segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Preceitos de paz

Preceitos de paz

André Luiz


Imagem gerada por IA.

Agora é o seu mais belo momento para realizar o bem.
Ontem passou e amanhã está por vir.

Qualquer encontro é uma grande oportunidade.
Pense nas sementes minúsculas de que a floresta nasceu.

Não deixe de falar, mas aprenda a ouvir.
Quem sabe escutar pacientemente, encontra pistas notáveis para o êxito no serviço que abraçou.

Fuja de cultivar conversações menos dignas.
O interlocutor terá vindo buscar o seu respeito a Deus e à vida, a fim de equilibrar-se.

Não dê tempo a lamentações.
Meia hora de trabalho, no auxílio ao próximo, muitas vezes consegue alterar profundamente os nossos destinos.

Não mostre rosto triste.
Muita gente precisa de sua alegria para levar alegria aos outros.

Não menospreze quem bate à porta, conquanto nem sempre esteja você disponível.
Em muitas ocasiões, aquele que aparentemente incomoda é o portador de grande auxílio.

A ninguém considere inútil ou fraco.
Um palácio, comumente, é construção enorme; no entanto, nem sempre oferece agasalho ou acesso, sem a colaboração de uma chave.

Não persista em obstinações, reações ou discussões desnecessárias.
Em muitos casos, um simples prego, atacando uma roda, pode retardar a viagem num carro perfeito.

Auxilie a todas as criaturas que lhe partilhem o clima individual.

Ainda mesmo na doença mais grave ou na penúria mais avançada, você pode prestar um grande serviço ao próximo: você pode sorrir.

André Luiz por Chico Xavier do livro:
Passos da vida

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Declaração de Origem

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- As imagens contidas no site são apenas ilustrativas e não fazem parte das mensagens e dos livros. 
- As frases de personalidades incluídas em alguns textos não fazem parte das publicações, são apenas ilustrativas e incluídas por fazer parte do contexto da mensagem.
- As palavras mais difíceis ou nomes em cor azul em meio ao texto, quando acessados, abrem janela com o seu significado ou breve biografia da pessoa.
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- Se você gostou da mensagem e tem possibilidade, adquira o livro ou presenteie alguém, muitas obras beneficentes são mantidas com estes livros.

- Para seguirmos corretamente o espiritismo, devemos submeter todas as mensagens mediúnicas ao crivo duplo de Kardec, sendo eles,  a razão e a universalidade.

- Cisão para estudo de acordo com o Art. 46 da Lei de Direitos Autorais - Lei 9610/98 LDA - Lei nº 9.610 de 19 de Fevereiro de 1998.

domingo, 18 de outubro de 2026

Poder e vida

Poder e vida

Eros


Imagem gerada por IA.

A simplicidade do Médium Divino desarticulava a arrogância dos presunçosos, que se atribuíam direitos a privilégios e considerações.

Ele amava o povo, que lhe constituía a razão de haver mergulhado no corpo, a fim de o erguer à Realidade Última.

Este amor era luz e a luz era Ele.

Terminando de espraiar-se em ondas de ternura nos corações ávidos de consolo, dEle se aproximou um triunfador terreno e exorou:

- Que é o poder? Qual o verdadeiro, que projeta o homem na direção da sua plenitude?

Havia um honesto interesse na indagação. Graças a isto, o Libertador respondeu:

"- O verdadeiro poder é aquele que se irradia em vibrações de paz, irrigando a vida com o amor. O que se caracteriza pela suavidade da sua força; que se deixa conduzir por toda parte sem causar preocupação nem temor; que oferece confiança e concede proteção; que está presente e não impõe ostentação; é natural, porque se conhece, resistindo a todas as investidas do mal através da não-violência.

No mundo, o poder corrompe vidas, envenena almas, dilacera sentimentos, entorpece o caráter, macula as virtudes.

Quanto atinge, contamina, terminando por vitimar aquele que o utiliza, quase sempre desordenadamente.

Apresenta-se no disfarce da beleza, da fortuna, da sociedade, da política, da cultura vaidosa, da religião temeraria.

Com a facilidade que alça ao pináculo da glória, da fama, da dominação, conduz ao corredor sombrio e estreito da loucura, do abandono, do crime e da morte.

O poder humano, considerado e temido, é névoa que o calor do tempo dilui. Consiste em um empréstimo-provação das Soberanas Leis, para ser usado de forma edificante na construção do progresso e na sustentação das vidas.

Os seus usuários, entretanto, raramente utilizam-no com sabedoria, sucumbindo sob a sua tormentosa constrição.

O homem que realmente pode, é aquele que se domina, sem aos outros submeter; que se supera, sem aos demais vencer; que se liberta, a todos oferecendo campo para a própria ventura.

O único poder real é Deus. Transitórios, são todos os demais, que resultam da ilusão de amealhar, de dispor de servidores e áulicos, de soldados e bajuladores, pois que a morte a todos vencera, igualando-os na horizontal do tumulo.

O poder do Espírito sobre si mesmo, haurido na meditação, na prece, na ação do bem, na autoiluminação, é o que nunca se perde, nem se decompõe, nem aflige.

O poder moral, este sim, fomenta Vida."

Eros por Divaldo Franco do livro:
A um passo da imortalidade

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sábado, 17 de outubro de 2026

O conto da mosca

O conto da mosca

Hilário Silva


Imagem gerada por IA.

A impaciência é vício grave. Falta de caridade para consigo mesmo. Por isso, afirmava Jesus: “Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a Terra.” Isso quer dizer que o homem sereno desfruta o privilégio de mais extensa vida no corpo.

Jerônimo, o benfeitor espiritual, falava pelo médium, com grande acerto. E continuava:

- O suicídio indireto é, muitas vezes, praticado pelos cultores da intemperança mental.

Em muitas ocasiões, basta um momento de indisciplina e a morte surge por nonadas.

A sessão terminou e todos exaltaram a excelência dos conceitos ouvidos. E Fraga, o contador de vários estabelecimentos comerciais, coçando nervosamente a cabeça exclamou risonho:

- Tão bons conselhos! Tão bons conselhos!

No outro dia, porém, o mesmo Fraga, entre os livros do escritório, no calor da tarde, via-se atarantado. Leve mosca zombava dele, procurando-lhe a calva. O zeloso contador tentava alcançá-la com um tabefe, aqui e ali, mas nada ... À maneira da personagem de Fedro, castigava improficuamente a si mesmo. Sentindo que ela se alojava, provavelmente pela vigésima vez, entre os seus raros cabelos, bateu fortemente no próprio crânio. A pancada, no entanto, fê-lo cair. Socorro. Aflição. Ocorrera a ruptura de vaso importante no cérebro, e Fraga, em poucas horas, se viu desencarnado.

Quando acordou, espantado, no regaço do piedoso Jerônimo, ao conhecer a própria situação, gritou, afobado:

- E agora, meu Deus? Que fazer?

O amigo espiritual, todavia, informou calmamente:

- Você já se encontra fora do corpo de carne há dois meses, mas apenas agora toma acordo de si. Já estudamos seu caso. Você estava avisado quanto aos perigos da impaciência e caiu, mesmo assim, no conto das moscas. Suicídio indireto, meu caro, suicídio sem nenhuma razão de ser. E você ainda dispunha de onze anos pela frente para trabalhar junto aos homens.

- E agora? Que faço?

O benfeitor espraiou o olhar pela casa de socorro terrestre em que se achavam e esclareceu:

- Já expliquei o problema aos nossos Maiores. Pela vida correta que você levou, decerto não merece o pavor das regiões abismais. Mas também não está habilitado para subir. Ficará aqui mesmo.

- Aqui, onde? – indagou Fraga, assombrado.

- No hospital onde estamos.

- Com que fim?

- Ajudando aos enfermeiros...

- E fazendo o que?

Sem sorrir, Jerônimo explicou simplesmente:

- Aprendendo a ter paciência, você ficará durante algum tempo a espantar moscas...

Hilário Silva do livro:
A Vida Escreve por Chico Xavier / Waldo Vieira

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sexta-feira, 16 de outubro de 2026

O que o adolescente espera da sociedade e o que a sociedade espera do adolescente

O que o adolescente espera da sociedade e o que a sociedade espera do adolescente

Joanna de Ângelis


Imagem gerada por IA.

O adolescente é um ser novo, utilizando-se do laboratório fisiopsíquico em diferente expressão daquela a que se acostumara.

Algumas das suas glândulas de secreção endócrina, como a pituitária inicialmente, encarregam-se de secretar hormônios que caracterizam as graves e profundas alterações na sua organização física, a fim de que, nos homens, os testículos possam fabricar testosterona, encarregada das definições sexuais masculinas. Nas meninas, os ovários dão início ao labor de produzir e eliminar estrógeno, que depois se torna cíclico, assinalando as formas da puberdade e logo se transformando em ciclo menstrual. Os meninos igualmente experimentam uma produção de estrógeno, que provém das glândulas suprarrenais, e contribuem para o desenvolvimento dos pelos pubianos e demais alterações externas do conjunto genital, que se unem para anunciar a chegada da puberdade.

Os hormônios do crescimento, secretados pela tireoide e pela pituitária no período da puberdade, passam por significativa transformação e respondem pelo alongamento e peso do corpo — também denominado estirão de crescimento, que dura em média quatro anos — e definem sua nova estrutura e forma.

Esse período turbilhonado no jovem leva-o a verdadeiras crises existenciais de identidade, de contestação de valores, decorrentes das mudanças físicas, sexuais, psicológicas e cognitivas ao mesmo tempo.

Em razão da imaturidade, o adolescente espera compreensão e auxílio da sociedade, que lhe deve facultar campo para todos os conflitos, não os refreando nem os corrigindo, de forma que o mundo se lhe torne favorável área para as suas experimentações, nem sempre corretas, dando surgimento a novos conceitos e novas propostas de vida.

Essa aspiração é justa, no entanto o ônus é muito alto quando os resultados se apresentam funestos ou danosos, o que normalmente ocorre, tendo-se em vista que a inadequação do jovem ao existente impede-o de entender o que sucede, não possuindo recursos para solucionar os desafios que surgem e a todos aguardam.

Em se tratando de Espírito amadurecido por outras vivências, o adolescente compreende que a sociedade cumpre com deveres estabelecidos em programas vitais para o equilíbrio geral, não podendo alterá-los a bel-prazer, a fim de atender às variadas exigências das mudanças constantes que têm lugar no comportamento dos seus membros. Esses códigos, quando agredidos, produzem reações que geram desconforto e maior soma de conflitos, facilmente evitáveis, se ocorre um engajamento que lhes modifique as estruturas, favorecendo com novos programas de aplicação exequível. Em caso contrário, essa transformação se opera mediante violências que desorganizam os grupos sociais e os reconstroem sobre os escombros, assinalando a nova mentalidade com os inevitáveis traumas decorrentes dos métodos aplicados para sanear o que era considerado ultrapassado e sem sentido.

Graças ao avanço do conhecimento e às conquistas tecnológicas, o período de adolescência tem sido antecipado, particularmente nas meninas, o que ocorre em razão da precocidade mental e da contribuição dos veículos de comunicação de massa, propondo-lhes uma variedade constante de projetos e necessidades, que se decepcionam com a sociedade, que não está preparada para aceitar as imposições conflitivas do seu período de transição.

Nesse esfervilhar de emoções e de sensações desconhecidas, o adolescente pretende que a sociedade compartilhe das suas experiências e deixe-o à vontade para atender a todos os impulsos, e, quando isso não ocorre, apresentam-se os choques de geração e as agressões de parte a parte.

Passada a turbulência orgânica, equilibrando-se os hormônios, o indivíduo passa a reconsiderar os acontecimentos juvenis e faz uma nova leitura dos seus atos, reprogramando-se, a fim de acompanhar o processo cultural e social no qual se encontra situado.

O adolescente sempre espera da sociedade a oportunidade de desfrutar dos prazeres em indefinição nele mesmo. Estando em crise de identidade, não sabe realmente o que deseja, podendo mudar de um para outro momento e isto não pode ser seguido pelo grupo social, que teria o dever de abandonar os comportamentos aceitos a fim de incorporar insustentáveis condutas, que logo cedem lugar a novas experiências.

Irreflexão, angústia, descontrole nas atitudes são naturais no adolescente, que irá definindo rumos até encontrar um método de adaptação dos seus sentimentos aos padrões vigentes e aceitos, ajustando-se, por fim, ao contexto que antes combatia.

A chegada da maturidade e da razão oferece diferente visão da sociedade, todavia os atos praticados já produziram os seus efeitos e, se foram agressivos, os danos aguardam remoção, ou pelo menos necessária reparação.

Por sua vez, a sociedade espera que o adolescente se submeta aos seus quadros de comportamento estabelecido, muitas vezes necessitados de renovação, de mudança, face aos imperativos da lei do progresso.

O adulto, representando o contexto social, acredita que, oferecendo ao adolescente os recursos para uma existência equilibrada, educação, trabalho, religião, esportes, etc., ter-se-á desincumbido totalmente do compromisso, não se devendo preocupar com mais nada e aguardando a resposta do entendimento juvenil mediante apoio irrestrito, cooperação constante, continuidade dos seus empreendimentos.

Seria tediosa, a vida social, e retrógrada, se fosse continuada sem as inevitáveis mudanças impostas pelo progresso e trabalhadas pelas gerações novas, às vezes inspiradas pelo pensamento filosófico ou científico, pelo idealismo da beleza e da arte, da religião e da tecnologia, que encontram nos jovens a sua força motriz.

Todos os grandes empreendimentos e movimentos da História, surgidos nas almas luminosas dos eminentes missionários, repercutiram na juventude e obtiveram a resposta em forma de desafio para a sua implantação, do que decorreram as admiráveis transformações sociais e humanas que se impuseram na sucessão dos tempos.

É inevitável, portanto, que o conflito de gerações, que é resultado da imposição caprichosa de parte a parte, seja resolvido pelo intercâmbio de ideias e compreensão de necessidades reais do grupo social e do adolescente, estabelecendo-se pontes de entendimento e cooperação, para que os dois extremos se acerquem do objetivo, que é o auxílio recíproco.

A sociedade, na condição de bloco de identificação de valores, espera que o adolescente venha partilhar das suas definições sem as testar, sem experimentar a sua fragilidade e resistências, o que seria uma acomodação, senão também uma forma de submissão passiva, inviável para o ser em formação. A própria identidade do adolescente, que está buscando rumos, reage contra tudo que se encontra feito, terminado, e não passou pelo seu crivo, não experimentou a sua participação.

O adulto de hoje esquece-se do seu superado período de adolescência — se é que já ocorreu — quando também anelou muito e não conseguiu tudo quanto gostaria de realizar, foi aguardado e não correspondeu à expectativa dos seus ancestrais.

Não obstante, isto não implica em aceitar toda imposição descabida ou qualquer indiferença mórbida pelo processo social.

Somente uma aproximação natural do adolescente, com o grupo social em tranquila integração, resolve o questionamento que não se justifica, lima as arestas das dificuldades existentes, trabalha as diferenças de comportamento e, juntos, avançam em favor de um futuro melhor, onde todos estarão presentes construindo o bem.

Joanna de Ângelis por Divaldo Franco do livro:
Adolescência e Vida

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- As imagens contidas no site são apenas ilustrativas e não fazem parte das mensagens e dos livros. 
- As frases de personalidades incluídas em alguns textos não fazem parte das publicações, são apenas ilustrativas e incluídas por fazer parte do contexto da mensagem.
- As palavras mais difíceis ou nomes em cor azul em meio ao texto, quando acessados, abrem janela com o seu significado ou breve biografia da pessoa.
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