terça-feira, 10 de março de 2026

Lutar ou perder

Lutar ou perder

Emmanuel


O alvião do progresso dilacera a paisagem para infundir-lhe vida nova.

O martelo esmigalha a pedra para desencarcerar-lhe o espírito de utilidade e beleza.

Que seria de nós outros se falhassem a lição e o sofrimento, nossos beneméritos libertadores?

Rejubila-te, assim, em face das lutas que te visitam o coração.

No clima torturado de um forno, o vaso adquire poder e resistência, sem os quais nunca se habilitaria às glórias do serviço.

Quem goza, despreocupado, na vestimenta da carne, costuma encontrar a realidade em forma de monstro que persegue a vida, todavia, quem aprende na rude escola dos obstáculos, mais tarde surpreende, feliz, a fonte divina da Vida Abundante.

O curso primário da experiência iluminativa reclama flores de consolação, em todas as circunstâncias, mas o aprendiz que avança na senda de paz, da sabedoria, compreende o mistério da dor e aspira a posição do fruto que beneficia a todos, inspirando-se nos elevados propósitos da Providência Inexaurível e reconhecendo que a colaboração diligente com o Mestre é a radiosa meta dos discípulos acordados e vigilantes.

Necessário confiar para merecer confiança, dar para receber, auxiliar para ser auxiliado.

A Lei é tão segura para aquele que cerra aos outros as portas do socorro fraterno, quão generosa para quem estende o coração repleto de amor, no serviço aos semelhantes.

Cada espírito, qual ocorre a cada mundo, possui existência própria, peculiaridades que lhe são inerentes e eflúvios diferenciados entre si.

Por agora, meu amigo, emergindo laboriosamente da selva dos impulsos, caminhamos na direção do Divino, à maneira da corrente de água viva, no rumo do oceano.

Imprescindível não fugir ao movimento incessante, centralizando-nos no objetivo.

Toda vacilação é demora.

Toda retenção na angústia é estacionamento ruinoso.

Toda fuga é permanência no vale sombrio.

E para que a ação esteja revestida de mérito e santidade, o trabalho no bem com a sublimação da inteligência ser-nos-á testemunho de cada instante.

Dormimos, através dos séculos sucessivos, nas impressões primitivistas da carne, à maneira do seixo incrustado na serrania agreste; agora, na grande espiral de nossa ascensão, atormentados pelas exigências do plano inferior e constrangidos pelas determinações das esferas mais altas, cabe-nos aprender, aplicar, avançar e subir, auxiliando a todos, por intermédio das possibilidades com que a experiência nos felicita.

Certamente, a vitória permanece, ainda, infinitamente distante. A nossa hora, portanto, só admite uma conclusão – lutar ou perder.

Para o viajor da verdade, estes dois verbos, assumem significação luminosa e terrível.

Lutar é perseverar no posto de trabalho que o Senhor nos confia, superando todas as inibições com esquecimento de todo mal e valorização de todo o bem.

Perder é recuar com indefinível adiamento da realização divina a que nos propomos atingir.

O Todo-Compassivo, porém, sustentar-nos-á na vanguarda, mantendo-nos em ligação com os seus infinitos recursos, se agirmos até o fim, dentro da lealdade aos seus desígnios.

Ser fiel à mais elevada manifestação do Senhor, suscetível de ser recolhida por nossa consciência, conduzindo-nos de conformidade com os princípios mais nobres, impressos em nosso ser, é impositivo natural da tarefa que nos compete, no plano de trabalho em que fomos situados.

Não dispomos, em razão disso, de outra mensagem mais eloquente de amor a dirigir-te, além do “não temas” que o Amigo Celeste nos endereçou, há quase vinte séculos.

Prossigamos à frente, dilatando a nossa capacidade receptiva para que a influência superior encontre mais acentuada ressonância em nossa cooperação individual, na obra do todo.

Na estrada de purificação em que nos regozijamos, presentemente, o discípulo mais feliz é aquele que se sente defrontado pelas maiores oportunidades de servir à elevação dos outros, ainda mesmo com absoluto sacrifício de si próprio, à maneira da lâmpada que se consome para iluminar.

O aprendiz de Jesus que ama e auxilia, esclarece e perdoa, guardando a visão da eternidade, é a garantia da regeneração do mundo.

Afeiçoemo-nos, assim, invariavelmente, aos imperativos do Mestre e o Mestre atender-nos-á as necessidades. 

Cogitemos dos interesses do Senhor e o Senhor cogitará de nossos interesses.

E que o amor seja o nosso tesouro de bênçãos vivas, congregando-nos cada vez mais intensamente no serviço glorioso de Cristo, mantendo-nos em sublimada comunhão espiritual, embora a diversidade dos círculos de aprendizado em que nos encontramos, são os votos do meu coração, hoje e sempre.

Emmanuel por Chico Xavier do livro:
Excursão de Paz

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segunda-feira, 9 de março de 2026

O último inimigo a vencer

O último inimigo a vencer

Vinícius (Pedro de Camargo)


"O último inimigo a vencer é a morte."  (Paulo - I Coríntios, 15:26)
Se a morte é o último inimigo a vencer, segue-se que há uma série deles, dentre os quais figura a morte como sendo o derradeiro.

Onde estão os outros? O mesmo Apóstolo responde: "O aguilhão da morte é o pecado". Portanto, o pecado, sob suas multiformes modalidades, encerra os demais inimigos que cumpre ao homem vencer, para, finalmente, derrotar o último, que é a morte. Só, então, lhe será dado entoar o hino da vitória: "Onde está, ó morte, o teu poder; onde está, ó morte, o teu aguilhão?".

Esse triunfo, que representa a suprema conquista, o homem — Espírito encarnado — logrará, "graças a Deus que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo". Esta expressão de Paulo não implica na derrota da morte pelos méritos de Jesus, visto como é imprescindível que cada indivíduo combata os seus próprios inimigos, vencendo-os um a um, até que, por fim, extinga o império da morte como auspicioso corolário da grande campanha libertadora.

Jesus, como Ele mesmo disse enfaticamente, é o Caminho, a Verdade e a Vida. Seu papel, como Mestre, é ensinar e exemplificar, missão ingente que vem cumprindo em todos os seus pormenores e particularidades. A nossa obrigação, como discípulos, é perlustrar o caminho vivo, personificado no próprio Mestre, procurando imitá-lo, aprendendo com Ele a conhecer e vencer os nossos perigosos adversários.

As paixões inconfessáveis que escravizam e aviltam são nossas, nós as alimentamos através dos séculos, permitindo que nos dominassem.

A força do pecado é a lei — ensina Paulo. Isto quer dizer que na cobiça, na ambição, no orgulho, na lascívia, na inveja, que gera o despeito e o ódio, estão as causas criadas por nós e cujos efeitos, no cumprimento da lei da causalidade, tecem a trama que nos enreda, sujeitando-nos ao domínio da morte. A causa, sendo gerada na carne, na carne deve ser vencida. Daí os sábios dizeres do erudito vexilário do advento cristão: Por isso é necessário que este corpo corruptível se revista de incorruptibilidade, e este corpo mortal se revista de imortalidade; quando, pois, este corpo corruptível se revestir de incorruptibilidade e este corpo mortal se revestir de imortalidade, então se cumprirá a palavra que está escrita: "Tragada foi a morte na vitória!".

Destes luminosos ensinamentos do valoroso Apóstolo os gentios ressalta, clara e evidente, a doutrina da reencarnação, porquanto não será jamais numa só existência que o homem conseguirá dominar as paixões, emancipando-se do ciclo evolutivo que se processa através do instinto. Só depois de vencida essa etapa pode o Espírito alcandorar-se às regiões etéreas, visto como a carne e o sangue não herdam o Reino de Deus, conforme também ensina o ex-discípulo de Gamaliel.

Vinícius (Pedro de Camargo) do livro:
Na Seara do Mestre

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Nota: Pedro de Camargo, mais conhecido por Vinícius (pseudônimo que adotou e usou por mais de 50 anos), nasceu em Piracicaba (SP) em 7 de maio de 1878. Desde muito jovem abraçou com entusiasmo o Espiritismo, tendo fundado e dirigido em sua terra natal a instituição espírita “Fora da caridade não há salvação”. Por muitos anos presidiu também a “Sociedade de Cultura Artística”, na mesma cidade. Em 1938, mudou-se para a cidade de São Paulo, onde permaneceu até a sua desencarnação em 11 de outubro de 1966. A partir de 1949, desenvolveu, através do rádio, um programa evangélico de grande proveito para os espíritas. Teve participação destacada nos esforços em prol da unificação do Movimento Espírita Brasileiro que culminaria com a criação do Conselho Federativo Nacional (CFN). Colaborou por dezenas de anos com artigos que primavam pela essência altamente doutrinária e evangélica publicados em Reformador. (Trecho extraído do site da FEB)
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domingo, 8 de março de 2026

Da mulher

Da mulher

André Luiz

Compenetrar-se do apostolado de guardiã do instituto da família e da sua elevada tarefa na condução das almas trazidas ao renascimento físico.

Todo compromisso no bem é de suma importância no mundo espiritual.

Afastar-se de aparências e fantasias, consagrando-se às conquistas morais que falam de perto à vida imperecível, sem prender-se ao convencionalismo absorvente.

O retorno à condição de desencarnado significa retorno à consciência profunda.

Afinar-se com os ensinamentos cristãos que lhe situam a alma nos serviços da maternidade e da educação, nos deveres da assistência e nas bênçãos da mediunidade santificante.

Quem foge à oportunidade de ser útil engana a si mesmo.

Sentir e compreender as obrigações relacionadas com as uniões matrimoniais do ponto de vista da vida multimilenária do Espírito, reconhecendo a necessidade das provações regenerativas que assinalam a maioria dos consórcios terrestres.

O sacrifício representa o preço da alegria real.

Opor-se a qualquer artificialismo que vise transformar o casamento numa simples ligação sexual, sem as belezas da maternidade.

Junto dos filhos apagam-se ódios, sublima-se o amor e harmonizam-se as almas para a eternidade.

Reconhecer grave delito no aborto que arroja o coração feminino à vala do infortúnio.

Sexo desvirtuado, caminho de expiação.

Preservar os valores íntimos, sopesando as próprias deliberações com prudência e realismo, em seus deveres de irmã, filha, companheira e mãe.

O trabalho da mulher é sempre a missão do amor, estendendo-se ao infinito.
“E, respondendo, disse-lhe Jesus: — Marta, Marta, estás ansiosa e afadigada com muitas coisas, mas uma só é necessária; e Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada.” (Lucas - 10:41 e 42).
André Luiz por Waldo Vieira do livro:
Conduta Espírita

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sábado, 7 de março de 2026

A proposta

A proposta

Ignotus



- Venho consultá-lo - falou com desmedida aflição - e, ao mesmo tempo, pedir-lhe socorro. Como você sabe, sou profundamente infeliz na minha vida conjugal, que me parece um fardo insuportável. Temo cometer um crime.

- Pense em Jesus. A claridade da fé se destina à iluminação dos caminhos absconsos do Espírito. Quase todo enlace matrimonial significa compromisso do passado, em reajustamento do presente...

- Eu sei, eu sei. No entanto, a minha taça transborda... Encontrei alguém por cujo amor seria capaz de oferecer a própria existência. Alma querida de outra vida, reencontrei-a agora. Só agora... Todavia estou disposto a qualquer sacrifício, mesmo que seja o preço da deserção do lar, e, se necessário, o abandono dos filhos... Contudo, também amo a minha esposa. Amo-a de forma diferente...

- Se a ama, ajude-a. O verdadeiro amor conjugal é aquele que surge após as chamas do desejo, quando acalmado. O reencontro com a alma querida, tardiamente, significa necessidade de adiar a comunhão que agora não poderá lobrigar. Não se podem hoje unir, por enquanto, porque não se merecem... Tudo quanto não temos é o que merecemos. Na complique mais o seu futuro, agindo na maturidade, com a precipitação da adolescência.

- Sim, eu sei. Mas me ajude.

- Como poderei fazê-lo?

- Rogue aos Espíritos, você que os vê, para que eles, que me disseram sobre a minha missão a realizar na Terra, desencarnem com a minha esposa, permitindo-me um matrimônio feliz com a outra e trazendo-m’a de volta na condição de filha amada, para os meus braços afetuosos.

- Meu irmão!... Recomponha o ciso. A sua missão, referida pelos Espíritos, deve ser aquela que a vida lhe impõe no momento: superar-se, amando o dever e renunciar à paixão física disfarçada de amor. Se você ama a jovem como diz, permita que ela seja feliz mais adiante e se felicite através da felicidade dela.

Se fora o mesmo caso com a sua esposa... Reflita!

- É pena você não me poder ajudar, é uma pena!

Este diálogo entre um jovem pregador da Doutrina Espírita e ambicioso militante dos próprios interesses, disfarçado em fervoroso profitente do Espiritismo, ocorrido após excelente exposição elucidativa do Evangelho de Jesus, traduz o estado de verdor de muitos Espíritos, na Terra.

Creem-se missionários, no entanto, não tergiversam em propor negociatas ignóbeis ao Criador.

Acreditam na Imortalidade e na Reencarnação e desejam benefícios imediatos.

Acautela-te da própria sandice e vigia as nascentes do coração donde procedem muitos males.

Ignotus por Divaldo Franco do livro:
Panoramas da Vida

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