domingo, 6 de setembro de 2026

Terapia desobsessiva

Terapia desobsessiva

Joanna de Ângelis


Imagem gerada por IA.

No estudo dos sofrimentos humanos destaca-se um capítulo que, pelas suas graves injunções, merece estudo à parte.

Chaga moral do Espírito, a obsessão tem uma generalização muito mais ampla do que se pode imaginar, tornando-se, periodicamente, uma virose de contágio célere, em face das circunstâncias que exige como decorrência do processo evolutivo das criaturas e do planeta, que a impõem como necessidade saneadora dos volumosos compromissos negativos que permanecem na economia da sociedade.

Na Antiguidade Oriental, como depois, durante a Idade Média, apresentava-se com características epidêmicas e varria os povos, dava-lhes uma trégua e retornava intempestivamente.

Confundida com a loucura nos seus diversos aspectos, tem desafiado os estudiosos do comportamento, da saúde, da religião e das ciências da mente.

Sutil, em certas ocasiões, assume proporções inesperadas, levando a extremos lamentáveis aqueles que lhe tombam nas urdiduras.

A humanidade tem-na sofrido, considerando-a, em diversas épocas, como castigo divino, e usado métodos de combate não menos cruéis, por desconhecimento da sua gênese, portanto, pela impossibilidade de enfrentá-la, de amenizá-la com recursos hábeis, eficazes.

Trata-se da alienação mental por obsessão, isto é, pela ingerência da presença psíquica de um desencarnado num encarnado.

A obsessão pode influenciar maleficamente também a organização física, produzindo patologias complexas quão danosas.

Allan Kardec estudou-a com proficiência, sendo o primeiro investigador a penetrar-lhe as causas, dissecá-las, e apresentou as terapias compatíveis, capazes de amenizá-la ou erradicá-la completamente.

Antes dele, Jesus, diversas vezes, enfrentou e atendeu obsessos e obsessores, socorrendo-os com Seu inefável amor e libertando-os uns dos outros mediante a força restauradora de que se faz possuidor.

Os Seus diálogos com esses enfermos são profundos, apresentando à psicopatologia admirável capítulo, que permanece obscuro nas áreas das doutrinas especializadas.

O Espiritismo, porém, por lidar com os fatores causais, analisa o problema e o elucida, propondo corretos métodos para atender os que se encontram envolvidos, ao tempo que fornece terapias preventivas, que impedem a instalação da mazela.

A obsessão tem as suas raízes fixadas nos antecedentes morais de ambos os litigantes, que se deixaram vencer pela inferioridade que os dominava à época da pugna.

Egoístas e irrefletidos, não mediram as consequências dos seus atos venais, passando a vincular-se um ao outro através das algemas do ódio, do desforço, que os tornam cada vez mais infelizes.

Arrastam-se, desse modo, por séculos de sofrimentos excruciantes, passando de vítimas a algozes, e reciprocamente, até que o amor lhes acenda a luz da esperança nas sombras onde se detêm e o perdão os torne verdadeiros irmãos na senda evolutiva.

O amor é, assim, o primeiro medicamento para a terapia antiobsessiva.

Abre as portas à esperança e esclarece quanto às sagradas finalidades da vida, proporcionando o perdão que suaviza as dores produzidas pelas ulcerações do ódio. Enquanto persistam o ressentimento e a malquerença, a desconfiança e o rancor, a obsessão permanece como ácido queimando as delicadas engrenagens da casa mental e produzindo as alienações tormentosas.

A mediunidade, por outro lado, é a grande oportunidade que faculta a identificação e a cura das obsessões, porque é através dos seus delicados mecanismos que elas se manifestam e, por eles mesmos, que se podem atender aos agentes indigitados.

O paciente, vítima de obsessão é, certamente, portador de mediunidade, que necessita de conveniente educação, a fim de aplicá-la em finalidades relevantes.

A obsessão é doença grave, mesmo quando se apresenta em quadro simples, em forma de inspiração depressiva ou de morbo que afeta a saúde física. Isso porque impõe a transformação moral do paciente e a mudança emocional do agente que a desencadeia, consciente ou não.

Só há obsessão porque há débito de quem a sofre.

As leis da vida dispõem de recursos elevados para a reeducação dos incursos nos seus códigos de justiça. No entanto, a intemperança e precipitação dos indivíduos, perturbados em si mesmos, levam-nos aos desforços e vinganças, produzindo esses desnecessários processos de sofrimentos.

A mente infeliz, através da monoideia de revide, descarrega ondas de ódio no seu desafeto que, desequipado de recursos morais, tais a vigilância, a caridade, o amor, capta-as pelo campo do perispírito, com o qual aquela sintoniza por afinidade vibratória até transformar-se em ideia perturbadora no seu próprio psiquismo.

De outras vezes, irradia as mesmas deletérias energias e condensa, pela ação da vontade, as suas vibrações, apresentando-se com aspectos terrificadores durante a vigília e o parcial desdobramento pelo sono, e provocando vinculação pelo pavor, que se transforma em patologia alucinante.

Na sucessão de interferências consegue dominar a mente culpada, que se lhe faz submissa, dando curso aos mais graves fenômenos de subjugação, que a ignorância, por muitos séculos, considerou como possessão demoníaca e os cientistas rotularam de esquizofrenia.

Da mesma forma, a constante ingestão psíquica da onda mental enfermiça produz distúrbios orgânicos variados, que facultam a instalação de germes destrutivos da saúde ou provocam, por si mesma, degenerações celulares, ulcerações, disfunções de diversos órgãos.

A desobsessão, por consequência, é a terapia especializada e única possuidora dos recursos para a libertação do alienado.

Mediante o esclarecimento do Espírito enfermo, imbuído da falsa ideia de justiça, dever-se-á dissuadi-lo do infeliz propósito, demonstrando-lhe o erro em que se encontra e induzi-lo à certeza de que o amor de Deus tudo resolve.

Concluída essa tarefa, que exige a interferência de um médium educado – quando o fenômeno da psicofonia atormentada não se dá através do próprio paciente – é indispensável a conscientização da vítima, a fim de que busque a reabilitação por meio de uma mudança de comportamento mental e espiritual, aplicando as técnicas referidas no capítulo da autocura.

Essa reforma moral do obsidiado fará que o seu atual perseguidor constate-lhe o esforço para melhorar-se, demonstrando arrependimento das ações infelizes, e, asserenando o ânimo, torne-se amigo do antigo verdugo, avançando com ele pela rota do bem.

O ministério da desobsessão pode também processar-se além da esfera física, pela interferência dos benfeitores espirituais, quando constatam o esforço da alma para reabilitar-se e auxiliar o seu perseguidor.

Nos processos que afetam o organismo físico, além do recurso espiritual liberativo é conveniente a terapia médica correspondente, para o reaparelhamento orgânico.

Proliferam, também, as obsessões entre os encarnados, graças aos abusos do sentimento, que os levam à vampirização psíquica, gerando distúrbios demorados.

Os desejos perturbadores direcionam petardos mentais que atingem aqueles aos quais são dirigidos, produzindo-lhes estranhas e desagradáveis sensações. Quando são recíprocos, dão curso à interdependência psíquica que afeta tanto a área da emotividade como da organização somática, gerando sofrimento.

Toda forma de obsessão resulta de um inter-relacionamento pessoal interrompido pelas forças negativas da agressividade, do ódio, da traição, do crime ou das expressões do amor em desalinho, que destrambelham os sentimentos.

A desobsessão consiste na interrupção do processo de imantação de ambos os infelizes, porquanto o agressor, embora se considere realizado pelo mal que inflige à sua vítima, padece, por sua vez, de infortúnio e falta de paz.

A criatura é sempre responsável pela própria vida. Somente há desar, obsessão e sofrimento, porque se elegem os comportamentos doentios em detrimento daqueloutros positivos.

Diante das obsessões, constata-se o retorno dos atos inditosos em busca da reparação imediata.

Dissolver os grilhões do mal com as energias poderosas do amor, eis no que consiste a terapia desobsessiva, que libera o ser do sofrimento que a sua incúria gerou, favorecendo-o com a saúde integral, resultado de uma mente em harmonia com a vida, uma organização física em equilíbrio e a emoção como a razão dirigidas para o bem, para o progresso, para a felicidade.

“Se os médicos são malsucedidos, tratando da maior parte das moléstias, é que tratam do corpo, sem tratarem da alma. Ora, não se achando o todo em bom estado, impossível é que uma parte dele passe bem.” (KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo, Introdução – Item XIX – Resumo da Doutrina de Sócrates e Platão.)

Joanna de Ângelis por Divaldo Franco do livro:
Plenitude
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- Para seguirmos corretamente o espiritismo, devemos submeter todas as mensagens mediúnicas ao crivo duplo de Kardec, sendo eles,  a razão e a universalidade.

- Cisão para estudo de acordo com o Art. 46 da Lei de Direitos Autorais - Lei 9610/98 LDA - Lei nº 9.610 de 19 de Fevereiro de 1998.

sábado, 5 de setembro de 2026

Donativos menosprezados

Donativos menosprezados

Militão Pacheco


Imagem gerada por IA.

Cumprir os próprios deveres sem esperar que os amigos teçam láureas de gratidão.

Calar toda queixa.

Abster-se do gracejo nas conversas de fundo edificante para não desencorajar a responsabilidade nascente.

Grafar páginas consoladoras e construtivas sem a pretensão de sermos compreendidos ou elogiados.

Prestar favores oportunos ao próximo sem a ideia de que o próximo venha, por isso, a dever-nos qualquer cousa, ainda mesmo o agradecimento mais simples.

Reconhecer que as faltas dos outros podiam ser nossas a fim de que saibamos desculpa-los sem condições.

Não supor que o ouvinte ou os ouvintes seja obrigado a pensar pela nossa cabeça.

Escutar os erros de quem se exprime numa assembleia, sem sorrisos de mofa, para que o iniciante no cultivo do verbo superior não se sinta frustrado em seus intentos de bem fazer.

Não atribuir a outrem essa ou aquela falha havida em serviço.

Auxiliar aos irmãos menos felizes sem exprobrar-lhes a conduta passada.

Não acusar e nem criticar pessoas sob o pretexto de estarem ausentes.

Silenciar diante dos grandes ou pequenos escândalos, sem considerações deprimentes, orando em favor daqueles que os provocaram.

Não reclamar homenagens afetivas nessa ou naquela circunstância.

Ouvir com respeito à palavra ou a dissertação supostamente fastidiosa, sem ofender a quem fala.

Evitar a maledicência em derredor de gestos, atitudes e frases sob nossa observação.

Substituir espontaneamente e sem qualquer apontamento desfavorável, nas boas obras, o seareiro em falta nas atividades previstas.

Executar com sinceridade as obrigações que a vida nos preceitua sem a preocupação de invadir as tarefas alheias.

Não opor contraditas às opiniões do interlocutor e sim ajuda-lo, sem presunção, a entender a verdade em torno disso ou daquilo, no momento adequado.

Amar sem pedir que os entes amados se convertam em bibelôs dos nossos caprichos.

Não exigir das criaturas humanas a perfeição moral que todos estamos muito longe de possuir.

Deixar os companheiros tão livres para encontrarem a própria felicidade quanto aspiramos a ser livres por nossa vez.

Militão Pacheco do livro: Ideal Espírita
de Chico Xavier / Waldo Vieira

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sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Sons articulados

Sons articulados

Miramez


Imagem gerada por IA.

Não deve faltar nas articulações dos sons o sublime magnetismo da alegria. Falar a alguém sem amor é o mesmo que doar algo a alguém com as mãos fechadas. Os antigos "Como Vai", "Bom Dia", "Boa Tarde" e "Boa Noite" são meios, através dos quais, com o poder da palavra, poderás vitalizar teu companheiro e receber dele a mesma doação energética. Não podes imaginar, por enquanto, o quanto poderias receber, em se tratando de almas que já armazenam no coração rutilantes dotes espirituais: muito mais! Toda harmonia de sons é agradável ao espirito, esteja ele em qualquer estado evolutivo e, principalmente, na escala em que se encontra o homem.


Se já ouviste falar das benfeitoras massagens orientais, da acupuntura e de determinados exercícios rítmicos, para que seja liberada a energia coagulada em determinados pontos do corpo, é bom que saibas que a palavra educada de um iniciado produz os efeitos mencionados e ainda mais, porque estimula em quem ouve, como em quem fala, um alcance maior na aquisição da fé e esta faz vibrar com grande vigor os centros de força, que acionam as glândulas internas na segregação de variados hormônios, garantindo um bem-estar indizível ao coração.

Jesus era mestre nessa arte de falar curando, de falar instruindo, de falar libertando os corações. E Ele dizia aos Seus discípulos: "Vós que me acompanhais, podeis fazer muito do que eu estou fazendo..." Que não cheguemos a tanto, porém, agarremo-nos ao esforço todos os dias, para que possamos alcançar o melhor, para que nosso verbo se harmonize com as leis espirituais do Universo e comece a transformar o próprio falante em orador de luz, levantando caídos, saciando a sede do coração, vestindo os nus de entendimento e revestindo de paz os desesperados.

Na verdade, a boca foi feita também para comer, mas alimentar não é porventura uma conversa, em dimensão diferente, com os órgãos? E, se estiveres disposto a conversar bem com teu organismo, sabe escolher teus alimentos em conformidade com a harmonia da criação, estuda a natureza que é sábia em culinária perfeita, 0 teu laboratório é incomparável na concentração de vidas, para vidas. A linguagem bem ordenada em níveis superiores é uma fonte de alimentos espirituais, que o futuro próximo nos dirá com a chancela da ciência oficial, confirmando assim, o que já falava Jesus, há quase dois mil anos atrás:
"Está escrito: não só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que procede da boca de Deus". (Mateus, 4:4.)
A boca do homem é a boca de Deus para o serviço do amor. Tu és filho da Grande Luz, como nós e todos os departamentos da criação infinita. O Senhor está fora e dentro de nós, e é bom que deixêmo-Lo comandar a nossa fala. Se a isso nos acostumarmos, estaremos livres para sempre de todas as congestões provocadas pelo muito falar, esquecendo-nos d'Ele.
Não deixes que a tua boca solte pelos portais dos lábios, palavras que ofendem, de desanimo, de covardia, de imprudência, de desespero, de ódio e de tristeza, porque não é esse o objetivo da sua função. Se escapulirem algumas vezes, sons não afeitos à moral dignificada, não os repitas, pois a correção é serviço do aprendizado. E se a tua inteligência já alcançou a compreensão de onde procede a palavra, levanta uma tenda de trabalhos na grande área da mente e escreve em letras garrafais no seu portal: REFORMAM-SE IDÉIAS... 

Faze de modo que, quando elas saírem pelos sons articulados, em direção a alguém, ou em viagem ao espaço, lembrem o dono, sem envergonharem a grande família universal. Quem falou, falou na presença do Senhor!

Miramez por João Nunes Maia do livro:
Horizontes da Mente

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quinta-feira, 3 de setembro de 2026

O auxílio mútuo

O auxílio mútuo

Neio Lúcio


Imagem gerada por IA.

Diante dos companheiros, André leu expressivo trecho de Isaías e falou, comovido, quanto às necessidades da salvação.

Comentou Mateus os aspectos menos agradáveis do trabalho e Filipe opinou que é sempre muito difícil atender à própria situação, quando nos consagramos ao socorro dos outros.

Jesus ouvia os apóstolos em silêncio e, quando as discussões, em derredor, se enfraqueceram, comentou, muito simples:

— Em zona montanhosa, através de região deserta, caminhavam dois velhos amigos, ambos enfermos, cada qual a defender-se, quanto possível, contra os golpes do ar gelado, quando foram surpreendidos por uma criança semimorta, na estrada, ao sabor da ventania de inverno.

Um deles fixou o singular achado e clamou, irritadiço: — “Não perderei tempo. A hora exige cuidado para comigo mesmo. Sigamos à frente”.

O outro, porém, mais piedoso, considerou:

— “Amigo, salvemos o pequenino. É nosso irmão em humanidade”.

— “Não posso — disse o companheiro, endurecido —, sinto-me cansado e doente. Este desconhecido seria um peso insuportável. Temos frio e tempestade. Precisamos ganhar a aldeia próxima sem perda de minutos”.

E avançou para diante em largas passadas.

O viajor de bom sentimento, contudo, inclinou-se para o menino estendido, demorou-se alguns minutos colando-o paternalmente ao próprio peito e, aconchegando-o ainda mais, marchou adiante, embora menos rápido.

A chuva gelada caiu, metódica, pela noite a dentro, mas ele, sobraçando o valioso fardo, depois de muito tempo atingiu a hospedaria do povoado que buscava. Com enorme surpresa porém, não encontrou aí o colega que o precedera. Somente no dia imediato, depois de minuciosa procura, foi o infeliz viajante encontrado sem vida, num desvão do caminho alagado.

Seguindo à pressa e a sós, com a ideia egoística de preservar-se, não resistiu à onda de frio que se fizera violenta e tombou encharcado, sem recursos com que pudesse fazer face ao congelamento, enquanto que o companheiro, recebendo, em troca, o suave calor da criança que sustentava junto do próprio coração, superou os obstáculos da noite frígida, guardando-se indene de semelhante desastre. Descobrira a sublimidade do auxílio mútuo... Ajudando ao menino abandonado, ajudava a si mesmo avançando com sacrifício para ser útil a outrem, conseguira triunfar dos percalços da senda, alcançando as bênçãos da salvação recíproca.

A história singela deixara os discípulos surpreendidos e sensibilizados.

Terna admiração transparecia nos olhos úmidos das mulheres humildes que acompanhavam a reunião, ao passo que os homens se entreolhavam, espantados.

Foi então que Jesus, depois de curto silêncio, concluiu expressivamente:

— As mais eloquentes e exatas testemunhas de um homem, perante o Pai Supremo, são as suas próprias obras. Aqueles que amparamos constituem nosso sustentáculo. O coração que
socorremos converter-se-á agora ou mais tarde em recurso a nosso favor. Ninguém duvide.

Um homem sozinho é simplesmente um adorno vivo da solidão, mas aquele que coopera em benefício do próximo é credor do auxílio comum. Ajudando, seremos ajudados. Dando, receberemos: esta é a Lei Divina.

Neio Lúcio por Chico Xavier do livro:
Jesus no Lar

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