quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Desce para ajudar

Desce para ajudar

Agar



Fácil é buscar os recursos da subida, embora muitos se desencantem ao primeiro contato com o pedregulho da montanha íngreme... É sempre doce planejar a ascensão e amealhar recursos para a acidentada viagem.

Promessas, abraços, carinhos são prazeres acessíveis a todos...

Entretanto, quão poucos se lembram de “descer para ajudar”!

Quão raros os corações que aprendem a apagar temporariamente a colorida lanterna dos próprios sonhos, a fim de estenderem braços amigos aos que se debatem na sombra do vale ou no lodo escuro do pântano!

Todos sabem que há ignorância, dor e miséria, onde as trevas se aninham, mas dificilmente alguém se recorda de acender alguma claridade para os que, ainda, de muito longe, lhe seguem os passos.

– Não posso! – dizem uns.

– É pecado! – clamam outros.

– Não devo – respondem muitos.

No entanto, Jesus desceu e amparou-nos; renunciou à sublimidade dos anjos e conviveu com os homens; obscureceu a própria refulgência divina e abraçou os pecadores e os transviados na senda terrestre.

Caridade! Caridade! Não estarás ao pé das chagas que agonizam, dos trapos que choram, dos gemidos que não têm voz? Não viverás pelos braços dos justos, amenizando os padecimentos dos que se projetaram no desfiladeiro da expiação ou no berço dos que renascem sob o temporal das lágrimas no abandono e na indigência?

É por isso que o Mestre, em nos buscando na Terra, fez-se o servidor de todos...

Se tens, pois, na realidade, um coração corajoso, saberás descer com Ele, ajudando e ensinando, levantando e servindo, à maneira do lírio puro que desabrocha no charco sem contaminar-se, convertendo o inferno das criaturas em paraíso do bem para a glorificação do Supremo Senhor.

Agar por Chico Xavier do livro:
Cartas do Coração

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quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Conduta Cristã

Conduta Cristã

Miramez


“Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco". (Tessalonicenses - 5:18)

Uma das coisas mais difíceis, nas relações com os nossos semelhantes, é dar conselhos. Quando o conselheiro não segue os preceitos que indica para os outros, gera uma grande desconfiança no irmão que está ouvindo, que passa a espreitar a vida que é levada pelo seu guia espiritual. Essa vida tem que ser reta, obedecer à conduta indicada, iluminada pela sinceridade. Se assim não for, o trabalho ficará perdido.

A palavra é o veículo daquilo que somos; os sons que articulamos, mesmo interpretados de maneira diferente da que sentimos, conduzem fluidos que nunca podem ser mudados. Eles levam a mensagem do sentimento íntimo de quem emite as palavras para o coração dos ouvintes, fazendo-os sentir a realidade do que pensa e vive o conselheiro.

O importante é viver, antes de falar, para que a palavra encontre a segurança do coração. O cristão dos nossos dias não têm desculpas a dar, porque já se passaram dois mil anos de fermentação dos preceitos evangélicos, no laboratório do raciocínio e no céu do coração.

A meditação foi prolongada, para tomarmos boas diretrizes.

O Cristo nunca pediu sacrifício total, de um dia para outro. Todavia, não é por causa da misericórdia dessa tolerância que vamos esquecer de aplicar aquilo que é do nosso dever: o esforço próprio, todos os dias. Esperar que o tempo se encarregue disso, e que a natureza inconsciente selecione nossos caminhos, não deve ser pensamento do cristão. Está a cargo da sensibilidade interna fazer muita coisa, contudo, ela só agirá com o comando mental, com a decisão tomada pelo espírito, pois a vontade é tudo nesse campo.

Querendo, andareis; querendo, falareis coisas úteis; querendo, reconstruireis a vós mesmos. O céu, na terra, depende desse reino em cada alma, e o esforço é imprescindível nessa conquista.

Quando encontrardes um irmão que aconselha, vivendo, acatai esse amigo, e agradecei a Deus, Já que esse irmão representa uma dádiva dos céus para a terra, uma presença mais direta do Senhor, para com os homens.

Falar muito, além do conveniente, tanto esgota o físico de quem fala, quanto desorienta a quem ouve. O policiamento das conversações pode, e deve, ser feito constantemente, para que elas construam, edifiquem e iluminem. O verbo é sagrado, e a nossa vontade é divina; saber usar um e outro, é compreender o chamamento do Cristo, para a verdadeira vida. Eis as boas normas: falar pouco, mas sentindo; falar pouco, mas limpando, como se a palavra fosse água e sabão.

O apóstolo Paulo recomenda a todos a retribuir o mal com o bem, porque este último tem o poder do isolar o primeiro. O perdão constitui a segurança para os ofendidos. "Regozijai-vos sempre, e orai sem cessar", preceitua a Boa Nova. O regozijo, em tudo, faz gerar em nós a humildade, ao ponto de reconhecermos que ninguém recebe o que não merece. Orar sempre é procurar, através da prece, o ambiente espiritual, no sentido de resistirmos às tentações, afastando-as, com eficiência, do nosso caminho.

Não julgueis aos outros, porque não conheceis bem os vossos semelhantes; julgai a vós mesmos, por conhecerdes melhor os vossos atos.

Não desprezeis as profecias; elas, como árvores, ofertam frutos; necessário se fazer bom discernimento na escolha que fizerdes.

Abster-vos de todo mal é prova de já conhecerdes, por experiência, sua ação degradante e subversiva.

Vivei com o amor, em todos os casos, em todas as horas, na certeza de que ele vos defende de todo o mal, preparando-vos para o ingresso no reino dos céus.

Se, por acaso, surgir em vosso caminho variadas tempestades para vos desviar do Cristo, não vos deis por vencidos. Mesmo enfermos, mesmo mutilados, mesmo caindo aos pedaços, mesmo morrendo, procedei como escreve o apóstolo.

Escutêmo-lo:

"Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco”.

Miramez por João Nunes Maia do livro:
Alguns Ângulos dos Ensinamentos do Mestre

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terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Técnicas infelizes

Técnicas infelizes

Marco Prisco


"... A vossa tristeza se tornará em alegria.” - (João 16:20.)

Um olhar agressivo.

Um gesto intempestivo.

A palavra contundente.

O verbete irônico.

A censura pertinaz. 

A conversa leviana.

A indiferença proposital. 

O descaso programado.

A expressão de subestima. 

A atitude autossuficiente.

O reproche sistemático. 

A desatenção ostensiva.

Quando você está de mal consigo mesmo, permite que essas penosas ocorrências o façam antipático.

Muitas inimizades podem ser evitadas se você aplicar outros métodos.

Embora contrafeito interiormente não esparza mau humor.

Aquele que você agora desconsidera, quiçá defrontará amanhã em posição diferente, quando alguma necessidade estiver a visitar-lhe a vida...

Não use as técnicas que produzem animosidade.

Embora sofrido e triste, faça amigos, plantando almas para o seu jardim de bênçãos e alegrias futuras.

Marco Prisco por Divaldo Franco do livro:
Momentos de Decisão

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segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Em livros espíritas

Em livros espíritas

Hilário Silva



— Quero dois mil cruzeiros em livros espíritas!

Era uma jovem senhora no balcão, a fazer o pedido.

Mas o gerente da casa solicitou:

— Faça, por obséquio, a relação.

— Não há necessidade — afirmou a dama —, escolha os melhores e mande ao Dr. Anísio Fortes.

E forneceu o endereço exato.

O chefe do serviço, porém, coçou a cabeça, encabulado.

Aquela moça sorridente a fazer uma compra significativa, assim desacompanhada... A indicação do nome de um médico que ele sabia materialista, embora respeitável...

Não desejava criar um caso entre a instituição que a livraria representava e o clínico referido.

— A senhora está credenciada por ele para fazer a compra?

A cliente sorriu, compreendendo a dificuldade, e, rogando ao diretor de vendas um minuto de atenção, explicou:

— Bem, o senhor não me conhece e devo esclarecer a questão, em meu próprio benefício.

Esboçou na face a expressão silenciosa de quem ouve a própria consciência e continuou:

— Narrando os próprios erros, atendemos à profilaxia necessária contra as nossas imperfeições. Imagine o senhor que, há precisamente quatro anos, cometi falta grave.

Recém-casada, vi meu esposo adoecer sem recursos. Não tendo o apoio de qualquer parente que me pudesse prestar auxílio, aceitei a única oportunidade que me apresentavam, a de zelar pelo asseio no gabinete do Dr. Fortes. Encerar, porém, duas salas e limpar instrumentos e vidros, móveis e vasos asseguravam-me ninharia... O ordenado dava mal para alguns sanduíches. Minha luta crescia. Penhorei o que pude.

Mesmo assim, os débitos aumentavam. Apareceu, entretanto, a grande oportunidade.

Amigos de meu esposo lembraram-me o nome numa prova de habilitação para atendente.

Poderia ingressar, assim, no Serviço Público. Contudo, a preparação de papéis requeria dinheiro. A aquisição de traje novo requeria dinheiro. Vivia na expectativa inquietante, quando, de caminho para o trabalho, encontrei precioso vaso quebrado, sob elegante janela. Fina porcelana estilhaçada. E veio-me ideia estranha. Por que não aproveitar?

Juntei fragmento a fragmento, recompus a peça o quanto me foi possível, adquiri papel fino, adequado a presentes e fiz pequenino volume de bela aparência. Apressei o passo e cheguei mais cedo. Fiz todo o serviço que me competia e, postando-me atrás da porta com o presente numa das mãos, esperei que o Dr. Fortes viesse. Eu sabia que ele chegava de repente, varando a porta à feição de vento tempestuoso. Aconteceu o que previa. O Dr. Fortes empurrou a porta de vaivém com força, e zás!... O embrulho rolou no piso e os cacos com grande ruído deram a impressão perfeita de que a preciosidade se perdera naquela hora. Meu jogo fora certo. O bondoso amigo, cavalheiro corretíssimo, fitou-me consternado...

Como a voz da interlocutora se fizera hesitante, o gerente indagou, interessado:

— E o resto?

— Ante as perguntas do médico, que se supunha responsável pelo desastre, menti que se tratava de uma lembrança que meu marido e eu havíamos adquirido a custos para ofertar a minha irmã, prestes a casar-se... O Dr. Fortes consultou os remanescentes da peça e, homem muito experimentado, avaliou-a pelo justo valor. “Não quero que a senhora tenha qualquer prejuízo” — disse, pesaroso. E, de imediato, sacou do bolso dois mil cruzeiros, entregando-nos a título de indenização, pedindo desculpas. Embora desconcertada, recebi o dinheiro e utilizei-o nas providências que desejava. Concorri ao cargo e consegui nomeação para trabalhar num instituto assistencial. Abandonei minhas antigas atividades. Conquistei salário digno. Depois de algum tempo, buscando auxílio moral na Doutrina Espírita em benefício de meu esposo, tornei-me espírita, igualmente, e compreendi meu erro grave, percebendo que me fiz ladra, através do que podemos chamar uma “falta perfeita”. Procurei, então, o Dr. Fortes e confessei-lhe o meu gesto infeliz. Ele ouviu-me, com simpatia e respeito, mas não concordou com a devolução do dinheiro. Abraçou-me, benevolente, e apenas pediu que eu lhe desse um livro do nosso movimento, à guisa de amostra, desejando conhecer os princípios que me revolviam, assim, o fundo da consciência...

O gerente da livraria, ao vê-la terminar a história, estendeu-lhe a mão, cumprimentando-a e falou, comovido:

— Minha irmã, seu exemplo me obriga a pensar...

A dama pagou a importância fixada, e, quando voltou à livraria, três dias depois, para recolher o certificado de que o médico havia recebido a encomenda, encontrou o gerente, atarefado, preparando um fardo de livros.

— Está vendo? Disse ele à recém-chegada — hoje faço igualmente o meu pacote com mil e duzentos cruzeiros, em livros da nossa Causa, para oferecer a um amigo...

— Como assim? — perguntou a visitante, evidentemente intrigada.

O gerente, contudo, apenas sorriu e falou, entre satisfeito e hesitante:

— Eu também tenho um caso...


Hilário Silva
 do livro:
Almas em Desfile de Chico Xavier / Waldo Vieira
Hilário Silva é o pseudônimo de um estudioso e aplicado Espírito por intermédio do Espírito André Luiz, de quem foi parceiro de trabalho e estudo para assistência aos irmãos habitantes das regiões umbralinas. Desde o início de sua participação na divulgação do ideal espírita, Hilário Silva compreendeu a necessidade de renovação que a popularização da Doutrina demanda, exige novas formas de pensamento para apresentar e ensinar os caminhos para transformação justa da vida. Autor de diversas obras ditadas a partir do mundo espiritual, como Almas em Desfile e A Vida Escreve, editadas pela FEB.
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