morais e sociais que se apresentam no organismo da Humanidade, gerando guerras de religião, de classes, de raças, de política, de anseios desmedidos. O egoísta somente vê-se a si mesmo e às suas ambições enlouquecedoras que o jugulam ao eito da escravidão desse incomum carrasco do progresso espiritual da sociedade.

As suas amarras vigorosas, no entanto, tendem a arrebentar-se ante o impacto da evolução, pois que ninguém se exime da lei dos renascimentos corporais, por meio dos quais o inevitável mecanismo depurativo trabalha pela libertação da sua inferioridade, já que todos se encontram destinados à perfeição
inevitável.

Assim, são limadas as primeiras anfractuosidades do caráter agressivo-defensivo pelo automatismo do sofrimento, cujo instinto de preservação da existência experimenta a contribuição valiosa e saudável da inteligência que estabelece os parâmetros da manutenção do corpo e de todos os seus equipamentos, sem necessidade de reforços destrutivos.

Logo depois, o sofrimento, agora lúcido e racional, induz à busca da cooperação do próximo, queira-o ou não, sem cujo socorro torna-se inviável a luta, e o fracasso do investimento se torna inevitável.

À medida que o ser experimenta a compreensão, o discernimento em torno dos objetivos existenciais e participa do grupo social, o egoísmo, mesmo quando dominante, cede espaço à solidariedade e ao sentimento de apoio ao próximo, ensejando o bem-estar que não se encontra no estágio primitivo, mas faz-se conquista de uma percepção mais sutil da alma que já não se demora na ignorância de si mesma.

Embora esse esforço, que deve ser contínuo, percebe-se que remanescem nos pensamentos e nas atitudes as heranças arcaicas do primarismo que constitui a base de sustentação do progresso. Lentamente transformada em energia vitalizadora, essas manifestações tornam-se estímulos para a aquisição das elevadas qualidades morais, transformando o que antes eram interesses para si exclusivamente em contribuição para todos igualmente.

Brotam, então, os pródromos do autoamor, que se encarrega de proporcionar o despertamento para a felicidade mediante a iluminação interna que faculta entender as finalidades da vida e todos os encantamentos que se apresentam no curso da sua vivência. Uma necessidade premente de equilíbrio emocional, psicofísico, impõe-se, porque já não satisfazem os prazeres superficiais e anestesiantes que sempre transferem o indivíduo de uma para outra ansiedade, todas geradoras de morbidez.

Para conseguir esse desiderato, investe os melhores esforços em favor da conquista de mais conhecimento intelectual e melhor desenvolvimento moral, adquirindo controle sobre as tendências negativas e as paixões mais perversas, administrando o potencial de energia interna que canaliza para os avanços audaciosos da fraternidade como se manifeste, ensejando-se a alegria de existir e o reconhecimento a Deus por viver.

Eliminados os interesses egoísticos, a pouco e pouco vão desaparecendo os conflitos internos, que decorrem do medo da perda da posse, da juventude, da saúde, da posição social, do trabalho mantenedor da existência, que substitui pela tranquilidade do dever bem cumprido.

O pensamento dilata-se em um hino de harmonia, fundindo-se com a Natureza embora individualizado, por sentir-se parte integrante do Cosmo, partícula de mínima expressão conforme se encontre, porém importante quão essencial em favor da harmonia geral.

Para que possa conseguir todo esse desempenho, o ser profundo é invitado ao incomparável empreendimento da governança da mente, da emoção e do corpo, que se apresentam como uma unidade, pois que, independente do cérebro de que se utiliza, tudo depende das aspirações que acalente e programe para consubstanciar a sua realidade.

Essa visão unitária de conjunto somente pode ser adquirida quando se percebe a integração dos elementos que constituem o indivíduo como célula do organismo universal. E para que seja realmente entendida depois de identificada, a meditação e a oração como partes integrantes do mesmo programa autoiluminativo desempenham papel fundamental.

O ser sensorial cede lugar ao espiritual, sem perder as suas funções na execução das tarefas que lhe estão assinaladas, desde que indispensáveis para o êxito do processo reencarnacionista.

Enquanto guiado pelo instinto de preservação da vida, a matéria é-lhe o tudo existencial, que deve ser mantida a qualquer preço, estimulada e bem disposta para poder fruir o máximo, ao mesmo tempo prolongando o período que lhe está destinado. Com essa compreensão estreita e deturpada, tudo gira em torno dos sentidos físicos, e, mesmo quando as aspirações do sentimento apontam novos rumos, a prioridade é sempre para o corpo e as suas manifestações.

O ser humano é resultado da força dinâmica procedente da consciência que encaminha os pensamentos conforme os seus padrões de sono ou de despertamento.

Comprometido fatalmente com a felicidade, todos os passos orientam para a conquista de níveis mais consentâneos com a sua destinação espiritual.

O encontro do nível de identificação de todas as funções da máquina na qual estagia constitui o próximo desempenho, mediante o qual se podem utilizar todos os recursos da constituição orgânica para a libertação do claustro em que se transforma com exigências e limites que devem ser ultrapassados.

O prosseguimento da ação da consciência em ascensão alcançará o estágio cósmico, quando já não é mais o indivíduo — persona — que se apresenta, mas o Espírito quem orienta.

Após haver vivenciado todas as possíveis tribulações, testemunhos, amarguras e dissabores, o Apóstolo Paulo exclamou: “Já estou crucificado com Cristo: e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim”, conforme a carta dirigida aos gálatas, 2:20.

O incomum servidor do Evangelho pôde, em uma existência, vivenciar os diferentes níveis de consciência, saindo do primarismo que a ortodoxia farisaica lhe desenvolvera no comportamento, tornando-o revel e criminoso, para o despertamento com Jesus na estrada de Damasco. Toda uma revolução se operara no seu mundo íntimo, e ele deu-se conta de que a sua vida tinha uma finalidade muito mais significativa e ampla, abrangendo a Humanidade que necessita do Mestre, passando a meditar no deserto de Don, para controlar os impulsos da inferioridade antes predominante, e assim, consciente das suas funções orgânicas e a elas sobrepondo a vontade férrea, partiu para servir.

A jornada era-lhe imensa, e os empecilhos multiplicavam-se a cada momento, mas ele não estacionava, não recuava, não se compadecia dos próprios limites, impondo-se sacrifícios cada vez mais severos, conseguindo libertar-se do fardo carnal, embora nele transitando, para lobrigar a consciência cósmica, aquela que o fascinava e se empenhava por alcançá-la, quando então o Cristo tomou-o todo e ele já não se pertencia, nem ao corpo, nem às próprias aspirações.

O egoísmo que nele predominava, elegendo-o como o melhor da raça em que nascera, enlouquecendo-o de orgulho para conseguir os mais altos e destacados postos rabínicos de exaltação pessoal e do seu povo, estiolou-se, diluiu-se ante a luz inigualável de Jesus Cristo, humilhando-o, qual uma semente que deve ser triturada, a fim de que liberte a vida que nela se encontra adormecida, propiciando-lhe o esplendor que se lhe encontra ínsito. E ele conseguiu autossuperar-se, imergindo do caos em que se asfixiava para planar nas imensuráveis regiões do êxtase que desfrutava na convivência com o Cristo de Deus.

Certamente, nem todos os indivíduos se disporão de uma vez a essa transformação superior, saindo do vale sombrio por onde deambulam e alcançando o planalto esplandecente para onde se dirigem.

Lentamente, vencendo cada etapa do processo de autossuperação, o egoísmo de cada um vai desprendendo as camadas externas em que se envolve, pela desnecessidade de mantê-las, enquanto se desfaz interiormente ante a energia edificante que dimana dos centros vitais do psiquismo.

Esta é uma luta abençoada e feliz, cujo resultado é plenificador, por ensejar a constante transformação moral do ser no rumo da Consciência Cósmica.

Carlos Torres Pastorino por Divaldo Franco do livro:
Impermanência e imortalidade

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quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

A porta estreita

A porta estreita

Emmanuel


Aceitemos a dificuldade por mestra amorável, se esperamos que a vida nos entregue os seus tesouros.

Sem a porta estreita do obstáculo não conseguiríamos medir a nossa capacidade de trabalho ou ajuizar quanto à nossa fé.

As lições do próprio suor são as mais preciosas.

Os ensinamentos hauridos na própria renúncia são aqueles que se nos estampam na alma, no campo evolutivo.

Ouvimos mil conselhos edificantes e sorrimos, ante o fracasso iminente.

Basta, porém, por vezes, uma pequena dor para que se nos consolide a cautela à frente do perigo.

Com discernimento louvável improvisamos prodigiosos facilitários de felicidade para os outros, indicando-lhes o melhor caminho para a vitória no bem ou para a comunhão com Deus, entretanto, à primeira alfinetada do caminho sobre nossas esperanças mais caras, habitualmente, nos desmandamos à distância do equilíbrio justo, espalhando golpes e lágrimas, exigências e sombras.

Saibamos, no entanto, respeitar na “porta estreita” que o mundo nos impõe o socorro da Vida Maior, a fim de que possamos reconsiderar a própria marcha.

Por vezes, ela é a enfermidade que nos auxilia a preservar as vantagens da saúde, em muitas fases de nossa luta é a incompreensão alheia, que nos compele ao reajuste necessário; em muitos passos da senda é a prova que nos segrega no isolamento, impelindo-nos a seguir pela escada miraculosa da prece, da Terra para os Céus...

Por vezes o abandono de afeições muito amadas a impulsionar-nos para os braços de Cristo em variadas circunstâncias, é o desencanto ante a enganosa satisfação de nossos desejos na experiência física, inspirando-nos ideais mais altos e, em alguns casos, é a visitação da morte que nos abriga a refletir na imortalidade triunfante...

Por onde fores, cada dia, agradece a dificuldade que nos melhore e nos eleve à grande renovação.

Jesus não escolheu a larga avenida do menor esforço.

Da Manjedoura ao Calvário, movimentou-se entre os obstáculos que se transfiguraram para Ele em degraus para a volta ao Pai Celestial e, aceitando na cruz, a sua maior mensagem de amor à Humanidade de todos os séculos, legou-nos, com exemplo vivo, a porta estreita do sacrifício como sendo o nosso mais belo caminho de paz e libertação.

Emmanuel por Chico Xavier do livro:
Abrigo
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terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Movimentação dos pensamentos

Movimentação dos pensamentos

Miramez


Consideremos a nossa mente como um fulcro de forças capaz de servir a alma como fonte da formação de pensamentos que entram e saem com determinada finalidade. Quando educados, podem estabilizar a consciência e fazerem felizes os corações; quando em desequilíbrio criam na mente distúrbios inexplicáveis, porque em cada criatura se modificam as reações dos impulsos inferiores. O pensamento ainda é mistério para os homens, senão para muitos Espíritos desencarnados.

Não devemos nos esquecer de apreciar nossas ideias ao surgirem na nossa mente, para que possamos entender as suas sutilezas, como suas ações e reações em nós mesmos: somos o que pensamos, comemos o que pensamos, bebemos o que pensamos, respiramos o que pensamos... e, por essa linha de conduta, podemos apreciar as outras sequências de ideias.

De tua mente tanto saem pensamentos revestidos pelos teus sentimentos, como entram na engrenagem do teu ser pensamentos exteriores capazes de te inspirar, com as vibrações com que foram criados. Eis que deves observar o que entra em tua casa mental, agregando-se em teu ser, como o ladrão que pode te roubar certas qualidades que, por certo, estás criando ou despertando na tua consciência.

Os pensamentos de fora podem desarticular a tua paz, que vem te custando caro para ser estabilizada. É de bom alvitre descobrir esses agentes do mal que te procuram, encontrando, por vezes, sintonia. Os pensamentos, principalmente os dos Espíritos, que não alcançaram a libertação pela verdade, têm intervalos entre si, espaços esses que podem ser maiores ou menores, de acordo com a elevação da alma. E são nestes intervalos que eles, os pensamentos de fora, entram a nos inspirar, pelo modo com que foram formados; mas, o bom analista sabe e conhece seus filhos mentais, e recusa o inquilino malfeitor. Certamente que pensamentos bons também podem se agregar a nossa mente, pela sintonia de sentimentos; esses são companheiros que aparecem acendendo luzes e são benvindos ao coração. Por esse motivo, devemos saber abrir as portas mentais para os viajantes portadores do amor e da paz.

A obsessão não se faz somente através de ligações com Espíritos desencarnados; pode acontecer por pensamentos-formas, que viajam pelos espaços à procura de ambientes adequados. Estudemos esses princípios, que seremos livres das agressões mentais dos outros que ignoram a verdade. O nosso dever é sedimentar virtudes que nos elevam, firmando na nossa mente a harmonia com Jesus, para que possamos encontrar a felicidade, porque ela não se encontra a distância, nem em outros mundos. A sua verdadeira fonte está dentro da alma à nossa espera, sendo a porta o Cristo e a chave está em nossas mãos.

O querer e a maturidade espiritual criam o fenômeno que se chama glória da alma, ensejo dado por Deus a todas as almas, suas filhas do coração. Os pensamentos que entram e saem de nossas mentes se alojam no lugar em que encontram afinidade e aí permanecem por tempo indeterminado.

Os mentores espirituais, pelos nossos esforços, costumam usar desses pensamentos inquilinos em transformação, de acordo com as necessidades que, natureza requer, para o bem geral. No entanto, precisam do esforço de quem padece a invasão dessas ideias exteriores. Poder-se-ia avaliar quantos pensamentos-formas existem dentro das almas em lutas pela Terra? E como se o céu da consciência fosse invadido pelas aves mentais dos outros, como igualmente as nossas estivessem voando em outras áreas que correspondem às nossas vibrações. São trocas que, por vezes, não compensam.

Comecemos a educar nossos sentimentos, que a ajuda virá para nós de todos os lados, limpando e fazendo limpeza no nosso mundo interno, para que a verdade se apoie no centro da nossa vida, libertando-nos de todas as paixões inferiores, assimilando a vida na pauta da vida maior.

O mundo se encontra povoado pelos pensamentos-formas, cada um com as suas vibrações especificas, correspondendo aos sentimentos pelos quais foram criados e se ajustando nas mentes com as quais sintonizam. Vejamos o cuidado que devemos ter nos impulsos que surgem a todo o momento na nossa mente! Pensemos, nessas horas, em Jesus, orando com sinceridade, para que possamos selecionar sugestões que nos vêm.

O "educar e instruir" da Doutrina dos Espíritos é no sentido de abrirmos as portas mentais, deixando sair pensamentos nobres e fechando-as quando eles não são filhos do Evangelho de Jesus. Que Deus nos abençoe sempre neste esforço.

O nosso dever é sedimentar virtudes que nos elevam, firmando na nossa mente a harmonia com Jesus.

Miramez por João Nunes Maia do livro:
Horizontes da Vida

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