quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Dádiva esperada

Dádiva esperada

Albino Teixeira


Em qualquer tempo, para a nossa alegria de pensar e realizar, a Divina providência nos concede todos os recursos de que temos necessidade:

O corpo ativo;

A inteligência lúcida;

O entendimento claro;

A inspiração construtiva;

A riqueza das horas;

O tesouro das energias;

A vantagem do movimento;

O verbo ágil;

O conforto doméstico;

A possibilidade de trabalhar;

O aviso da experiência;

A simpatia do próximo;

O dom de compreender;

O ensejo de auxiliar;

No entanto, em todas as tarefas, a Providência Divina espera de nós uma dádiva simples – nossa atitude de paciência, na hora difícil, para que não se interrompa o serviço do bem.

Albino Teixeira do livro: Ideal Espírita
de Chico Xavier / Waldo Vieira

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- Cisão para estudo de acordo com o Art. 46 da Lei de Direitos Autorais - Lei 9610/98 LDA - Lei nº 9.610 de 19 de Fevereiro de 1998.


terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Encontro de reparação

Encontro de reparação

Amélia Rodrigues



O diálogo, na praça ensolarada, no qual a mulher adúltera foi compreendida por Jesus, tornou-se um esperado escândalo.

Surpreendentemente, o Mestre não censurou o delito, recomendando a lapidação da equivocada, nem a liberou de responsabilidade, considerando-a inocente.

Reportou-se, isto sim, à leviandade dos acusadores que se encontravam incursos no mesmo crime.

Tal atitude havia desconcertado os intrigantes e vingadores gratuitos, que se rebelavam contra a terrível chaga do organismo social, que é o adultério, esquecidos de que, ao lado da caída encontrava-se o comparsa que tombara no mesmo erro.

Passada a surpresa e debandada a multidão sedenta de sangue, e porque a sós, com a infortunada, o Senhor recomendou-lhe que não voltasse a pecar a fim de que não lhe acontecesse mal pior, conforme era habitual.

Naquela noite, no entanto, quando o episódio já esmaecia, inclusive, entre os discípulos, a mulher, decidida a imprimir novo rumo à existência, procurou o Amigo Divino, na residência que O acolhia...

Demonstrando, no constrangimento que exteriorizava, todo o drama e sofrimento maceradores, solicitou e conseguiu uma entrevista com Aquele que por cuja interferência tivera a vida poupada.

Compreendendo a angústia que a apunhalava, o Senhor ensejou-lhe o início da conversa de edificação, saudando-a com carinho e sem afetação.

– Rogo perdão – disse ela reticente – por vir perturbar-Vos a paz.

– A verdadeira paz – retrucou-lhe, calmo – é a que flui do coração aclimatado ao culto do dever, que nada perturba. “Fala tranquila e te ouvirei...”

– Sinto-me aturdida – ripostou-Lhe em pranto –, sem saber que rumo dar à minha existência. Lutei muito antes de tombar... O sedutor rondou-me os passos como lobo voraz ante a presa invigilante...

“Meu esposo, passados os primeiros dias da novidade conjugal, retornou às noitadas alegres, deixando-me em solidão... Enferma da alma e carente de bondade, permiti-me envenenar por tormentos que não merecem compaixão.

“Com sede de ternura, embriaguei-me de concupiscência, e ansiosa pela água pura do amor, chafurdei no lodaçal dos desejos doentios. O resultado foi a tragédia...

“Abandonada e sem lar, agora padeço o desprezo e a zombaria geral, não sabendo que rumo seguir, nem como agir.

“Peço-Vos um roteiro e uma lâmpada acesa de esperança, a fim de prosseguir...”

Jesus penetrou naquela alma ansiosa e sofrida, nela encontrando as dores da Humanidade através dos tempos, e considerou, bondoso:

– A paciência e a confiança em Deus serão as duas providências iniciais que te facultarão a cura e a renovação da saúde. Cometido o erro, ele passa a pesar na economia social e a sobrecarregar a consciência culpada.

“Não é de importância o que os outros pensam de nós, e a cobrança, pela impiedade, com que desejam fazer justiça. O problema íntimo é o vital, e somente quando o homem se reintegra no concerto da ordem, do bem, é que pode fruir de tranquilidade.

“Arma-te de humildade e confia no amanhã.

“A memória do povo é fraca e passa rápida em relação às virtudes do próximo. Todavia, é firme, clara e duradoura em referência às faltas alheias, sempre recordadas com o ácido da acusação e os acepipes da malícia.

“O exemplo decorrente do arrependimento se transforma na defesa do equivocado, que assim repara perante o Pai, ante si mesmo e a sociedade, o engano perpetrado.”

– Para onde irei, agora? – inquiriu, vencida...

– As aves dos céus têm ninho, as serpentes e feras, os seus covis, mas o filho do Homem não tem onde se agasalhar, vivendo sob a abóbada estrelada e avançando na direção do Infinito...

“Assim, busca a oportunidade de reparação e adapta-te à situação atual, aguardando o amanhã com a disposição de quem compreende o prejuízo a si mesmo causado, ao arrojar fora o hoje...

“A negligência do esposo ingrato e leviano não constitui respaldo para que assumisses compromisso infeliz semelhante. E porque ele é doente também, vivendo num organismo comunitário alienado do amor, não tem condições de distender-te a mão amiga, quando dele necessitas e conforme de ti no futuro igualmente dependerá.

“A vida é feita de permutas, que facilitam a felicidade para todos, sem cujo concurso faz-se mais difícil.

“Segue, porém, renovada pela certeza do triunfo, porquanto todo aquele que se levanta da queda, encontra apoio na fé e na luta para firmar-se.

“O Pai Criador não desampara filho algum e vela, devotado, por todos.”

Fazendo-se um silêncio natural, profundo e tocante, foi a mulher quem o arrebentou, rogando:

– Permiti-me seguir-Vos, na minha pequenez, e dai-me a Vossa bênção.

Jesus envolveu a sofredora em uma onda de ternura ímpar, e, erguendo-a, pois que, comovida, prosternara-se-Lhe aos pés, concluiu:

– Vai, filha, e não sofras mais. Aqueles que se arrependem e buscam ensejo de redenção, encontram-no. Há sempre um lugar no rebanho do amor para as ovelhas que retornam e desejam avançar.

“Aonde quer que vás, eu estarei contigo, e a luz da verdade, no archote do bem, brilhará à frente, clareando o teu caminho.”

No céu silencioso, a sinfonia dos astros espalhava luz cintilante, apontando o futuro.

*

Dez anos depois, na cidade de Tiro, uma casa humilde de aspecto e rica de amor recolhia peregrinos cansados e enfermos sem ninguém.

Uma mulher, que traía na face desgastada vestígios de grande beleza em decadência, reunia ali os infelizes, limpava-lhes as chagas e falava-lhes de Jesus.

Tornara-se, por isso, querida e respeitada por todos.

Num cair de tarde amena, chegou, trazido por mãos piedosas, um homem chagado, em extrema penúria, quase morto sob o fardo de mil vicissitudes.

Recolhido com carinho, teve as úlceras lavadas e aliviadas com unguentos medicamentosos, recebendo caldo reconfortante das mãos da caridade.

Quando se recobrou um pouco do desalento que o vitimava, ouviu a mensagem de encorajamento, em nome de Jesus, enunciada com unção e carinho pela desconhecida benfeitora.

Emocionado, e quase sem vitalidade, indagou interessado:

– Esse Jesus a quem vos referis é o galileu que foi crucificado m Jerusalém?

– Sim, é Ele mesmo. Morreu por nós, mas volveu ao nosso convívio para nunca mais deixar-nos.

– E vós O conhecestes para terdes a certeza de que os Seus ensinos são verdadeiros?

– Sim, eu O conheci, oportunamente, quando a mim Ele salvou...

– Também eu tive a honra de O conhecer – respondeu o moribundo, quase sem forças –, mas não soube beneficiar-me. A vós Ele salvou, mas, eu, egoísta e mau, O detestei, afastando-me da Sua presença, confuso e amargurado.

– Que vos fez Ele para que fugísseis magoado?

– Salvou a minha mulher que adulterara contra mim e não me concedeu uma palavra, sequer, de consolação. Não pude compreendê-lO, então.

“Abandonei a companheira a quem eu infelicitara com os meus vícios e envenenei-me de dor.

“Passados os anos e havendo despertado para a verdade, tenho-a buscado em vão por toda parte, até que a doença me devorou o corpo e aqui estou...”

Embargada pelas emoções em desenfreio, naquele momento, a mulher recordou-se da praça e do diálogo, à noite, com o Mestre, um decênio antes, reconheceu o companheiro do passado e, sem dizer-lhe nada, segurou-lhe a mão suavemente e o consolou:

– O arrependimento do erro, a confiança em Deus e a paciência são os primeiros passos para a reparação de qualquer delito.

“Deus é amor, e Jesus, por isso mesmo, nunca está longe daqueles que O querem e buscam.

“Agora durma em paz enquanto eu velo, porquanto, nós ambos já O encontramos...”

Amélia Rodrigues por Divaldo Franco do livro:
Pelos Caminhos de Jesus

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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

O assalto da lisonja

O assalto da lisonja

Hilário Silva


Em sua residência no Méier, Manuel Quintão, que era, ao tempo, vice-presidente da Federação Espírita Brasileira, recebia a visita de um companheiro que se autobiografava, a cada instante:

– Como você sabe – dizia ele agora –, quando eu fundei a casa espírita a que nos referimos, todos me aplaudiram... Minha conferência foi muito bem comentada... Minha opinião, no assunto, foi um sucesso... Os jornais pediram meu parecer e fiz o que pude pela Doutrina Espírita, com a aprovação de todos...

De quando em quando, mergulhava a ponta do charuto no cinzeiro e continuava:

– Todos estão satisfeitíssimos comigo... Sinto-me plenamente apoiado...

Quintão, depois de ouvir longo tempo, falou sério:

– Sim, meu caro, Deus o conserve assim festejado; entretanto, não nos esqueçamos... A lisonja, em qualquer situação, é uma pedra de tropeço...

O companheiro apanhou-se em falta, ante a delicada observação, e ficou procurando algum ponto no ambiente para não dar a perceber o seu verdadeiro estado de alma.

Vagueando o olhar, notou, em vaso próximo, que linda begônia de Dona Alzira, a dona da casa, estava sendo atacada por enorme lagarta.

Encontrou a motivação que buscava e falou:

– Sem dúvida... (e mostrando a larva) a lisonja em nós é tal qual essa lagarta na planta...

Quintão sorriu, expressivamente, e, fazendo menção de libertar a begônia daquela indesejável presença, disse, com firmeza:

– Meu amigo, o homem não pode evitar o assalto da lisonja, mas aquele que conserva semelhante praga consigo, decerto caminha para a sua própria destruição.


Hilário Silva
 do livro:
Almas em Desfile de Chico Xavier / Waldo Vieira
Hilário Silva é o pseudônimo de um estudioso e aplicado Espírito por intermédio do Espírito André Luiz, de quem foi parceiro de trabalho e estudo para assistência aos irmãos habitantes das regiões umbralinas. Desde o início de sua participação na divulgação do ideal espírita, Hilário Silva compreendeu a necessidade de renovação que a popularização da Doutrina demanda, exige novas formas de pensamento para apresentar e ensinar os caminhos para transformação justa da vida. Autor de diversas obras ditadas a partir do mundo espiritual, como Almas em Desfile e A Vida Escreve, editadas pela FEB.
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domingo, 8 de fevereiro de 2026

Fantasias e realidade

Fantasias e realidade

Antonio Ugarte


Periodicamente, se generalizam conceitos e informações que fascinam as criaturas, mais pela extravagância de suas propostas que por sua realidade.

Tomam corpo e, progredindo, formam correntes que disputam superioridade.

No princípio, são rechaçados, recebidos com suspeita e considerados reprováveis.

A algumas pessoas de comportamento maleável ou tendentes à fantasia, conseguem impressionar com facilidade, encontrando, nelas, defensores, adeptos fervorosos.

Com o passar do tempo, por serem muito comentadas, propagam-se, emitindo cores de verdade que se transmitem com celeridade, pese à falta de estrutura que não resiste a uma investigação séria ou porque não se sustentam em bases seguras.

Por suas características estranhas, oferecem campo a devaneios mentais, mesclando-se com ocorrências reais e convertendo-se em verdadeiro pandemônio cultural que passa, com seus argumentos confusos, a uma situação pseudocientífica.

No futuro, se apresentarão com cidadania intelectual e confundirão os indivíduos inadvertidos, não acostumados a raciocínios mais profundos.

Nem sequer os mesmos acontecimentos verdadeiros se viram livres de tais aficionados à fantasia que, sem capacidade para um exame do fato com o cuidado do rigor, tomam-no em conta, adotam-no e, com essa disposição exagerada, desvalorizam para os homens de ciência e de bom senso aquilo que lhes agradaria divulgar.

Sem discutir a legitimidade ou não dos objetos voadores não identificados – OVNIS – tal questão, muito delicada pelas circunstâncias de que se reveste, tem suscitado desprezo e constantes dúvidas, como resultado de afirmações absurdas que correm pelo mundo, produzindo histeria nas pessoas nervosas, alucinação nos indivíduos sugestionáveis e descrédito nas personalidades que investigam e esperam a comprovação mediante os fatos.

O Espiritismo, em seu aspecto de Ciência do ser imortal, sempre impõe uma conduta compatível com sua estrutura doutrinária: deixar, à investigação científica, a palavra, quando se trate de questões que lhe digam respeito de acatar essas conclusões, até que outras melhores ou mais bem fundamentadas venham substituí-las.

Não opina, exceto quando pode demonstrá-lo por meio da experiência de laboratório, ainda que este seja o mediúnico.

De outra forma, o Espiritismo não tem pressa para incorporar em seu campo de informações, novidades ou incoerências que possam ser consideradas complementos ou desdobramentos de suas teses, ou bem, atualização de seus ensinamentos, em forma de conivência com tudo o que necessita comprovação e resistência ao tempo em suas conquistas contínuas.

Vive-se um momento cultural na Terra, no qual, surgem e desaparecem novidades, diante do claro sol do conhecimento científico.

Mitos, ídolos e superstições, aparentemente bem estruturados, são destroçados a cada instante, no esforço que o homem realiza para equilibrar-se e sustentar-se em realidades que não lhe defraudem.

Por isto, é factível uma postura de observação tranquila por parte do adepto do Espiritismo com respeito a informações e narrações rotuladas de verdadeiras por aqueles que se apresentam como testemunhas das mesmas.

Não que se deva duvidar de todas as criaturas, mas é necessário ter um critério de avaliação razoável com respeito a tudo, sem os arroubos da emoção.

Os bólidos, as reações atmosféricas, os artefatos fabricados pelos homens aumentam, cada dia mais, em nossos espaços siderais, produzindo efeitos luminosos que dão impressões muito equivocadas a quem os veem, sem o indispensável conhecimento para analisá-los convenientemente.

É ponto definido, na Doutrina Espírita, a crença nos mundos habitados que, pouco a pouco, os astrônomos confirmam, partindo de premissas para os resultados de concepções matemáticas, e destas para os exames de radiofotografias e materiais obtidos fora da Terra, porém que Allan Kardec recebeu por intermédio das comunicações mediúnicas dos seres que afirmavam viver em outros planetas.

Certamente, em cada lugar onde a vida se apresenta, há condições que propiciam sua aparição e, por sua vez, ali se caracteriza pelos fatores que lhe dão origem. Quer dizer que, em cada mundo, a vida dispõe de requisitos próprios ao seu habitat, diferindo daqueles que são conhecidos entre os terráqueos. Além disso, quando nos referimos à vida, especialmente à inteligente, não nos comprometemos com aquela de natureza somente corporal, com as características humanas, conforme nosso padrão conhecido.

Por sua vez, tampouco nos permitimos divagações imaginativas, que facultem concepções estranhas e absurdas para preencher o vazio de nosso desconhecimento.

Aceitamos o lógico, compreendemo-lo e aguardamos a oportunidade de aprofundar em conhecimento e indagações.

Este é um comportamento razoável, filosoficamente, e científico, experimentalmente.

Que os seres de outras dimensões, de outros Orbes se comunicam com os homens, não há dúvida. Que eles já estiveram na Terra, algumas vezes, quiçá construindo algum tipo de civilização, demonstram-no os monumentos arqueológicos; os monolitos de lava vulcânica trabalhada; os sinais de substâncias radioativas em regiões onde elas não existem e que, até ali, foram levadas; os desenhos em cavernas que fazem recordar os trajes espaciais, e antigas lendas, inclusive bíblicas, “dos anjos que desceram dos céus” para conviver com as criaturas humanas...

Da mesma forma que o homem intenta descobrir se há vida inteligente em outras Esferas, partindo do princípio da evolução universal e da possibilidade de que ela exista em outros mundos, aqueles mais evoluídos já conseguiram as conquistas que, somente agora, se ensaiam na cultura e tecnologia terrestres.

Partindo destes raciocínios, não nos podemos permitir os sonhos daqueles que afirmam haver viajado, com o corpo físico, nos OVNIS; que estiveram em outros planetas e ali foram adestrados para trazer avisos e comunicações estrambóticas; que contatam com esquadrilhas que aterrissam a cada momento; que com eles mantêm comunicação mental contínua; que conhecem seres extraterrestres corporificados como homens, observando-os, estudando-os e etc...

Uma atitude de equilíbrio é sempre a posição ideal.

Nem o ceticismo prejudicial, por sistema ou por acomodação cultural, como tampouco a crença ingênua por adesão fantasiosa.

O conhecimento libera o homem da ignorância, estruturando-o emocional e psiquicamente, proporcionando-lhe valores éticos para uma existência digna.

Por isso, uma crença que não resista ao questionamento da ciência, é errônea, mantendo-se por pouco tempo, já que, por falta de fundamentos, se desmorona por si mesma.

A razão é a condutora do pensamento que se deve apoiar na ciência para conquistar e conduzir a existência humana a seu verdadeiro desiderato, sem comprometer-se com teorias absurdas e concepções fantasiosas, imaginativas.

Antonio Ugarte por Divaldo Franco do livro:
Rumo às Estrelas

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ANTONIO UGARTE: Personalidade definida e serena. Bondoso, tolerante, modesto, “foi um homem bom”. Sempre evitou deixar mostras imediatas de suas qualidades intelectuais, mas não de suas qualidades morais, pois estas se manifestava por si em cada uma de suas atuações.

Em 1º de abril de 1880, funda, junto com sua esposa Rosa Basset, a Sociedade “Congregación Fraternal para la práctica de la Caridad”, que logo se transformaria em “La Fraternidad”, nome com que, até hoje, continua. Funda a revista, com o mesmo nome: sua orientação era para a propaganda do Espiritismo e a exibição dos fenômenos que se produzia.

Muitos de seus escritos que figuravam nas revistas espíritas da época apareciam assinados com pseudônimos, sempre substituídos ou com iniciais.

Não gostava de figurar nos grandes acontecimentos que ocorreram nas etapas de fim de século e princípio deste, apesar de se saber que o organizador, o que impulsionava vontades era ele.

Inimigo da espetaculosidade, dotado da modéstia dos grandes... exemplo para quem queira buscar, na história, modelo de conduta, modelo de ação, modelo de virtudes morais.

Em 1890, lança o projeto de fundação de uma Central Espírita, conforme foi aconselhada pelo Mestre Kardec. Em fins de 1899, retoma essa ideia e consegue formar uma Comissão integrada por Ovidio Ribaudi, Rodrígues Freire, Canter, Cosme Mariño e ele.

Em 14 de junho de 1900, é fundada a CONFEDERACIÓN ESPIRITISTA ARGENTINA, sendo seu presidente, Cosme Mariño e seu 1º Vice-presidente, Antonio Ugarte.

Eleito Presidente em 10 de julho de 1904.

Eleito Presidente em 6 de janeiro de 1907.

Desencarna em 2 de abril de 1918, este OBREIRO DA VERDADE.

Teve uma filha, María Luísa, ativa colaboradora, como sua esposa.

(Dados extraídos da revista La Idea, número 313 - junho/1950 e do suplemento livro da Idea: Perfil de um arquétipo: Antonio Ugarte, autor César Bogo.)

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