quinta-feira, 5 de março de 2026

Abrir mão do tempo

Abrir mão do tempo

Hammed


Pai Amantíssimo, ajuda-nos a abrir mão de controlar o tempo e a dar seu devido valor na nossa vida. Impeça-nos a tentativa de adulterar os resultados das coisas, pois os acontecimentos se tornarão realidade na hora e no lugar certo, e acontecerão naturalmente.

"Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã; porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal." (Mateus. 6:34)

Em muitas ocasiões, Senhor, desejamos ansiosamente alguma coisa: um cargo, uma viagem, um imóvel, um afeto, uma peça valiosa. Queremos antecipar a duração natural dos acontecimentos para que a nossa vida tome novos rumos.

Então, aguardamos — em algumas circunstâncias, pacientemente, outras vezes, ansiosamente. E durante todo o tempo imaginamos: o que o futuro nos reserva? Quando acontecerá o que buscamos? Acreditamos que só assim então seremos felizes.

Pai, hoje sabemos que as respostas vêm do Alto. Se ouvirmos com atenção tua voz, nós a perceberemos claramente. No momento exato, na ocasião correta, chegará a oportunidade adequada.

Devemos nos tornar brandos e flexíveis, pois sabemos que tua celestial determinação sempre acontecerá, apesar de nós, e não por nossa causa.

A todo momento, estamos sendo preparados para tomar posse daquilo que nos pertence. Precisamos nos libertar do suposto controle que temos sobre o tempo. Precisamos parar de manipular os fatos e ocorrências que a vida nos apresenta.

Em muitas circunstâncias, Senhor, nós nos aventuramos a buscar o que tens como plano e propósito para nossa existência, procurando com inquietude o teu desejo sapiencial. Todavia é bom não esquecermos que existem, momentaneamente, coisas além de nosso alcance ou sobre as quais não temos nenhum controle.

Devemos ter calma para esperar o que tarda. O dia de hoje cuidará do que é essencial e indispensável para nós, Pai, concede-nos, especialmente, a dádiva de compreender a tua vontade, seja qual for. Que possamos confiar em teus desígnios superiores, já que o ontem, o hoje e o amanhã são três etapas de uma mesma jornada.

A todo momento, é possível semear e colher, e os nossos anseios do coração serão realizados, na ocasião oportuna e segundo a tua vontade.

Agradecemos a ti, hoje e sempre.

Hammed por Francisco do Espírito Santo Neto do livro:
Lucidez - A luz que acende na alma

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Curas paranormais

Curas paranormais

Humberto Mariotti



Atualmente, intenta-se demonstrar que, geralmente, as curas paranormais, registradas continuamente, não passam de fenômenos de autossugestão, nos casos mais graves, ou heterossugestão.

Sem discutir as causas psicossomáticas de inumeráveis enfermidades, não se pode negar que esses fatos sempre sucederam, ao longo da História, e que hoje, ciências, tais como a Parapsicologia, a Psicobiofísica e o Espiritismo confirmam sua autenticidade e, às vezes, sem descartar as probabilidades da sugestão, em suas diversas modalidades, explicam os fatores que facilitam e respondem por esses acontecimentos.

Já era conhecido o conceito que estava escrito no santuário grego de Epidauro, na Antiguidade, há quase 500 anos a.C., que dizia: “Vem como homem saudável e sai melhor”.

Ali, como em outros templos, o deus Asclepios visitava os enfermos e lhes curava seus males.

Pitágoras, em sua Escola iniciática de Crotona, lograva libertar os homens dos problemas que afetavam sua saúde.

O deus Apolo, que também se fez notável em Delfos por suas curas, recebeu um templo, no século VIII a.C., pela gratidão de seus beneficiados.

Jesus foi, sem dúvida, quem alcançou os sucessos mais expressivos de que se tem notícia, nesta especialidade como em outras, pois, diante Dele, as mais diversas doenças físicas e psíquicas encontravam cura imediata, fosse através da imposição de suas mãos ou, simplesmente, à distância, por sua vontade.

O número daqueles cristãos primitivos que continuaram este trabalho, iniciado pelos apóstolos Pedro e Paulo, era muito grande, o que constituía um chamamento contundente para a divulgação que faziam da nascente Doutrina.

Em todos os séculos, homens, portadores de força parafísica, conseguiram mudar a disposição dos pacientes, restaurando-lhe a saúde debilitada.

Tem-se atribuído a milagres, como violação das leis naturais, os resultados dessas transformações orgânicas e psíquicas dos seres, afirmando-se que eram resultado da fé religiosa, responsável desses êxitos.

Indubitavelmente, qualquer tipo de fé, por si mesma, produz um campo vibratório de receptividade, que facilita a captação da energia retificadora que atua no organismo afetado.

A Mesmer, inicialmente lhe correspondeu a tarefa de demonstrar a existência de uma força fluídica que se comunica entre os seres, entre estes e os astros, e que também é irradiada por alguns metais como o imã, produzindo a recuperação dos órgãos deteriorados, por meio de um desconhecido mecanismo de revitalização.

Posteriormente, seguiram as experiências do marquês de Puységur, que conseguiu magnetizar pacientes, que se recuperaram de imediato, chegando a ponto de magnetizar um olmo, na aldeia de Soissous, para atender à tremenda demanda dos necessitados que não cessavam de buscar sua ajuda.

Mais tarde, o cirurgião inglês Jaime Braid conseguiu hipnotizar um empregado, que logo se recuperou de um mal-estar, fazendo, ele mesmo, seu correto diagnóstico, sem conhecer Medicina, iniciando-se o período que terminou com o descobrimento do inconsciente humano.

O mistério e o milagre lentamente foram desaparecendo, para dar lugar ao científico, ao lógico e ao natural.

Pode-se dizer que foi Paracelso quem iniciou a era da Psicologia com seu trabalho relativo à imaginação e seu poder, seja para a saúde ou para a enfermidade, na felicidade ou na desgraça.

Demonstrou que muitos casos impossíveis de se detectar e se curar pelo médico, eram factíveis de se curar pelo próprio enfermo ou por alguém que fosse persuasivo e de imaginação forte. Recebendo o nome, em linguagem moderna, de possuidor de força psíquica ou com capacidade de indução mental.

No entanto, um estudo mais profundo do poder da mente nos fenômenos humanos já era conhecido pelos hindus, pelos egípcios, pelos chineses e outros povos da Antiguidade, que tinham em seus sacerdotes-médicos, não somente místicos, como conhecedores da psicologia humana, aplicando os métodos de cura de acordo com o comportamento emocional dos pacientes.

Aristóteles, por exemplo, chegou a aplicar a técnica da Psicologia em grupo, para atender àqueles que a buscavam, explicando-lhes o valor da enteléquia – que quer dizer força formativa – e sua utilização na vida, por meio da catarse ou purgação, que separa o mal do bem, produzindo a cura.

Até que Freud e Jung criassem os métodos psicanalíticos contemporâneos, toda uma plêiade de cientistas esteve empenhada na solução dos males que afligem a vida, estudando a psique e seu poder em relação à saúde e à própria vida.

De Descartes a Leibniz, de Spinoza e Locke a Hume, e destes a Charcot, na Universidade de Paris, os métodos e investigações filosóficas se transformaram em feitos científicos de laboratório, convincentes, abrindo espaços para a detecção das faculdades paranormais do homem.

Para que se conseguisse esse passo decisivo no estudo e na compreensão da natureza humana, a Física contribuiu muito, especialmente a Nuclear, para desmascarar a matéria, que, então, reinava soberana por toda a parte, transformando o ser em uma massa que se consumia ante a morte...

O astrônomo e físico inglês Arthur Eddington foi quem deu o primeiro grande passo para isso, afirmando, depois de demoradas investigações: “A matéria do mundo é a matéria do espírito”.

Pode-se deduzir, portanto, que o visível é a materialização do invisível, que é o único real.

Albert Einstein, o insigne físico e matemático, adotou uma atitude científica equivalente, da crença em Deus, quando disse que Ele é “independente do Universo”.

O eminente Planck concluiu, tranquilamente, que “há, por detrás da força do Universo, um espírito inteligente e consciente. Tal espírito é o fundamento primitivo de toda a matéria”.

Por sua vez, Sir James Jeans, que reúne, em sua formação cultural, o conhecimento da matemática astronômica e da física, acrescentou que “O Universo, ao invés de ser uma grande máquina, se parece mais com um grande pensamento”.

É sabido que a energia não se perde, mas sim, se transforma, da mesma maneira que a massa se converte em energia, energia que era antes, em seu estado inicial, primitivo.

Estes conhecimentos facilitaram o estudo e a discussão das forças paranormais do homem, comprovando-se sua realidade.

Vivendo em um Universo de ondas e mentes, de raios e vibrações, há um intercâmbio natural, inevitável, consciente ou não, entre todas estas radiações da energia em seus diferentes graus.

A inteligência, introduzindo-se como uma sonda no inconsciente humano, encontrou, nos arquivos da personalidade, respostas para mil feitos; da mesma forma, comprovou que indivíduos bem dotados exteriorizam vibrações de forças que estão latentes, interferindo na estrutura da matéria, inclusive, materializando formas por meio da emanação do ectoplasma.

Superada a hipótese de fraude, foram tais as condições em que os fenômenos se produziam, o que se confirma a disposição humana, para produzi-los, que quando são bem dirigidos podem influir na área da saúde.

Assim surgiram as técnicas denominadas fluidoterapêuticas, que são transferências da irradiação da “Força Od”, como a denominava o barão Reichenbach, que foi o primeiro que estudou, com critério científico, essa aura ou corpo astral, que se pode transmitir de uma a outra pessoa e, em determinados momentos, tornar-se visível, sendo detectada pela câmara Kirlian.

Sendo o pensamento uma energia, quando está bem dirigida, esta intervém no campo vibratório que a capta, produzindo uma troca de forças nesse organismo.

Além do mais, como o Espírito é uma energia específica e a morte não o destrói, é natural que, por amor ou ódio, simpatia ou antipatia, no intercâmbio mediúnico, ajude ou perturbe aqueles que ficaram na Terra.

Preservador do conhecimento adquirido nas sucessivas reencarnações, pode contribuir com seu potencial energético para o bem ou para o mal das criaturas com as quais tenha afinidade ou repulsa.

Assim é que, atraídos pelo carinho e pelo desejo do bem, os Espíritos Superiores retornam à convivência humana para ajudar, utilizando, não poucas vezes, a mediunidade para o trabalho das curas paranormais.

Não há por que duvidar dessa intervenção, considerando que a vida é um fluxo contínuo, onde o ser espiritual se veste e se despe da carne, sem deixar de ser ele mesmo, progredindo sempre.

Temos, então, que considerar, no capítulo das curas das enfermidades, aquelas que são produzidas por indivíduos portadores de forças parapsicológicas e por aqueles outros que, possuidores de mediunidade, oferecem, aos Espíritos desencarnados, o material para que possam aplicar seus recursos energéticos por intermédio deles, na condição de dínamos que transformam, em fluidos específicos, as irradiações que captam e transmitem, dirigidos em seus estados de transe.

Dessa forma, esses médiuns são instrumentos do bem para a solidariedade e para a caridade, que devem constituir o ponto de interação entre os homens, ajudando-se reciprocamente e trabalhando todos em favor de uma sociedade mais tranquila e, em consequência, mais saudável.

Humberto Mariotti por Divaldo Franco do livro:
Rumo às Estrelas

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Nasceu Humberto Mariotti em Zárate, província de Buenos Aires, Argentina, em 11 de junho de 1905. Desde sua infância, que transcorreu em contato com a natureza, rodeou-se de um mundo de fantasia, que transcendia a realidade de sua vida cotidiana. Cresceu amando e contemplando o rio Paraná e as aprazíveis barrancas que cercavam os bairros zaratenhos.
Efetuou estudos secundários e veterinária em Buenos Aires, porém sua vocação literária e seus anseios de conhecer e penetrar no mundo metafísico, fizeram-no abandoná-los para dedicar-se, por completo, ao estudo da Doutrina Espírita, que conheceu através da leitura de O Livro dos Espíritos de Allan Kardec, emprestado por um amigo da família.
Em 22 de dezembro de 1937, casou-se com uma jovem militante da Juventude Espírita dessa época: Ana Huici. Constituíram um lar, que foi testemunha de múltiplas reuniões espíritas, de onde vieram à luz importantes congressos e encontros nacionais e internacionais. Nesse ambiente, nasceu e cresceu sua filha Hebe Iris que teve, em sua época, ativa militância espírita.
Suas primeiras atividades societárias foram realizadas na “Sociedad Camilo Flammarion” de Buenos Aires, para, depois, na “Sociedad Victor Hugo”, também de Buenos Aires, dedicar-se plenamente na difusão do Espiritismo.
Foi, em várias oportunidades, Presidente da “Confederación Espiritista Argentina” e, no ano de 1934, viajou a Barcelona, Espanha, para assistir, junto com Manuel S. Porteiro, ao “Congreso Internacional de Espiritismo”, em representação da CEA.
Exerceu o cargo de Diretor das revistas La Idea e “Prédica”; fundou junto com Josefina A. de Rínaldini, o “Ateneo Espírita de Artes y Letras”, da CEA; foi membro ativo da “Confederación Espírita Panamericana” e do “Congreso Internacional para el Estudio de la Reencarnación.”
Sua palavra ardente e conhecedora dos princípios da Doutrina Espírita foi ouvida durante anos em nosso território e em distintos países do continente americano.
No gênero poético, publicou, entre outros:
Canciones Escritas en una Vida Anterior (1957)
Canciones que Vienen del Alba (1969)
Los Asombros Terrestres (1967)
Pájaros del Arco Iris (Prêmio do Fundo Nacional de Artes, 1968)
Tecnología Incesante (1977)
Los Angeles Olvidados (1980)
A profunda convicção que Mariotti possuía sobre a existência de um mundo transcendental está demonstrada em todos estes ensaios realizados sobre a filosofia espírita:
Dialéctica y Metapsíquica (1940)
Dialéctica y Metapsíquica (em Português, 1951)
Parapsicología y Materialismo Histórico (1963)
Los Ideales Espíritas en la Sociedad Moderna (suplemento livro de “La Idea”, 1965)
El Hombre y la Sociedad en una Nueva Civilización (em Português, 1967)
El Espíritu, la Ley y la Historia (1968)
Marietta y la Muerte de Dios (suplemento livro de “La Idea”. 1970)
Pancho Sierra y el Porvenir de la Medicina (1972)
Significación Existencial del Acto poético (1978)
Victor Hugo, El Poeta del Más Allá (1979)
Foi colaborador dos diários La Nación e La Prensa de Buenos Aires, e do diário “Córdoba”, de Córdoba, entre outros.
Desencarnou em 17 de maio de 1982.

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quarta-feira, 4 de março de 2026

Cantoria do progresso

Cantoria do progresso

Leandro Gomes de Barros



Este improviso de hoje
Nem sei mesmo se começo,
Quando a estrada é de ciência,
Onde não caio, eu tropeço,
Amigos querem que eu faça
A cantiga do progresso.

Só se conserva um criado
Quando mostra serventia,
Se meus patrões é que mandam,
Não fujo da cantoria,
Deus me perdoe se obedeço
Cantando por teimosia.

Sei tanto de evolução
Quanto o burro da carroça,
Ou quanto o pingo de areia
Entende de maré grossa,
Por isso, ninguém critique
A minha lira da roça.

Olhando o mundo de hoje
Com tanta briga e fuá
No povo correndo aqui,
Depois correndo acolá,
Se há plantação de progresso,
Não sei o fruto que dá.

Na casa de antigamente,
Assim que o Sol se escondia,
Enxada e engenho paravam,
A gente se reunia,
A paz marcava a oração
Na hora da Ave-Maria.

Hoje em dia, a barulhada
Não se sabe quando cessa,
Ninguém quer ouvir alguém,
Sossego não interessa,
É quase toda pessoa
Dependurada na pressa.

Existia, em outro tempo,
Serenata à luz da Lua,
Modinhas de violão,
Tranquilidade na rua,
Mas agora, em muita festa
Aparece gente nua.

A pinga sempre foi brasa,
Ninguém nega que isso havia,
Mas hoje é povo demais
Em loucura e fantasia,
Comprimidos e erva brava
Matando a muitos por dia.

Embora a proibição
No regime mais severo,
Em qualquer dor de cabeça
Que passe um pouco de zero,
Muita gente grita logo:
“Bolinha pra que te quero!...”

A gente gastava tempo
Andando a pé nos gerais,
Hoje avião vence em horas
Distâncias descomunais,
Mas se um deles cai no chão,
Mata cem e, às vezes, mais.

Em outro tempo, de noite,
Luz era quase visagem,
Agora, os focos no alto
Clareiam qualquer paisagem
E quanto mais luz brilhando,
Mas força na malandragem.

Arroz e milho pilados
Criavam pratos de monta,
Hoje as máquinas produzem
Primores de mesa pronta,
Mas deixam, por onde servem,
Desastres que ninguém conta.

Hoje em dia, há tanta escola
Quanto a riqueza se expande,
No entanto, por mais polícia
Que nos vigie e comande,
Não há cadeia que chegue
Para os irmãos de mão grande.

De grandeza e evolução
Por muito a Terra se gabe,
O que se anota é capricho
Mesmo que a ordem desabe,
Se agitação é progresso
Só Deus, no Céu, é que sabe.

Leandro Gomes de Barros por Chico Xavier do livro:
Excursão de Paz

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terça-feira, 3 de março de 2026

A vivência saudável

A vivência saudável

Joanna de Ângelis



Sem qualquer dúvida, o pensamento exerce poderosa e essencial contribuição para a existência humana. É-lhe dínamo gerador de energias diversificadas que se encarregam de manter a maquinaria celular em movimentação. Quando se manifesta carregado pela onda perturbadora gerada pelos sentimentos perversos, desarticula a harmonia vigente, que perde a diretriz de segurança e abre campo para a instalação de enfermidades. No sentido oposto, quando é gerado pelas emanações do bem e do amor, produz equilíbrio e bem-estar.

A mitose celular obedece a ciclos de tempo que são transmitidos de uma para outra geração, dando lugar à memória da sua reprodução. Quando fatores emocionais e mentais dissolventes as envolvem, perdem o ritmo, aceleram a cissiparidade ou a reduzem, a prejuízo do conjunto equilibrado.

No primeiro caso, ocorre a formação de tumores que se podem apresentar com caráter de neoplasia ou de benignidade.

Na segunda ocorrência, sucede a inarmonia imunológica e abrem-se campos às contaminações infecciosas.

A instabilidade das ondas mentais proporciona o desgaste da energia vitalizadora e os mecanismos degenerativos apressam o surgimento dos males de Parkinson, Alzheimer e de outros transtornos mentais.

A dualidade mente/corpo é indissociável enquanto o ser movimenta-se na vilegiatura carnal.

A irradiação da mente, que exterioriza o Espírito no seu estágio de evolução, é sempre recebida pelos órgãos de acordo com a sua qualidade vibratória, responsável pela manutenção da ordem ou do desequilíbrio de cada unidade celular.

Eis por que os sentimentos doentios, quais a mágoa, o ódio, o rancor, a sensualidade, o erotismo, o ciúme, a vingança, as condutas alienantes culminam em enfermidades de etiologia muito complexa e de terapêutica de difícil eficácia.

Isto porque, permanecendo a causa degenerativa, ínsita na conduta mental, o bombardeio das energias destrutivas prossegue devastador.

Indispensável que ocorra uma radical mudança íntima nos arcanos mentais do indivíduo, a fim de ser revertida a ocorrência, enquanto as ondas da afetividade as substituam.

Quando são elaborados pensamentos de ternura e de perdão, de compaixão e de caridade, irradiações saudáveis envolvem todo o ser, mantendo-o em clima de plenitude.

Muitas vezes os impositivos da evolução decorrentes da Lei de Causa e Efeito registram no perispírito distúrbios na área da saúde, mas o paciente, preservando as equilibradas diretrizes mentais, consegue diminuir a carga aflitiva e auxilia com rapidez a própria recuperação, quando não se trate de expiações pungitivas.

*

Cuida com empenho do hábito de pensar corretamente, corrige os velhos costumes da censura e da reprimenda, do pessimismo e da negatividade, da prevenção e do preconceito, do ressentimento e do ódio, do ressumar das lembranças mórbidas em que te comprazes, a fim de experienciares os opimos frutos da alegria e do bem-estar.

Exercita-te na fixação das paisagens mentais irisadas pela beleza do amor, que deve sempre ser a meta a alcançar durante a existência corporal.

Esforça-te pelo amadurecimento psicológico, elege momentos para a reflexão, para a conscientização da responsabilidade do existir consciente, de forma que te enriqueças de tranquilidade emocional.

Toda vez quando uma ideia negativa te vergar o pensamento, induzindo-te à ira ou ao rancor, substitui-a pela paciência e pela resignação, e conseguirás domar o instinto de revide.

Sempre serás testado nas resistências emocionais, no grupo social em que te movimentas, no qual os conteúdos personalistas e egoístas predominam com exagero e induzem a comportamentos agressivos.

Nem sempre será fácil superar a injunção provocativa, mas se treinares, mediante o exercício da compaixão, ver o outro como um enfermo ou veículo de dissolução, conseguirás manter a serenidade e a paz, sem assimilar-lhe o ódio ou a agressão com que te provoca a descer aos pântanos primitivos do passado evolutivo...

Deves ter em conta igualmente que, embora a sublime proteção de Deus e o auxílio dos guias espirituais, pululam na psicosfera terrestre os Espíritos infelizes que ainda se comprazem no mal e interferem no comportamento dos seres humanos em tentativas de afligi-los e de infelicitá-los.

Alguns deles são vítimas de outros em existências transatas, talvez também de ti, e retornam ao intercâmbio pelas afinidades emocionais que produzem a sintonia, por consequência, a perturbação.

Se tiveres, porém, o cuidado de orar e de agir na misericórdia, eles não encontrarão campo vibratório para interferir na tua conduta, não conseguirão desestruturar-te.

Caso contrário, se ainda estiveres dilacerado pelas reações do desequilíbrio, sintonizarás com as suas frequências vigorosas e permanecerás enleado nas malhas dos seus sentimentos de vingança, enfermando-te...

Vigia, pois, os teus pensamentos, fonte de bons e de maus sentimentos a refletir-se na tua saúde.

Saúde e doença são um binômio de fatores que se conjugam, que se interdependem.

Preserva o pensamento vinculado às fontes do conhecimento transcendental, às nascentes da Vida e fruirás das bênçãos da paz.

*

Jesus sempre recomendava aos pacientes que atendia e recuperava, que tivessem cuidado para não se comprometerem novamente, a fim de não sofrerem a recidiva do mal em estágio mais grave.

...E, atendendo os Espíritos obsessores, observava que, para essa classe, são necessários o jejum dos pensamentos infelizes e a oração do bem proceder.

Joanna de Ângelis por Divaldo Franco
do livro:
Seja feliz hoje

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